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The Trump Administration’s Conflicted Foreign Policy Towards China

In document The  End  of  Engagement (sider 96-107)

Chapter 4 – The Trump Administration: From Engagement to Confrontation

4.4 The Trump Administration’s Conflicted Foreign Policy Towards China

Na seção anterior, apresentamos a descrição de dados que compuseram o corpus desta tese. Nesta seção, desenvolvemos a nossa proposta de análise sobre a correferencialidade das construções relativas restritivas e apositivas em LSB, fazendo um contraponto, sempre que necessário, com estudos anteriores (cf. Capítulo 4).

5.2.1 Análise das construções relativas restritivas

Iniciamos a análise das construções relativas restritivas analisando a estrutura do termo antecedente, que se constitui do NP movido de dentro da relativa para SpecCP, relacionando-se diretamente com o D que seleciona o CP. Em todos os casos, a estrutura que se apresenta é de um DP. Com base em Abney ( 1987), o D está sempre presente (mesmo que não realizado) e há movimento do nome para D (mesmo que encoberto). Ainda, em todos os casos, o DP tem de ser indefinido ( SMITH, 1964).

A seguir, apresentamos os dados de análise.

(62)

Em (62), o D é representado pelo LocNACANETA e o termo antecedente, que entra

em relação de complementização com o D, é composto pelo N „CANETA‟ ( ).

(63)

„... a quarta e a quinta canetas que são boas escrevem‟.

Em (63), a posição de D é ocupada pelos quantificadores „quarta e quinta‟. O

termo antecedente, extraído da relativa para a posição de SpecCP, é composto pelo LocNACANETA e a posição relativizada é ocupada pelo nominal CANETA. O

quantificador „CINCO‟ acompanha a articulação da sentença inteira, funcionando como um lembrete do conjunto maior de canetas. Assim, é o quantificador extraído da relativa que será o complemento de D (LocNA).

(ii) (Mod) N + Loc – exemplos (54) e (55), replicados em (64) e (65), respectivamente:

(64)

(65)

„De todos os alunos, os que participam/perguntam eles gostam de matemática, somente eles‟.

Em (64), o termo antecedente é composto pela expressão nominal

„SALA ALUNO‟ e, em (65), por

„CADEIRA.pl ALUNO‟; seguidos do quantificador

„TODOS‟, em (64), e , em (65). Nesses exemplos, o antecedente contém um modificador de N, anteposto a esse núcleo (SALA-ALUNO, CADEIRA- ALUNO) e o D que seleciona essa expressão está posposto. Nesse caso, pode ter ocorrido um movimento adicional do NP, o que pode estar associado a outros fatores, uma vez que a LSB é uma língua em que a posição de tópico é muito ativa. Esse movimento adicional do NP para fora do DP que seleciona o CP relativo será objeto de investigação futura. Uma possível explicação pode ser encontrada em Prado ( 2014 ) e Prado e Lessa-de-Oliveira ( 2016) defendem que a ordem N-Loc/LocNA é expressa quando o localizador (elemento que atua na construção da referência de um item nominal) (D) seleciona um conjunto de traços menos específico, o que impele o alçamento do N complemento para a posição de Spec do DP, em decorrência da necessidade de checagem do traço [+definido], que, não sendo checado pelo elemento em D, será checado por N. Com base em Abney ( 1987), pelo que consta na explicação do caso (ii), o movimento ocorre sempre, mas, nesse caso, seria encoberto.

O segundo ponto a ser considerado para a análise das construções relativas restritivas em LSB é que não foram registrados elementos que ocupem a posição de pronome relativo nessa língua, mas foi identificado um traço suprassegmental de

elevação de sobrancelha (ES) estendendo-se ao longo da relativa, em todos os dados desse tipo de construção94, como exemplificado a seguir:

(62‟)

Em (62), o D é ocupado pelo LocNACANETA e o antecedente que entra em relação

de complementação com ele é o N CANETA ( ).

(63‟) [ES__________rel]

(64‟) [ES_______rel]

94

Na seção anterior encontram-se as figuras que demonstram a elevação das sobrancelhas em cada exemplo das construções relativas apositivas.

(65‟) [ES__________rel]

Interessante notar que esse traço ES foi identificado para as construções relativas na LSB ( QUADROS, PIZZIO e REZENDE, 2009; PRADO ( 2014 ) e PRADO, NAVES E LIMA-SALLES ( 2018) e na Língua de Sinais Italiana (LIS) ( PFAU, 2016). Mas, ao contrário da LIS, em LSB, esse traço não contém o termo antecedente em seu escopo, o que, com base no estudo de Pfau ( 2016), indica que, em LSB, trata-se de uma estrutura de núcleo nominal externo, assim como em DSG. Conforme vimos no capítulo 4 deste estudo, Pizzuto et al. ( 2006) identificam esses elementos não-manuais como Estruturas altamente Icônicas (EAIs), que exercem a função de retomar um referente previamente inserido no discurso, apresentando, assim, um valor anafórico. Contudo, ainda é necessário desenvolver estudos mais ampliados sobre a natureza do traço ES, porque parece ser um elemento mais abstrato, relacionado ao que há de comum em todas as construções em que esse tipo de marca aparece nas LS, como interrogativas e construções de tópico, por exemplo.

Por fim, com relação à estrutura interna da oração relativa, identificamos a presença de um LocNA/Loc na estrutura argumental do verbo interno à relativa. Em

(62‟), por exemplo, na construção relativa composta por

„ESCREVER.LocCANETA.def‟, o LocCANETA exerce a função de argumento externo do

verbo „ESCREVER‟, apresentando uma relação correferencial com o antecedente. Em

(64‟), na construção relativa „PARTICIPAR.LocALUNO.pl.def‟, o

LocALUNO é selecionado como argumento externo do verbo „PARTICIPAR‟, sendo

coindexado com o termo antecedente „SALA ALUNO‟, de forma semelhante à construção em (65). Já em (63) é o LocNA que ocupa essa posição. Isso significa que a

posição relativizada mantém-se preenchida pelo que seria equivalente a um pronome lembrete ou resumptivo nas línguas orais.

Após a análise das construções relativas restritivas, apresentamos, na próxima seção, a nossa análise para as construções relativas apositivas.

5.2.2 Análise das construções relativas apositivas

Assim como com as restritivas, o termo antecedente das construções relativas apositivas em LSB é representado sempre por um N:

(i) N – exemplo (57) (58), (59), (60) e (61), replicados em (66), (67), (68), (69) e (70), respectivamente:

(66)

Em (66), o D externo é ocupado pelo LocNATERRA e o termo antecedente, que,

alçado da sua posição argumental interna à relativa, entra em relação de

complementação com ele, é representado pelo N „TERRA‟.

(67) [___________rel]

Em (67), o termo antecedente é composto por pelo N „TERRA‟. Nesse caso, o D externo é nulo, uma vez que o LocSOL não pode ser o D de „TERRA‟.

(68) [________rel]

(69) [__________________rel]

(70) [______________________________________rel]

Em (68), o termo antecedente é composto pelo nominal „TERRA‟, sem a coocorrência de um Loc. Em (69), o antecedente é composto pelo NP „ROMEU‟ e em (70) pela expressão nominal „HOMEM NOME ROMEU‟. Nesses exemplos, os nomes próprios licenciam o apagamento do Loc, uma vez que apresentam alto grau de definitude. Dessa forma, a leitura desse constituinte implica a seleção de uma relativa apositiva como seu complemento ( SMITH, 1964; KAYNE, 1994).

Outro ponto importante para a análise das construções relativas apositivas é a presença de pausas marcadas no início e no final da sua articulação, representadas na interface fonológica. Por meio dessas pausas, podemos identificar que o núcleo nominal antecedente não pertence ao escopo da relativa, sendo quase que independente da sentença inteira.

Dessa forma, identificamos semelhanças e diferenças entre as construções relativas restritivas e apositivas em LSB. A seguir, apresentamos um resumo da nossa proposta de análise para essas construções:

Relativas restritivas

(i) são compostas pela articulação de um sinal contendo uma só unidade MLMov; (ii) são selecionadas por antecedentes com traço de indefinitude;

(iii) o antecedente pode ter as construções „N‟ ou „(Mod) N + Loc‟; (iv) não apresentam morfema relativo;

(v) apresentam o traço suprassegmental „elevação de sobrancelhas‟ (ES), que se espraia ao longo do escopo da relativa;

(vi) apresentam um „Loc‟, ou „LocNA‟ que compõe a estrutura argumental do verbo da relativa e está coindexado com o termo antecedente, funcionando como um pronome lembrete/resumptivo.

Relativas apositivas

(i) podem ser compostas pela articulação de um sinal contendo uma só unidade MLMov ou pela articulação de mais de um sinal;

(ii) são selecionadas por antecedentes com traço de definitude; (iii) o antecedente é representado por „N‟;

(iv) não apresentam morfema relativo;

(v) apresentam uma pausa marcada no início e no final da relativa;

(vi) apresentam um „Loc‟, „LocNA‟, „LocNA+N‟ ou „LocNA+Loc‟ que compõe a estrutura argumental do verbo da relativa e está coindexado com o termo antecedente, funcionando como um pronome lembrete/resumptivo.

Portanto, segundo essa análise sobre as construções relativas restritivas e apositivas, consideramos que se trata da mesma estrutura sintática, mas com propriedades distintas, no que se refere ao traço suprassegmental que marca a distinção entre restritivas e apositivas e que, possivelmente, tem relação com a propriedade das

primeiras de restringir o referente, o que pode ser interpretado como uma espécie de foco, o que explica o fato de o traço ES ser o mesmo utilizado em outras construções em que a noção de foco pode estar envolvida – hipótese a se confirmar em trabalhos futuros. Outras propriedades que distinguem esses dois tipos de construções são: a possibilidade de as construções relativas serem articuladas por meio de um sinal contendo uma só unidade MLMov, enquanto as construções apositivas podem ser compostas pela articulação de um ou mais sinais; a constituição do termo antecedente, que pode ser composto por N ou (Mod)N + Loc nas construções relativas restritivas, e por N nas construções relativas apositivas; e os elementos que compõem a posição relativizada, que pode ser um LocNA ou Loc para as restritivas, e LocNA, Loc, LocNA + N ou LocNA + Loc para as apositivas.

5.3 Proposta de estrutura formal para as construções relativas restritivas e

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