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Tilrettelegging  i  forhold  til  deres  forutsetninger,  behov  og  bestemmelse?

6   DISKUSJON  OG  AVSLUTNING

6.3   Tilrettelegging  i  forhold  til  deres  forutsetninger,  behov  og  bestemmelse?

Numa segunda fase foi, então, desenhado o instrumento final de recolha de dados, tendo por base a informação e resultados do teste piloto. Este questionário foi traduzido para língua estrangeira encontrando-se, assim, disponível em quatro línguas (português, inglês, francês e espanhol) e os quais se apresentam nos Apêndices II, III, IV e V. O período de aplicação do questionário foi de um ano, de agosto de 2013 a agosto de 2014, com o propósito de abarcar todas as épocas do ano, ou seja, pretendia-se considerar a sazonalidade da procura e oferta turística.

Assim, tal como já foi referido, o questionário encontra-se estruturado em três partes. A saber:

A primeira parte do questionário foi desenhada para avaliar o grau de importância de 36

fatores de eleição do destino (15 fatores motivacionais e 21 fatores de atração). Estes fatores foram medidos numa escala de importância de Likert de 5 pontos tendo assumido os seguintes valores: 1 - nada importante; 2 - pouco importante; 3 - indiferente; 4 - muito importante; 5 - extremamente importante. Os fatores identificados e incluídos no

Constructos N.º

Itens

Pré Teste

(n=30) Fiabilidade

Fatores Motivacionais 15 0.7 Razoável

Fatores de Atração - Parte I 21 0.64 Fraca

Fatores de Eleição 36 0.804 Boa

Serviços das EAT 10 0.883 Boa

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questionários tiveram como suporte, diversos autores referenciados na revisão de literatura (e.g., Seddighi & Theocharous, 2002; Huybers, 2003; Kubas et al., 2005; Nicolau & Más, 2005, 2006; Correia et al., 2007; Wu et al., 2011; Mutinda & Mayaka, 2012; Wu, 2012). O modelo hierárquico dos fatores de eleição do destino turístico de Hsu et al. (2009) foi também tido em conta para a identificação de alguns fatores e o modelo de eleição do destino com base nas atividades de Moscardo et al. (1996) para incluir as atividades de animação turística.

Nas Tabelas 5.3 e 5.4 resumem-se os fatores motivacionais e de atração considerados como os fatores de eleição, nesta investigação, com base nos estudos/autores mencionados na revisão de literatura.

Tabela 5.3 - Fatores Motivacionais do Destino vs Estudos/Autores.

Fatores Motivacionais Estudos/Autores

Evasão/sair da rotina

Moscardo et al., 1996; Kim et al., 2003; Frochot, 2005; Yoon e Uysal, 2005; Correia et al., 2007b; Swarbrooke e Horner, 2007;Hsu

et al., 2009; Dillard e Bates, 2011; Correia e Pimpão, 2013.

Autorrealização Moscardo et al., 1996; Yoon e Uysal, 2005; Hsu et al., 2009; Dillard e Bates, 2011.

Descanso e relaxamento

Moscardo et al., 1996; Frochot, 2005; Yoon e Uysal, 2005; Correia

et al., 2007b; Swarbrooke e Horner, 2007; Hsu et al., 2009; Park e

Yoon, 2009.

Saúde e bem-estar Kim et al., 2003; Hsu et al., 2009.

Tratamento médico Hsu et al., 2009.

Visitar amigos ou familiares Yoon e Uysal, 2005; Nicolau e Más, 2006; Martins et al., 2007; Swarbrooke e Horner, 2007; Hsu et al., 2009.

Conhecer pessoas

Esteves, 2002; Kim et al., 2003; Frochot, 2005; Correia et al., 2007b; Martins et al., 2007; Swarbrooke e Horner, 2007; Hsu et al., 2009; Park e Yoon, 2009.

Conhecer novos destinos/regiões

Esteves, 2002; Nicolau e Más, 2005, 2006; Correia et al., 2007b; Martins et al., 2007; Kastenholz e Sparrer, 2009; Park e Yoon, 2009; Castro et al., 2010; Mutinda e Mayaka, 2012.

Ampliar os conhecimentos culturais

Nicolau e Más, 2005, 2006; Correia et al., 2007b; Swarbrooke e Horner, 2007; Hsu et al., 2009; Park e Yoon, 2009; Mutinda e Mayaka, 2012.

Viver uma nova experiência Kastenholz et al., 2006; Mutinda e Mayaka, 2012.

Explorar culturalmente o destino/região Frochot, 2005; Hsu et al., 2009; Kastenholz e Sparrer, 2009. Procurar aventura Kim et al., 2003; Swarbrooke e Horner, 2007; Hsu et al., 2009; Park

e Yoon, 2009; Correia e Pimpão, 2013. Fazer compras Swarbrooke e Horner, 2007; Hsu et al., 2009. Lazer/entretenimento Yoon e Uysal, 2005; Martins et al., 2007. Período/época do ano Huybers, 2003.

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Tabela 5.4 - Fatores de Atração do Destino vs Estudos/Autores.

Fatores de Atração Estudos/Autores

Transporte e acessibilidades

Fakeye e Crompton, 1991; Buhalis, 2000; Murphy et al., 2000; Kim

et al., 2003; Correia et al., 2007; Hsu et al., 2009; Prayag, 2010;

Correia e Pimpão, 2013.

Duração da viagem

Witt e Moutinho, 1995; Huybers, 2003; Kubas et al., 2005; Nicolau e Más, 2006; Correia et al., 2007a; Molera e Albaladejo, 2007; Wu

et al., 2011.

Organização da viagem Nicolau e Más, 2005.

Sinalização/Informação Kastenholz, 2002; Kim et al., 2003; Prayag, 2010.

Simpatia das pessoas Martins et al., 2007; Hsu et al., 2009; Prayag, 2010.

Qualidade e variedade alimentar Esteves, 2002; Correia et al., 2007a; Hsu et al., 2009; Castro et al., 2010; Prayag, 2010; Correia e Pimpão, 2013.

Hospitalidade Fakeye e Crompton, 1991; Esteves, 2002; Kastenholz, 2002; Correia

et al., 2007; Martins et al., 2007; Castro et al., 2010.

Qualidade dos produtos/serviços Seddighi e Theocharous, 2002; Prayag, 2010.

Ambiente com segurança

Kastenholz, 2002; Kubas et al., 2005; Yoon e Uysal, 2005; Correia

et al., 2007; Correia et al., 2007b; Hsu et al., 2009; Castro et al.,

2010; Prayag, 2010.

Preços Witt e Moutinho, 1995; Kastenholz, 2002; Kubas et al., 2005; Nicolau e Más, 2006; Molera e Albaladejo, 2007; Hsu et al., 2009. Concentração turística Huybers, 2003; Molera e Albaladejo, 2007.

Alojamento/instalações/infraestruturas

Fakeye e Crompton, 1991; Witt e Moutinho, 1995; Buhalis, 2000; Murphy et al., 2000; Kastenholz, 2002; Seddighi e Theocharous, 2002; Huybers, 2003; Kim et al., 2003; Correia et al., 2007; Correia

et al., 2007b; Correia e Pimpão, 2013.

Pontos turísticos de interesse Esteves, 2002; Martins et al., 2007; Wu et al., 2011. Imagem do destino Kastenholz, 2002; Prayag, 2010; Prayag e Ryan, 2011.

Eventos/Festas Buhalis, 2000; Ritchie e Crouch, 2000; Huybers, 2003; Almeida e Araújo, 2012; Goeldner e Ritchie, 2012; Cunha e Abrantes, 2013. Comércio Buhalis, 2000; Murphy et al., 2000; Yoon e Uysal, 2005; Correia et

al., 2007; Hsu et al., 2009; Prayag, 2010; Correia e Pimpão, 2013.

Atrações naturais

Fakeye e Crompton, 1991; Witt e Moutinho, 1995; Buhalis, 2000; Murphy et al., 2000; Esteves, 2002; Kastenholz, 2002; Frochot, 2005; Yoon e Uysal, 2005; Correia et al., 2007a, 2007b; Martins et

al., 2007; Molera e Albaladejo, 2007; Park e Yoon, 2009; Castro et al., 2010; Prayag, 2010; Almeida e Araújo, 2012; Goeldner e Ritchie, 2012; Correia e Pimpão, 2013; Cunha e Abrantes, 2013.

Atrações culturais

Fakeye e Crompton, 1991; Witt e Moutinho, 1995; Buhalis, 2000; Murphy et al., 2000; Ritchie e Crouch, 2000; Esteves, 2002; Kastenholz, 2002; Frochot, 2005; Yoon e Uysal, 2005; Correia et

al., 2007a, 2007b; Molera e Albaladejo, 2007; Hsu et al., 2009; Park

e Yoon, 2009; Teixeira, 2009; Prayag, 2010; Almeida e Araújo, 2012; Cunha, 2012a; Goeldner e Ritchie, 2012; Correia e Pimpão, 2013; Cunha e Abrantes, 2013.

Atrações religiosas Almeida e Araújo, 2012; Goeldner e Ritchie, 2012; Cunha e Abrantes, 2013.

Atrações temáticas Cardoso, 2009; Almeida e Araújo, 2012; Cunha, 2012b; Goeldner e Ritchie, 2012; Cunha e Abrantes, 2013.

Atividades de animação turística

Fakeye e Crompton, 1991; Witt e Moutinho, 1995; Moscardo et al., 1996; Buhalis, 2000; Murphy et al., 2000; Ritchie e Crouch, 2000; Frochot, 2005; Yoon e Uysal, 2005; Molera e Albaladejo, 2007; Loi, 2009; Prayag, 2010; Mutinda e Mayaka, 2012; Wu, 2012.

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A segunda parte do questionário incluiu questões sobre constructos capazes de avaliar a

satisfação e a experiência com o destino. Foi aplicada uma escala de satisfação de Likert de 5 pontos, com os seguintes indicadores: 1 - muito insatisfeito; 2 - insatisfeito; 3 - nem satisfeito, nem insatisfeito; 4 - satisfeito; 5 - muito satisfeito. Os constructos avaliados foram as atividades de animação turística praticadas, as perceções dos praticantes de atividades com os serviços da empresa de animação turística e os fatores de atração do destino.

Na primeira questão os inquiridos responderam, através de uma questão fechada dicotómica (1 - sim, 2 - não), sobre a prática de alguma atividade de animação turística durante a visita. Os praticantes de atividades deveriam, à posteriori, responder a mais três questões para: 1) avaliar o grau de satisfação com a(s) atividade(s) praticada(s); 2) identificar com quem ou como tiveram acesso à(s) atividade(s)6; 3) avaliar o grau de satisfação com os serviços da empresa de animação turística.

As 27 atividades de animação turística disponíveis no questionário, foram identificadas na oferta existente das empresas de animação turística, licenciadas e homologadas pelo Turismo de Portugal, I.P. da região ATM. A seleção das atividades também teve em conta alguns estudos (e.g., Turismo de Portugal, I.P., 2006a, 2006b; Kastenholz & Lima, 2011; Turismo de Portugal, I.P., 2013a) que manifestaram uma maior propensão, por parte dos visitantes, na prática de determinadas atividades. Uma investigação exploratória7 permitiu identificar a oferta mais acentuada de algumas atividades desportivas, incluídas na listagem das atividades de animação turística, bem como os 10 serviços considerados pelas empresas como mais relevantes para o sucesso da atividade.

Os 21 fatores de atração avaliados foram os fatores identificados na primeira parte do questionário. Todos os inquiridos (praticantes e não praticantes de atividades) avaliaram os fatores, tendo em conta as perceções dos atributos do destino, que podem justificar o grau de satisfação e por si a experiência turística. Para complementar a avaliação da

6As opções de escolham foram: empresa de animação turística; empreendimento turístico; outro(a).

7 Antes da elaboração do questionário para o teste piloto foi realizada uma investigação exploratória, através de

conversas informais, para identificar a oferta de atividades e apurar os serviços considerados centrais na prestação da atividade, junto dos dirigentes de algumas EAT de Bragança, Chaves e Montalegre.

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experiência turística, foram colocadas duas questões relativas à intenção comportamental: uma de regresso e outra de recomendação do destino a outras pessoas, com a oportunidade de justificar a opção (1 - sim; 2 - não), em ambas as questões. Uma última questão aberta foi colocada, para os inquiridos identificarem no mínimo três sugestões, com o propósito de analisar as associações positivas e/ou negativas com o destino, na perceção do inquirido.

A terceira parte do questionário incluiu questões para identificar o perfil do visitante,

nomeadamente: i) indicadores sociodemográficos (sexo, idade, estado civil, nacionalidade, País e local de residência, nível de escolaridade, ocupação profissional, rendimento mensal); ii) indicadores da viagem (gastos durante a estadia, grupo de viagem, tempo de permanência, tipo de alojamento, época do ano da visita). Estas questões foram suportadas em estudos já realizados (e.g., Esteves, 2002; Martins et al., 2007; Castro et al., 2010).