4. PRESENTASJON OG DRØFTING AV MINE FUNN
4.2.1 Tidligere erfaringer og reaksjoner
Foram entrevistados 50 turistas que visitaram o Parque entre os meses de dezembro e janeiro. Não foi realizado um número maior de entrevistas porque muitos turistas se negaram a preencher o questionário ou turistas que estavam em grupo achavam melhor escolher só um visitante para responder.
Destas 50 pessoas, 58% foram do sexo feminino e 42% do sexo masculino. E 50% de todos eles estavam visitando o Parque pela primeira vez.
De acordo com as respostas, 39% dos visitantes têm entre 31 e 50 anos e 29% possui idade entre 20 e 30 anos. 24% são jovens até 20 anos e só 5% dos entrevistados possui mais de 50 anos. Um dado interessante é que 58% dos entrevistados possui ensino superior completo e outros 16% ensino superior incompleto. Isso demonstra que grande parte das pessoas que freqüentam a ilha são de elevado grau de instrução, o que pode favorecer a aplicação das atividades de Educação Ambiental embora esta possa ser aplicada a qualquer nível de conhecimento prévio. Muitas pessoas omitiram sua idade e houve uma pessoa que afirmou ter idade de 19 anos e ensino superior completo. Provavelmente essa pessoa se equivocou na marcação da alternativa.
Quando foi perguntado sobre o local de origem, grande parte dos visitantes vieram de outras regiões que não o Nordeste, representando 47% dos entrevistados e 31% moram em João Pessoa ou Cabedelo, o que é um número muito expressivo e demonstra a popularidade do Parque no seu local de origem. Com exceção da região Norte, que não teve nenhuma representação, todas as regiões foram citadas (Fig 3.5), mas o destaque maior foi para a região Sudeste, o que corrobora as afirmações dos barqueiros, que apontaram valores próximos, 64% (Fig 3.3).
Local de Origem 31% 6% 12% 47% 4% João Pessoa / Cabedelo Outros Municípios da Paraiba Outros Estados do Nordeste Outras Regiões do Brasil Exterior
Fig. 3.5 – Local de origem dos visitantes no Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha, Cabedelo, PB.
Na questão sobre o que é Meio Ambiente foi usada a tipologia proposta por Sauvè (1997) com algumas modificações (Fig. 3.6). Grande parte dos visitantes, 38%, tem a visão de Meio Ambiente como sendo só a natureza, não se sentindo incluído nele. Outros 22% acham que meio ambiente é tudo o que nos cerca. Muitas foram as respostas desconexas (20%), demonstrando que um número expressivo de pessoas não tem noção do que seja meio ambiente.
O que é Meio Ambiente?
38% 20% 12% 22% 6% 2% Natureza Desconexa Lugar para viver Tudo o que nos cerca Vida
Recurso
Fig. 3.6 – Noção sobre meio ambiente dos turistas que visitam o Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha, Cabedelo, PB.
De modo semelhante, na questão sobre o que são ambientes recifais (Fig. 3.7), 36% das pessoas não sabiam o que era e 26% responderam que eram ambientes com recifes de coral, o que não é uma resposta totalmente errada, mas incompleta, enquanto 36% não souberam responder.
O que são ambientes recifais?
36% 26% 16% 16% 4% 2% Não sabe Recifes de coral Visão Ecossistêmica Recifes Geológica Ilhas
Fig. 3.7 – Noção sobre o conceito de ambientes recifais pelos visitantes do Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha, Cabedelo, PB.
28% não souberam dizer a importância dos ambientes recifais para o homem e para o meio ambiente e 36% não sabiam que os ambientes recifais estão entre os mais produtivos do Planeta. Apesar destes valores parecerem baixos, este valor poderia ter maior representatividade, visto que muitos diziam ser importantes mas não souberam justificar e a estes casos foi considerado que o inquirido não sabia a resposta, enquanto que sobre a produtividade foi resposta objetiva (Vide anexo 2), o que facilita um pouco o raciocínio dos entrevistados. Quando perguntado se eles sabiam como se formam os ambientes recifais, 88% responderam que não sabem (Fig. 3.8). Isso pode ser um fator preocupante, pois, a partir do momento que uma pessoa não conhece um ecossistema e nem sabe definir sua origem e importância, provavelmente, ela não terá o devido cuidado com aquele local, já que não se envolve minimamente com ele e como se costuma dizer, para proteger tem que se conhecer o que se protege.
Formação dos recifes
88% 6% 4% 2% Não sabe Biogênica Abiogênica Biogênica e abiogênica
Fig. 3.8 – Noção dos visitantes do Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha, Cabedelo, PB, sobre a formação dos recifes.
Perguntamos quais eram os maiores problemas que existem para o Meio Ambiente naquela região e 47% respondeu que era a poluição e o impacto que esta poderia gerar (Fig. 3.9) Em seguida, a resposta mais citada por todos foi que o local tinha muita gente, lembrada por 15% dos entrevistados. Outros problemas ainda foram citados como desinformação dos visitantes, falta de manejo, entre outros. Ainda 9% dos entrevistados que
disseram que não sabiam quais eram os problemas e 2% afirmaram não haver problemas no PEMAV. Problemas do PEMAV 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 Polui ção Muita gente Não s abe Desin forma ção Falta de m anejo Extin ção Falta de co nsciê ncia Destr uição Barra cas Falta de pr eser vaçã o Não t em %
Figura 3.9 - Opinião dos visitantes do Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha, Cabedelo, PB, sobre os seus problemas.
Para 62% dos visitantes, o responsável pelos problemas é o próprio homem, citado de uma maneira geral. Mas 14% citaram os turistas como responsáveis, o que termina encaixando-se com a resposta anterior. 14% das pessoas disseram não saber quem são os responsáveis e 6% atribuíram a responsabilidade aos comerciantes que trabalham no Parque (Fig. 3.10).
Os responsáveis pelos problemas
62% 14% 14% 6% 2% 2% Homem Turistas Não sabe Comerciante Pesca Navio
Fig. 3.10 – Opinião dos visitantes do Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha, Cabedelo, PB, sobre os responsáveis pelos problemas do parque.
Na opinião dos entrevistados, 41% incomodam-se com os problemas que ocorrem no PEMAV e 5% disseram que não sentem-se incomodados. 4%
omitiram sua opinião. Um número expressivo de pessoas (24%) citou a educação ambiental como fator que precisa ser melhorado no Parque e, apesar de muitos dos entrevistados serem de outros estados, 11% disseram que é necessário limitar o número de visitantes que vão ao Parque (Fig. 3.11). 21% disseram não saber o que precisa ser mudado ou omitiram suas respostas e 10% disseram não precisar mudar nada. Outros ainda citaram que precisa ser melhorada a fiscalização, limpeza e a organização.
O que precisa ser mudado no PEMAV?
0 5 10 15 20 25 Estud os e pesq uisa Educ ação am bienta l Zone amen to Não s abe pres erva ção Limita r visi tação Nada Mais limpe za Mais orga nizaç ão proib ir com ércio %
Fig. 3.11 – Opinião dos visitantes do Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha, Cabedelo, PB, sobre o que precisa ser mudado no parque.
Foi perguntado aos visitantes se eles conheciam os trabalhos desenvolvidos no Parque pela SUDEMA e 44% disseram não conhecer. Mas, alguns desses, apesar de não conhecerem os trabalhos, opinaram sobre o que achavam sobre esses trabalhos. A maioria dos visitantes não conhece o trabalho e não opinou sobre ele. Mas, 14% disseram ser um trabalho positivo (Fig. 3.12).
O que acha dos trabalhos da SUDEMA 77% 7% 2% 14% Não conhece Insuficiente Melhorou limpeza Positivo
Fig. 3.12 – Opinião dos visitantes do Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha, Cabedelo, PB, sobre os trabalhos da SUDEMA.
Pedimos para que eles citassem alguns animais que vivem na região e, o mais lembrado foi o peixe, tendo representatividade de 41%. Em seguida vieram caranguejo e camarão, ambos com 10% de respostas. Um fator estranho é que 16% das respostas foram “não sei” ou de pessoas que omitiram suas respostas. Mesmo existindo muitos animais marinhos populares e altamente conhecidos, essas pessoas não citaram nenhum (Fig. 3.13).
Animais do PEMAV 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 Peixe s Não c onhe ce Cama rão Cara ngue jo Tarta ruga Inver tebra dos Cora is Lago sta Ouriç o Alga s Lula Orga nismo s aqu ático s %
Figura 3.13 – Animais que os visitantes do Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha, Cabedelo, PB, conhecem.
De todos os entrevistados, 46% disseram nunca ter escutado falar em Unidades de Conservação, 38% deram resposta afirmativa e 16% das pessoas omitiram sua resposta. 77% disseram não saber que o PEMAV é uma UC e 7% disseram saber naquele momento (Fig. 3.14). Um dado intrigante é que dos 46% dos entrevistados que disseram nunca ter escutado falar em UC, 10% deles disseram saber que o PEMAV era uma UC.
PEMAV como UC 16% 77% 7% S N Sabendo agora
Fig. 3.14 – Conhecimento dos visitantes do Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha, Cabedelo, PB, sobre este ser uma Unidade de Conservação.
Estes percentuais são bastante elevados, ou seja 84% dos visitantes do PEMAV desconhecem que este é uma Unidade de Conservação, logo, não sabem que tem regras e limitações que devem ser cumpridas. Este tipo de informação é essencial que todos os que visitam o PEMAV tenham.
É interessante observar que muitos dos entrevistados têm plena consciência que algo precisa ser feito para melhorar o funcionamento do Parque e, apesar de muitos preferirem não se manifestar, a maioria deu respostas que demonstram sensibilidade quanto à preservação do meio ambiente e especificamente, do PEMAV. Porém, é nítida a falta de trabalhos de educação ambiental com todo o público do Parque, desde os visitantes, até às pessoas que trabalham na área. Vasconcelos et al. (2008), dizem que uma alternativa para minimizar o impacto antrópico no local é levar a informação para a população local, para assim promover mudanças de atitudes através de informação e treinamento. Machado et al. (2009), em pesquisa com barqueiros e turistas de Porto de Galinhas, sugeriram que a educação ambiental sobre ecossistemas recifais fosse voltada principalmente para crianças e adolescentes com a intenção de torná-los adultos com melhores conhecimentos sobre o ecossistema do qual usufruem. Por isso, torna-se importante inserir as escolas nesse processo. Pordeus (2006) fez um trabalho de percepção ambiental em um ambiente recifal da Paraíba, com alunos de escola de ensino fundamental e percebeu que, após realizar trabalhos de educação ambiental as crianças demonstraram-se mais sensíveis às questões ambientais e a percepção ambiental delas tinha evoluído consideravelmente.
Porém, como ação imediata, é necessário inserir a educação ambiental no contexto de quem já freqüenta o PEMAV. Por isso, é necessário que profissionais especializados estejam sempre presentes no local para orientar e passar informações para os visitantes. Também é importante um trabalho de sensibilização com os barqueiros e comerciantes que trabalham no PEMAV para que estes sirvam de multiplicadores e estejam aptos para orientar os visitantes, contribuindo assim para um melhor funcionamento do Parque.
3.6 – Conclusão
Os dados obtidos com esta pesquisa permitiram concluir que o turismo está bem difundido no PEMAV, e os turistas na sua grande maioria são de fora do Nordeste. Isso é um aspecto positivo, mas por outro lado se não houver regras a serem seguidas e um plano de manejo adequado, isso poderá acarretar em impactos ambientais.
As pessoas que trabalham no PEMAV já o fazem há anos o que revela a dependência destas por esse emprego, o que deve ser levado em consideração na proposta de gestão ambiental.
As informações passadas para os visitantes pelos barqueiros são limitadas a questões de ordem e não sobre o ambiente e cuidados a ter com este, demonstrando que um projeto de Educação Ambiental é necessário, para que os barqueiros possam atuar mais na divulgação de informações ambientais sobre o PEMAV. Os próprios visitantes sentem necessidade de que informações mais concretas sejam repassadas para eles. Eles sentem também necessidade de uma melhor organização do Parque.
A educação ambiental é fundamental nesse processo de organização do turismo no Parque. Turismo esse, que deve ser contemplativo e não exploratório, pois a categoria “Parque” no Sistema Nacional de Unidades de Conservação da natureza - SNUC diz que a recreação deve ser de contato com a natureza e o turismo deve ser ecológico.
Os resultados mostram que é necessário implantar uma política de conscientização educacional dirigida aos guias dos receptivos, vendedores ambulantes, pescadores e proprietários de marinas visando à educação
ambiental dessas pessoas, pois, elas sim, são as mais interessadas em preservar o ambiente para que ele seja sempre um atrativo turístico de qualidade, uma vez que são elas retiram o seu sustento do Parque.
3.7 - Considerações finais
De acordo com o diagnóstico aqui detectado, um trabalho de educação ambiental para com os barqueiros é muito importante, pois eles serão os multiplicadores das informações de conservação do ambiente. Como eles têm direto interesse na área, pode-se usar isso como argumento para que eles zelem pelo Parque, uma vez que, se a beleza do PEMAV acabar, eles perdem o seu sustento.
Um trabalho de formação continuada com eles será sempre necessário. Por isso, sugerimos que o Comitê Gestor do Parque, bem como o órgão administrador, que é a SUDEMA, contemplem sempre essa questão em seu Plano de Trabalho.
O desenvolvimento de projetos ambientais voltados para a conservação do ecossistema existente é de extrema importância para preservar os atrativos naturais existentes. Dentre estes projetos, sugere-se que haja contratação e treinamento de guias turísticos para melhorar a qualidade do passeio turístico dos visitantes que chegam ao Parque.
Uma campanha de marketing nos meios de comunicação de massa levando informações sobre a nova dinâmica do PEMAV é uma sugestão interessante, pois, grande parte da população local ainda não tem conhecimento que a Ilha de Areia Vermelha tornou-se Parque, como pode ser observado nas entrevistas.
A busca de parcerias com a comunidade acadêmica, ONG’s e grupos ambientalistas que se interessem pela causa é importante, pois eles podem ajudar do desenvolvimento da educação ambiental com os trabalhadores da Ilha e com os visitantes, auxiliando a prática do turismo ecológico. Com isso, uma sugestão que pode parecer interessante é a criação dos “Amigos do PEMAV”, onde esses grupos possam estar inseridos de maneira que sejam
respeitados como parceiros da preservação e sendo reconhecidos pelo trabalho desenvolvido.
Os órgãos responsáveis pela gestão do Parque devem incentivar o interesse acadêmico científico para que pesquisas científicas sejam realizadas na área, pois, atualmente, de acordo com a SUDEMA, há um número pequeno de pesquisas na área. O conhecimento acadêmico pode trazer grandes informações em torno da problemática do Parque, contribuindo para a adequação do Plano de Manejo com a realidade local.
Há que se ter também um investimento maior nas informações passadas para os visitantes, pois eles precisam estar cientes de como se comportar no parque, para além de deverem sair de lá com mais informação biológicas e ecológicas sobre o ecossistema que visitaram.
3.8 – Referências
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