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4. Pengepolitikken i Norge

4.2 Historisk tilbakeblikk

4.2.1 Tiden frem til 2001

De acordo com o Relatório sobre Produção mais Limpa e Consumo Sustentável na América Latina e Caribe (São Paulo, 2004) a definição para Produção Mais Limpa é aquela adotada pelo PNUMA, conforme segue:

O conceito de Produção Mais Limpa (P+L) foi definido pelo PNUMA, no início da década de 1990, como sendo a aplicação contínua de uma estratégia ambiental preventiva integrada aos processos, produtos e serviços para aumentar a eco- eficiência e reduzir os riscos ao homem e ao meio ambiente. Aplica-se a:

Processos produtivos: inclui conservação de recursos naturais e energia, eliminação de matérias-primas tóxicas e redução da quantidade e da toxicidade dos resíduos e emissões;

Produtos: envolve a redução dos impactos negativos ao longo do ciclo de vida de um produto, desde a extração de matérias-primas até a sua disposição final, e

Serviços: estratégia para incorporação de considerações ambientais no planejamento e entrega dos serviços.

O Centro Nacional de Tecnologias Limpas (SENAI-RS, 2003) adota a seguinte definição:

Produção mais Limpa é a aplicação de uma estratégia técnica, econômica e ambiental integrada aos processos e produtos, a fim de aumentar a eficiência no uso de matérias-primas, água e energia, por meio da não geração, minimização ou reciclagem dos resíduos e emissões geradas, com benefícios ambientais, econômicos e de saúde ocupacional.

A figura 12 representa a evolução das empresas rumo à Produção mais Limpa, segundo as argumentações do Centro Nacional de Tecnologias Limpas (2006), ressaltando as diferenças de atuação entre a abordagem das ações de fim- de-tubo e aquela apresentada pela Produção mais Limpa, destacando que enquanto a primeira dedica-se à solução do problema sem questioná-lo, a segunda realiza um estudo direcionado para as causas da geração do resíduo e o entendimento das mesmas, priorizando a ações de Produção mais Limpa tanto aquelas focadas no processo, tais como reciclagem interna; boas práticas operacionais e substituição de.matérias-primas, como aquelas que visam o ciclo de vida do produto tais como a modificação tecnológica e modificações no produto

Figura 12: Evolução das empresas rumo à Produção mais Limpa (CNTL, 2006).

De acordo com o CNTL (2003), a metodologia de gestão ambiental P+L, quando devidamente implementada, privilegia as soluções voltadas para a prevenção e minimização, uma vez que, sugere que as empresas atuem na fonte geradora, buscando alternativas para o desenvolvimento de um processo eco- eficiente, resultando na não geração dos resíduos, redução ou reciclagem interna e externa, além disso, esta contribui de forma efetiva para a solução do problema ambiental, e, apesar de ser mais complexa, uma vez que exige mudança no processo produtivo e/ou a implementação de novas tecnologias, permite uma redução permanente dos custos gerais, incorporando os ganhos ambientais, econômicos e de saúde ocupacional.

Conforme Reis (2005), há um diferencial significativo, em termos de competitividade, na implementação de uma tecnologia de final do processo produtivo ou de prevenção da contaminação, uma vez que a tecnologia que recorre à diminuição da contaminação no final do processo produtivo, retendo os resíduos, implica em uma perda de competitividade, enquanto que a prevenção da contaminação ao longo do processo produtivo aumenta a competitividade.

A figura 13 mostra os três níveis e as principais estratégias para minimização de resíduos com vistas à identificação de oportunidades de Produção mais Limpa, sendo que é importante que as medidas sejam focadas no nível 1 e somente após

esgotadas as medidas neste nível é que os níveis 2 e 3 devem ser trabalhados, uma vez que os custos crescem nesta ordem (CNTL, 2003)

Figura 13 – Identificação de oportunidades de PmaisL. (CNTL, 2003)

A identificação de oportunidades de minimização de resíduos requer, antes de tudo, entendimento do processo e envolvimento das pessoas que detêm o conhecimento das diferentes etapas do sistema produtivo (ROCCA ET AL., 1993).

De acordo com o Centro Nacional de Tecnologia Limpa (2006), os caminhos que direcionam o processo de usinagem à PmaisL são basicamente dois: aumento da vida dos fluidos de usinagem e introdução de novas tecnologias, isto é, aquelas que não utilizam ou utilizam pouco fluido, sendo que, o aumento da vida útil dos fluidos é a medida mais eficaz para reduzir a geração de resíduos.

Assim, aplicando-se o conceito da PmaisL ao gerenciamento dos fluidos de corte, segundo Oliveira e Alves (2007), um exemplo de redução no fonte por meio de modificação no produto é a otimização no projeto da peça buscando-se trabalhar com peças com dimensões mais próximas possíveis ao do trabalho acabado, uma vez que assim, gerar-se-á uma quantidade menor de cavacos ao final do processo.

Já para a redução na fonte por modificação no processo existem três possibilidades, quais sejam: boas práticas operacionais (procedimentos preventivos na seleção, durante a utilização, durante a recuperação, tratamento e descarte final);

substituição de matérias-primas (pode-se buscar substituir fluidos de base mineral por fluidos de base vegetal; substituir constituintes agressivos à saúde e segurança ocupacional etc.) e por modificação tecnológica (existem técnicas que minimizam ou até mesmo eliminam o uso de fluidos de corte tais como: mínima quantidade de lubrificante, usinagem a seco, usinagem a laser e usinagem de precisão) (CNTL, 2006; OLIVEIRA E ALVES, 2007).

Segundo Oliveira e Alves (2007), uma vez esgotadas as alternativas de reduzir os resíduos na fonte, aplica-se à reciclagem interna por meio de sistemas de tratamento e reciclagem capazes de remover os contaminantes e reajustar a concentração do fluido antes do seu retorno à máquina.

Ao final da vida útil, quando não for viável a reciclagem, no caso dos fluidos integrais, podem ser enviados para rerrefino, adotando-se assim a estratégia do reuso de resíduos e emissões por meio da reciclagem externa (Runge e Duarte, 1990).

5.5 Boas práticas ambientais, indicadores de desempenho e