5 Development thinking and higher education
5.2 Theories of development thinking
O Fotograma
Para compreender melhor o conceito de escala de grandezas de representação, é necessário considerar os elementos da linguagem cinematográica a parir da unidade mí- nima: o fotograma (em inglês, frame), ou seja, cada um dos quadros que representam uma fase de movimento. No entanto, o fotograma, equivale a uma imagem fotográica, não é percepível individualmente devido a uma incapacidade do nosso órgão ópico. Quando inserido num luxo de imagens, consitui uma imagem subliminar que deixa um vesígio no nosso inconsciente, mas náo é percebida ao nível consciente. Os grupos de três, quatro, cin- co fotogramas são já percepíveis a olho nu, especialmente se coniverem formas simples (como, por exemplo, o grande plano de um rosto) e como tal, podem ser deinidos como fotogramas-plano.
O Plano
Esteicamente, o plano (em inglês, plan) é considerado o primeiro fragmento da linguagem cinematográica (considerando as observações apresentadas na secção relaiva ao fotograma), sendo consituído precisamente pelo conjunto de vários planos. Para deter- minar o plano, contribuem diversas variáveis:
1) a posição da câmara de ilmar em relação ao sujeito; 2) a distancia real entre este e a câmara de ilmar, 3) o ipo de objeciva uilizada.
A Cena
Normalmente, a cena é consituída por um conjunto de planos ou enquadramentos nos quais a acção se desenvolve ininterruptamente num mesmo ambiente. Uma das suas caracterísicas é a unidade de tempo e espaço (à semelhança do teatro). Existe, no entanto, uma cena consituída por um único enquadramento, que pode ser de duração paricu- larmente linga e que, por este moivo, é designada de plano-sequência (em inglês, long taking).
Um conjunto de cenas forma uma unidade narraiva mais extensa, caracterizada por ter um início, um desenvolvimento marcado por um auge ou um clímax e uma conclu- são: a sequência (em inglês, sequence). Esta não se encontra necessariamente vinculada a questões de tempo e espaço: é semelhante ao acto do teatro, podendo desenvolver-se em espaços e tempos diferentes. Existem alguns grandes ipos de sequências (...):
- a sequência comum, caracterizada pela sucessão cronológica que comporta elip- ses temporais mais ou menos importantes;
- a sequência alternada, também designada sequência de “sintagma alternado”, que, em alternância, mostra duas ou mais acções que se desenvolvem em simultâneo, como, por exemplo, nas clássicas cenas de perseguido (...);
- a sequência em paralelo, que apresenta alternadamente duas ou mais ordens das coisas – sejam estas acções, objectos, locais, acividades, etc. – sem ligações cronológicas marcadas, para estabelecer, por exemplo, uma comparação entre elas (...);
- a sequência por episódios, na qual há uma evolução que abarca um longo período de tempo apresentada em alguns planos caracterísicos separados por elipses (...);
- a sequência recogniiva, também designada sequência de montagem, consituída precisamente pela montagem de alguns planos que mostram um mesmo ipo de aconteci- mentos.
A Sequência
O Filme
O ilme consitui a unidade superior, contendo um conjunto de sequências. Nos primórdios da linguagem cinematográica, os ilmes inham uma duração variável, mas a airmação do cinematógrafo como meio de entretenimento de massas levou a padroniza- ção da duração das longas-metragens de icção narraiva que, apesar de variável, se ixou em torno dos 100 – 110 minutos. Ainda hoje, a duração variável é uma caracterísica da produção de documentários e do cinema experimental ou de arista, que tem uma vasta gama de durações temporais (...) .
O Enquadramento
O enquadramento é o olhar da câmara de ilmar sobre o mundo, que podemos atri- buir a uma espécie de narrador impessoal e invisível, designado de instancia narradora da narraiva, ou mesmo a uma personagem da história da qual se pretende fazer parilhar a visão “subjeciva”.
A noção de enquadramento pode ser considerada sob dois pontos de vista:
1. O da sua duração temporal, segundo o qual o enquadramento se deine como uma ilmagem ininterrupta desde o im do enquadramento anterior ao início do seguinte.
2. O espacial, segundo o qual chamamos enquadramento à parte da realidade cap- tada pela câmara de ilmar a parir de uma determinada angulatura, delimitada por uma moldura ideal (as quatro margens do enquadramento que, na fase de projecção, correspon- derão aos eixos horizontais e vericais do rectângulo do ecrã).
(...) É possível deinir o conceito de enquadramento na sua complexidade, tendo em conta os seguintes elementos:
1) a distância da câmara de ilmar em relação à cena ( que concreiza a chamada escala de planos);
2) a angulatura da ilmagem e a altura da câmara de ilmar (ponto de vista);
3) o chamado pró-ílmico, ou seja, a organização do espaço, das personagens e dos objetos ilmados no interior do campo: o que está à frente da câmara de ilmar (a composi- ção do quadro);
4) a sua relação ou não com um espaço fora de campo (o espaço ílmico enquanto interacção dialécica entre campo e fora de campo) ;
5) o ser objecivo ou subjecivo;
6) o facto de possuir um maior ou menor profundidade de campo; 7) o ser estáico ou dinâmico;
Outros parâmetros existentes são especiicamente fotográicos: a objeciva uiliza- da; a iluminação da cena; a alteração das imagens através de instrumentos mecânicos (il- tros, marginadores) ou digitais . “ ( Arcangelo Mazzoleni, pp. 13-20)
“(...) o fotograma, equivale a uma imagem fotográica, não é percepível individual- mente devido a uma incapacidade do nosso órgão ópico. Quando inserido num luxo de imagens, consitui uma imagem subliminar que deixa um vesígio no nosso inconsciente, mas não é percebida ao nível consciente.”
( Arcangelo Mazzoleni, pp. 13)
“Normalmente, a cena é consituída por um conjunto de planos ou enquadramentos nos quais a acção se desenvolve ininterruptamente num mesmo ambiente.”
( Arcangelo Mazzoleni, pp. 14)
“a sequência comum, caracterizada pela sucessão cronológica que comporta elipses temporais mais ou menos importantes;”
( Arcangelo Mazzoleni, pp. 18)
“a sequência alternada, também designada sequência de “sintagma alternado”, que, em alternância, mostra duas ou mais acções que se desenvolvem em simultâneo, como, por exemplo, nas clássicas cenas de perseguido (...)”
( Arcangelo Mazzoleni, pp. 18)
“a sequência em paralelo, que apresenta alternadamente duas ou mais ordens das coisas – sejam estas acções, objectos, locais, acividades, etc. – sem ligações cronológicas marcadas, para estabelecer, por exemplo, uma comparação entre elas (...)”
( Arcangelo Mazzoleni, pp. 18)
“a sequência por episódios, na qual há uma evolução que abarca um longo período de tempo apresentada em alguns planos caracterísicos separados por elipses (...);”
( Arcangelo Mazzoleni, pp. 18)
“a sequência recogniiva, também designada sequência de montagem, consituída precisamente pela montagem de alguns planos que mostram um mesmo ipo de aconteci- mentos.”
( Arcangelo Mazzoleni, pp. 18) Síntese
3.2.2 Filme e Espectador