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Tillitsmodellen som innovasjon

5. S AMMENFATTENDE DRØFTELSE OG ANBEFALINGER

5.2. Tillitsmodellen som innovasjon

A pesquisa, com base nos resultados do mapeamento das experiências bem-sucedidas encontradas no discurso dos estudantes e na análise das percepções dos professores, revela o exercício de agência dos estudantes (cf. AHEARN, 2001; LANTOLF & PAVLENKO, 2001; LANTOLF & THORNE, 2006; VAN LIER, 2008), que leva à vivências de experiências bem- sucedidas. É possível observar que a capacidade de agir e aprender dos estudantes, ou seja, a sua agência exercida para aprender a língua estudada, é mediada por diferentes experiências significativas, mostradas na representação do Diagrama 2, nas quais se engajam. Isto corrobora os estudos de MICCOLI (1997- 2013), na evidência de que as experiências bem-sucedidas vivenciadas pelos estudantes envolvem dinâmicas de relação e interação; têm caráter pessoal e social, sendo dependentes do contexto e derivadas das interações.

Os seguintes excertos documentam algumas experiências de dois estudantes: um da escola pública, em seu primeiro ano formal de aprendizagem de inglês166 e outro da rede particular, em seu quinto ano de aprendizagem formal, servindo como amostra das experiências coletivas coletadas. Os fragmentos do discurso dos estudantes são acompanhados por excertos dos depoimentos de suas professoras, os quais ampliam a compreensão do processo vivenciado pelos estudantes.167 O critério para seleção desses dois alunos foi o fato de eles terem me chamado atenção, de maneira especial, pelo seguinte: o estudante Calebe da escola pública, iniciante na aprendizagem de língua, que já se destaca, e o estudante João Marcos, da escola particular, que

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Interessante notar que, à época da coleta de dados da pesquisa, o estudante tinha apenas quatro meses de ensino formal da língua. Na entrevista oral, para comprovação de proficiência da língua, o estudante interagiu adequadamente em perguntas de nível iniciante de inglês.

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As narrativas dos estudantes Calebe e João Marcos com as categorizações de suas experiências, bem como as narrativas de seus professores encontram-se nos Anexos 4 e 5.

elabora bastante em suas explicações sobre o sucesso em sua aprendizagem. Por isso, analiso, especialmente, como esses estudantes e seus professores explicam seu sucesso na aprendizagem.

Os quadros, a seguir, representam as evidências encontradas nesta investigação, apresentando as categorias de experiências e respectivas subcategorias encontradas nos fragmentos do discurso dos estudantes e os temas e aspectos correspondentes levantados do discurso dos professores.

Os Quadros 6 e 8, com trechos das narrativas dos estudantes, explicitam experiências mobilizadas para aprender inglês: experiências de natureza cognitiva, motivacional, afetiva, contextual, conceptual, social e pessoal que explicam experiências bem-sucedidas de aprendizagem. Os Quadros 7 e 9, por sua vez, com trechos das narrativas dos professores, apresentam temas e seus respectivos aspectos, levantados nesses fragmentos dos relatos de suas professoras, explicando êxito dos estudantes.

QUADRO 6 – Excertos do discurso do estudante Calebe da escola pública

Calebe explica seu sucesso, inicial na aprendizagem de língua inglesa, pelo seu interesse, esforço, persistência e suas atitudes pessoais. Apresenta concepções sobre o papel de estudante –

que tem que estudar, e sobre aprendizagem pessoal – seu interesse faz com que ele aprenda. O estudante expressa desejo de aprender influenciado pelo seu contexto: eu sempre quis falar, eu quero aprender inglês, minha tia fala inglês, ela também é minha influência. Ele tem uma visão futura de estudante fluente, inspirado por uma parenta bem-sucedida, o que remete à noção de self, central em motivação e ação (DÖRNYEI, 2005, a partir da teoria de psicologia de MARKUS & NURIUS, 1986)

O quadro seguinte, apresenta, as percepções de sua professora sobre como ele tem aprendido inglês.

A professora Angela confirma a dedicação, o interesse, e atitudes pessoais de Calebe para aprender   (faz   exercícios,   se   prepara   para   as   provas).   Afirma   que   ele   tem   ‘certa   facilidade’   na aprendizagem. Fora do contexto de sala de aula, Angela aponta a interação do estudante com a língua por meio de jogos de videogames, aplicando o que ele aprende em sala de aula para ser bem-sucedido nos jogos. Assim, o ensino da professora faz sentido para ele (corroborando MICCOLI, 2011a). Sua atividade é propositada (cf. LANTOLF & APPEL, 1994; DONATO, 1994).

Em seguida, apresento as explicações do aluno João Marcos, da rede particular e de sua professora Mariana sobre as experiências de aprendizagem de sucesso.

Observa-se, no quadro que se segue, com o discurso do estudante, que para aprender inglês, João Marcos investe muito em autonomia, fora do contexto de sala de aula, mas também aponta a escola e a professora como significativas para sua aprendizagem: na escola tem muita conversação então a gente aprende a comunicar melhor, a professora tá sempre ali presente para tirar dúvidas. Ou seja, a professora Mariana cria condições para a sua aprendizagem. Sua motivação e agência para aprender são favorecidas pelo seu contexto (AHEARN, 2001; LANTOLF & PAVLENKO, 2001; LANTOLF & THORNE, 2006; VAN LIER, 2008). João Marcos acredita que lugar de aprender é na escola, tal concepção provavelmente guia suas ações engajadas nas propostas pedagógicas em sala de aula. Apresenta concepções sobre aprendizagem pessoal, detalhando sobre como aprende a língua.

QUADRO 9 - Excertos do discurso da professora Mariana, da escola particular, sobre João Marcos

A professora Mariana descreve o processo de aprendizagem de João Marcos com detalhes,  ao  explicar  seu  sucesso.  Ela  foi  sua  professora  ‘por  uns  cinco  anos’,  conforme  conta- nos, assim, acompanhou bem seu desenvolvimento. É um aluno que ativamente aproveita os propiciamentos que encontra dentro e fora de sala de aula, conforme Mariana conta, confirmado por suas próprias palavras. É um estudante bem-sucedido, em nível intermediário de proficiência

de inglês168 a partir da boa prática pedagógica da professora Mariana e da sua participação intencional em interações com a língua dentro e fora do contexto escolar.

Desse modo, esses dados apresentados nos fragmentos, dos alunos Calebe e João Marcos e de suas professoras, com olhar específico para agência, fornecem visão do processo vivenciado pelos estudantes, comprovando que eles ativamente constroem sua aprendizagem – não de maneira independente, mas sua ação é modulada por aspectos motivacionais, cognitivos, contextuais, sociais, afetivos, conceptuais e pessoais – no caso de Calebe. Observa-se que os estudantes intencionalmente ampliam suas oportunidades contextuais de aprendizagem, por meio, de interações nos jogos online, nas séries da TV em inglês, na busca do conhecimento com pessoa mais proficiente, no uso do dicionário para aprender vocabulário, etc. São ações possibilitadas pelo contexto – pelos recursos culturais e sociais.

Nos quadros 7 e 9, as professoras, ao discorrerem sobre seus alunos e suas experiências bem sucedidas, explicitam eventos que convergem com as experiências mapeadas no discurso dos estudantes. Desse modo, as professoras descrevem os estudantes com características que remetem aos conceitos de motivação e agência, relacionando o sucesso de seus alunos à: dedicação, esforço, interesse/ gosto pela língua, iniciativa em interações com os colegas, uso de inglês em sala de aula, etc. Referem-se ainda à sua prática pedagógica, pontuada, por exemplo, pela ação de conversas em inglês com aluno, de trabalho com vocabulário e expressões de comando; ações compreendidas como benéficas para a aprendizagem desses estudantes. A prática das professoras certamente possibilita/constrói a agência dos estudantes. As professoras, nos trechos de seus depoimentos, também fazem alusão ao contexto de fora de sala de aula como

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motivador de aprendizagem, o que comprova experiências narradas pelos estudantes: oportunidades de interação com inglês por meio de jogos online, de séries na TV.

Na seção seguinte, apresento análise comparativa de experiências de estudantes da escola pública e da particular. Para tanto, apresento a quantificação das categorias e subcategorias de dois contextos com o intuito de fazer análise quantitativa e qualitativa para observar similaridades ou diferenças de eventos que contribuem para sucesso na aprendizagem.