Numerical fretting fatigue
2.5 Finite element modeling
2.5.3 Three-dimensional fretting analysis
Visando atender o objetivo proposto para esta pesquisa, um modelo teórico estruturado das relações das práticas da Cultura Organizacional e as práticas da Governança de TI foi elaborado inicialmente com base na revisão teórica e dos resultados obtidos pelo pré-teste. Este modelo apresentou resultados satisfatórios para atender os objetivos de um estudo exploratório. Entretanto, o modelo proposto incialmente não permitiu observar, nos casos deste estudo, determinadas relações entre as variáveis as quais emergiram da aplicação do modelo inicial e das análises dos dados e, portanto, pode-se propor modificações nas relações e nas questões do roteiro de entrevistas.
Primeiramente, a partir do modelo inicial e das questões formuladas como base na teoria, foi possível perceber durante a condução das entrevistas, das informações obtidas resultantes da análise dos dados qualitativos e das análise dos dados, que podem existir relações indiretas com os mecanismos de Governança de TI, ou seja, os processos, estruturas e relacionamentos de decisão sobre os ativos de TI.
Em segundo lugar, pode-se perceber que uma questão permitiu por meio das análises dos dados obtidos, estabelecer mais de uma relação com as dimensões das práticas da Cultura Organizacional. A partir destas relações, identificou-se uma relação entre os mecanismos das práticas da Governança de TI e as dimensões práticas da Cultura Organizacional. Também, pode-se então estabelecer uma relação entre os pressupostos formulados, os quais foram estabelecidos com base na revisão de literatura, definindo uma relação com as dimensões da Cultura Organizacional e com alguns mecanismos práticos da Governança de TI.
Como resultado das análises dos dados obtidos por esta pesquisa, foram identificadas duas novas variáveis que emergiram como relevantes, as quais foram consideradas no modelo conceitual final. Foram mantidas as relações dos pressupostos iniciais que foram confirmados por esta pesquisa. Entretanto, os pressupostos impossíveis de avaliar ou não observados foram eliminados do modelo conceitual resultante, o qual recomenda-se para pesquisas futuras, encontra-se expresso na figura 15.
Figura 15: Modelo Conceitual Resultante
Fonte: Elaborado pelo Pesquisador, 2015
A primeira variável que emergiu se refere ao papel da liderança e a influência na relação das práticas da Cultura Organizacional e as práticas da Governança de TI e a segunda variável se refere ao sentimento dos indivíduos de fazer parte da organização. Hofstede (2001) classifica estas duas variáveis como autônomas não fazendo parte da formação da Cultura Organizacional, mas sim sendo originadas por ela. Segundo Freitas (2007), o funcionário em busca de reconhecimento valoriza o senso de fazer parte de uma empresa, tendo ela como motivador das suas decisões dentro de uma organização. Pode-se inferir por meio da pesquisa que o sentimento expresso de pertencimento nas organizações influencia na tomada de decisão de TI. Entretanto, o sentimento de pertencer a uma empresa pode ser um moderador da Cultura Organizacional na tomada de decisão (FREITAS, 2007; DAUBER e FINCK e YOLLES, 2012). Com base nestas constatações, foram elaboradas três hipóteses para a variável Pertencimento como moderadora das relações entre as variáveis das práticas da Cultura Organizacional:
H1: O sentimento de pertencimento à empresa modera as manifestações profissionais da Cultura Organizacional, quando os processos de tomada de decisão da TI são criteriosos;
H2: O sentimento de pertencimento à empresa modera as manifestações abertas da Cultura Organizacional, quando os relacionamentos de tomada de decisão da TI são comunicados; H3: O sentimento de pertencimento à empresa modera as manifestações da Cultura Organizacional orientada ao funcionário, quando os relacionamentos de tomada de decisão da TI são colaborativos;
A primeira hipótese denominada H1 é relativa ao grau de moderação exercido pelo sentimento de pertencer a uma organização pelos membros dos comitês decisórios de TI, na relação entre as práticas da Cultura Organizacional profissional e dos processos criteriosos de Governança de TI para a tomada de decisão. A segunda hipótese, denominada H2, é relativa ao grau de moderação exercido pelo sentimento de pertencer a uma empresa nas práticas da Cultura Organizacional orientada ao funcionário para uma atitude de colaboração na correta tomada de decisão de TI. A terceira hipótese se refere ao grau de moderação exercido pelo sentimento de pertencimento dos membros da Governança de TI para a comunicação das tomadas de decisões em TI. Cabe ressaltar que estas hipóteses oriundas da pesquisa, são empíricas.
Segundo Schein (2004) a liderança e a Cultura Organizacional possuem uma dependência entre suas variáveis, porém são variáveis distintas e não podem ser confundidas. Segundo o autor, a liderança é do indivíduo que exerce uma função temporal e por isso não é parte da Cultura Organizacional. De um lado, o líder assume o papel de criar, manter ou mudar tipos particulares de Culturas Organizacionais, realizando suas ações de gestão. Nesse sentido, as habilidades do líder são fundamentais para definir a natureza, a direção e o impacto dessa gestão. Por outro lado, considera-se que o líder – em seu pensamento, sentimento e respostas – também é moldado pela Cultura Organizacional. Assim, a habilidade para entender e trabalhar em uma Cultura Organizacional é pré-requisito para uma liderança eficaz (FREITAS, 2007). Ainda segundo Schein (2004), o líder pode influenciar em diversos aspectos organizacionais por meio do seu estilo que, por vezes, molda a forma como as equipes agem e como os relacionamentos ocorrem em uma organização. Pode-se então supor que a liderança é uma variável de mediação na condução das práticas de Governança de TI.
Como resultante das análises, foi percebido que a liderança exerce uma mediação da relação quando nos processos da Governança de TI, especialmente na tomada de decisão quando estes são estruturados ou rigorosos. Além disso, pode-se constatar por meio desta pesquisa que a liderança e o papel do gestor exerce uma influência na comunicação e nas formas de colaboração das decisões da Governança de TI. Segundo Peterson (2002) a Governança de TI é influenciada pelas ações individuais de liderança do CIO que desempenha
um papel estratégico, na comunicação, negociação e na estruturação dos mecanismos da Governança de TI, incutindo uma mentalidade de mudança organizacional na organização em desenvolver uma compreensão comum e integração nas decisões de negócios e de TI. Assim, em virtude da variável Liderança a qual foi constatada como relevante nesta pesquisa, o modelo teórico final foi adaptado, incluindo esta variável como mediadora das relações entre as variáveis e as variáveis dependentes relativas aos processos de Governança de TI, conforme segue:
H4: A liderança exerce uma mediação na relação entre as práticas da Cultura Organizacional orientadas ao processo e os processos estruturados da Governança de TI;
H5: A liderança exerce uma mediação na relação entre as práticas da Cultura Organizacional com uma disciplina vaga e os processos rigorosos da Governança de TI;
H6: A liderança exerce uma mediação na relação entre as práticas da Cultura Organizacional orientada ao funcionário e a colaboração da Governança de TI;
H7: A liderança exerce uma mediação na relação entre as práticas da Cultura Organizacional aberta e a comunicação da Governança de TI;
H8: A liderança exerce uma mediação na relação entre as práticas da Cultura Organizacional fechada e a comunicação da Governança de TI.
Com o propósito de facilitar a operacionalização e continuidade do modelo teórico final desta pesquisa, foi elaborado um Quadro resumo do modelo, contendo as questões de pesquisa, as variáveis dependentes das práticas da Governança de TI, as dimensões da Cultura Organizacional utilizadas e os pressupostos resultantes da relação entre as variáveis, o qual encontra-se no Apêndice F.