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Tiltak i utenriks- og utviklingspolitikken

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8 Detaljert

8.4 Tiltak i utenriks- og utviklingspolitikken

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CAPÍTULO 6

OUTROS DEPÓSITOS E OCORRÊNCIAS DE FE-CU NA REGIÃO OESTE

DA PROVÍNCIA BORBOREMA

6.1. INTRODUÇÃO

As ocorrências de Fe-Cu no setor sudoeste do sistema Orós-Jaguaribe estão inseridas no contexto do Domínio Setentrional da Província Borborema. O arcabouço geológico é constituído por bacias do estágio de transição (molassas) desenvolvidas entre o Neoproterozóico e o final do Cambriano e cujo preenchimento é feito por sedimentos oriundos do colapso do orógeno brasiliano e por rochas vulcânicas. A pilha vulcano- sedimentar é recortada por várias gerações de granitos tardi- a pós-tectônicos, sendo que o controle estrutural da seqüência estratigráfica é feito por extensas zonas de cisalhamento. As alterações hidrotermais associadas às ocorrências de brechas e às mineralizações são do tipo epidoto-clorita-carbonato (alteração propilítica), quartzo-albita-carbonato, sericita-quartzo- clorita (alteração fílica), silicificação e hematitização.

Alguns modelos metalogenéticos foram propostos para as ocorrências cupro- hematíticas da área delimitada entre as cidades de Pio IX, São Julião, Fronteiras (PI) e Campos Sales (CE), no setor sudoeste do Sistema Orós-Jaguaribe, na região nordeste do Brasil. Vários autores admitem o modelo “cobre pórfiro” para mineralizações de cobre associadas a rochas graníticas e ao mesmo tempo sugerem o modelo sin-sedimentar para mineralizações nas rochas sedimentares encaixantes (Farina, 1980; Terazu, 1980,1981; Gabor Gáal, 1982; Lopes Filho et al. 1982; Franke, 1983 In: Parente, 1984).

Parente (1984), ao estudar as mineralizações do Granito Mandacaru, propôs dois modelos genéticos para estas ocorrências: um vulcanogênico, representado pela associação Fe-Cu e provavelmente Zn; e outro estratiforme vulcano-sedimentar, com mineralização remobilizada, tanto por falhamentos quanto por intrusão granítica.

Maas et al. (2003), ao estudar a assinatura geofísica das brechas da região, sugere que as ocorrências cupro-hematíticas se encaixem, em parte, ao modelo IOCG (Hitzman, 2000) ligado ao colapso de orógeno.

Outras ocorrências e depósitos de Fe-Cu descritos na região oeste da Província Borborema demonstram características similares às ocorrências estudadas neste trabalho, de maneira que seu entendimento pode ajudar na melhor compreensão dos processos atuantes no setor sudoeste da província.

Capítulo 6 Outros Depósitos e Ocorrências de Fe-Cu na Região Oeste da Província Borborema

95 6.2. DEPÓSITOS E OCORRÊNCIAS DE FE-CU NA REGIÃO OESTE DA PROVÍNCIA BORBOREMA

Dentro da região estudada, inseridos no estado do Ceará, ocorrem outros depósitos de cobre e ferro, de natureza diversa, que guardam algumas semelhanças com as ocorrências descritas nesse estudo. Segue abaixo uma síntese desses depósitos.

Parente & Arthaud (2004) descrevem a ocorrência de cobre associada à seqüência vulcano-sedimentar de Aurora (CE), caracterizada por brechas hidrotermais feldspáticas, sílico-ferruginosas com mineralizações de sulfeto de cobre e óxidos de ferro, hospedadas por rochas vulcanoclásticas albitizadas e cloritizadas, fortemente transformadas. O controle estrutural do depósito é feito por zonas de cisalhamento de baixo ângulo, subsidiárias ao megacisalhamento crustal de Patos. O depósito de Aurora exibe dois controles metalogenéticos: o primeiro de origem litológica, no qual o cobre está disseminado nas rochas vulcanoclásticas da Unidade Cachoeirinha B; o outro, de caráter lito-estrutural, cujo minério principal está intimamente associado às brechas silicosas e /ou sílico-feldspáticas ferruginosas desenvolvidas ao longo de zona de cavalgamento que superpõe a unidade de fácies xisto verde.

Brizzi & Roberto (1988) descrevem o depósito de Pedra Verde (CE) como estratiforme, situado em meio a metapelitos carbonosos, com intercalações areníticas da Formação Mambira (Eoproterozóico), que preenchem um graben formado dentro de gnaisses e quartzitos do embasamento, cuja espessura média da zona mineralizada é de 3,15m. Há uma zonação bem definida, do topo para a base: zona vermelha rica em óxidos de ferro, na base dos conglomerados, recobrindo e em contato com o minério - zona com calcocita (primeira zona mineralizada, no topo dos filitos carbonosos em contato com a zona vermelha) - zona com bornita e zona a calcopirita e pirita, na base do minério, dentro dos filitos carbonosos.

Parente e t al. (2005) descrevem uma ocorrência de ferro (hematita) hidrotermal na Bacia de Jaibaras (CE) que também é uma molassa associada à denudação do orógeno brasiliano na Província Borborema. O conjunto é caracterizado por uma associação vulcano- sedimentar, com vulcânicas bimodais, fortemente alteradas hidrotermalmente em que a propilitização, albitização e hematitização são as alterações dominantes, sendo recortadas por granitos pós-tectônicos (Mucambo e Meruoca), controlados por zonas de cisalhamento. A tipologia das ocorrências vai desde granitos brechados com pirita e calcopirita disseminados, recortados por vênulas de óxido de ferro, a brechas vulcânicas epidosíticas, brechas hematítico-silicosas maciças e corpos magnetítico-hematíticos tabulares, maciços, que gradam

Capítulo 6 Outros Depósitos e Ocorrências de Fe-Cu na Região Oeste da Província Borborema

96 lateralmente entre si. Esta ocorrência foi caracterizada como magmático-hidrotermal distal com quantidades consideráveis de fluidos não magmáticos, semelhantes ao modelo IOCG.

Essas ocorrências e depósitos de cobre e ferro mostram características dos sistemas mineralizadores do tipo sedimentar, em que a circulação ou influência de água não-magmática desloca metais das rochas percoladas e os deposita em locais privilegiados (Pedra Verde) ou vulcanogênico com forte controle tectônico, em que corpos graníticos remobilizaram metais pré-existentes e concentraram-nos em zonas com forte alteração hidrotermal e brechação tectônica (Jaibaras).

As brechas tectono-hidrotermais do setor sudoeste da Província Borborema possuem algumas características dos depósitos acima descritos, ou seja, concentração de ferro e cobre em zonas com alteração hidrotermal e brechação sob influência de rochas graníticas, estando melhor enquadradas na definição de depósitos da classe IOCG, apesar de nunca terem sido encontrados depósitos com considerável volume de fases sulfetadas que justificassem sua exploração comercial.

Figura 6.1 – Esboç o ge oló gic o do Est ado do Ceará c om a localizaç ão a proxima da d os dep ósito s de Fe- Cu da regiã o oeste da Provínc ia B orbo rema ( mo dific ado de C aval cante, 19 99).

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