Bodø Kommune 21.06.2016
2. Tilstandsklasser for forurenset grunn
2.4.1.1 SCARED-R – versão para crianças (Muris, Merckelbach, Schmidt & Mayer, 1999, versão portuguesa de Pereira & Barros, 2010)5
O SCARED-R é um instrumento com 69 itens que tem como objectivo a avaliação de diferentes dimensões de problemas de ansiedade em crianças, segundo o DSM-IV. Mais especificamente avalia as seguintes dimensões: ansiedade de separação, ansiedade generalizada, perturbação de pânico, fobia social e escolar, fobia específica, perturbação obsessivo-compulsiva e perturbação pós-stress traumático.
Existem duas versões do instrumento, uma para ser respondida pelos pais da criança e outra para ser respondida pelas crianças. Neste estudo, a selecção das crianças foi feita através da versão respondida pelas próprias crianças. As crianças têm de
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Quando os resultados não totalizam 16 crianças é porque existem dados omissos
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Um exemplar do questionário encontra-se em anexo (Anexo III)
Variáveis dos pais e família n = 16 4 % Habilitações Literárias dos Pais
9º ano 2 (15,4%) 12º ano 3 (23,1%) Ensino superior 8 (61,5%) Conjugalidade Casado/União de Facto 15 (93,8%) Separado/Divorciado 1 (6,3%)
Número de elementos do agregado familiar M DP Min. - Máx. 3,94 0,85 3 6 Irmãos - categorias
Filho único 5 (31,3%)
Um irmão 9 (56,3%)
Dois ou mais irmãos 2 (12,6%)
Posição Fratria
Mais novo 6 (37,5%)
32 classificar a frequência com que experimentam cada um dos sintomas de ansiedade nos últimos 3 meses da seguinte maneira: 0 (nunca ou quase nunca), 1 (às vezes), 2 (frequentemente). São obtidas classificações para cada uma das dimensões de ansiedade e uma pontuação global. A versão portuguesa do questionário (Pereira & Barros, 2010) revela valores elevados de consistência interna da escala (α = 0,93 para a versão respondida pelas crianças).
2.4.1.2 ADIS-IV-P - Anxiety Disorder Interview Scheduale for Children (Albano & Silverman, 1996, versão portuguesa de Pereira & Barros, 2010)
A ADIS-IV-P (Anxiety Disorders Interview Scheduale for Children) é uma entrevista semi-estruturada de diagnóstico que avalia as perturbações de ansiedade segundo o DSM-IV, bem como as perturbações que lhe estão associadas em crianças e adolescentes entre os 7 e os 17 anos. Esta entrevista teve a sua origem na Anxiety
Disorders Interview Scheduale (DiNardo, O’Brien, Barlow, Waddell & Blanchard,
1983, cit. por Albano & Silverman, 1996) e inclui uma versão para pais e para crianças. Neste estudo foi apenas utilizada a versão para pais.
A cada secção da entrevista corresponde uma determinada perturbação: Recusa em ir à escola; ansiedade de separação; fobia social; fobia específica; perturbação do pânico; agorafobia com ou sem perturbação do pânico; ansiedade generalizada; perturbação obsessivo-compulsiva; perturbação do stress pós-traumático; distimia; perturbação depressiva major; perturbação da hiperactividade e défice de atenção; perturbação do comportamento e perturbação de oposição. Todas as secções contêm questões que avaliam a presença ou ausência de determinado sintoma. O número total de sintomas é calculado de maneira a verificar se existem sintomas suficientes para cumprir os critérios que definem cada um dos quadros diagnósticos, segundo os critérios do DSM-IV. No final de cada secção dos quadros diagnósticos, é feita uma questão aos pais para avaliar a interferência da perturbação no dia-a-dia da criança (ao nível escolar, familiar, social e bem-estar). A interferência é avaliada segundo uma escala que varia de 0 (nenhuma interferência) a 8 (muitíssima interferência). Um dos critérios de diagnóstico que tem de ser identificado para todas as perturbações é o da interferência igual ou superior a quatro, sendo que abaixo deste valor são considerados diagnósticos sub-clínicos. No final da entrevista, é pedida aos pais alguma informação sobre a história de tratamento psicológico e psiquiátrico da criança.
33 As entrevistas semi-estruturadas têm algumas vantagens na promoção de uma avaliação compreensiva e cuidada dos sintomas de ansiedade da criança (Silverman, 1994). Em comparação com os questionários de auto-relato, as entrevistas semi- estruturadas estandardizadas têm revelado elevada confiança em estabelecer diagnósticos. Entrevistas como a ADIS-IV-P contêm um formato estandardizado e sistemático, geralmente considerado um formato que aumenta a confiança no diagnóstico, diminuindo os erros associados à variância do método, informador e entrevistador (Albano & Silverman, 1996).
Alguns estudos que têm sido realizados com a ADIS-IV-P (versão para pais e para crianças) revelam que os diagnósticos de perturbação de ansiedade estabelecidos através desta entrevista têm entre boa a muito boa estabilidade teste-reteste, em particular em relação aos diagnósticos de ansiedade de separação, fobia social, fobia específica e ansiedade generalizada (κ = 0,65 - 0,88) (Silverman, Saavedra, & Pina, 2001). Alguns estudos que avaliam a secção das perturbações de ansiedade da ADIS-IV-P têm também apoiado a sua validade (Wood, Piacentini, Bergman, McCracken, & Barrios, 2002).
Neste estudo foram introduzidas algumas alterações ao formato original da entrevista de modo a que esta ficasse mais breve. Assim, ficaram apenas as secções relativas à avaliação de perturbações de ansiedade, perturbações de humor e perturbações de externalização.
2.4.1.3 A entrevista semi-estruturada sobre as atribuições parentais
A entrevista semi-estruturada é uma metodologia de recolha de dados que tem uma grande aceitação pelos profissionais, pois permite obter informação rica e detalhada sobre crenças e percepções do entrevistado em relação a determinado tema. Este tipo de entrevista é caracterizado pela sua flexibilidade, em que o entrevistador dispõe de um guião com questões base, necessárias para a investigação (Bénony & Chahraoui, 2002).
O guião é constituído por diversas questões a que correspondem os temas sobre os quais o entrevistador pretende debruçar-se. As questões orientam o entrevistador na condução da entrevista, permitindo garantir que todas as informações necessárias para o estudo sejam abordadas. Este tipo de entrevista possibilita uma elevada flexibilidade em relação à ordem das questões e permite aprofundar outras questões que não são abordadas no guião, mas que possam ser importantes para a investigação (Bénony & Chahraoui, 2002).
34 No presente estudo, para facilitar a condução da entrevista foi elaborado um guião6 de maneira a aceder-se às significações parentais sobre a ansiedade da criança. Este guião está organizado em vários blocos temáticos que correspondem às dimensões a explorar:
Reconhecimento do problema (e.g. “Acha que este problema é sério/grave?
Porquê?”);
Atribuição de causalidade (e.g. “O que acha que pode contribuir para que o
seu filho reaja com mais ansiedade ou para que seja mais preocupado?”);
Estabilidade (e.g. “. Acha que o seu filho vai continuar a ser uma pessoa mais
ansiosa e preocupada no futuro ou que isto vai passar com o tempo?”);
Controlabilidade da criança (e.g. “De uma forma geral, acha que o seu filho
consegue controlar a ansiedade se ele quiser? Como?”);
Controlabilidade dos pais (e.g. “O que pode fazer para ajudar o seu filho a ser
menos preocupado ou para o ajudar a lidar melhor com a sua preocupação?);
Contágio emocional (e.g. “Acha que a forma como reage emocionalmente pode
agravar ou diminuir estas reacções de ansiedade ou as preocupações? Se sim, de que forma é que o seu estado emocional durante os episódios afecta o seu filho?);
Procura de soluções (e.g. “Já procurou alguma vez ajuda relativamente a este
problema? Se não, o que a impede de procurar ajuda?”);
Percepção de impacto (e.g. “Que impacto/consequências acha que a ansiedade
tem na vida do seu filho, a nível do seu bem-estar pessoal, da vida escolar, das relações com os outros, da vida familiar?”)
Os temas a abordar na entrevista foram seleccionados com base na literatura, em que se deu especial ênfase ao Modelo Atribucional de Weiner (Weiner, 1979, 1985).
A situação de entrevista confronta os pais com questões em relação às quais eles nunca tinham pensado antes. Assim, podem-se obter significações parentais que reflectem o sistema global de crenças sobre as crianças (Miller, 1988).
O presente estudo obedeceu a um guião pré-definido que inclui 22 questões, sendo que 6 questões são relativas às dimensões causalidade e estabilidade das atribuições, 4
6
35 em relação à percepção de impacto, 3 em relação à controlabilidade dos pais e em relação ao contágio emocional, 2 em relação à controlabilidade da criança e procura de soluções e 1 relativa ao reconhecimento do problema.