Kapitel 5: FUNN FRA INTERVJUUNDERSØKELSEN
5.2. Faktorer ved valg av bank
5.2.1. Tillit
A compreensão das competências do docente pesquisador, na condição de produtor de trabalhos científicos, busca assumir o seu papel relevante à medida que o resultado do seu trabalho reflete diretamente na sociedade, na qualidade dos programas de Pós-Graduação e na Instituição à qual está vinculado o programa. Nesse contexto, procura-se conhecer as categorias nas quais os pesquisadores são enquadrados e avaliados e os critérios de avaliação de suas produções científicas e dos programas aos quais estão vinculados.
A CAPES, órgão responsável pela avaliação dos programas de Pós-Graduação, através de portaria nº 191/2011, estabelece que o corpo docente para esses programas seja constituído das seguintes categorias: Docente Permanente, Docente Colaborador, Docente Visitante, Docente Pós-Doutor. Ainda, segundo a portaria, há obrigatoriedade do vínculo funcional administrativo do docente permanente da Pós-Graduação com a instituição, salvo em caráter excepcional e quando o pesquisador se enquadrar nas condições a seguir:
a) receber bolsa de fixação de docentes ou pesquisadores de agências federais ou estaduais de fomento;
b) estar na qualidade de professor ou pesquisador aposentado, que tenha firmado com a instituição termo de compromisso de participação como docente do programa;
c) ter sido cedido, por acordo formal, para atuar como docente do programa.
Enquadram na categoria docente visitante, os docentes ou pesquisadores com vínculo funcional com outras instituições que sejam liberados das atividades correspondentes a tal vínculo para colaborarem, por um período contínuo de tempo e em regime de dedicação
integral, em projeto de pesquisa e/ou atividades de ensino no programa, permitindo-se que atuem como orientadores e em atividades de extensão.
Neste sentido, exige-se que seja estabelecido contrato de trabalho por tempo determinado com a instituição ou bolsa concedida para esse fim pela instituição ou agência de fomento. Integram a categoria de docente colaborador, os demais membros do corpo docente do programa que não atendam a todos os requisitos para serem enquadrados como docentes permanentes ou como visitantes, mas participem de forma sistemática do desenvolvimento de projetos de pesquisa ou atividades de ensino ou extensão e/ou da orientação de estudantes, independentemente do fato de possuírem ou não vínculo com a instituição.
A Portaria CAPES 192/2011, e que complementa a Portaria 191/2011, define, para efeitos de avaliação, a atuação nos programas e cursos de Pós-Graduação das diferentes categorias de docentes, que os docentes permanentes, devem atuar em regime de dedicação integral à instituição, em jornada de quarenta horas semanais de trabalho, sendo esta condição majoritária em relação aos demais docentes que atuarão em regime parcial de trabalho. Portanto, sugere a portaria que, ao cumprir essas exigências, será mantida a estabilidade do quadro de docentes permanentes dos programas de Pós-Graduação e que será objetivo de acompanhamento e avaliação sistemática por parte dos órgãos avaliadores da CAPES, que irá analisar as justificativas de ocorrências de credenciamento e descredenciamento de docentes permanentes dos programas.
Outros pontos são definidos pela Portaria 192/2011. A relação de orientandos/orientador fica condicionada ao limite máximo de 8 (oito) alunos por orientador, considerados todos os cursos em que o docente participa como permanente:
Art. 3º A pontuação da produção intelectual dos docentes permanentes, entre os programas e cursos de que participa, será definida em cada área de avaliação, atendidas as diretrizes que possam ser estabelecidas na grande área de conhecimento.
Art. 4º A pontuação da produção intelectual dos docentes visitantes será definida em cada área de avaliação, atendidas as diretrizes que possam ser estabelecidas na grande área de conhecimento.
Art. 5º A pontuação da produção intelectual dos docentes colaboradores pode ser incluída como produção do programa apenas quando relativa à atividade nele efetivamente desenvolvida.
§ 1º O desempenho de atividades esporádicas como conferencista, membro de banca de exame ou co-autor de eventual trabalho não caracteriza um professor ou pesquisador como integrante do corpo docente do programa, não podendo, pois, os mesmos serem enquadrados como docentes colaboradores.
§ 2º Informações sobre atividades esporádicas como conferencista, membro de banca de exame ou co-autor de eventual trabalho, quando relatadas por um programa ou curso de Pós-Graduação, deverão compor referência complementar para a análise da atuação do programa.
De acordo com o Relatório de Avaliação CAPES 2007-2009 Trienal 2010, os critérios de avaliação dos Programas de Pós-Graduação da área de Administração estão distribuídos da seguinte forma no Quadro 1.
QUADRO 1 Critérios de avaliação da área de administração
ITENS DE AVALIAÇÃO PESO
PROPOSTA DO PROGRAMA
1.1 Coerência, consistência, abrangência e atualização das áreas de concentração, linhas de pesquisa, projetos em andamento e proposta curricular.
1.2 Planejamento do programa com vistas a seu desenvolvimento futuro, contemplando os desafios internacionais da área na produção do conhecimento, seus propósitos na melhor formação de seus alunos, suas metas quanto à inserção social mais rica dos seus egressos, conforme os parâmetros da área.
1.3 Infra-estrutura para ensino, pesquisa e, se for o caso, extensão.
AVALIAÇÃO QUALITATIVA
CORPO DOCENTE 20%
2.1 Perfil do corpo docente, consideradas titulação, diversificação na origem de formação, aprimoramento e experiência, e sua compatibilidade e adequação à Proposta do Programa.
2.2 Adequação e dedicação dos docentes permanentes em relação às atividades de pesquisa e de formação do programa
2.3 Distribuição das atividades de pesquisa e de formação entre os docentes do programa.
2.4 Contribuição dos docentes para atividades de ensino e/ou de pesquisa na graduação, com atenção tanto à repercussão que este item pode ter na formação de futuros ingressantes na
Continuação Quadro 1:
ITENS DE AVALIAÇÃO PESO
CORPO DISCENTE, TESES E DISSERTAÇÕES 35%
3.1 Quantidade de teses e dissertações defendidas no período de avaliação, em relação ao corpo docente permanente e à dimensão do corpo discente.
3.2 Distribuição das orientações da teses e dissertações defendidas no período de avaliação, em relação aos docentes do programa.
3.3 Qualidade das Teses e Dissertações e da produção de discentes autores da pós-graduação e da graduação (no caso de IES com curso de graduação na área) na produção científica do programa, aferida por publicações e outros indicadores pertinentes à área.
3.4 Eficiência do programa na formação de mestres e doutores bolsistas: tempo de formação de mestres e doutores e percentual de bolsistas titulados.
PRODUÇÃO INTELECTUAL 35%
4.1 Publicações qualificadas do Programa por docente permanente.
4.2 Distribuição de publicações qualificadas em relação ao corpo docente permanente do Programa. 4.3 Produção técnica, patentes e outras produções consideradas relevantes.
INSERÇÃO SOCIAL 10%
5.1 Inserção e impacto regional e (ou) nacional do Programa.
5.2 Integração e cooperação com outros programas e centros de pesquisa e desenvolvimento profissional relacionados à área de conhecimento do programa, com vistas ao desenvolvimento da pesquisa e da pós-graduação.
5.3 Visibilidade ou transparências dada pelo programa à sua atuação. MESTRADOS PROFISSIONAIS
PROPOSTA DO PROGRAMA PESO
1.1 Coerência, consistência, abrangência e atualização da(s) área(s) de concentração, linha(s) de atuação, projetos em andamento, proposta curricular com os objetivos do Curso/Programa e da modalidade Mestrado Profissional.
1.2 Coerência, consistência e abrangência dos mecanismos de interação efetiva com outras instituições, atendendo demandas sociais, organizacionais ou profissionais.
1.3 Infra-estrutura para ensino, pesquisa e extensão.
AVALIAÇÃO QUALITATIVA
Continuação Quadro 1:
ITENS DE AVALIAÇÃO PESO
PROPOSTA DO PROGRAMA
AVALIAÇÃO QUALITATIVA 1.4 Planejamento do Curso/Programa visando ao atendimento de demandas
atuais ou futuras de desenvolvimento nacional, regional ou local, por meio da formação de profissionais capacitados para a solução de problemas e geração de inovação.
1.5 Articulação do Curso/Programa de Mestrado Profissional com cursos acadêmicos do mesmo Programa de Pós-Graduação.
CORPO DOCENTE 20%
2.1 Perfil do corpo docente, considerando experiência como profissional e/ou pesquisador, titulação e sua adequação à Proposta do Curso/Programa e à modalidade Mestrado Profissional.
2.2 Adequação da dimensão, composição e dedicação dos docentes permanentes para o desenvolvimento das atividades de pesquisa e formação do Curso/Programa.
2.3 Distribuição das atividades de pesquisa, projetos de desenvolvimento e inovação e de formação entre os docentes do Curso/Programa.
CORPO DISCENTE E TRABALHOS DE CONCLUSÃO 30%
3.1 Quantidade de trabalhos de conclusão aprovados no período de avaliação e sua distribuição em relação ao corpo docente.
3.2 Qualidade dos Trabalhos de Conclusão e produção científica, técnica ou artística dos discentes e egressos.
3.3 Impacto dos Trabalhos de Conclusão e da atuação profissional do egresso.
PRODUÇÃO INTELECTUAL E PROFISSIONAL DESTACADA 30%
4.1 Publicações do Curso/Programa por docente permanente.
4.2 Produção técnica, patentes e outras produções consideradas relevantes. 4.3 Produção artística, nas áreas em que tal tipo de produção for pertinente. 4.4 Vínculo entre produção técnica e publicações qualificadas do Curso/Programa
INSERÇÃO SOCIAL 20%
5.1 Impacto do Programa.
5.2 Integração e cooperação com outros Cursos/Programas com vistas ao desenvolvimento da pós-graduação.
Conclusão do Quadro 1:
ITENS DE AVALIAÇÃO PESO
INSERÇÃO SOCIAL 20%
5.3 Integração e cooperação com organizações e/ou instituições setoriais relacionados à área de conhecimento do Curso/Programa, com vistas ao desenvolvimento de novas soluções, práticas, produtos ou serviços nos ambientes profissional e/ou acadêmico.
5.4 Divulgação e transparência das atividades e da atuação do Curso/Programa.
5.5 Percepção dos impactos pelos egressos e/ou organizações/instituições beneficiadas.
5.6 Articulação do Mestrado Profissional com outros Cursos/Programas ministrados pela Instituição na mesma área de atuação.
Fonte: Extraído do Relatório de Avaliação CAPES 2007-2009 Trienal 2010. Recuperado: Recuperado de http://www.capes.gov.br/avaliação.
Consideram-se também na avaliação dos programas e cursos as pontuações referentes as notas 6 e 7 reservadas, exclusivamente, para os programas com doutorado, classificados como nota 5 na primeira etapa de realização da avaliação trienal, e que atendam obrigatoriamente duas condições: 1 – apresentem desempenho equivalente ao dos centros internacionais de excelência na área; 2 – tenham um nível de desempenho altamente diferenciado em relação aos demais programas da área.
No contexto apresentado neste capítulo, percebe-se que o docente pesquisador da área de Administração se constitui em figura central. O docente é o protagonista da aprendizagem que exerce função primordial nas instituições formativas. Contudo, embora pareça óbvia essa consideração, algumas circunstâncias instáveis das condições de funcionamento e de manutenção das IES têm se tornado elementos mais significativos e têm contribuído para a mudança do sentido essencial da instituição.
Um exemplo disso é a supremacia dos indicadores de produção científica frente aos dos níveis da formação oferecida aos alunos. Nota-se que os rankings das universidades adotam como base os números de projetos de pesquisa, patentes, publicações, congressos etc. Com isso, a universidade forma um sistema profissional peculiar e que influencia diretamente o modo como seu pessoal constrói a sua identidade profissional e exerce as funções a eles
atribuídas. Esse sistema tende a desenvolver nos professores sua identidade profissional em torno da produção científica ou de atividades que lhes geram mérito acadêmico e que resultem em vantagens econômicas e profissionais (AMORIM, 2005, p.66-67).
Diante disso, considera-se a importância de identificar as competências do docente pesquisador e analisar suas inclinações profissionais na carreira, uma vez que a qualidade dos programas de Pós-Graduação concentra-se na forte atuação do professor. Assim a próxima seção abordará sobre carreiras.