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til vedtak om endringer i statsbudsjettet medregnet folketrygden 1994

In document Tillegg nr. (sider 96-134)

Laquea-se a artéria de que depende o aneurisma, as pulsações cessam, a operação não deixa nada a desejar, quando, no fim d'al- gumas horas ou d'alguns dias, o aneurisma, até então calmo e sereno, pulsa de novo, d'um modo mais ou menos assustador.

Esta volta das pulsações, embora menos in- tensas, effectuando-se passadas horas ou al- guns dias depois da laqueação, quando o aneu- risma ainda não está oblitterado, constitue o phenomeno das pulsações secundarias.

As pulsações secundarias manifestam-se no fim d'um período de tempo variável. Nos casos que vejo citados pelos auctores que mais

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se dedicaram a estes estudos, as pulsações se- cundarias appareceram n'uni período de tempo comprehendido entre hora e meia depois da la- queação (tempo minimo) e sete semanas (tem- po máximo).

Entre estes dois extremos citam-se casos em que as pulsações se manifestaram ao cabo de quatorze, quinze, dezanove dias etc., depois da laqueação quando, em alguns d'elles, os aneurismas já estavam duros, indolentes e até de menor volume.

Deverão todos estes factos ser capitulados de pulsações secundarias? Broca e Le Fort con- sideram-os como taes; parece-nos, todavia, que, pelo menos alguns, deverão antes ser conside- rados como graus diversos da reincidência. E, com effeito, o aneurisma que, durante sete se- manas, ou mesmo durante quinze ou vinte dias depois da laqueação da artéria, esteve duro, indolente, não pulsátil, deve ser tido como cu- rado ; se no fim d'esté tempo apparecerem no- vas pulsações no aneurisma, quer estas se con- servem apenas alguns dias, seguindo-se depois a cura; quer se conservem toda a vida do in- dividuo sem augmentarem de intensidade, quer augmentem a ponto de, no fim d'alguns dias, o aneurisma apresentar os mesmos caracteres

e cora a mesma intensidade que tinha antes da operação, o mechanismo deve ser o mesmo, e devemos considerar estes três casos como graus diversos da reincidência.

Se aqnelles auctores capitulam de pulsa- ções secundarias taes casos, só porque as pul- sações se manifestaram com pouca intensida- de e desappareceram, em quasi todos, no fim d'algum tempo, não ha rasão para darem o no-

me de reincidências a outros, em que as pul- sações, apesar de voltarem ao tumor com mais energia, desapparecem também effectuando-se a cura espontânea.

Consideramos, pois, estes casos como graus diversos da reincidência, e trataremos de inter- pretal-os quando nos occuparmos d'estas. Em- quanto ás verdadeiras pulsações secundarias, ás que se manifestam no aneurisma algumas horas ou poucos dias depois da laqueação, quando o sangue ainda não está coagulado no interior do sacco aneurismal, a sua explicação é fácil : as pulsações secundarias são devidas ao estabelecimento mais ou menos rápido da circulação collateral.

Estas pulsações, quando pouco enérgicas, desapparecem quasi sempre no fim d'util praso de tempo mais ou menos longo para dar logar

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á cura. Broca, apesar das suas conscienciosas e sabias investigações a este respeito, apenas cita dois casos em que as pulsações augmen- taram successivamente de intensidade, até adquirirem a energia que tinham antes da ope- ração. Nos auctores mais modernos não vimos citados mais casos que tivessem tal terminação.

No doente de que nos occupamos, as pul- sações foram notadas no dia seguinte ao da laqueação, e quando elle se retirou do hospital, 18 dias depois da operação, ainda as pulsações existiam, mas eram quasi imperceptíveis ; pou- co tempo depois desappareceram completa- mente, segundo nos disse o doente, e um dis- tincto clinico seu conterrâneo, que seguiu o caso de perto.

Em quasi todos os auctores vemos casos de reincidências confundidos com pulsações se- cundarias, e vice-versa, e já dissemos que con- sideramos como graus diversos da reincidência alguns casos apontados por Broca e Le Fort, como de pulsações secundarias.

A confusão deixa de existir desde que se precise bem o que é a reincidência. Nós já dis- semos, posto que de passagem, a ideia que li- gamos a esta palavra, mas julgamos opportuno repetil-o.

A reincidência é, diz Littré, «o reappareci- mento cl'uma doença depois do restabelecimento completo da saúde, no fim d'um espaço de tem- po indefinido». E' esta a definição que encon- tramos em todos os livros de pathologia e é a que acceitamos. Sendo assim, a reincidência d'um aneurisma suppõe necessariamente que esse aneurisma esteve curado durante algum tempo ; ora é materia corrente em pathologia, que um aneurisma está curado quando, cheio de coágulos chamados fibrinosos, elle se torna duro, não pulsátil e indolente. Se no fim dum praso de tempo mais ou menos longo, torna a apresentar os caracteres de aneurisma, com a mesma intensidade ou com menos, o aneuris- ma reincidiu.

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Não acceitamos, pois, como reincidência o caso de Greeves e Cooper; estes clinicos la- quearam a artéria, e doze horas depois, as pul- sações davam-se no tumor com a mesma in- tensidade que antes da operação. Broca classi- fica este caso de reincidência e a propósito diz : «certains anevrysmes récidivent avant que le sac n'ait eu le temps de se remplir de caillots.» Se o sacco não esteve cheio de coágulos, se o aneurisma não esteve curado durante algum tempo, como podia haver reincidência ? Consi- deramos tal caso como um insuccesso da liga- dura, mas não como reincidência.

Um facto singular que tem chamado a at- tenção dos pathologistas, sem que algum tente explical-o, é o que diz respeito á epocha do ap- parecimento das reincidências. Nos casos até hoje citados, a reincidência deu-se, ou no pri- meiro mez depois da laqueação, ou só depois do sexto mez. Entre um e seis mezes não havia registrado caso algum !

Não vemos n'isto mais que uma simples coincidência, e o caso que apresentamos é di- gno de menção a este respeito, pois que é o pri- meiro em que o phenomeno se deu n'uma epo- cha intermedia áquellas duas. No nosso doente a reincidência manifestou-se no fim do quarto

mez depois da laqueação. N'um caso observado por Cooper a reincidência deu-se no fim de quinze an nos ; é a mais tardia que até hoje se tem notado.

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