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6. DISCUSSION

6.1 THEORETICAL CONSIDERATIONS Targeting smoker images

Como verificámos as motivações estão directamente ligadas às necessidades dos indivíduos. Ao longo do tempo tem surgido diversas teorias sobre a relação entre motivação e necessidades e, segundo Rosenfeld e Wilson (1999), na base da maioria

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das teorias sobre motivação, está a interacção entre a situação, as necessidades e as forças impulsionadoras dos indivíduos. Para Lashey e Lee-Ross (2003), essas teorias podem ser separadas em dois grandes grupos, dependendo sempre se focam a satisfação das necessidades dos indivíduos ou o processo cognitivo envolvido enquanto criação de prioridades com as suas necessidades motivacionais. Para Freitas (2006), o grupo das teorias das necessidades dos indivíduos, como explicação do processo de motivação dos indivíduos, destaca as necessidades internas das pessoas e o comportamento resultante do esforço por elas realizado para reduzir ou saciar essas necessidades. Assim, vamos apenas relembrar as teorias das necessidades com maior relevância, expondo os seus pressupostos e as suas diferenças.

A Teoria das Necessidades de Maslow surge em 1954 com a representação das necessidades humanas em forma de pirâmide, afirmando que os indivíduos constroem prioridades nas suas necessidades de acordo com uma hierarquia interna distinta. Segundo Maslow (1943) as pessoas são motivadas pelo desejo de alcançar ou manter várias condições nas quais encontram a satisfação básica, por determinados desejos intelectuais.

A Teoria da Motivação-Higiene de Herzberg foi apresentada por Frederick Herzberg na década de cinquenta, distingue-se da teoria de Maslow na medida em que identifica apenas duas classes de factores que, no seu entender, são os mais importantes para analisar as pessoas no seu contexto de trabalho, chamando-os de factores higiénicos e factores motivacionais. A teoria de Herzberg aponta como únicos factores capazes de motivar os indivíduos, contribuindo para elevados índices de satisfação, os factores motivacionais, dado que os factores higiénicos somente conseguem reduzir ou anular a insatisfação.

A Teoria das Necessidades de Alderfer também conhecida por teoria ERG (Existance,

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sistema conceptual e empírico para compreender, explicar e prever as propriedades da satisfação e dos desejos das necessidades humanas. Segundo Freitas (2006), esta teoria tem algumas semelhanças com a teoria de Maslow, na medida em que concorda que a motivação dos indivíduos pode ser compreendida em função de um grupo de necessidade hierarquicamente organizadas.

A Teoria das Necessidades de McClelland foi desenvolvida nos anos sessenta e tenta explicar a motivação humana através das suas necessidades, embora de uma perspectiva diferente das anteriores teorias. Segundo Lashley e Lee-Ross (2003), o autor não olha para as necessidades primárias, apenas considera aquelas que são secundárias ou instruídas, ou seja, coloca em evidência as chamadas necessidades adquiridas, que correspondem às necessidades que as pessoas desenvolveram através da sua vivência.

Quadro 4.1 Comparação das Teorias das Necessidades

Necessidades Maslow Herzberg Alderfer McClelland

Alimento, Repouso e Abrigo Necessidades fisiológicas Factores higiénicos Necessidades de existência Necessidades de afiliação Segurança e Protecção Necessidades de segurança Factores higiénicos Necessidades de existência Necessidades de afiliação Relacionamento, Aceitação, Amizade e Consideração Necessidades sociais Factores higiénicos Necessidades de relacionamento Necessidades de afiliação Progresso, Reconhecimento e Admiração pelos outros Necessidades de estima Factores motivacionais Necessidades de crescimento Necessidades de poder Realização e Desenvolvimento Pessoal Necessidades de auto-realização Factores motivacionais Necessidades de crescimento Necessidades de realização Fonte: Freitas (2006)

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A Teoria das Expectativas é na actualidade a teoria do processo cognitivo da motivação que possui maior influência nos meios académicos. Foi primeiro apresentada por Victor Vroom durante a década de sessenta, realçando o facto de que o processo de motivação deve ser explicado em função dos objectivos e das escolhas de cada indivíduo, devendo ter em conta as expectativas de atingir esses objectivos. Segundo Rosenfeld e Wilson (1999), a teoria apresenta uma fórmula para explicar a motivação dos indivíduos, na qual a motivação é igual ao produto da intensidade da preferência individual de um resultado, denominado por valência, com a probabilidade de uma determinada acção conduzir a um resultado ambicionado, determinado de expectativa, ou seja:

Motivação = Valência x Expectativa

Para Vroom (1964), se a valência ou a expectativa, forem nulas ou negativas, o indivíduo não estará motivado para atingir um determinado objectivo. Deste modo só existe motivação por parte do indivíduo em atingir determinado objectivo, se a sua valência e expectativa forem positivas. Neste contexto, quanto maior for o valor que o individuo atribui subjectivamente a uma recompensa e quanto maior for a probabilidade por si admitida para a realização da tarefa, maior será a sua motivação para o efeito.

Para House et al (1974), uma das críticas apontadas a esta teoria é a de que tem uma utilização limitada e que tende a ter maior validade ao nível da previsão, em situações em que as relações esforço-desempenho e desempenho-recompensa são claramente apercebidas pelo indivíduo. Visto que esta situação só é assimilada por um número reduzido de indivíduos, esta teoria tende a ser idealista.

A partir da teoria das expectativas de Vroom, os autores Porter e Lawler (1968), desenvolveram um modelo mais completo sobre a motivação, estes defendiam que o

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esforço que o indivíduo está disposto a realizar depende do valor que atribui à recompensa e à probabilidade desta se realizar. Como o valor atribuído à recompensa é obtido pelas recompensas extrínsecas e intrínsecas, então o nível de desempenho é em função da percepção do que é requerido e da capacidade para executar. A percepção da justeza das recompensas influencia a intensidade de satisfação que resulta dessas recompensas.

De acordo com Ambrose e Kulik (1999), a teoria das expectativas tornou-se num standard ao nível da motivação, devido à sua incorporação como estrutura geral numa variedade de pesquisas, quer na motivação quer noutros campos científicos. Para Freitas (2006), como teoria cognitiva, vê a motivação numa perspectiva dinâmica, procurando criar uma relação causal entre o tempo e os acontecimentos, na medida em que estes se relacionam com o comportamento humano.