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Tiltak 1 med å systematisere planverk

5 Tiltak og evaluering

5.1 Tiltak 1 med å systematisere planverk

Ainda uma vez olhemos em derredor de nós. No atual momento histórico existem dois estados: um aparente, superficial,transitório, que todos vêem e que constitui a base de julgamento da maioria; outro real, profundo, dado pelo eterno desenvolvimento das coisas. O primeiro é de destruição, de miséria,de mentira e de ódio, em suma, um estado bestial, involuído. Os melhores, que sendo mais evoluídos conquistaram os valores mais elevados da vida, que não são os materiais, única meta dos involuídos, mas os espirituais, bem preciosos e poderosos — os melhores, repetimos, são hoje perseguidos e deslocados pelos piores. Hoje e exatamente a hora do mal, cuja característica é a negação e a subversão Assim os melhores se tornaram perseguidos, quase que obrigados a esconder-se, enquanto os piores conquistaram tudo. Mas é natural que os revolvimentos necessários para passar de um estado de equilíbrio a outro,

evolutivamente superior, sejam também convulsivos. É natural que para passar de um estado de le-

galidade ao de uma legalidade mais completa e perfeita, seja necessário atravessar uma fase de ilegalidade, que depois se refaz e coordena em uma nova ordem. Também durante a revolução francesa que teve os seus fins históricos e sociais, verificou-se a ascensão da escória. Mas é uma posição falsa, porque não lhe corresponde um valor intrínseco e, por conseguinte, ela não pode durar. Então, ou os filhos de qualquer revolução demonstram estar a altura da posição conquistada, ou é a própria revolução que os mata, como na França ela fez com Robespierre e companheiros. O que,inversamente, encontramos em profundidade? Toda a verdade, pela lei do dualismo universal, não esta completa se não foi vista em seus dois temas antitéticos e contraditórios, dos quais ela se compõe na totalidade. No extremo do fenômeno histórico atual, como aparece na superfície, temos um estado oposto, de preparação subterrânea, de espera e maturação. Assim como se diz que sob a neve está o pão, assim também é sob a tempestade que estão amadurecendo os germes de uma nova civilização. Para compreender isto, seria necessário conhecer não só as leis históricas, mas também as leis biológicas, das quais a história humana não é mais do que uma parte. Quem compreendeu essas leis, não discute mais com os homens que em geral não sabem o que fazem nem por que o fazem. Mas discute com as leis biológicas que o movem e as quais eles, que crêem tanto como o andar, não fazem mais do que obedecer, movidos pelos instintos mais ou menos lúcidos e conscientes, instintos que são as forças por meio das quais as leis os manobram. Isto porque o caminho da história não se faz ao acaso, não está entregue ao capricho ou vontade dos povos e, muito menos, dos seus dirigentes Quem faz a história são as correntes de pensamento coletivo, que são inconscientemente sentidas e expressas pelas massas. E os dirigentes serão tanto mais capazes, quanto melhor souberem sentir essas correntes, interpretá-las, exprimi-las, encarná-las. Mas queiram eles seguir

outra via, substituindo-se as profundas impulsões biológicas para desviá-las do caminho, estas se

rebelarão e se libertarão deles como de um trambolho. O poder de manter-se não pode possuir finalidades egoísticas individuais eu de classe, finalidades de domínio, mas deve representar uma função biológica, ser compreendido como uma missão a serviço da vida. De outra forma esta reage e qualquer poder humano se esboroa.

Eis, pois, que no fundo das coisas há algo de bem diferente; estão aí o pensamento e a vontade diretora de Deus, que não são apenas transcendentes nos céus, mas também imanentes em nós e em nossas coisas, presentes com a sua incessante obra criadora. Na direção da história há, portanto, uma obra bem outra do que a pobre e ignorante sapiência humana. Há a sabedoria de Deus. Que isto seja de grande conforto aos melhores, mais evoluídos, hoje expulsos e esmagados.

Quem está habituado a olhar com humildade e amor, pedindo e entregando-se a esse pensamento divino que tudo rege, constata experimentalmente a existência de uma lei de ordem e de amor que está no centro das coisas, que as alimenta e as mantém em vida, ainda que deixando que na periferia, na forma e na matéria, dominem a desordem e o mal. Assim como nas grandes tempestades oceânicas, a poucos metros abaixo da superfície das águas se observa a calma, assim também na história. Sob o grande rumor das revoluções, a queda das classes sociais e dos tronos, o desmoronamento de enormes construções políticas, se verifica a calma das grandes Leis da vida que, lentas mas seguras, vão preparando o futuro. Futuro garantido, como garantida é a primavera que deve (deve pelas leis da vida), trazer consigo a germinação das novas massas. Não podemos, de fato, presumir que a continuação da vida seja confiada aos homens e aos seus expedientes. E, se ela triunfa sempre, e sempre triunfou, como o demonstra o fato de que durou até aqui, isto é porque ela é protegida justamente por essa sabedoria divina que a guia, a nutre e a mantém.

Abordemos agora a parte mais importante da questão. O que é que a sabedoria das leis biológicas e, por conseguinte, também históricas e sociais, nos esta preparando para o futuro? A história jamais caminhou uniformemente, mas sempre por ações e reações, por impulsos e contrachoques, progredindo no tempo não como um rio canalizado em margens feitas pelo homem mas como um curso d’água que, deixado livremente vagar pela planície, por ela serpenteia da maneira que o seu dinamismo lhe permite. Logo, ação e reação. Logo, contrariamente ao que presume o cálculo das probabilidades, de modo que amanhã pode suceder o contrário de hoje. Essa é a lei da vida que está baseada, não na continuação indefinida de estados idênticos e constantes, mas na compensação de contrários e no seu equilíbrio. Sabemos que a oscilação entre contrários, isto é, entre um extremo positivo e extremo negativo, em que cada fenômeno se inverte no seu oposto, é a base da luta, da evolução, da própria percepção. O fato mais inverossímil e fantasista para o observador superficial, hoje dominante, é, pois, exatamente o mais verossímil e lógico ao observador profundo. Por isso nos encontramos precisamente em uma noite que precede um novo dia, pois que na vida é exatamente a noite a preparação do dia, é a morte que anuncia o renascimento, é o mal, a destruição, o martírio que anunciam o bem, a construção, o espírito. Encontramo-nos no fundo do vale da onda histórica, que deve necessariamente depois reascender, como tornam a subir todas as ondas. Conclusão: caminhamos para uma nova civilização do espírito, para a nova civilização do terceiro milênio.

Trata-se agora de saber como se conseguirá essa nova civilização. Naturalmente porque é nova, por razões de equilíbrio e compensação ela deve estar nos antípodas do que hoje denominados a nossa civilização. Trata-se, não de retoques do que é velho, de novas ordenações políticas, com a habitual substituição, com vantagem para novas figuras ou classes, não se trata de continuar, mas se trata de iniciar, com princípios diferentes. Expô-los aqui é tarefa muito grande para um capítulo. Bastam-nos alguns acenos. Os valores atuais, os que se projetam acima do nível comum, pertencem mais ao plano animal do que ao plano que deveria ser humano. O homem atual é involuído, é mais animal do que homem. Hoje vale a forca e a astúcia. A honestidade e o mérito, valores superiores, têm importância mínima. A bondade e a inteligência voltadas para o bem são as qualidades menos úteis na vida social de hoje e chegam a ser mesmo nocivas. Hoje o preço é medido pela capacidade de prejudicar e pela utilidade extraída, não propriamente do valor. Isto acontece justamente porque a balança dos juízos humanos é a do animal, mais que a de um ser superior. Hoje o poder não é compreendido como uma função biológica, como missão a serviço do povo, mas e conquistado como qualquer meio com objetivos de vantagem individual. A seleção biológica de um tal tipo tido como o mais forte, corresponde a estados primitivos, involuídos. A evolução impõe a passagem para formas de luta e de seleção biológica mais elevadas, dirigidas a formação de um tipo menos inconsciente, menos egoisticamente isolado. A vida caminha para

a formação de grandes unidades coletivas humanas, em que é necessário compreensão e colaboração, e não mais subjugação e proveito. A época do senhor e do escravo já passou. Marcha-se para novas formas de liberdade que, porém, não significam como acredita o homem de hoje, abuso e licença, mas significam uma nova disciplina, mas elevada, uma ordem mais férrea e uma consciência que compreenda a utilidade disto e lhe obedeça, ainda que seja por espírito utilitário.

Hoje se crê no número. Basta uma maioria,não importa de que elementos, para formar uma verdade, um direito, para estabelecer uma norma de vida, urna lei. Ora, como pode a quantidade fazer a qualidade? Nós não podemos formar nem ao menos uma única unidade reunindo um número de zeros que seja mesmo infinito. Isto é elementar. Hoje a matéria é tudo Ela é apenas meio e se arvorou em fim. A riqueza é o objetivo da vida. Troca-se o continente pelo conteúdo. O trabalho material vale mais do que o intelectual. O que decide na difusão de uma idéia não é o seu valor, mas a posse de meios materiais que podem difundi-las. As opiniões fabricam-se mecanicamente. Basta possuir a imprensa e o radio. A grande floração de meios de que se enriquece a nossa pseudo-civilização mecânica e utilitária, nos fez esquecer o melhor. Eles absorveram toda a nossa atenção, sujeitaram o nosso espírito, invadiram tudo, substituindo- se a tudo e pretendendo bastar a tudo. Mas já sentimos o vazio terrível que está em nós, a carência de diretivas, porque sentimos cada vez mais que somos incapazes de dirigir esses meios sempre mais poderosos. E o perigo é grave, porque se não soubermos dirigi-los com sabedoria, eles se constituirão em nossas mãos um instrumento de destruição universal. Isto o mundo já viu e fez nestes anos. Basta continuar um pouco ainda nesta loucura e a humanidade será destruída, ou pelo menos, reduzida ao estado de barbárie. Mas dir-se-á: para alcançar isto, urge um homem novo, consciente, justo, o que foi e será sempre uma utopia. Ora, a história nos mostra com freqüência que é justamente a utopia que será a verdade de amanhã. Um exemplo disso é o Cristianismo. Além do mais, há um fato positivo: a evolução. E necessário evoluir. Essa é a lei da vida, que sempre fez pressão no íntimo das coisas, não só para manifestar-se, mas também para subir a manifestações sempre mais perfeitas. Mas se luta tanto, sofre-se, experimenta-se, e tudo por esse motivo? O amanhã deve,por lei, superar o hoje. Ademais, o homem atual alcançou um ponto crítico em que não é possível continuar com os velhos sistemas, impondo-se uma mudança de rota. Os poderes de hoje em suas mãos são muito superiores àqueles que ele possuía no passado. Isto implica a necessidade de uma proporcional sabedoria, para saber como empregá-los bem. O homem que possui a bomba atômica não pode agir com a mesma inconsciência e psicologia de ferocidade com que agia o guerreiro medieval, que não dispunha senão de uma lança ou pouco mais. Com essa psicologia, o homem moderno destruiria a humanidade.

Como se vê, a utopia de uma nova civilização não se apoia em sentimentos de bondade e de altruísmo. Conhecemos o homem e sabemos o que se pode obter dele e quais são as molas que o movem. Faz-se, pois, apelo ao terror que lhe inspirará a perspectiva certa da autodestruição. Faz-se depois apelo ao seu senso utilitário. Pede-se somente que o novo homem seja suficientemente inteligente para poder

compreender a enorme vantagem que pode advir para todos, da valorização do fator moral e espiritual na vida social, porque só assim se pode obter paz, confiança e aquela segurança que é a única garantia de qualquer fruimento do fruto das próprias fadigas. Se não se compreender isto, é inútil reconstruir. Com a

psicologia do homo homini lupus, com o sistema do revólver em punho pode-se também fazer um

inferno para os demônios e para os danados que vivem na terra e um purgatório para os justos, que assim se apressarão para procurar mundos melhores. Mas para a terra, para quem nela trabalha, nela possui e prolífera, só haverá desesperação. É necessário compreender verdades elementares como estas: se se semear violência e mal, não se pode senão recolher violência e mal, e a reconstrução não se pode operar senão recorrendo-se ao trabalho, que é o ato criador pelo qual o homem se torna operário colaborador de Deus; não convém jamais fazer mal aos outros, porque quem faz o mal, nunca o faz aos outros como

parece,mas o faz realmente a si mesmo.

Há leis na vida. Para se obter determinados resultados, como por exemplo o nosso bem-estar, é imprescindível seguir normas. Cada ato tem as suas normas, como cada fim tem o seu caminho para ser seguido. Todos nós desejaríamos viver em um jardim, porém, não deixamos de contribuir para um campo

minado. Que poderemos esperar, pois? Mas cada um pensa: eu vencerei e me refarei à custa do vencido.

Não! Os vencedores não vencem desta forma. Apenas, através da sabedoria divina desempenham uma função biológica diferente da dos vencidos. Funções opostas, que se devem compensar e equilibrar para

consecuções comuns que a vida colima, para todos, em formas diferentes, segundo as diferentes

capacidades O homem do futuro deverá ser mais inteligente, a tal ponto que possa superar as ilusões psicológicas e não cair nos erros em que estas os induzem.

Concluímos. O materialismo, fruto dos últimos séculos, fruto espiritual e material, já deu todo o seu rendimento. Como filosofia já se esgotou e agora é posto a margem pela vida Como técnica, deixou um produto útil que é o domínio sobre as forças naturais, postas em parte a serviço do homem. Este produto útil é o produto do nosso tempo e vai ser transferido (reduzido, porém,de fim que é hoje a meio que será amanhã), ao seio de uma nova civilização de tipo diferente A nossa já atingiu os seus fins. A nova atingirá outros mais elevados e complexos,servindo-se dos produtos do trabalho executado pelo nosso tempo. A vida hoje diz: basta, por este lado. E acrescenta: operemos a compensação, completando o edifício de um outro lado. Um vazio tremendo se formou exatamente do lado espiritual. É uma multidão, uma atrofia perigosa para o equilíbrio, uma carência patológica que urge remediar. E as forças da vida se apressam hoje a preencher a falha, convergindo a sua ação precisamente nessa direção, semelhantemente ao que fazem na defesa orgânica. Essas forças propõem-se agora a construir o novo homem do espírito. Atualmente nos encontramos na profunda noite da matéria. O mundo está desorientado, sem guia e com muito pouco senso. O espírito parece morto. Não existe mais arte. A música é um pandemônio de rumores irritantes. Hoje a vida está tentando a construção de novos e grandes organismos coletivos, especialmente de colossais unidades biológicas, de que o indivíduo é uma célula. Este novo ser, do qual as massas constituem o corpo, ainda vaga incerto à procura da sua alma diretora, como se fora um antediluviano monstro paleontológico. Aturdido pelo rumor de quem mais grita e fere os sentidos e os seus instintos, desconfiado e crédulo, arredio e esperançoso, rebelde e fraterno; esse corpo social das massas, ainda informe, procura auscultar no seu instinto a longínqua voz da vida, seu único guia. E a vida está pronta para gritar nesse seu instinto uma palavra nova e as massas estão prontas para ouvir e a seguir. Jamais como hoje, entre tanto esfacelo e atabalhoamento os espíritos estiveram tão preparados para se incendiar sob o influxo de uma palavra ardente, feita de verdade verdadeira, sentida, vivida, dita com seriedade. E a esperamos. Virá ao certo. Disto cuidam as sapientes leis da vida.

XVI