A prefeitura do município de Guaratinguetá-SP realizou em seu site oficial uma enquete para saber qual a destinação final, dada pela população, para o lixo eletrônico. A autora observou que desde dia 16 de julho de 2012 até o inicio do mês de agosto, a opção “deposita em lixo domestico” despontava na frente, conforme pode ser verificado na figura 12.
Figura 12 – Enquete sobre lixo eletrônico.
Fonte: (PREFEITURA, 2012).
Com objetivo de verificar a destinação final dos resíduos eletroeletrônicos no município de Guaratinguetá a aluna realizou uma visita a cooperativa “Amigos do lixo de Guaratinguetá”, o diretor da cooperativa informou que a média mensal, de resíduos eletroeletrônicos recebidos, é igual a 8 equipamentos.
Quando este tipo de resíduos é encontrado no local, primeiramente é realizada a separação do plástico superficial e posterior estas carcaças são prensadas e vendidas juntamente como plástico, o material restante é vendido como alumínio ou encaminhado para o aterro de Cachoeira Paulista.
As pilhas e baterias encaminhadas para cooperativa são entregues para Defesa Civil. Diante do exposto, foi verificada a falta de um órgão responsável pela questão dos REEEs gerados, indicando à inexistência de um plano municipal de gestão destes resíduos, e de acordo com o resultado parcial da enquete a maioria dos entrevistados destina lixo eletrônico junto ao lixo doméstico.
5.4 Os Sucateiros
O setor de patrimônio disponibilizou o contato dos dois principais sucateiros que compram os resíduos eletroeletrônicos vendidos no Campus de Guaratinguetá, devido a
atuação dentro do ciclo do resíduo eletroeletrônico, a autora fez contato com essas duas empresas e realizou a visita em uma delas.
O sucateiro visitado se localiza na Av. Agenor Pires da Fonseca, n° 178, bairro Jardim do Vale, no município de Guaratinguetá-SP, a responsável por este ferro velho conhecido como “Rainha da Sucata”, demonstrou grande interesse em iniciar a reciclagem dos REEEs, pois todo material comprado da FEG é revendido para empresas de reciclagem localizadas na cidade de São Paulo aonde é feita a separação e reciclagem destes resíduos.
A responsável pelo “ferro velho” informou que há aproximadamente uma semana anterior a visita da autora, havia uma grande quantidade de EEEs depositada no local, os quais foram comprados por uma empresa de reciclagem de resíduos eletroeletrônicos. Mesmo com essa diminuição do estoque destes resíduos é possível observar nas figuras 13 e 14 a tendência de recolhimento destes resíduos.
Fotografia 5 – REEEs recebidos pelo ferro velho.
Fotografia 6 – Presença de REEEs no ferro velho.
Fonte: Autora, 2012.
Outra preocupação da responsável é a inclusão social e digital, ela mencionou a possibilidade de ceder um espaço do “ferro velho” para receber computadores remontados e com a ajuda de voluntários, oferecer cursos de informática para os moradores do bairro Jardim do Vale, reduzindo o número de crianças e adolescentes envolvidos em atividades ilícitas.
O financiamento necessário para realização desta iniciativa poderia vir do município de Guaratinguetá, uma vez que a responsável mencionou o interesse da prefeitura em ajudá-la após a elaboração de um projeto explicando os interesses e diretrizes adotados.
6 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
6.1 Conclusões
Com base nos resultados encontrados neste trabalho, foi possível verificar a quase total inexistência de diretrizes e planejamento para o setor de REEEs na FEG. Falta uma política visando informar toda a comunidade do Campus, como proceder para auxiliar na aquisição, uso e descarte corretos dos REEEs e outros resíduos, para que se desenvolva no Campus uma política voltada para a sustentabilidade na área de resíduos sólidos. As entrevistas realizadas na administração e no meio acadêmico mostram claramente as lacunas a serem preenchidas no setor.
Diante da relevância do tema é imprescindível a elaboração e implementação de uma política de gestão e de gerenciamento ambientalmente adequado para os REEEs na FEG, que valorize a reciclagem dos materiais que compõem estes produtos, além de manter a comunidade do Campus informada sobre todas as iniciativas tomadas para a aquisição, uso e descarte correto dos EEEs, facilitando todas as etapas do gerenciamento, passando pela redução, reutilização, reciclagem, tratamento, transporte e destinação final dos resíduos.
6.2 Recomendações
Diante dos dados obtidos, foi possível levantar algumas sugestões relevantes para a implantação de um programa de gestão e gerenciamento dos resíduos eletroeletrônicos, ambientalmente adequados:
• Criação de um setor específico na universidade, formado por docentes, funcionários e alunos responsável, pela gestão e gerenciamento de Resíduos Sólidos no Campus incluindo os REEEs:
Este setor ficaria responsável pela elaboração de diretrizes que visem o correto gerenciamento dos resíduos sólidos, entre eles os eletroeletrônicos encontrados no Campus de Guaratinguetá.
Este setor auxiliaria o já existente PREEL, a aumentar a quantidade de computadores remontados através da implantação de um centro de armazenamento e triagem, elaborar pesquisas voltadas para a área de resíduos sólidos, destacando um melhor aproveitamento dos
EEEs visando aumento de sua “vida útil” e realizar cursos para sociedade com vistas à formação de técnicos que identifiquem as condições dos equipamentos, realizando a desmontagem dos componentes sem riscos a saúde.
A capacitação de mão de obra tecnicamente treinada para descaracterização destes resíduos auxiliaria a implantação de projetos fora da universidade que visassem além dos ganhos econômicos, o desenvolvimento sustentável e a inclusão social e digital da sociedade local.
• Formular uma política de compra de EEEs que possuam o selo verde:
Em algumas universidades brasileiras, como por exemplo, a Universidade de São Paulo, já há essa preocupação, ou seja, há uma política de compra de equipamentos eletroeletrônicos que atendam requisitos como: a economia de energia elétrica e a inexistência de elementos nocivos a saúde humana e ao meio ambiente em conformidade com a com a diretriz europeia ROHS. Iniciativas como a da Universidade de São Paulo (USP), incentivam quem as fábricas que produzem estes equipamentos busquem a produção de produtos sustentáveis.
• Iniciar atividades relacionadas ao retorno dos equipamentos eletroeletrônicos pós- consumo:
Como foi informado pelo setor não há a realização de atividades que visem um retorno dos equipamentos eletroeletrônicos do Campus de Guaratinguetá, através da prática da logística reversa.
A realização de tal prática auxiliaria a presente faculdade a dar destinação final adequada os resíduos eletroeletrônicos, pois segundo a PNRS fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de determinados bens de consumo, dentre estes os produtos eletroeletrônicos, são obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor.
Segundo esta mesma lei a logística reversa é definida como “instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada” (BRASIL, 2010).
• Promover campanhas educativas para conscientização da população da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá sobre o procedimento de recolhimento dos equipamentos eletroeletrônicos em desuso:
A análise do questionário aplicado aos docentes da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” Campus de Guaratinguetá, mostrou que há uma tendência dos professores em estocarem os equipamentos eletroeletrônicos em desuso e também evidenciou a falta de conhecimento dos mesmos em relação ao recolhimento e destinação final de tais equipamentos.
Acredita-se que essa conscientização aumente o interesse da sociedade local em contribuir ativamente para o gerenciamento sustentável destes resíduos.
• Buscar parcerias com as Cooperativas de Catadores de forma a se tornar um pólo de difusão da Inclusão Social.
Um dos pontos de destaque da PNRS trata especificamente no fortalecimento das Cooperativas de Catadores, de forma a incluí-los socialmente e dotá-los de emprego e renda. A Universidade, principalmente a pública deve perseguir este marco e ser ponto de referência e exemplo para outros setores da sociedade, pois além de justiça social estará contribuindo de forma decisiva para a gestão contínua e sustentável dos resíduos sólidos gerados no Campus de Guaratinguetá.
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APÊNDICE A1 – Modelo de questionário aplicado ao setor de patrimônio da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá – FEG/UNESP.
Questionário: “Diagnóstico da gestão e do gerenciamento dos resíduos eletroeletrônicos gerados no Campus da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá/Unesp”
Pesquisadora: Ingrid Gabrielle do Nascimento Camargo. (Aluna do 7º semestre do curso de Engenharia Civil / FEG).
Orientador: Wellington Cyro de Almeida Leite. (Professor Doutor atuante no Departamento de Engenharia Civil / FEG)
Introduções de Resposta do Questionário
A procura de identificação da gestão e do gerenciamento atual doa resíduos eletroeletrônicos, para que se necessário ocorra modificações visando à melhoria contínua dos serviços prestados no Campus.
Neste sentido, conhecer e quantificar os resíduos eletroeletrônicos no Campus da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá / UNESP.
Questões:
1. Há um setor específico na universidade responsável pela gestão de Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos na Universidade (REEE)?
Sim ( ) Não ( ) * Caso: Não (Seguir para questão 5)
2. Caso haja um setor, favor especificar o nome e a natureza jurídica.
4. Qual o custo médio mensal de operacionalização e administração das atividades? (salários, consumo de água e energia, transporte dos REEE)
5. Qual a quantidade média de resíduos processados mensalmente? Em quilogramas
6. Qual a quantidade média de resíduos processados anualmente? Em quilogramas
7. Quais os tipos de REEE encaminhados para destinação?
8. Qual a quantidade média mensal estimada de destinação para cada tipo de resíduo ou material?
10. Quais os fatores motivadores para o estabelecimento da gestão de REEE na Universidade?
11. Há perspectiva de continuidade ou ampliação do programa neste ou no próximo ano?
12. Há interesse institucional no estabelecimento da gestão de REEE?
13. Caso sim, qual o orçamento mensal estimado? Há possibilidade de maiores investimentos?
14. Caso não haja, quais seriam os principais motivos?
15. A Universidade possui departamento orientado à gestão ambiental, gestão de resíduos ou correlatos no Campus?
APÊNDICE A2 – Modelo de questionário aplicado aos docentes da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá – FEG/UNESP.
Questionário de Iniciação Científica pela FAPESP:
“Diagnóstico da gestão e do gerenciamento dos resíduos eletroeletrônicos gerados no Campus da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá/UNESP”
Pesquisadora: Ingrid Gabrielle do Nascimento Camargo. (Aluna do 7º semestre do curso de Engenharia Civil / FEG).
Orientador: Wellington Cyro de Almeida Leite. (Professor Doutor atuante no Departamento de Engenharia Civil / FEG)
Introduções de Resposta do Questionário
A procura de identificação da gestão e do gerenciamento atual dos resíduos eletroeletrônicos, para que se necessário, ocorram modificações, visando à melhoria contínua dos serviços prestados no Campus.
Neste sentido, conhecer e quantificar os resíduos eletroeletrônicos em cada departamento é de fundamental importância.
Questões:
1. Nome do Entrevistado:___________________________ 2. Sobrenome do Entrevistado:______________________ 3. Data do preenchimento do questionário: ___/___/___ 4. Profissão _______________________
5. Dentre os departamentos, mencionados abaixo, assinale em qual você tem sala:
Civil ( ) Elétrica ( ) Energia ( ) Matemática ( ) Mecânica ( ) Materiais ( ) Produção ( ) Física ( ) Química( )
6. No local onde trabalha (sala do professor) há equipamentos eletroeletrônicos que se encontram em desuso?
Sim ( ) Não ( )
6.1. Caso a resposta do item 6 seja afirmativa, assinale na tabela a seguir a quantidade de cada tipo de resíduo eletroeletrônico e o tipo de patrimônio:
Atenção: deverá preencher, nesta questão, todos os quadrados com algarismo (1, 2, 3,...) (e não X).
Tipo de Resíduo Eletroeletrônico
Quantidade Tipo de Patrimônio
CPU UNESP/FEG ( ) ou Privado ( )
Mouse UNESP/FEG ( ) ou Privado ( )
Monitor UNESP/FEG ( ) ou Privado ( )
Teclado UNESP/FEG ( ) ou Privado ( )
Copiadora UNESP/FEG ( ) ou Privado ( )
Laptop UNESP/FEG ( ) ou Privado ( )
Impressora UNESP/FEG ( ) ou Privado ( )
Telefone celular UNESP/FEG ( ) ou Privado ( )
Fax UNESP/FEG ( ) ou Privado ( )
Pen drive UNESP/FEG ( ) ou Privado ( )
Videocassete UNESP/FEG ( ) ou Privado ( )
Aparelho de DVD UNESP/FEG ( ) ou Privado ( )
Lâmpada fluorescente UNESP/FEG ( ) ou Privado ( )
Outros tipos UNESP/FEG ( ) ou Privado ( )
7. Para os seguintes eletrônicos abaixo, forneça o período em que ele permanece em USO por você.
Exemplo: Tipo de Resíduo Eletroeletrônico Período de Permanência Tipo de Patrimônio
CPU 5 anos ou 60 meses UNESP/FEG ( x ) ou Privado ( )
Tipo de Resíduo
Eletroeletrônico
Período de Permanência
Tipo de Patrimônio
Mouse UNESP/FEG ( ) ou Privado ( )
Monitor UNESP/FEG ( ) ou Privado ( )
Teclado UNESP/FEG ( ) ou Privado ( )
Copiadora UNESP/FEG ( ) ou Privado ( )
Laptop UNESP/FEG ( ) ou Privado ( )
Impressora UNESP/FEG ( ) ou Privado ( )
Telefone celular UNESP/FEG ( ) ou Privado ( )
Fax UNESP/FEG ( ) ou Privado ( )
Pen drive UNESP/FEG ( ) ou Privado ( )
Videocassete UNESP/FEG ( ) ou Privado ( )