(35)Sverige
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autores desconhecidos e da autora (*)).
Apesar da diversidade faunística já ter sido superior e de algumas espécies estarem em perigo eminente de extinção, a fauna do PNPG é muito rica e variada. Até ao momento, foram recenseadas 226 espécies de Vertebrados, das quais 65 pertencem à lista de espécies ameaçadas do Livro
Vermelho de Portugal (Cabral
et al
., 1990).No parque existem 15 espécies de Quirópteros, das quais 3 são consideradas em vias de
extinção, nomeadamente o morcego-de-ferradura-grande (
Rhinoloplus ferrumequinum
), o morcego-de-ferradura-pequeno (
Rhinoloplus hipposideros
) e o morcego-de-ferradura-mediterrânico (Rhinoloplus euryale
) (Rainhoet al
., 1998).Com particular importância em termos de conservação da natureza ocorrem outras espécies,
como o musaranho-dos-dentes-vermelhos (
Sorex granarius
), a marta (Martes martes
), o gato-bravo(
Felts silvestris
), a salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica
) e as víboras (Vipera latastei
eVipera
seoanei
) (desdobráveis de divulgação do PNPG).O esquilo (
Sciurus vulgaris
), que esteve ausente da área durante quatro séculos, foireintroduzido durante a época de caça 1985/86 (Petrucci-Fonseca & Mathias, 1987).
O lobo (
Canis lupus
), espécie estritamente protegida, tem vindo a diminuir drasticamente o seunúmero de efectivos e a sua área de distribuição em Portugal continental (Pimenta
et al.
, 2003). Noentanto, segundo os dados dos autos dos ataques de lobo no PNPG, ainda, existem algumas alcateias principalmente no planalto de Castro Laboreiro e áreas circundantes (cerca de uma dezena) (Álvares, 2002).
O corço (
Capreolus capreolus
) encontra-se aqui bem representado, com vários núcleospopulacionais (Pereira, 2002), sendo o animal mais emblemático da área, eleito para símbolo do Parque.
Fig. 4. Símbolo Oficial do Parque Nacional da Peneda – Gerês.
Os garranos, exemplares de raça luso-galaziana, vivem em estado de liberdade nas áreas mais isoladas do Parque (Oom & Reis, 1980).
A avifauna é igualmente variada, existindo na área cerca de 142 espécies recenseadas, das quais 36 constam do Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal (Pimenta & Santarém, 1996). Deste grande grupo destacam-se as seguintes pela reduzida distribuição em Portugal: tartaranhão- azulado (
Circus cyaneus
), falcão abelheiro (Pernis apivorus
), narceja-comum (Galiinago gallinago
),picanço-de-dorso-ruivo (
Lanius collurio
), escrevedeira-amarela (Emberiza citrinella
), felosa-das-(
Turdus philomelos
), o dom-fafe (Pyrrhula pyrrhula
), a gralha-de-bico-vermelho (Pyrrhocorax
pyrrhocorax
) e o falcão-peregrino (Falco peregrinus
). Ainda, são de realçar a águia-real (Aquila
chrysaetos
) e a águia-cobreira (Circaetus gallicus). Existem, também o milhafre real (Milvusmigrans), o peneireiro (
Falco tinnunculus
), o bufo-real (Bubo bubo
), a coruja-dos-matos (Strix aluco),o mocho-de-orelhas-pequenas (
Otus scops
), além de muitas espécies migratórias (Pimenta &Santarém, 1996).
Nos cursos de água de montanha, muitas vezes referenciados como rios truteiros, encontra-se a
truta-do-rio (
Salmo truta
) e, em épocas de desova, pode-se encontrar o salmão (Salmo salar
) no rioLima.
Nas raças domésticas merecem especial destaque o cão-de-pastor de Castro Laboreiro e o gado bovino de raça Barrosã.
Espécies típicas da área ou de parte da Península Ibérica são: a toupeira-de-água (
Galemys
pyrenaicus
), a lontra (Lutra lutra
), o lagarto-de-água (Lacerta scheiberi
) e a rã-ibérica (Rana iberica
) (documentos de divulgação do PNPG).No PNPG já existiram o urso, a cabra selvagem do Gerês, o lince, o galo montês e o veado. Embora ameaçados, existem o lobo, o corço, o javali, a lontra, a toupeira-de-água, a víbora-negra, a cobra-de-focinho-alto e o lagarto-de-água.
2.4. O Património Histórico — Arqueológico
O património histórico — arqueológico corresponde ao legado do passado Homem e constitui a história do Homem que este, como curioso nato, tende a descobrir e conservar.
Os principais estudos arqueológicos desenvolvidos visaram essencialmente estabelecer um esboço das principais etapas do povoamento desta área montanhosa.
A classificação de Monumentos Nacionais ou Imóveis de Interesse Público, com vista a sua conservação é uma actividade que tem vindo a ser levada a cabo pelo Parque e com enorme sucesso. Na área do Parque já foram classificados alguns monumentos com os estatutos de Monumento Nacional (MN) e de Imóvel de Interesse Público (IIP) (POrdPNPG, 1995), a numerar:
1 – Castelo de Castro Laboreiro – MN; 2 – Pelourinho de Castro Laboreiro – IIP; 3 – Ponte Nova ou da Cava da Velha – MN;
4 – Ponte da Cainheiras, ponte de Dorna e ponte de Varziela – IIP;
5 – Conjunto constituído pela ponte de Assureira, capela de São Brás e moinho de água, na nascente da ponte – IPP;
6 – Pelourinho do Soajo – MN; 7 – Antas da serra do Soajo – MN;
8 – Conjunto de todos os espigueiros da aldeia do Soajo – IIP; 9 – Castelo de Lindoso – MN;
10 – Geira, conjunto de 35 marcos miliários (Série Capela) – MN; 11 – Ruínas da Calcedónia – IIP;
12 – Igreja e ruínas do mosteiro de Santa Maria das Júnias – MN; 13 – Estátua-menir da Ermida – inventariada como património móvel; 14 – Igreja matriz de Castro-Laboreiro – IPP.
Fotos 25, 26 e 27. Exemplos de monumentos classificados. Da esquerda para a direita o castelo de Castro Laboreiro, os espigueiros da aldeia do Soajo e os marcos miliários da Geira.
Os estudos arqueológicos desenvolvidos mostraram que o Homem ocupou, gradualmente, embora não “domesticando”, a quase totalidade dos 71 000 hectares que constituem o território do Parque Nacional, desde o Neolítico, por volta dos 5 000 A.C., ou seja, durante as últimas etapas da Pré-história recente. A ocupação da área, desde o tempo pré-histórico, concentrou-se nas zonas ribeirinhas e nas zonas altas das serras (Lima, 1994).
2.4.1. Sumário da evolução do povoamento do PNPG
Apesar de ainda não se terem encontrado achados suficientes de modo a permitir afirmar que a área do PNPG foi habitada durante o Paleolítico, vestígios há que poderão não colocar de parte essa hipótese, contudo são insuficientes (Baptista, 1980).
Atendendo ao tipo de monumentos e vestígios do passado histórico até hoje identificados no PNPG, pode-se considerar que o povoamento destas montanhas decorreu ao longo de três grandes fases.
As marcas que evidenciam o primeiro povoamento na área são as necrópoles megalíticas do planalto de Castro Laboreiro (Fotos 28 e 29) e do vale da Coelheira e chã de Cabanos (Britelo- Mosteirô), na serra Amarela, datadas por radiocarbono do 4º milénio A.C.. Embora com menos
“tumili”, a necrópole megalítica do Mezio (Soajo e Cabana Maior) e a de Lamas de Vez, na serra da Peneda, também revelam dados sobre o primeiro povoamento da área. Há ainda registos de outros conjuntos de monumentos megalíticos dispersos pela serra Amarela e pelo planalto da Mourela
(Lemos
et al.
, 1981; Lemos, 1983; Alfenim, 1990).Fotos 28 e 29. Mamoas no planalto de Castro Laboreiro. Da esquerda para a direita: mamoa aberta aquando de