2. THEORETICAL PERSPECTIVES
2.3.3. The Main Types of CEBMs
Para o sujeito S28, o resultado da pontuação sobre autoimagem e autoestima foi de 184 pontos, apresentando assim um nível positivo nessa variável. Quanto ao Questionário DASS-21, apresentou níveis normais para as variáveis de depressão, ansiedade e estresse. No questionário Motivação Inicial, apresentou a pontuação acima da média do instrumento e do próprio grupo avaliado. Em relação ao modelo de formação educacional, sua pontuação foi de 62, equivalendo a média dos sujeitos e acima da média do grupo total de licenciandos. Para variável de resultados profissionais, da mesma forma, apresentou média 33, equivalente à dos sujeitos e maior em relação ao grupo de licenciandos. No que diz respeito ao apoio no estágio, com 68 pontos, teve sua pontuação acima da média dos sujeitos e do grupo todo de licenciandos. Esses dados representam uma motivação para o início da docência.
Quanto à avaliação do Questionário Formação na Licenciatura S28, destaca a influência da família na escolha profissional: “Tenho uma irmã que faz Pedagogia”. Na formação na Licenciatura, sobre suas vivências no estágio, relata que as mesmas lhe permitiram confrontar-se com situações reais da profissão, sendo muito positiva à sua formação.
Percebe a existência de uma realidade diferente na escola em relação à formação docente, embora destaque suas vivências no estágio como importantes em seu processo formativo, destacando maior percepção sobre aspectos necessários à formação docente: “O
estágio nos mostrou que cada aluno carrega consigo peculiaridades e nossos professores, vêem esses alunos como um padrão”. O período de formação acadêmica é considerado como
de importância na sua formação, no sentido de poder vivenciar situações concretas do contexto escolar: “O estágio nos permitiu vivenciar a realidade das escolas”. Contudo, revela a existência de alguns entraves na valorização do seu curso nas escolas. Para o sujeito sua área deveria ser mais valorizada socialmente.
Mediante situações adversas em seu estágio, procurou diversificar estratégias. Para tanto o sujeito buscou soluções nos estudos sobre as situações que se apresentaram: “Procuro
sempre estar me atualizando”. Isso fica mais evidente quando destaca sobre suas perspectivas profissionais e de desenvolvimento pessoal e profissional, sua busca por mais qualificação: [“...] quero sempre estar me atualizando e dando o melhor de mim”.
Para o sujeito S28, uma evidência levantada em suas vivências de estágios, foi da falta de maior valorização aos professores pela sociedade. Para ele, uma das formas de obter maior reconhecimento social seria: “Valorizando mais o professor, pois infelizmente essa profissão
está muito desvalorizada”. Além disso, percebe a existência de pouca motivação para cursar a
Licenciatura, o que em seu modo de ver poderia ser implementados algumas mudanças em favor de uma maior motivação para que essa profissão seja mais atraente: “Acredito que
alterações no sistema escolar deveriam acontecer para um maior interesse dos alunos nos cursos de Licenciatura”.
Em relação à Entrevista, já como docente, S28 na categoria que diz respeito à motivação de ingresso na vida docente, é perceptível a diminuição de sua motivação para docência, devido ao choque com a realidade: “[...] ao mesmo tempo em que você tem aquele
sonho, de que escolheu a profissão certa [...] se depara com aquelas questões de desinteresse, da indisciplina, a gente acaba se desmotivando [...] dá vontade de achar outro rumo na vida”.
Quanto à categoria que procura retratar o seu início de docência, sobre as contribuições da formação pedagógica e percepção de eficácia profissional, S28 destaca as atividades de estágio com desenvolvimento a quem daquilo que poderia ser conduzido, enfatizando a necessidade de aumento de carga horária: “No estágio é muito superficial e
poderia ter uma carga horária maior, mais experiências em outras turmas”. Relata a falta de
experiência e a discrepância entre teoria e a prática como dificuldades enfrentadas mediante a diversidade de tarefas: “A falta de experiência acaba interferindo demais. Lá na faculdade é
uma coisa e a realidade é completamente diferente”. Revela a aquisição de maior clareza
sobre a percepção dos problemas do contexto educativo, o que a levou a refletir e mudar seu trabalho docente: “Eu procurei mudar e revi bastante o tipo de trabalho que eu estava
fazendo para poder prosseguir”. Da mesma forma, destaca em seu depoimento uma melhor
relação nos trabalhos em grupos: “A interação é melhor quando há trabalhos em conjunto [...]‖. Como dificuldades no trabalho docente em relação aos alunos, afirma o aumento da tarefa docente por conta dos desníveis de aprendizado dos alunos: “Os alunos estão chegando
desde o início despreparados”.
Em relação à categoria sobre o mal-estar no contexto a docência, em relação às potenciais fontes, consequências e estratégias de enfrentamento, S28 destaca a falta de motivação de discentes para o estudo tem casado sentimento de mal-estar: “[...] tem aquele
aluno que aprende, tem aquele que não entende, mas se esforça para aprender e tem aquele que não quer aprender de jeito nenhum. Esse sim incomoda”. Além dessa fonte de mal-estar,
S28 cita a desunião dos professores: “Eu percebi que professores da minha disciplina era
cada um na sua [...] dentro da escola existem algumas desavenças entre professores [...] no fundo acaba influenciando a gente”. Outra situação que S28 evidenciou foi a insegurança de
vínculo no trabalho, já que possui contrato temporário: “Eu sei que no fim do ano eu fico sem
emprego, então isso incomoda”. Ainda no plano sobre situações de mal-estar, S28 destaca a
falta de apoio pedagógico e psicológico no seu início de docência: ―No início foi difícil, tive que me virar sozinha [...] os problemas acontecem e muitas vezes não temos a quem recorrer [...] isso vai acumulando‖.
Como consequência das situações de mal-estar vivenciadas, S28 cita o sentimento de frustração por não ver resultados satisfatórios no em seu fazer docente: “Eu me frustrava por
que não conseguia passar o conteúdo devido à indisciplina. Eu vinha para casa mal”. Da
mesma forma, o sentimento de sofrimento é evidenciado pelo acúmulo e sobrecarga de trabalho: “Eu me sobrecarrego bastante fazendo planejamento, mas não tem como fazer o
aluno aprender se ele não quer. Então, isso é muito desgastante”. Pode-se perceber sinais
refletidos dessas situações na saúde de S28, conforme seu relato: “Tive que procurar
tratamento para minha saúde”.
Sobre as estratégias utilizadas por S28 frente aos problemas enfrentados, cita resultados favoráveis quando desenvolvido o trabalho no plano coletivo: “Quando o trabalho
ocorre no coletivo e há a contribuição de todos é diferente, as coisas acontecem”. Essas
alternativas se juntam à estratégia de buscar aprofundar estudos em seus planejamentos, aumentando seu preparo para sua atuação docente: “[...] Além de preparar a aula, eu
estudava ela várias vezes”.
Na categoria que buscou abordar as perspectivas de realização e desenvolvimento pessoal e profissional, S28 revela-se motivada para continuar exercendo sua profissão, deixando claro que ainda avalia os níveis em que se adapta melhor: “Tenho vontade em
continuar na docência [...] tenho dúvidas somente de que faixa etária eu prefiro”. Ainda
destaca o desejo de buscar maior segurança com a estabilidade profissional: “Quero
conseguir passar num concurso para poder me planejar melhor, com mais tranquilidade”.