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The Strenghts and Difficulties Questionnaire (SDQ) and impact supplement

Na análise das notas de campo serão consideradas as características mais relevantes que foram anotadas ao longo das sessões de leitura em voz alta e respetiva autoavaliação. Desta forma, seguidamente, será feita uma análise generalizada de cada uma das sessões, a fim de perceber as dificuldades, as curiosidades e os acontecimentos mais relevantes ao longo das sessões de leitura oral e respetiva autoavaliação.

1ª Sessão de leitura oral

A presente sessão foi realizada para o grupo de controlo, com o propósito de perceber se existiam falhas na grelha de autoavaliação, deste modo, grande parte das notas de campo, desta primeira sessão de leitura oral, recai sobre este aspeto.

Na análise da grelha de autoavaliação notou-se que os alunos apresentaram dificuldades na leitura de algumas palavras e respetivo significado, mesmo após lhes ser explicado o significado tinham dificuldade em entender o que as palavras queriam dizer. Ao longo da sessão foi necessário dar exemplos concretos para que a maioria dos alunos percebesse o que se pretendia em cada um dos parâmetros. Vejamos o seguinte exemplo. A palavra

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«omitir» não era conhecida pela maioria dos alunos, assim sendo optou-se por dar uma explicação do seu conceito e depois um exemplo concreto do texto: “se eu lesse a palavra «carteiro» assim: «cateiro», estava a omitir o «r», ou seja, não estava a dizer o «r»”, o mesmo aconteceu com as outras palavras tais como «agressividade» ou «adequado».

Ao longo do preenchimento da grelha de autoavaliação, os alunos pediram diversas vezes para voltarem a ver a videogravação de modo a poderem recordar-se de como é que tinham lido o texto. Uma curiosidade, nesta primeira sessão, diz respeito ao entusiasmo que as crianças demonstraram ao verem-se pela primeira vez a ler. Referiram diversas vezes que gostavam de se ver e que queriam repetir, o que aponta para a importância das crianças estarem envolvidas no processo de avaliação através da utilização das novas tecnologias, uma vez que facilita a compreensão dos aspetos positivos e negativos da sua leitura oral.

2ª Sessão de leitura oral

A segunda sessão foi realizada com o grupo de intervenção e nela já foi implementada a grelha de avaliação definitiva. Nesta sessão foi possível identificar, ainda, algumas dificuldades na perceção de algumas palavras, como por exemplo «fluentemente». Contudo, optou-se por explicar e dar exemplos concretos e a grelha não foi novamente alterada. Esta decisão foi tomada, em grade parte, pelo facto de não haver muito tempo para a implementação do projeto e uma nova mudança da grelha implicaria a extensão do período de intervenção, que, infelizmente, não poderia ser ultrapassado, devido à duração do estágio. Porém, é importante referir que se fosse possível, teria sido feita uma nova reestruturação da grelha visto ser fundamental que esta utilize um vocabulário adequado ao público-alvo.

Nesta sessão, tal como aconteceu como a anterior, os alunos demostraram entusiasmo na visualização da gravação feita da sua leitura e pediram diversas vezes para voltarem a ver e ouvir o seu vídeo, demostrando ser muito críticos mesmo antes de procederam à autoavaliação, o que revelou terem a capacidade de identificar características positivas e negativas acerca da sua prestação na leitura oralizada. Porém, um dos alunos, GI-2, apresentou

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nervosismo excessivo por estar a ser filmado enquanto lia. Sendo que os alunos não estavam habituados a serem confrontados com uma câmara enquanto liam, considerou-se que esta reação era normal.

3ª Sessão de leitura oral

Na presente sessão foi possível verificar que os alunos ainda continuavam entusiasmados por verem as suas próprias leituras em voz alta, contudo, demostraram também curiosidade em visualizar a gravações dos seus colegas para poderem comparar as suas prestações, sendo que foi necessário esclarecer que o objetivo destas sessões não era perceber quem era o melhor a ler em voz alta, mas sim verificar se eles eram capazes de se autoavaliarem corretamente, numa tentativa destes se focarem na sua própria leitura e não na competição de ser o melhor entre eles. Devido a este facto, foi tomada a decisão de que a visualização da gravação e posterior autoavaliação seria feita, nas seguintes sessões, de forma individual e não lhes seria mostrado as gravações dos colegas.

Nesta sessão foi possível verificar que alguns dos alunos não avaliavam corretamente a sua prestação na leitura oralizada. Tomemos como exemplo o aluno GI-1. No parâmetro relativo à pontuação, assinalou que respeitava sempre as vírgulas e os pontos finais, no entanto era possível verificar na gravação que o mesmo não aconteceu. Então, o aluno foi incentivado a ver novamente a gravação, sem quaisquer comentários pejorativos, e fazer uma nova autoavaliação. Assim, alterou a sua resposta para “às vezes”, aproximando-se daquilo que seria correto pois, na realidade, o aluno em questão, respeitou poucas vezes os sinais de pontuação. Em situações como esta, em que o aluno não demostrava ser fiel à sua prestação, não eram feitos comentários que demostrassem que a avaliação do aluno não era correta. Ao invés disso, era proposto ao aluno ver novamente a gravação, para não ficar com dúvidas acerca da sua prestação na leitura em voz alta e respetiva avaliação. Optou-se por não interferir na autoavaliação do aluno para não influenciar o processo inerente à própria autoavaliação. Neste sentido, o aluno tem de ser capaz de atribuir uma avaliação à sua prestação, sem que outros lhe digam que a avaliação está correta ou não.

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Fazendo uma referência novamente ao aluno GI-2, verificou-se igualmente que o aluno em questão, quando confrontado com a câmara de filmar, se mostrava demasiado nervoso, pelo que foi considerado que a presença da câmara de filmar na sua frente o intimidava.

4ª Sessão de leitura oral

Nas notas referentes à sessão número quatro, destacou-se o facto de os alunos ainda apresentarem curiosidade pelo desempenho dos seus colegas, de modo a perceberem quem é que lia melhor. Contudo, demostraram que entenderam que o importante nestas sessões não seria a competitividade, mas sim o seu desempenho individual, pois não solicitaram a visualização das gravações dos seus colegas.

No que toca à grelha de autoavaliação, quando os alunos estavam indecisos ao assinalar em “poucas vezes” ou “às vezes”, optavam sempre pelo mais positivo, o que demostra que queriam apresentar melhoraria na sua prestação. No entanto, como referido anteriormente, esta resposta poderia não ser a mais correta, no entanto, não era induzida uma resposta aos alunos, sendo que era feita apenas uma sugestão para visualizarem novamente a gravação, de modo a não restarem dúvidas nas respostas.

5ª Sessão de leitura oral

A última sessão foi realizada para o grupo de intervenção e o grupo de controlo. Neste momento, a grande maioria dos alunos não demostravam intimidação na gravação da leitura em voz alta, à exceção do aluno GI-2, que demonstrou ficar nervoso quando lhe foi pedido para ler perante os seus colegas e feito o vídeo da sua leitura oral. Apesar de ter sido tomada a decisão de filmá- lo de longe, sem que a câmara o intimidasse, verificou-se igualmente uma inquietude quando foi iniciada a gravação. Este facto poderá ser uma explicação para o seu desempenho, na medida em que piorou em quase todos os parâmetros da leitura, ao longo das sessões.

Nesta sessão, os alunos não apresentaram tantas dificuldades na perceção de palavras e de cada um dos parâmetros, o que revela que o trabalho

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contínuo e sistemático promoveu uma melhor compreensão do que se pretendia com os diferentes parâmetros da grelha de autoavaliação. É igualmente possível assumir um enriquecimento do vocabulário, que não teria havido se o texto da grelha fosse demasiado simples e adequado à faixa-etária.