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Tilgjengelighet, brukervennlighet og universell utforming - begrepsavklaring

Este subnível corresponde à categoria de secundidade, com relação ao 1.2.3.1 e 1.2.3.3. Trata-se de um evento concreto, mas que ao se manifestar, o fez carregando consigo aspectos qualitativos únicos, resultantes de nossa ação ou não, já que o ato sensório pode, ou não, ser resultado de ação intencional.

Esse subnível da ocorrência de um evento concreto é, também, a manifestação do caráter de lei típico da categoria da terceiridade, que regula as manifestações particulares. Contudo predomina aqui a característica do contato já em interação com pressão e choque, numa ocorrência particular, interagindo com repetições sucessivas.

regulado pelas possibilidades efetivas das características que são próprias do sentido humano do tato, na sua natureza fisiológica.

A possibilidade efetiva de engendrar uma protolinguagem varia de um grau muito primordial a outro mais elaborado. As sensações têm uma relação com a densidade da matéria que causa o ato sensório. As formas gasosa, líquida, sólida, estão aptas a que produzir as efetivas sensações táteis, e vão evoluindo gradualmente de contato mais diáfano com pressão mínima para um contato com duração determinada e a marca de um choque. Até aí a ocorrência efetiva foi determinada pelas características do contato, pressão e choque, como possibilidades descritas no subnível 1.2.3.1. Quando efetivamente manifestadas aqui interagem com possibilidades de ocorrências sucessivas, ainda sem padrão de tempo definidos, o que nos habilita a perceber as texturas.

O fato de podermos determinar a velocidade com que deslizamos a mão num tecido, para sentir a textura, dá uma noção mais exata de que significa introduzir o movimento dependente do tempo, mas sem um padrão definido. Não temos garantia de que a repetição do gesto se dará com mesma velocidade, mas mesmo assim sentiremos a textura. Ao Outra pessoa pode deslizar a ponta dos dedos no mesmo tecido, com velocidade diferente, e nem por isso deixará de sentir a textura. Neste caso o tempo está sob comando do gesto, da intenção, de nossas extremidades (braços, pés, mãos, dedos) que além de sensórias são performáticas.

Daí a sensação tátil evolui para graus mais sofisticados como, por exemplo, para sensações táteis de vibrações codificadas, como é o caso dos sons subgraves (mas cujos limites de sensórios não foram determinados ainda).

A sucessividade das vibrações é característica própria do fenômeno sonoro e que depende do meio no qual se propaga. Mas limitemos nossa abordagem ao som que ouvimos por via aérea.

Por fim uma observação pertinente sobre o som: as pessoas de um modo geral acham que o som é apenas algo sutil, evanescente, inofensivo, e essa crença de dissemina com facilidade, mediante comprovação óbvia a partir da reprodução sonora dos dispositivos portáteis, ditos “MP3 players”, ou tocadores de mídia, sem considerar que aquele som reproduzido ali não corresponde ao poder físico, mesmo, das ondas sonoras.

O estampido de uma arma de fogo, perto ouvido, pode romper o tímpano. Há muitos relatos na área de sonorização profissional, de pessoas que se sentem muito mal (enjôo forte seguido de ânsia de vômito) depois de permanecerem algum tempo perto das caixas de graves/subgraves.

Isso tem uma relação direta com a interferência de ondas mecânicas, de elevada intensidade, com o peristaltismo, “que é uma contração do canal alimentar, semelhante à da minhoca.” (Zemlim : 2000, 299) que ocorrem em conjunto com outros movimentos da deglutição. “Esses estágios não são manobras distintas, e têm uma rápida sucessão, de até 300 vezes por hora, quando estamos nos alimentando” (op.cit.). Mesmo quando cessada a deglutição, o peristaltismo continua até o bolo alimentar seguir do esôfago ao estômago. 300 vezes por hora equivale a intervalos sucessivos de 830 milissegundos, perto de 1 ocorrência por segundo. Em frequência é bem inferior à primeira nota dó da escala ocidental (cerca 16,351 Hz) também da segunda (32,703 Hz), conforme Ballou (1991, 1432) mas certamente deve ter alguma relação com harmônicos e que precisa ser melhor investigada.

1.2.3.2.1 Possibilidades sensoriais táteis recursivas - fricção

Este nível de primeiridade corresponde ao conjunto de possibilidades táteis possíveis, já resultantes de contato, pressão, choque, interagindo com o movimento sucessivo, ou seja, a sensação tátil, que cria possibilidades qualitativas de sensação de texturas.

Temos uma gama de possibilidades sensoriais mais complexas, porém resultantes da interação do contato nas suas formas possíveis, com a fricção.

Este é o campo de possibilidades sensórias, mas cujos aspectos qualitativos não são ilimitados, e sim restritos a um repertório possível, embora possam extrapolar a fronteira do sensório, e causando ferimentos ao nosso corpo.

Mesmo sendo um repertório restrito, as possibilidades qualitativas ainda são bem amplas. Tomemos como exemplo o hábito de se ato de ralar coco, naqueles raladores de lata. É fato que se aprende muito cedo, que eles são perigosos e podem ferir a pele, em qualquer descuido.

Outro exemplo é o motoesmeril que se usa para afiar ferramentas. A sucessão rápida de giros (RPM ou rotações por minuto) mascara a textura do disco de esmeril. Se encostarmos o dedo nele, com força, resultará em ferimentos graves.

Então este subnível contém um repertório de possibilidades sensoriais que envolvem principalmente fricção.

1.2.3.2.2 Sensação de textura – a conexão com o tempo

A marca particular de uma sensação complexa de textura, que será sentida no domínio da secundidade (1.2.3.2) dependerá de uma interação particular com uma duração temporal. A sensação tátil de textura depende de fricção que ocorre num dado período de tempo. Essa conexão com o tempo pode ser de um tipo determinada pelo gesto de nossas extremidades sensórias e performáticas, mas também pode ser própria da matéria que vibra, como por exemplo, o jato d’água numa banheira de hidromassagem.

Este subdomínio da secundidade, em que estamos, determina a ocorrência concreta de sensações táteis sucessivas, ou a sensação de textura, dentro de uma gama de possibilidades, cujo compósito qualitativo resultante terá sido determinado pela velocidade da fricção, que pode ser mensurada em termos temporais, combinados com as sensações táteis mais primordiais de contato, pressão e choque.

Isso implica, também, em dizer que a velocidade da fricção varia conforme o gesto, nosso ou de outrem, que raramente se repete de modo idêntico. Então está em conexão com o tempo embora sob pouco controle.

Enfim este subnível equivale à instância de uma ocorrência temporal efetiva, materializada de acordo com o repertório de possibilidades (1.2.3.2.1) e determinada pelo caráter de lei próprio do tempo (1.2.3.2.3).

1.2.3.2.3 Convenção das sensações táteis temporais – a

codificação pelo tempo

Neste subdomínio da terceiridade temos o caráter de lei operando na determinação das ocorrências táteis sucessivas.

A manifestação efetiva de um aspecto qualitativo qualquer, como sensação de textura, que se dará no subnível anterior, será regulada pelas características do movimento mecânico numa sucessão temporal, que não precisa ser especificamente repetível.

Isso equivale a dizer que podemos sentir a mesma textura do reboco áspero, de uma parede, passando a mão numa velocidade maior ou menor.

A repetição do gesto, sem um controle efetivo do tempo, não elimina a possibilidade de sensação de textura. Existe a relação com o tempo embora esta não precise ser recursiva. Enfim este subnível corresponde a uma regra para determinar a sensação de textura a partir da ocorrência de sensações táteis em decorrência movimento do movimento mecânico e sucessivo, em que predomina a noção de tempo decorrido, mesmo se não especificado ou conhecido.

Por fim, ao que tudo indica, essa percepção tátil parece ter uma conexão mais direta com a matéria, no estado líquido e sólido. Enquanto que a sensação tátil do som ocorre no meio gasoso e, por isso mesmo, parece apresentar um caráter convencional mais estruturado.

1.2.3.3 Primórdios de uma sintaxe das sensações táteis: uma