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The Society in Scotland for Propagating Christian Knowledge

5. Educational Institutions

5.1 The Society in Scotland for Propagating Christian Knowledge

Como já referido, muitos são os trabalhos de experimentais sobre ensaios cíclicos em pilares e mesmo em nós viga-pilar (entendido como a intersecção dos dois elementos). A um nível local, os principais problemas das subestruturas viga-pilar que podem provocar uma resposta histerética inadequada estão associados a mecanismos de rotura frágeis, devidos a: inadequado confinamento nas zonas críticas; armadura transversal insuficiente nos nós; resistência insuficiente nos pilares e deficiências na ancoragem da armadura longitudinal e transversal. A um nível global, estes problemas podem degenerar em sistemas viga forte - pilar fraco, exibindo mecanismos de rotura localizados e indesejados associados a deformações excessivas.

No presente estudo, pretende-se estudar a ligação viga-pilar admitindo que a zona crítica se desenvolve na viga. Importa portanto abordar estudos científicos sobre ensaios cíclicos em vigas. De seguida apresentam-se os estudos científicos e conclusões mais relevantes.

Brown e Jirsa (1971) apresentaram os resultados de um estudo experimental, envolvendo ensaios

cíclicos de 12 vigas de betão armado. O modelo experimental foi materializado através de uma viga em consola.

O objectivo do estudo foi analisar o efeito da história de carregamento na resistência, na ductilidade e no modo de rotura observado, fazendo variar o carregamento - monotónico, cíclico unidireccional e cíclico reversível - o afastamento da armadura transversal e o vão de corte.

O estudo salienta a influência do esforço transverso no comportamento histerético das vigas em estudo. Os autores identificam que o comportamento não-linear observado como uma combinação do efeito de Bauschinger nas armaduras, deformações por corte, refecho de fendas e escorregamentos da armadura longitudinal na zona ancoragem.

Os resultados demonstram que a redução do afastamento dos estribos permite uma resposta histerética mais estável e uma capacidade de dissipação de energia superior. A redução do vão de corte ou o aumento do esforço transverso conduz a uma rotura por corte prematura, reduzindo o número de ciclos até à rotura.

Ma et al. (1976) realizou um trabalho experimental e analítico sobre o comportamento das zonas

criticas que se formam na viga junto à ligação viga-pilar. Admitindo que o ponto de inflexão da viga se localiza a meio-vão, o modelo experimental foi materializado através de uma viga em consola com um comprimento correspondente a metade do vão da viga. A campanha experimental compreendeu o ensaio de 9 vigas à escala 1:2, pretendendo-se estudar: o efeito da presença da laje; da relação entre a armadura longitudinal inferior e superior; da existência de cintas envolvendo os varões não restringidos; da presença de esforço transverso elevado variando o vão de corte e da imposição de histórias de deslocamento cíclicas e reversíveis e monotónicas.

Os resultados mostram que a consideração do efeito da presença da laje na configuração do modelo com uma secção em T conduz a um aumento da resistência para momentos na direcção “forte” Ao considerar uma quantidade de armadura inferior igual à armadura superior, conseguem-se acréscimos de dissipação de energia. Ao introduzir cintas suplementares, permitindo cintar varões comprimidos não restringidos pelos estribos, verificaram-se acréscimos significativos de dissipação de energia. Nas vigas com um vão de corte menor verificou-se rotura prematura por corte.

No que se refere à imposição de histórias de deslocamento diferentes, concluíram que a viga sujeita a uma história de deslocamentos cíclicos e reversíveis com amplitude gradualmente crescente apresentou uma capacidade de dissipação de energia superior do que a viga sujeita directamente deslocamentos cíclicos e reversíveis de grande amplitude. De facto, a capacidade de dissipação de energia depende da história de deslocamentos imposta.

Scribner e Wight (1978) realizaram uma campanha de ensaios cíclicos na subestrutura viga-pilar,

dimensionamento do modelo foi ponderado o princípio viga fraca - pilar forte, sendo o comportamento não-linear expectável na zona crítica da viga. O programa experimental compreendendo o ensaio cíclico de 12 vigas em consola (4 vigas à escala real e 8 vigas a metade da escala real), apresentando a viga uma secção em T. Foi aplicada uma história de deslocamentos cíclicos, reversíveis com amplitudes crescentes, baseada na amplitude do deslocamento de cedência para momentos negativos e positivos.

O principal objectivo do estudo era avaliar experimentalmente o efeito da colocação de uma armadura longitudinal intermédia, na alma da viga, a fim de controlar a rotura por corte e a degradação da rigidez em elementos de betão armado sujeitos à repetição de acções reversíveis. Foram também parâmetros de análise: a dimensão dos modelos; o vão de corte; o diâmetro e o tipo de armadura de esforço transverso e a percentagem de armadura longitudinal.

Os autores observaram que algumas características se mantinham no comportamento de todos os modelos. Desta forma, os autores observaram que, no desenvolvimento do comportamento não-linear, as fendas inclinadas mantêm-se abertas até que a deformação plástica residual nas armaduras (anteriormente traccionadas) seja anulada em compressão durante a solicitação na direcção oposta. A sequência de imposição de deslocamentos alternados e reversíveis conduz ao cruzamento das fendas que se formam nas duas direcções, de forma aproximadamente perpendicular ao eixo longitudinal do elemento. Neste sentido, a expectativa dos autores seria de interceptar as fendas com a colocação de uma armadura intermédia, protelando a degradação do elemento, garantindo uma resposta histerética mais estável e uma maior dissipação de energia.

O comprimento da rótula plástica observado foi aproximadamente igual à altura útil da viga, não sendo alterado pela colocação das armaduras intermédias. No entanto, nos modelos com um vão de corte menor verificou-se um comprimento de rótula plástica menor, indicando uma tendência para se observar uma rotura por corte.

A encurvadura das armaduras comprimidas foi condicionante na limitação da resposta estável dos modelos. Face à dimensão dos varões utilizados, os autores observaram que a dimensão e resistência dos estribos seriam mais relevante que o seu afastamento para controlar a encurvadura.

Nmai e Darwin (1986) realizaram uma campanha de ensaios cíclicos de 7 modelos de vigas de betão

armado, admitindo uma percentagem de armadura longitudinal baixa. Assumindo que o ponto de inflexão se situa a meio-vão, o modelo experimental consistiu numa viga em consola apresentando um comprimento correspondente a metade do vão.

Neste estudo pretendeu-se avaliar o efeito da variação da percentagem de armadura longitudinal, transversal, o afastamento dos estribos e a relação entre a armadura longitudinal inferior e superior. Os resultados foram analisados em termos de capacidade de energia dissipada, tendo sido aplicado um índice de dano proposto em trabalhos anteriores.

Os autores salientam a influência do esforço transverso na degradação da resposta histerética. O nível de esforço transverso induzido pelas acções horizontais depende da capacidade resistente de flexão da viga e, portanto, da quantidade de armadura de flexão. Neste sentido, o esforço transverso observado foi menor nas vigas com percentagens de armadura longitudinal mais baixas, tendo apresentado uma degradação menos acentuada e um melhor desempenho cíclico.

Os resultados demonstram que a redução do afastamento dos estribos e o aumento da relação entre a armadura longitudinal inferior e superior permitem a imposição de um maior número de ciclos e uma capacidade de dissipação de energia maior. No entanto, numa estrutura real o aumento da armadura inferior pode ser contraproducente visto que, ao aumentar a capacidade resistente de flexão, o nível de esforço transverso induzido pelas cargas horizontais poderá ser superior.

Sucuoǧlu e Erberik (2004) apresentaram um trabalho sobre a dissipação de energia sísmica devido à

repetição de ciclos. Este trabalho é sustentado por uma campanha de ensaios experimentais que compreendeu 12 vigas de betão armado sujeitas a histórias de deslocamentos com amplitude constante e 4 vigas sujeitas a histórias de deslocamentos com amplitude variáveis obtidos a partir de registos de sismos reais. Para interpretação dos resultados, a definição dos ciclos é efectuada entre 2 pontos consecutivos de força nula, o que se traduz na determinação de uma ductilidade absoluta e efectiva.

Os autores observaram a variabilidade da degradação da resistência e da rigidez face ao efeito de acções repetidas. Tendo constatado que a energia dissipada depende do caminho de carga (número de ciclos, amplitude dos mesmos e sua sequência), propõem um modelo de dano baseado na energia.

Proença et al. (2006) apresentaram um trabalho experimental que compreendeu a realização de

ensaios cíclicos em 30 vigas de aço.

Os autores referem que a imposição de uma história de deslocamentos cíclicos, reversíveis permite a determinação da ductilidade, dos índices de desempenho e a observação do comportamento histerético do elemento mas não contabiliza o efeito das forças gravíticas. Desta forma, neste estudo foi implementado um procedimento de ensaio que pretende contabilizar o efeito das forças gravíticas na resposta de uma viga sujeita a acções horizontais. Para tal, é proposta a imposição de uma história de deslocamentos cíclicos a partir do estabelecimento da força gravítica (expressa como uma

percentagem da força que provoca a cedência), onde a rotura é definida como o instante em que o elemento não apresenta capacidade suficiente para resistir à força gravítica.

Os autores observaram que a contabilização da força gravítica conduz à imposição de uma história de deslocamentos não simétrica, observando-se acumulação de deformação e uma resposta histerética não-simétrica.

Walker e Dhakal (2008) apresentam um estudo que teve como principal objectivo a avaliação dos

valores regulamentares da extensão limite dos materiais para as três classes de exigência da

NZS 3101 (2006). Na regulamentação da Nova Zelândia NZS 3101 (2006), a pormenorização das

potenciais rótulas plásticas que se formam numa estrutura é estabelecida de acordo com a capacidade de deformação local requerida nestas zonas. De acordo com o nível de exigência, as zonas críticas são classificadas em três classe - namely ductile, limited ductile e nominally ductile - baseadas na deformação plástica requerida em termos de extensão limite nos materiais. A regulamentação Neozelandesa admite a possibilidade de formação de dois tipos de rótula plástica na viga: reversíveis - em zonas de elevada sismicidade, correspondente à formação de 2 rótulas nas extremidades da viga;

unidireccionais - na presença de forças gravíticas significativas que induzem a formação de uma rótula

no vão, provocando a acumulação de deformação unidireccional nas rótulas plásticas.

O estudo compreendeu a realização de uma campanha de ensaios experimentais visando a definição de regras para rótulas bidireccionais e unidireccionais de classe nominally ductile. Foram realizados 8 ensaios cíclicos em vigas em consola de classe nominally ductile, pormenorizadas de acordo com as disposições construtivas preconizadas pelo NZS 3101 (2006), fazendo variar: a tensão de cedência das armaduras longitudinais; percentagem de armadura longitudinal; afastamento dos estribos; a largura da viga e a história de deslocamentos imposta.

Neste trabalho experimental foram aplicados dois tipos de história de deslocamentos no ensaio dos modelos de viga: um para induzir a formação de uma rótula reversível e outro para induzir a formação de uma rótula unidireccional. De modo a estudar a rótula plástica reversível foi imposto ao modelo uma história de deslocamentos cíclicos e alternados correspondentes “drifts” crescentes, admitindo duas repetições para cada amplitude. Para induzir a formação de uma rótula unidireccional, aplicou-se ao modelo uma história de deslocamentos/”drifts” semelhante à anterior, em que a descarga cessava no instante em que a força correspondente a 75% da força de cedência fosse restabelecida.

Nas Figura 3.16 e Figura 3.17 ilustra-se a história de deslocamentos/”drifts” imposta e a resposta histerética correspondente à formação de uma rótula reversível e unidireccional no modelo experimental de viga.

Figura 3.16 História de deslocamentos/”drifts” imposta e a resposta histerética correspondente à formação da rótula reversível [Walker e Dhakal (2008)]

Figura 3.17 História de deslocamentos/”drifts” imposta e a resposta histerética correspondente à formação da rótula unidireccional [Walker e Dhakal (2008)]

Como se pode observar nos gráficos anteriores, a capacidade de deformação observada nas rótulas unidireccionais é superior à das rótulas reversíveis.

Os resultados obtidos experimentalmente foram interpretados em termos de curvaturas (em vez de extensões limites nos materiais) e comparados com os previstos na norma NZS 3101 (2006) - ver Capítulo 2. Os autores constataram que os valores da norma são conservativos, especialmente no que se refere às rótulas unidireccionais onde as exigências são superiores e a capacidade deformação também.

3.5. APRESENTAÇÃO DOS MODELOS EXPERIMENTAIS