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3 
 KOMPARATIV STUDIE AV DET STRAFFERETTSLIGE LEGALITETSPRINSIPPET

3.5 
 Tilbakevirkningsforbudet

3.5.2 
 Tilbakevirkningsforbudet etter grl § 97

3.5.2.2 
 Tilbakevirkningsforbudets grenser

A fim de buscar evidências por padrões de correlação entre os escores do teste e outras variáveis medindo o mesmo construto ou construtos relacionados (convergência), e com variáveis medindo construtos diferentes (divergência), foram realizadas correlações de Pearson, entre o escore bruto da BVR da Leiter-R com o escore bruto da EMMC, do TIMT e do TVIP, apresentadas na Tabela 25.

Tabela 25. Correlações de Pearson entre a pontuação bruta total dos subtestes da BVR da Leiter-R, EMMC, TIMT e TVIP.

BVR (Leiter-R)

EMMC TIMT TVIP

BVR (Leiter-R) 1 0,52** 0,60** 0,47* EMMC 1 0,46* 0,51* TIMT 1 0,21 TVIP 1

** Correlação significativa ao nível de 1% * Correlação significativa ao nível de 5%

Resultados mostram que o desempenho na BVR da Leiter-R se correlaciona moderadamente com a EMMC, com o TIMT e com o TVIP. Esses resultados indicam que a

75 BVR da Leiter R apresentou correlações significativas com a EMMC, sendo os dois instrumentos usados em avaliação de inteligência. No entanto, também foram observadas correlações positivas e significativas da BVR da Leiter-R com testes que avaliam outras funções cognitivas como memória de trabalho (TIMT) e Vocabulário (TVIP). A correlação do vocabulário receptivo com a inteligência geral decorre do fato de que a aquisição do vocabulário requer o uso de informações contextuais para fazer inerências plausíveis sobre o significado de palavras desconhecidas (CAPOVILLA et al., no prelo).

De acordo com Papalia, Olds e Feldman (2009) a organização de objetos, pessoas e eventos em categorias significativas trás implicações no desenvolvimento psicossocial das crianças. Com isso o funcionamento adequado da memória de trabalho faz-se de grande importância para a formação dessas habilidades

Também foram realizadas correlações de Pearson, entre o escore dos subtestes da BVR da Leiter-R com o escore da EMMC, do TIMT e do TVIP. Os resultados de correlações entre os instrumentos são apresentados na Tabela 26.

76 Tabela 26. Correlação entre os subtestes da BVR da Leiter-R (FF-Figura Fundo; FC-Formas Completas; PA-Pareamento; SE-Sequencias; PR-Padrões Repetidos; CF-Contexto da Figura; CL-Classificação) e os outros instrumentos (EMMC, TIMT, TVIP).

FF FC PA SE PR CF CL EMMC TIMT TVIP

FF 1 0,681** 0,527** 0,386** 0,268** 0,620** 0,509** 0,294 0,362** 0,386* FC 1 0,610** 0,474** 0,238* 0,565** 0,559** 0,412* 0,401** 0,252 PA 1 0,591** 0,210* 0,508** 0,721** 0,565** 0,425** 0,310 SE 1 0,349** 0,268** 0,417** 0,090 0,389** 0,309 PR 1 0,151 0,348** -0,025 0,414** 0,233 CF 1 0,581** 0,443** 0,277* 0,550** CL 1 0,199 0,573** 0,474* EMMC 1 0,462* 0,517* TIMT 1 0,210 TVIP 1

** Correlação significativa ao nível de 1% * Correlação significativa ao nível de 5%

Conforme pode ser observado na Tabela 27, a análise de correlação de Pearson entre os 7 subtestes da BVR da Leiter-R mostrou correlação entre todos os subtestes. O subteste Figura Fundo se correlacionou com o vocabulário receptivo e com a memória de trabalho. Já os subtestes Formas Completas e Pareamento se correlacionaram moderadamente com a EMMC bem como com o TIMT. Os Subtestes Sequencias e Padrões Repetidos se correlacionaram com o TIMT. O Subteste Contexto da Figura se correlacionou moderadamente com todos os 3 testes aplicados.

Assim, resultados da EMMC se correlacionaram de forma moderada com 3 dos 7 subtestes da BVR da Leiter-R: Formas Completas, Pareamento e Contexto da Figura. Estes resultados indicam bons índices de convergência de constructo destes 3 subtestes nas idades de 2 a 3 anos. Porém, a ausência de correlação entre os outros subtestes da BVR da Leiter-R com a EMMC devem-se ao fato de terem poucos sujeitos com a EMMC. Já no estudo de Mecca (2010) que obteve um número de sujeitos maio com os dois instrumentos foram observadas altas correlações entre a EMMC e todos os subtestes da BVR da Leiter-R.

77 O desempenho no TIMT se correlacionou de forma moderada e significativa com os 7 subtestes da BVR da Leiter-R. As correlações entre inteligência fluida e memória de trabalho, apesar de serem construtos diferentes, indicam construtos que estão fortemente relacionados, corroborando com a literatura que indica altas correlações entre inteligência fluida e memória de trabalho (ABREU, CONWAY e GATHERCOLE, 2010).

Já o desempenho em vocabulário avaliado por meio do TVIP indicam correlações moderadas com 3 subtestes da BRV da Leiter-R: Figura Fundo, Contexto da Figura e Classificação. As habilidades de reconhecimento e discriminação avaliadas por estes subtestes estão relacionadas ao desenvolvimento e aquisição do vocabulário receptivo. A habilidade de categorização avaliada pelo subteste Classificação, para essa prova, tende a aumentar conforme o desenvolvimento da linguagem, pois nomear objetos ou mostrar sua função pode auxiliar a criança no processo de formação de categorias (BOOTH e WAXMAN, 2002).

Os resultados entre vocabulário receptivo avaliado pelo TVIP e memória de trabalho avaliada pelo TIMT, mostraram ausência de correlação entre estas duas habilidades em crianças de 2 e 3 anos. O trabalho de Duarte (2009) correlacionou o desempenho do vocabulário receptivo com o TVIP com provas de memória de trabalho. Os resultados mostraram correlação com grupo clínico com Síndrome de Down, mas não para o grupo controle em crianças mais velhas. Sob a perspectiva de que esse processo cognitivo está prejudicado na Síndrome de Down e que necessitam de apoio de outras habilidades.

Em suma, os índices de correlação obtidos neste estudo com a versão brasileira da BVR da Leiter-R foram melhores que os obtidos na população de crianças americanas com a mesma faixa etária (ROID e MILLER, 1997). Assim, todos os subteste apresentaram correlações significativas entre si, exceto o subteste Padrão Repetido com o subteste Contexto da Figura. Embora as correlações tenham sido significativas, elas foram de baixa ou moderada magnitude.

Apesar da inteligência fluida não depender diretamente de conteúdos previamente aprendidos, variáveispodem influenciar no desempenho de crianças, na faixa etária de 2 e 3 anos, em tarefas que avaliam essa habilidade. A fim de verificar a influência de variáveis externas como nível de escolaridade dos pais, correlações de Pearson foram conduzidas entre a pontuação obtida na BVR da Leiter-R com o nível de escolaridade dos pais. A Tabela 27 apresenta as correlações obtidas, bem como os níveis de significância e o número de respondentes.

78 Tabela 27. Análise de correlações sobre os anos de escolaridade dos pais com os subtestes da BVR da Leiter-R.

Escolaridade Pais (anos)

N r Sig. BVR Leiter-R 28 0,470 0,012 Figura Fundo 33 0,374 0,032 Formas Completas 32 0,416 0,018 Pareamento 32 0,336 0,060 Sequencias 32 0,259 0,152 Padrões Repetidos 32 0,287 0,111 Contexto da Figura 31 0,432 0,015 Classificação 29 0,544 0,002

Resultados indicam correlação moderada entre os anos de escolaridade dos pais com pontuação total na BVR da Leiter-R, bem como nos seguintes subteste: Formas Completas, Contexto da Figura e Classificação. Além disso, foi observada correlação significativa, mas baixa, dos anos de escolaridade dos pais com o subteste Figura-Fundo. Os parâmetros da Leiter-R em sua versão americana foram extensivamente revisados através dos anos, para que todos os subtestes com influências externas saíssem da bateria (ROID e MILLER, 1997). Deve ainda ser considerado o número baixo de dados sobre a escolaridade dos pais. Porém ainda sim há uma correlação importante encontrada em relação ao desempenho de crianças e escolaridade dos pais. Para especificar o peso do fator de influencia da escolaridade, deve-se ter novos estudos com dados de escolaridade dos pais com desempenho em testes não verbais de inteligência nessa faixa etária. Não foram controladas as variáveis genéticas que também influenciam no desempenho de testes de inteligência.

79 6. CONCLUSÃO

Nos resultados obtidos por meio de análises descritivas e inferenciais observa-se, de modo geral, que os melhores desempenhos nos subtestes da BVR da Leiter-R foram em Pareamento (PA) e Classificação (CL). Estes resultados corroboram com estudo prévio da com a Leiter-R, sugerindo que para execução destas tarefas, as habilidades subjacentes são apresentam desenvolvimento por volta da faixa etária de 2 e 3 anos. Já os desempenhos mais baixos foram observados nos subtestes Sequencias (SE) e Padrões Repetidos (PR), pois para execução destas tarefas, as habilidades apresentam maior desempenho em idades mais avançadas, de acordo com a maturação cerebral conforme idade cronológica.

As evidências de fidedignidade foram verificadas por meio da extração dos coeficientes de Alfa de Cronbach e Spearman Brown para todos os subtestes, na amostra geral. Os resultados dos coeficientes indicaram boa precisão dos subtestes indo ao encontro dos parâmetros necessários estabelecidos pelas organizações de avaliação psicológicas nacionais e internacionais. No entanto, valor de Alfa de Cronbach apresentado abaixo dos valores aceitáveis no subteste Figura-Fundo indica que este subteste foi menos preciso nas idades de 2 e 3 anos.

Para evidências de validade do instrumento de acordo com tendências do desenvolvimento nos subtestes da BVR da Leiter-R foram observadas diferenças estatisticamente significantes em todos os subteste. Isto indica boa validade dos escores de acordo com a consistência por tendências de desenvolvimento entre faixas etárias.

Análise de correlação com outras medidas mostram que o desempenho na BVR da Leiter-R se correlaciona moderadamente com a EMMC, outro instrumentos de avaliação de inteligência. Houve ainda, correlações positivas e significativas da BVR da Leiter-R com testes que avaliam outras funções cognitivas como memória de trabalho (TIMT) e vocabulário receptivo (TVIP), indicando que habilidades cognitivas em crianças de 2 e 3 anos encontram- se relacionadas. Além disso, estas são habilidades de extrema importância para execução adequada da aprendizagem e sucesso escolar, estando altamente relacionada com a inteligência fluida mesmo em crianças mais velhas, também de acordo com o modelo teórico da inteligência pela psicometria.

Portanto, foi possível verificar evidências de validade e fidedignidade da BVR da Leiter-R para a faixa etária de 2 e 3 anos de creches públicas da cidade de São Paulo. Sendo a busca de evidencias psicométricas de extrema importância para garantir a qualidade e

80 adequação de instrumentos de avaliação cognitiva. Assim este estudo contribui com a verificação dos parâmetros psicométricos de um instrumento não verbal de inteligência que pode ser disponibilizado para uso na população, contribuindo para cobrir uma faixa etária de difícil acesso cognitivo como as crianças de 2 e 3 anos, a fim de disponibilizar avaliação cognitiva em fases iniciais do desenvolvimento, contribuindo com reconhecimento precoce de alterações cognitiva e prognóstico mais favorável.

Além disso, a Leiter-R já é muito utilizada para avaliação cognitiva em quadros de distúrbios do desenvolvimento em que condições normais de avaliação não são favoráveis devido às especificidades de certas condições.

É necessário ressaltar a importância do aumento da amostra dessa faixa etária para maiores análises, bem como estudos em comparação com creches particulares, uma vez que este estudo abrangeu somente creches públicas. Amostra em grupos clínicos se faz de grande interesse, já que a versão americana contempla grupos clínicos.

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