• No results found

Tiltak for å fremme pensjonsmessig likebehandling

7.3 Folketrygdloven/modernisert folketrygd

7.3.8 Tiltak for å fremme pensjonsmessig likebehandling

Este documento consolida os resultados, métodos, análises e conclusões relacionados às emissões de GEE da carne bovina brasileira exportada para a UE, reunindo informações de quase três anos de desenvolvimento do projeto Pegada de Carbono da Carne Bovina Brasileira.

Os resultados da PC da carne bovina brasileira exportada para a UE, do berço ao porto europeu, das 23 fazendas estudadas variaram de 27 a 99 kg CO2e / kg carne desossada. Ao

analisar a produção de carne bovina por sistemas de produtos, foram obtidos os seguintes resultados: o sistema de produto A apresentou média de 60 kg CO2e / kg carne desossada;

os sistemas de produto B, C e D apresentaram variações de 28 – 47 kg CO2e / kg carne

desossada; 27 – 61 kg CO2e / kg carne desossada e 48 – 99 kg CO2e / kg carne desossada,

respectivamente.

Neste projeto foi possível reforçar que a ACV se mostrou uma técnica bastante eficiente para avaliar o impacto climático da produção de carne bovina, sendo uma ferramenta útil para tomadores de decisão em diversos elos dessa cadeia produtiva. A abordagem de produto utilizada na ACV proporciona uma visão ampla das etapas e processos envolvidos na produção de carne bovina, permitindo identificar a origem das emissões de GEE e as correlações entre as diversas variáveis que impactam em sua produção e também nas emissões, como: sistemas de reprodução animal, idade e peso de abate, localização das fazendas, processos de transporte, entre outros. Além dessas variáveis, o estudo possibilitou também relacionar outros aspectos com a PC da carne bovina, como o cenário atual de uso da terra nas diferentes localidades.

Por meio dos resultados da PC, foi possível identificar a fermentação entérica e a mudança direta no uso da terra como as principais fontes de emissão de GEE ao longo da cadeia de valor da pecuária, sendo esses os pontos críticos do produto estudado. Os resultados apresentados nesse trabalho evidenciam que melhorar a eficiência das atividades de cria (reprodução), evitar o desmatamento e promover a recuperação de pastagem são medidas altamente relevantes para reduzir a PC da carne bovina. Cabe destacar que essas recomendações se aplicam à grande maioria dos casos analisados, mas que podem apresentar resultados com maior ou menor grau de redução da pegada.

Além disso, o estudo proporcionou grandes aprendizados no que tange as características do animal ao abate. Ao correlacionar idade e peso de abate com a PC, foi possível notar que a

123

redução da idade de abate, quando não acompanhada da redução do peso de abate, tem grande potencial para redução das emissões de GEE da pecuária de corte.

No entanto, o estudo demonstrou também que uso da ACV para avaliar o impacto climático da produção de carne bovina tem algumas limitações metodológicas: (i) diferentes métodos de cálculo dificultam a comparação dos resultados; (ii) métricas diferentes (GWP vs. GTP) fornecem resultados diferentes e podem levar a recomendações diferentes; e limitações técnicas que podem ser melhoradas em trabalhos futuros: (i) ampliar o grau de regionalização do método BRLUC para o nível municipal; e (ii) ampliar o grau de representação dos diferentes sistemas de produto estudados, considerando diferentes fatores de emissão de metano e óxido nitroso no cálculo das emissões do rebanho; diferentes rendimentos de carcaça e desossa; diferentes valores econômicos e, consequentemente, diferentes fatores de alocação econômica (por exemplo, a carne exportada via Cota Hilton poderia ter maiores emissões porque seu valor de mercado é maior). Especificamente para o contexto brasileiro, que apresenta uma grande variedade de sistemas de produção de carne bovina, a generalização de resultados de estudos desta natureza deve ser evitada.

Apesar de a PC da carne bovina ser um tema extensamente estudado, o uso de diferentes metodologias e premissas dificultam uma comparação consistente dos dados e dos resultados. Ressalta-se que, atualmente, não existe um método consolidado para cálculo da PC da carne, e a RCP do setor não deixa claro como o sistema de produto deve ser modelado. Conforme já evidenciado ao longo deste relatório, a ausência de métricas claras nas diferentes etapas de um estudo de ACV impacta diretamente nos resultados e, principalmente, nas comparações entre produtos semelhantes.

Diante disso, os autores acreditam que a definição de regras para a contabilização das emissões de GEE da carne bovina deveria ser um item prioritário nas discussões setoriais nacionais e internacionais. Uma das contribuições deste estudo está justamente relacionada a esse fator e consiste na proposta da abordagem metodológica híbrida para o cálculo da pegada de carbono da carne. Por se tratar de um método relativamente simples – que não requer grande quantidade e tratamento de dados – a combinação das abordagens bottom-up e top-down se mostra como uma alternativa com alto grau de confiabilidade e padronização que facilitará o cálculo da PC.

De modo geral, por meio da quantificação das emissões de GEE de toda a cadeia de valor da pecuária de corte, o presente relatório deixa como legado importantes contribuições para o setor, como: (i) melhor compreensão do perfil de emissões da carne bovina brasileira; (ii) identificação dos pontos críticos e das principais oportunidades para a redução de emissões

124

de GEE no ciclo de vida da carne, e (iii) auxílio no desenvolvimento de uma metodologia de cálculo sólida, transparente e replicável.

Finalmente, o atual estudo contribui para futuras pesquisas nas áreas técnicas relacionadas à ACV, mudanças climáticas, pecuária de corte e outras correlatas, uma vez que apresenta resultados inéditos e oferece informações de forma transparente que podem auxiliar nas discussões já existentes sobre o tema, em diferentes fóruns. No contexto aplicado, os resultados aqui apresentados podem direcionar esforços de gestão, tanto no campo público quanto privado, pois: (i) demonstram claramente os pontos críticos (fontes de emissão) que precisam ser gerenciados; (ii) trazem resultados inéditos, construídos a partir de muitos dados primários do setor (realismo).

125