• No results found

1 Innledning

1.3 Tidligere undersøkelser

Foram recebidos 94 formulários, dos quais três foram excluídos. O motivo da exclusão é que, nos questionários de números 14, 15 e 16, portanto cujo recebimento foi consecutivo, as questões só foram respondidas até a questão 03 (diferente de todos os outros recebidos, que apresentavam respostas até a última questão). Além disso, a identificação desses respondentes era a mesma, e as

respostas também, o que nos fez pensar que a mesma pessoa estaria tendo problemas para avançar no preenchimento das questões. Portanto, trabalhou-se com 91 formulários.

O questionário foi estruturado em quatro partes:

1. A primeira parte conteve questões não numeradas, onde se solicitou dados referentes à identificação do profissional (sexo, tempo de formação e unidade da federação na qual está exercendo sua atividade profissional);

2. A segunda parte, que incluiu as questões 01 e 02 (e seus subitens), forneceu dados que permitiam caracterizar o profissional como prescritor ou não da substância, as indicações para as quais a substância é utilizada e o número médio de pacientes que cada profissional atende por mês, identificando-se também o percentual de pacientes, do total de pacientes atendidos, que recebe a prescrição da substância;

3. A terceira parte, da questão três até a questão 11, procurou evidenciar o conhecimento que os profissionais possuem sobre o uso da Flutamida, em dermatologia, como obtiveram esse conhecimento, o conhecimento dos riscos associados ao uso da substância, além de duas perguntas específicas sobre a forma farmacêutica empregada, ou por eles próprios, ou por seus colegas. Nesta parte incluíram-se também perguntas que objetivavam avaliar se o profissional conhecia informações técnicas referentes à substância e, mais especificamente, os textos da bula dos medicamentos comercializados no país, à base da substância;

4. A última parte incluiu a questão 12, na qual o profissional podia manifestar a sua proposição (o que achava mais adequado que fosse feito, em relação ao estado atual de comercialização da substância), e a “questão” 13, que fornecia apenas um campo livre, para que ele expressasse suas observações, caso considerasse pertinente.

Com relação à primeira parte (dados de identificação), a maioria dos respondentes (63,74%) pertencia ao sexo feminino, 32,97% ao sexo masculino e 3,30% não identificaram o sexo (Tabela 4).

A maioria (45,05%) era de São Paulo. O segundo estado que concentrou o maior número de respondentes apresentou um número significativamente menor de participantes: 14,29% do total de respondentes pertenciam ao estado do Rio de Janeiro (Tabela 5).

Com relação ao tempo de formação, em número de anos de formado, nenhum respondente possui menos de um ano de formado e apenas 4,40% estão na categoria entre um e três anos de formado. Isso era esperado pelo fato do questionário ter sido enviado a membros da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Como a formação do especialista ocorre em, pelo menos, um ano após a conclusão da graduação (quando ocorre por meio de cursos de especialização) ou em três anos (quando por meio de residência médica), era de se esperar que todos os respondentes possuíssem mais que um ano de formado. (Tabela 6)

Tabela 4 - Perfil dos Entrevistados quanto ao Sexo - Estudo de Utilização da Flutamida

Sexo Nº absoluto %

F 58 63,74%

M 30 32,97%

Não informado 03 3,30%

Total 91 100,00%

Tabela 5 - Perfil dos Entrevistados - Distribuição por Unidade Federada - Estudo de Utilização da Flutamida UF Nº absoluto % SP 41 45,05 RJ 13 14,29 RS 06 6,59 MG 05 5,49 PR 05 5,49 TO 04 4,40 ES 03 3,30 PB 03 3,30 SC 03 3,30 BA 02 2,20 DF 01 1,10 GO 01 1,10 MA 01 1,10 MS 01 1,10 PA 01 1,10 N/I 01 1,10 Total 91 100,

FONTE: Agência Nacional de Vigilância Sanitária – UFARM – ANVISA - Brasil, 2003.

Tabela 6 - Perfil dos Entrevistados quanto ao Tempo de Formação Profissional - Estudo de Utilização da Flutamida

Tempo de formação Nº absoluto %

01 a 03 anos 04 4,4 04 a 06 anos 22 24,18 07 a 10 anos 16 17,58 11 a 15 anos 10 10,99 16 a 20 anos 16 17,58 21 a 25 anos 11 12,09 26 a 30 anos 04 4,4 Mais de 30 anos 08 8,79 Total 91 100

Após os dados de identificação, iniciava-se o questionário propriamente dito. A primeira questão era a seguinte: ATUALMENTE O (A) SR. (A) ESTÁ ATENDENDO PACIENTES EM CONSULTÓRIO E/OU AMBULATÓRIO? As respostas a esta questão são visualizadas na tabela 7.

Tabela 7 - Atendimento a Pacientes em Consultório e/ou Ambulatório - Estudo de Utilização da Flutamida

Atualmente o(a) Sr.(a) está atendendo pacientes em consultório e/ou

ambulatório? Nº absoluto %

Sim 90 98,9

Não 01 1,1

Total 91 100

FONTE: Agência Nacional de Vigilância Sanitária – UFARM – ANVISA - Brasil, 2003.

É interessante notar que apenas um dos 91 respondentes disse não atender pacientes em consultório. Entretanto, em outras questões do questionário, esse mesmo respondente apresentou respostas que fazem supor que houve um erro de preenchimento, e que ele atende pacientes não internados (em consultório ou ambulatório). Assim, na questão 2.2, por exemplo, que indagava para quantas pacientes o profissional havia prescrito a Flutamida, no último mês, e cuja resposta era “livre” (o campo era aberto), esse respondente respondeu “uma”. Pode-se concluir, então, que todos os respondentes atendem pacientes ambulatoriais, ainda que se tenha optado por manter os dados exatamente como foram recebidos, como se vê na tabela 7.

As respostas à questão 1.1 (QUANTOS PACIENTES O(A) SR.(A) ATENDE EM MÉDIA POR MÊS?) mostram que a maioria absoluta dos respondentes (pelo menos 92,31%) atendem mais que 50 pacientes por mês (Tabela 5). Destes, 85,71% atendem mais que 100 pacientes por mês. Essa questão só estava disponível, isto é, só era visualizada, por quem respondeu SIM à questão 01, ou seja, para 90 indivíduos.

Tabela 8 - Número de Atendimentos Mensal - Estudo de Utilização da Flutamida Quantos pacientes o(a) Sr.(a)

atende em média por mês? Nº absoluto %

Até 25 01 1,10 26 a 50 01 1,10 51 a 100 12 13,19 Mais de 100 72 79,12 N/I 05 5,49 Total 91 100 FONTE: Agência Nacional de Vigilância Sanitária – UFARM – ANVISA - Brasil, 2003.

A questão 02 (O(a) SR.(a) JÁ PRESCREVEU O MEDICAMENTO FLUTAMIDA PARA MULHERES ?) era visualizada por todos os respondentes do questionário (91 pessoas). Dos 91 respondentes, apenas 10 não utilizam a substância (10,97%), como pode ser visto na tabela 9. Os outros 81 (89,01%), portanto a grande maioria, prescreve para as indicações (questão 2.1: PARA QUAIS INDICAÇÕES?) descritas na tabela 10. Deve-se ressaltar que essa questão era “aberta”, de campo livre. Cada entrevistado poderia citar mais de uma indicação. Deve-se observar, também, que a questão só era visualizada por quem respondeu afirmativamente à questão 02, ou seja, 82 respondentes. E cinco indivíduos que responderam afirmativamente à questão 02 (portanto prescreviam a substância para mulheres), deixaram o campo PARA QUAIS INDICAÇÕES em branco.

Tabela 9- Prescrição da Flutamida - Estudo de Utilização da Flutamida O(a) Sr.(a) já prescreveu o medicamento

Flutamida para mulheres? Nº absoluto %

Sim 81 89,01

Não 10 10,99

Total 91 100

FONTE: Agência Nacional de Vigilância Sanitária – UFARM – ANVISA - Brasil, 2003.

Quando se avalia a distribuição por sexo dos médicos que efetivamente prescrevem a substância para mulheres e daqueles que não prescrevem, se vê que

não há diferença significativa, uma vez que se mantém praticamente a mesma distribuição dos profissionais (prescritores ou não) por sexo (Tabelas 4 e 10).

Tabela 10 - Distribuição dos prescritores e não prescritores por sexo - Estudo de Utilização da Flutamida

Prescritores Não prescritores Sexo Nº absoluto % Nº absoluto % F 52 64,20 07 70 M 27 33,33 03 30 N/I 02 2,47 - - Total 81 100 10 100

FONTE: Agência Nacional de Vigilância Sanitária – UFARM – ANVISA - Brasil, 2003.

Tabela 11 - Indicações para as quais a Flutamida foi Prescrita - Estudo de Utilização da Flutamida

PARA QUAIS INDICAÇÕES O SENHOR