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2 Theoretical approaches

2.2 Working definitions

2.2.5 The Middle English play texts

De acordo com o que determina o art. 30, II, § 4º da Constituição do Estado de

Pernambuco:

Art. 30 - O controle externo, a cargo da Assembleia Legislativa, será exercido com o auxilio do Tribunal de Contas do Estado, ao qual compete:

II - o julgamento das contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, inclusive das fundações e sociedades instituídas ou mantidas pelo Poder Publico Estadual, e das contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outras irregularidades de que resulte prejuízo a Fazenda;

§ 4º - O Tribunal encaminhara a Assembleia Legislativa, trimestral e anualmente, relatório de suas atividades.

A estrutura organizacional do TCE-PE é composta por órgãos originários; órgãos

superiores e unidades vinculadas; órgãos especiais e órgãos auxiliares. No quadro abaixo

visualizam-se as unidades operacionais do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco com

as respectivas siglas:

SIGLA I – UNIDADES ORGANIZACIONAIS

ÓRGÃOS ORIGINÁRIOS

1ª CAM Primeira Câmara

2ª CAM Segunda Câmara

TP Tribunal Pleno

ÓRGÃOS SUPERIORES E UNIDADES VINCULADAS

CORG Corregedoria Geral

ECPBG Escola de Contas Públicas Professor Barreto Guimarães

NPC Núcleo de Planejamento, Controle Interno e Desenvolvimento Organizacional

OUVI Ouvidoria

PRES Presidência

ÓRGÃOS ESPECIAIS

AUGE Auditoria Geral

MPCO Ministério Público de Contas

PROC Procuradoria Consultiva

ÓRGÃOS AUXILIARES

CAD Coordenadoria de Administração Geral

CCE Coordenadoria de Controle Externo

CTI Coordenadoria de Tecnologia da Informação

Daí Departamento de Administração e Infra-Estrutura

DCE Departamento de Controle Estadual

DCF Departamento de Contabilidade e Finanças

DCM Departamento de Controle Municipal

DEP Departamento de Expediente e Protocolo

DG Diretoria Geral

DGP Departamento de Gestão de Pessoas

DID Departamento de Informação e Documentação

DP Diretoria de Plenário

GC Gabinetes de Conselheiros

GPRE Gabinete da Presidência

IR Inspetorias Regionais

NAP Núcleo de Atos de Pessoal

NAS Núcleo de Apoio às Sessões

NEG Núcleo de Engenharia

NTP Núcleo Técnico de Plenário

NUC Núcleo de Comunicação

QUADRO 1 – Relação das siglas das unidades operacionais do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco Fonte: TCE-PE. Núcleo de Planejamento, Controle Interno e Desenvolvimento Organizacional.

Com base no diagnóstico organizacional do TCE-PE, elaborado por ocasião dos

Planos Operativos Anuais 2002/2003, foram traçados macrobjetivos institucionais e seus

desdobramentos em Programas Estratégicos. Esse diagnóstico apontou, quanto ao

desempenho do Tribunal e sua relação com o ambiente externo, aspectos que foram

considerados para o planejamento de sua atuação nos anos utilizados para a presente pesquisa,

ou seja, 2006 e 2007. Portanto, para contextualizar a realidade institucional e as motivações

presentes nos programas estratégicos, serão apresentados os resultados do diagnóstico quanto

ao ambiente externo e interno.

DIAGNÓSTICO INSTITUCIONAL

AMBIENTE EXTERNO: AMEAÇAS

MUITO RELEVANTES

a) Descrédito da sociedade quanto ao sistema de controle dos gastos públicos, em face da

divulgação da insatisfatória atuação dos tribunais de contas.

b) Desestruturação organizacional dos entes jurisdicionados.

c) Pouca integração dos órgãos de controle.

RELEVANTES

a) Reformulação dos órgãos de controle.

b) Impacto das reformas (junto aos servidores).

c) Dependência da arrecadação estadual, quanto aos repasses financeiros (duodécimos).

AMBIENTE EXTERNO: OPORTUNIDADES

MUITO RELEVANTES

a) Credibilidade junto aos jurisdicionados.

b) Modernização da gestão pública

c) Interesse da mídia.

d) Ampliação dos enfoques de auditoria.

e) Fontes alternativas de recursos.

f) Relacionamento com outros órgãos.

g) Otimização de ações conjuntas com o Ministério Público de PE, criando sinergia e

evitando superposição de atividades.

h) Aumento da integração entre os diversos órgãos responsáveis pelo controle dos gastos

públicos (Unidades de Controle Interno, Ministério Público de PE e Tribunal de Justiça de

PE).

RELEVANTES

a) Enquadramento em carreira exclusiva de estado.

b) LRF e busca da eficácia da gestão pública.

AMBIENTE INTERNO: FRAQUEZAS

MUITO RELEVANTES

a) Deficiência no rito processual.

b) Comunicação com a sociedade ineficiente.

c) Morosidade processual.

e) Capacidade operacional insuficiente para atender às novas formas de auditoria.

RELEVANTES

a) Política de Capacitação não sistematizada.

b) Cultura de atuação preventiva incipiente.

c) Planejamento e Desenvolvimento Organizacional pouco amadurecidos.

d) Política de Lotação de Servidores deficiente.

e) Infraestrutura inadequada.

f) Deficiência no atendimento ao público externo.

g) Recursos de Tecnologia da Informação insuficientes (softwares).

AMBIENTE INTERNO: FORÇAS

MUITO RELEVANTES

a) Escola de Contas Professor Barreto Guimarães.

b) Ouvidoria.

c) Capacidade do corpo técnico.

d) Atuação do TCE-PE descentralizada.

RELEVANTES

a) Relacionamento interpessoal.

b) Recursos de TI (hardware).

c) Autonomia gerencial.

QUADRO 2 – Diagnóstico institucional do TCE-PE

Fonte: Núcleo de Planejamento, Controle Interno e Desenvolvimento Organizacional.

A partir do conhecimento do diagnóstico institucional, a organização pode

direcionar os seus esforços no sentido de explorar pontos fortes existentes e oportunidades

externas, eliminando pontos fracos detectados e os efeitos das ameaças do ambiente.

O Plano Estratégico 2004-2008 foi desenvolvido através de várias iniciativas

gerenciais, tais como: redesenho de processos, avaliação de desempenho funcional,

elaboração de planos operativos anuais, criação de canais de comunicação com a sociedade,

programa de desenvolvimento gerencial. O Plano Estratégico do TCE-PE objetivou condensar

todas as ações de desenvolvimento organizacional em um único plano, que criasse uma visão

corporativa compartilhada, experiência que ainda não tinha sido feita pela instituição.

Com base nos elementos indutores das ações de planejamento, o TCE-PE traçou

macrobjetivos organizacionais. A pesquisa buscou dar ênfase aos seguintes: fiscalizar e julgar

a aplicação de recursos públicos de forma célere e com qualidade; e interagir com o ambiente

externo de forma produtiva. Esses aspectos selecionados no planejamento estratégico estão

direcionados à melhoria do controle da Administração Pública, sendo o primeiro relacionado

ao controle institucional e o segundo referente ao controle social.

No TCE-PE os tipos de processos foram agrupados por tema, para facilitar a

análise do desempenho institucional por meio do julgamento dos processos; assim, destacam-

se a análise dos processos de prestação de contas, aposentadorias e pensões, auditorias

especiais, denúncias, consultas, subvenções, relatórios de gestão fiscal, recursos, entre outros.

O processo principal é desenvolvido em 4 (quatro) fases distintas: formalização, instrução,

julgamento e publicação.

O mapeamento abaixo demonstra o caminho percorrido pelo processo no TCE-

PE:

FIGURA 1 - Mapeamento do processo principal do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco Fonte: TCE-PE. Núcleo de Planejamento, Controle Interno e Desenvolvimento Organizacional.