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Tid fra ledighet til overgang til jobb

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5. Overgang fra arbeidsledighet til annen aktivitet

5.1. Tid fra ledighet til overgang til jobb

No contexto de um mundo, e em particular, de uma Europa plurilingue, o QECRL tem como uma das suas missões traçar perfis de aprendentes de línguas estrangeiras de forma a poder comparar e gerir níveis de proficiência de uma forma prática, e isto, através de vários critérios. Além disso, o QECRL pretende também:

 Promover e facilitar a cooperação entre instituições de ensino de diferentes países;  Fornecer uma base sólida para o reconhecimento mútuo das qualificações em

línguas;

 Ajudar aprendentes, professores, organizadores de cursos, júris de exame e responsáveis pelo ensino a enquadrar e coordenar os seus esforços

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Assim, constatamos que o QECRL, além de ser um documento regulador, se define como uma ferramenta útil para guiar a aprendizagem de uma dada língua, uma vez que busca orientar o aluno, assim como o professor, nas suas aulas, facilitando a elaboração de programas de aprendizagem de língua; a planificação da certificação linguística; e a planificação da aprendizagem autodirigida; entre outros.

Após uma leitura atenta e analítica do QECRL, verificamos que as orientações dadas sobre a aprendizagem da língua se direcionam para o aluno e para a prática. Tal aprendizagem será sobretudo orientada para a ação, na medida em que o QECRL considera antes de tudo o utilizador e o aprendente de uma língua como atores sociais, que têm que cumprir tarefas (que não estão apenas relacionadas com a língua) em circunstâncias e ambientes determinados, num domínio de atuação específico.

O uso de uma língua abrangendo a sua aprendizagem inclui as acções realizadas pelas pessoas que, como indivíduos e como actores sociais, desenvolvem um conjunto de competências gerais e, particularmente, competências comunicativas em língua. As pessoas utilizam as competências à sua disposição em vários contextos, em diferentes condições, sujeitas a diversas limitações, com o fim de realizarem actividades linguísticas que implicam processos linguísticos para produzirem e/ou receberem textos relacionados com temas pertencentes a domínios específicos. Para tal, activam as estratégias que lhes parecem mais apropriadas para o desempenho das tarefas a realizar. O controlo destas acções pelos interlocutores conduz ao reforço ou à modificação das suas competências. (QECRL, 2001:29)

Relativamente à produção escrita, o QECRL reconhece que as atividades de produção têm uma importante função em muitos campos académicos e profissionais (exposições orais, estudos escritos, relatórios) e está-lhes associado um valor social (juízos feitos sobre o que foi apresentado por escrito ou sobre a fluência no discurso e nas apresentações orais).

Em relação ao domínio da produção escrita, o QECRL lista várias atividades que permitirão afinar a aprendizagem. Entre elas, encontramos os pontos seguintes:

• Preencher formulários e questionários;

• Escrever artigos para revistas, jornais, boletins informativos, etc.; • Produzir cartazes para afixação;

• Escrever relatórios, memorandos, etc.; • Tirar notas para uso futuro;

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• Escrita imaginativa e criativa;

• Escrever cartas pessoais ou de negócios, etc.

A seguir, apresentamos exemplos fornecidos pelo QECRL relativos a atividades de produção da escrita geral; da escrita criativa; de relatórios e de ensaios/composições. Referimos que os exemplos mencionados são relativos ao nível B1.

PRODUÇÃO ESCRITA GERAL: É capaz de escrever textos coesos e simples acerca de um leque de temas que lhe são familiares, relativos aos seus interesses, ligando uma série de elementos pequenos e discretos para formar uma sequência linear.

ESCRITA CRIATIVA: É capaz de escrever descrições simples e pormenorizadas acerca de uma gama de assuntos que lhe são familiares, dentro das suas áreas de interesse. É capaz de escrever um relato de experiências, descrevendo sentimentos e reações, num texto articulado e simples. É capaz de escrever a descrição de um acontecimento, de uma viagem recente – real ou imaginada. É capaz de narrar uma história.

RELATÓRIOS E ENSAIOS/COMPOSIÇÕES: É capaz de escrever ensaios curtos e simples acerca de tópicos do seu interesse. É capaz, com alguma confiança, de resumir, relatar e de dar a sua opinião sobre informações factuais acumuladas acerca de rotinas familiares e de assuntos não rotineiros dentro da sua área de interesse.

De uma forma conclusiva, as diretivas do QECRL que orientam os aprendentes e os ensinantes, procuram não dissociar a produção oral da produção escrita, dando-lhes igual peso nos seus parâmetros. Sobretudo, é importante reconhecer que o QECRL busca ajudar o formador/professor a construir meios e a estruturar sistemas de ensino que lhe permitam atingir de um modo eficaz os objetivos traçados para os níveis que leciona. Dito de outro modo, o QECRL não é um documento prescritivo e tem mais uma função orientadora do que uma natureza obrigatória, sendo que cada contexto de aprendizagem exige uma adaptação diferenciada do que é proposto pelo QECRL. Assim, os métodos, os temas, a avaliação, que depois serão utilizados, deverão ser adequados ao tipo de aluno ou grupo de trabalho.

15 Em consonância com os princípios fundamentais de uma democracia pluralista, o QECRL pretende ser não apenas exaustivo, transparente e coerente, mas também aberto, dinâmico e não dogmático. Por isso, não pode tomar nenhuma posição nos debates teóricos actuais sobre a natureza da aquisição das línguas e a sua relação com a aprendizagem; nem tão-pouco deve defender nenhuma abordagem específica para o ensino das línguas, em detrimento de outras abordagens. (QECRL, 2001:41)

No capítulo 2.3.3, o QECRL refere dois apartados, o 4 e o 5, dedicados aos atos de fala e às competências exigidas a um utilizador/aprendente de uma qualquer língua, de modo a comunicar com outros utilizadores dessa mesma língua.

2.2 Atividades destinadas ao desenvolvimento e avaliação da competência

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