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4. Theory

4.6 Theory of Planned Behaviour

Há três formas de gerir o consumo de energia: Escolha da fonte de energia Redução do consumo de energia Utilização de energias renováveis

O gás natural, o LPG (gás líquido de petróleo) e o fuelóleo são usados na maioria das operações de secagem e cozedura, mas são também usados por vezes combustíveis sólidos e electricidade, bem como biogás proveniente de aterros.

O gás natural é cada vez mais usado nas fábricas e esta energia fóssil é a que produz menos dióxido de carbono – CO2 (57 kg

CO2 / GJ face ao fuelóleo, que origina 75 kg CO2 / GJ).”1

Em toda a indústria, a mudança generalizada para combustíveis gasosos e as melhorias na secagem, tecnologia de fornos e controlo resultou numa redução progressiva do consumo de energia e num decréscimo marcado das emissões.

FIGURA 15: Reabilitação de uma zona de extracção Fonte TBE

1 FÉDÉRATION EUROPÉENNE DES FABRICANTS DE TUILES ET DE BRIQUES (TBE), BÉLGICA

FIGURA 16: Evolução do consumo de gás natural (%), (Fonte TBE)

“As principais melhorias a nível dos processos são:

Melhor concepção de secadores e fornos

Controlo informatizado dos regimes de secagem e cozedura

Recuperação do excesso de calor dos fornos (sobretudo ar quente das zonas de arrefecimento dos fornos,

conduzido para os secadores)

Modificações dos produtos

A Directiva CE/2003/87 estabelece o sistema de comércio europeu de emissões de CO2, directiva com que a indústria

europeia de tijolos e telhas se preocupa. Foram já envidados muitos esforços para diminuir o consumo de energia e os seus níveis de emissão de CO2“1 (ver TABELA 2).

Carvão Gás Natural Petróleo

0 20 40 60 80 100 1960 1975 1990 1995 2004

1 FÉDÉRATION EUROPÉENNE DES FABRICANTS DE TUILES ET DE BRIQUES (TBE), BÉLGICA

TABELA 2: Consumo específico de energia (GJ/tonelada) – Indústria de tijolos e telhas 1980 1985 1990 1995 2001 Redução % Austria 2.38 2.09 1.71 1.72 1.65* 28 Bélgica 3.302) 2.732) 2.162) 2.373) 2.233)** 32 Alemanha 2.43 2.31 1.93 1.63 33 Dinamarca 2.73 -1) 2.41 2.67 2 Espanha 2.38 2.29 2.24 2.18 8 França 2.87 2.62 2.76 2.61 9 Itália 2.80 2.60 2.10 1.90 1.90 32 Países Baixos 3.63 2.93 2.86 2.70 26 Reino Unido 3.581.14)5) 1.013.264)5) 2.970.845)4) 0.832.804)5) 2.421.404)5) 25224)5) Suíça -1) 2.55 2.62 2.53 2.32 1 * 2000, ** 2002 1) Não disponível

2) apenas tijolos - dados baseados no NIS

3) tijolos e telhas de argila - com base em dados cedidos pela federação

4) Dados de 1980 de tijolos Fletton do Reino Unido e 5) e de tijolos sem ser Fletton do Reino Unido não disponíveis - os dados apresentados referem-se a 1984. Os valores da indústria de Fletton não podem ser comparados com os valores anteriores.Houve grandes alterações do fabrico quanto ao tipo de produtos fabricados nos três locais Fletton restantes.

6) 1995/1980 mas 1995/1985 quando não estão disponíveis dados de consumo de 1980 - para a razão na Bélgica 1980 /1990

Fonte :TBE

“A substituição de energias não renováveis por energias renováveis está em progresso constante. Em muitos processos de fabrico de cerâmicas podem ser acrescentados aditivos, como serradura, à argila bruta. A utilização destes aditivos oferece duas vantagens: a primeira é que constitui uma fonte adicional de energia e a segunda é a diminuição do peso dos produtos e o aumento do desempenho em termos de isolamento.

Esta energia adicional permite a redução do consumo dos combustíveis fósseis e, em consequência, da emissão de CO2.

Estes aditivos são seleccionados sobretudo com base em aspectos técnicos, ambientais e sanitários, sendo necessário que exerçam um efeito benéfico nas propriedades técnicas do produto e que não produzam emissões nocivas ou, no caso de o fazerem, que sejam fáceis de controlar. Além disso, não podem representar riscos para a saúde dos trabalhadores da fábrica ou da construção civil.

São efectuados ensaios que determinam se os aditivos utilizados cumprem estes critérios.”1

Uma avaliação rigorosa e exacta da energia incorporada necessária para a construção de um edifício requer uma base de dados correcta e uma lista de todos os materiais de construção usados. Neste momento o cálculo da energia incorporada não faz parte do processo de planeamento.

Alguns blocos cerâmicos típicos com as características específicas são representadas na TABELA 3. O bloco cerâmico de clinquer serve para paredes resistentes divisórias. Em Portugal só há uma fábrica que fabrica este tipo de tijolo. Para o exterior devem ser escolhidos tijolos que cumprem as necessidades do conforto ambiental e as exigências térmicas do Decreto-Lei n.º 80/2006 de 4 de Abril, o Regulamento das Características de Comportamento Térmico dos Edifícios (RCCTE).

1 FÉDÉRATION EUROPÉENNE DES FABRICANTS DE TUILES ET DE BRIQUES (TBE), BÉLGICA

TABELA 3: Comparação de características de alguns tijolos de mercado Descrição Tijolo Clinquer Tijolo Térmico Tijolo Térmico

Origem Portugal Portugal Espanha

Dimensões (mm) 237x115x70 294x289x189 300x288x190

Massa volúmica (kg/m3) 1,300 860 1,850

Percentagem de Furação ≤ 45 ≤ 40

Resistência à compressão (N/mm2) ≥ 45 ≥ 3 10

Aderência (N/mm2) 0.15

Absorção de Água (%) ≤ 5.0 não definidoo Resistência Térmica (m2K/W) 0.23 1.40

Condutividade Térmica (W/mK) 0.48 0.27

Isolamento Acústico (dB) 51 51

Reacção ao Fogo Euroclasse A1 Euroclasse A1 RF 240 Dados de Fábricas

FIGURA 18: Tijolo clínquer FIGURA 19: Tijolo térmico

Além do tijolo maciço e perfurado, que são os mais indicados na alvenaria estrutural, existem ainda em alvenaria estrutural a pedra natural e os blocos sintéticos no mercado. As tabelas seguintes mostram alguns dados típicos e vários materiais que se obtém de diversas fontes.

TABELA 4: Dados típicos de vários materiais de construção Densidade kg/m3 Energia renovável MJ/m3 Energia não renovável MJ/m3 Energia total MJ/m3 Alvenaria cerâmica 700 39.2 2485 2524.2 Betão armado 2400 104.9 5160 5264.9 EPS 20 28 1900 1928 Lã de rocha 80 34.4 1360 1394.4

Fonte: The Brick Development Association, Reino Unido, 2009

TABELA 5: Comparação de materiais estruturais em termos de energia primaria incorporada e a emissão de CO2 na produção. Material ENERGIA kWh/kg Poluição CO2 g/kg Aço (100% reciclado) 2.780 557 Betão 0.330 65 Madeira (local) 0.180

Pedra local em alvenaria 0.083 8

Tijolo barro 0,830 - 1.260 190

Fontes: tabelas 2 e 4, e Bjorn Berge, Ecologia dos Materiais de Construção, Volume I

3.2.2 Transporte

Neste contexto deve ser considerada também a poluição gerada através do transporte dos materiais. Os dados fornecidos pela indústria são quantificações da poluição na produção do produto à porta da fábrica. Por vezes, o material até chegar à obra depois da saída da fábrica passa por um armazém, e todo o caminho deve ser considerado nas quantificações da poluição. Desde modo os dados são fornecidos na literatura ou realçam este facto como, por exemplo, a seguinte citação.

“A poluição na fabrica de tijolo cerâmico é 202 kg de CO2 por

tonelada de produção incluindo o transporte até a obra ou seja 28 kg de CO2 por m2 para construção de uma parede com 10

cm de espessura”.1

As seguintes tabelas constituem uma base geral de dados ecológicos para a quantificação da poluição pelo transporte dos materiais de construção.

TABELA 6: Emissão de CO2 associada aos transportes com camiões

Tipo de camião Massa(t) (kg/t.km)CO2

Rígido 3.5 - 7.5 0.563

Rígido 7.5 - 17 0.747

Rígido > 17 0.969

Articulado 3.5 - 33 0.817

Articulado > 33 0.929

Fonte: Factsheets, UK Transport and Climate Change data, Department for Transport, Reino Unido, 2008

TABELA 7: Emissão e consume de energia primária de diversos meios de transporte

Emissão e Energia Marítimo Ferroviário Rodoviário

Emissão** de CO2

g CO2 / ton.km 18 23 89

Energia*

(kJ/ton.km) 274 200 402

Fonte: * Transportation Energy Data Book, EUA, 2008

** DB Mobility Networks Logistics, Caminho de ferros de Alemanha, Sustainability Report 2009

O transporte dos materiais de construção é feito principalmente pela via rodoviária, uma vez que se trata de distâncias pequenas. Portanto, verifica-se que o gasto energético com 402 kJ/(t.km) ou seja 0,000402 MJ/ (kg.km) no transporte rodoviário é pequeno em relação ao consumo de energia na fabricação do material de construção. Os dados referidos na tabela 7 de Caminho de Ferro de Alemanha para as emissões são conforme a norma alemã DIN 70030 parte 2, o transporte com camiões, e os dados de Transportation Energy Data Book estão de acordo com as directivas da EPA, Environmental Protection Agency, e as instruções normativas de CAFE, Corporate Average Fuel Economy, de Estados Unidos de America. O capítulo 4.2 explica os dados e os cálculos em pormenor.