3. Teori
3.3. Litteratur og teori
3.3.3. Tidligere rapporter
A pesquisa TIC EMPRESAS 2012 (elaborada pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação – CETIC.br) revela o alto percentual de organizações que possuem site33 ou website, conforme a Figura 3.
Figura 3 - Proporção de empresas que possuem website
Fonte: Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação – CETIC.br (2012). Baldissera e Silva (2012, p. 173) afirmam que o site institucional é uma das falas autorizadas da empresa, pois “Trata-se de lugar privilegiado para a organização dizer de si, alinhar seu discurso às suas estratégias, sem o risco de mediações”. Com efeito, o site é privilegiado por permitir hibridizar o caráter informativo com o promocional da comunicação. Com isso, os textos ali contidos geram efeitos de verdade, mesmo que estejam ligados à comunicação
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Optou-se por usar a palavra site e não website ou portal considerando a definição de Lévy: “Um conjunto de páginas da Web que façam parte de um mesmo URL ou ‘endereço’. A ideia de site está relacionada à ideia de ‘local’, o que na verdade é um tópico complexo em se tratando de um espaço virtual criado por uma rede distribuída que lida com hiperdocumentos. Creio que a maneira mais simples de entender ‘site’ é pensar que um site corresponde a um hiperdocumento, com todas suas imagens, vínculos, referências, mesmo que esse hiperdocumento possa ter, potencialmente, o tamanho e a complexidade de uma grande enciclopédia” (LÉVY, 2011, p. 268). Em contrapartida, descartou-se portal [corporativo] por nos parecer um termo mais ligado a intranets, levando em conta a definição de Al-Mudimigh (2010): “portal corporativo consiste em um sistema de referência para os usuários, em que eles devem extrair, analisar e compartilhar todo e qualquer tipo de informação pertinente à empresa, dentro de um mesmo ambiente” (AL-MUDIMIGH, 2010, apud GÓES; BARROS, 2013, p. 26).
mercadológica. Uma vez que são apresentados dados estatísticos, notícias e outras informações (muitas vezes em linguagem jornalística), a propaganda institucional se dilui, diminuindo os efeitos de sentido de discurso promocional (BALDISSERA; SILVA, 2012).
Carrera (2009, p. 50) enxerga o site de uma organização como uma “espécie de cartão de visita expandido”. Desse modo, o site é um importante apoio aos processos funcionais da organização, provendo suporte técnico e um conjunto de ferramentas que permitem a criação de uma base de conhecimento e de interação.
O site é, também, uma ferramenta útil para a revisão de conceitos e a colaboração (CARRERA, 2009). Seu lançamento não implica que ele está pronto nem atribui um estatuto hermético de autoria. Os públicos que o acessarem podem ser passíveis de inserir conteúdos e, com isso, adicionar ao site novas funcionalidades.
Carrera (2009) apresenta o aumento de clientes, o aumento do faturamento, a redução de custos, o aumento da visibilidade e a inovação / melhoramento dos serviços como possíveis metas para as quais um site se pode direcionar. Este autor elege a usabilidade como característica-chave da funcionalidade [grifo nosso] de um site, na medida em que, nas suas palavras, este é o “o termo utilizado para definir a facilidade com que as pessoas podem empregar uma ferramenta ou objeto a fim de realizar uma tarefa específica importante” (CARRERA, 2009, p. 51).
Atualmente, um site é, essencialmente, um produto multimídia, que permite a coexistência de várias mídias num único e convergente suporte. Pirolli & Crétin- Pirolli (2011) definem o produto multimídia como uma combinação de mídias discretas (como o texto e as imagens fixas) e contínuas (como as imagens animadas), sincronizadas e ligadas entre si, passíveis de serem difundidas através de redes de telecomunicações ou outros suportes numéricos. Atendendo a estas características, o tratamento dos conteúdos atravessa fases que vão desse a sua criação, passando pela análise, indexação a uma rede e armazenamento, terminando na sua “ida ao ar” ou publicação. Este término é circunstancial, uma vez que este tipo de conteúdo padece de uma efemeridade própria, necessitando
de uma nova roupagem e atualização recorrentes. Trata-se, portanto, de um tratamento em continuum (PIROLLI; CRÉTIN-PIROLLI, 2011).
Para entender o meio site em todo o seu dinamismo, que vai além da atualização de conteúdos, pode-se ampliar a forma de análise, contemplando, além dos textos, aspectos de sua arquitetura e navegabilidade. Estes aspectos começaram a ser estudados com a Arquitetura da Informação (AI). Segundo Lima- Marques e Macedo (2006), a AI surge em 1976 com o arquiteto Richard Saul Wurman, que manifestou a relevância da organização da informação a partir de uma visão de ciência e arte, buscando torná-la compreensível a todos os indivíduos. Os estudos em AI progrediram consideravelmente com os trabalhos de Peter Morville e Louis Rosenfeld (2006), que a aplicaram no contexto dos sites.
Os autores (2006, p. 4) conceituam a arquitetura da informação como:
1) O desenho estrutural de ambientes informacionais compartilhados; 2) A combinação de sistemas de organização, rotulagem, busca e navegação em web sites e intranets; 3) A arte e ciência de estruturar produtos de informação e experiências que permitam usabilidade e acessibilidade; 4) Uma disciplina emergente e comunidade de prática focada em trazer princípios de desenho e arquitetura para o ambiente digital.
A Arquitetura da Informação enfoca a organização de conteúdos informacionais e as formas de armazenamento e preservação (sistemas de organização), representação, descrição e classificação (sistema de rotulagem, metadados, tesauro e vocabulário controlado), recuperação (sistema de busca), objetivando a criação de uma interface no qual o usuário deve interagir facilmente (usabilidade) com autonomia no acesso e uso do conteúdo (acessibilidade) no ambiente hipermídia informacional digital.
Já o conceito de User Experience (UX ou experiência do usuário) pode ser entendido como a experiência de uso de um indivíduo sobre um produto ou serviço, e que pode ser boa ou ruim. É a percepção que fica na mente da pessoa após uma série de interações (HASSENZAHL, 2013). É através do que o usuário vive no momento em que utiliza um produto que poderá atribuir o real valor deste produto. Por exemplo, o indivíduo pode ter uma experiência ruim no momento do
uso de um site por consequência de uma péssima usabilidade, uma estética desagradável ou um conteúdo de baixa relevância, e isso pode representar que o valor de todo este produto esteja comprometido. Experiência do usuário é algo mais amplo do que arquitetura da informação e engloba a usabilidade, estética e a qualidade do conteúdo [grifo nosso]. A UX está diretamente ligada à interação técnica e social.
No que concerne à estética, as imagens são muito utilizadas atualmente na produção e disseminação de informação, devido ao seu poder de atração e por criarem uma linguagem dinâmica. Dentro desse contexto, a cor assume um papel de grande importância devido ao seu potencial para intensificar a informação visual.
A cor é uma sensação visual que envolve pelo menos três elementos: uma fonte de luz, um objeto e um observador. Ela está nos objetos devido aos corantes que eles contêm, que absorvem certos comprimentos de onda provenientes da luz e refletem outros comprimentos de onda, que são vistos pelo observador. Através de determinadas frequências de onda, ocorre a absorção e reflexão de radiação solar visível, podendo-se afirmar que a cor é, portanto, luz (INÁCIO, 2010).
As cores podem ser divididas em três categorias. Uma é a das cores acromáticas ou apelidadas de neutras, constituídas pelo branco, cinzento e preto. Outra é a das cores primárias: o vermelho, amarelo, verde, azul. E, por fim, há a categoria das cores secundárias, da qual faz parte o laranja, violeta, cor-de-rosa e castanho.
Grande parte da informação visual a que uma pessoa está submetida diz respeito às cores e elas agem diretamente sobre a emoção humana. Desse modo, há um campo de estudos somente sobre a psicologia das cores, no qual se destaca Farina (2011). No Quadro 8, apresenta-se a simbologia de cada cor com base neste autor, o que será útil na análise dos sites Mundo Verde e Ponto Natural.
Quadro 8 – Simbologia das Cores