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Chapter 6: ALTERED IDENTITIES

6.4 Altered Livelihood Strategies

6.4.1 The Loss of Self-sufficiency

Na avaliação da atividade antioxidante analisa1se a capacidade da amostra em seques1 trar o radical livre 2,21difenil111picril1hidrazila (DPPH) (cor violeta) (Figura 18) que absorve em 517 nm e que quando reduzido forma 2,21difenil111picril1hidrazina (cor amarela). Esta

mudança de coloração é acompanhada através de leitura da absorbância no espectrofotômetro UV1Visível (BERSET et al. 1995).

N N NO2 NO2 NO2 Figura 19: Estrutura do DPPH. Fonte: OLIVEIRA, 2008

Para realizar o calculo da atividade antioxidante foi construída uma curva de calibra1 ção com a concentração do DPPH versus suas absorbâncias (Figura 19).

Figura20: Curva de calibração com DPPH.

A partir da curva de calibração com DPPH, foram construídos os gráficos de consumo do DPPH em função do tempo para cada concentração testada dos extratos (Figuras 20, 22 e 24). Também foi calculado o CE50 (concentração efetiva média) (Figuras 21, 23 e 25), que é expresso em concentração (µg mL11) necessária para consumir 50% do radical DPPH (Tabela 6) (ARGOLO et al., 2004).

Figura 21: Consumo do DPPH em função da concentração do extrato da folha.

Figura 23: Consumo do DPPH em função da concentração do extrato da flor.

Figura 25: Consumo do DPPH em função da concentração do extrato da raiz.

Figura 26: Gráfico para o calculo do CE50do extrato da raiz referente a uma das medidas.

Tabela 6: Atividade Antioxidante dos extratos (n = 3)

Amostras CE50(Dg mL ;1 ) Folha 25 ± 2 Flor 28 ± 3 Raiz 38± 1 BHT* 7,3 ± 0,3

Os resultados apresentados na Tabela 6 mostram que os extratos da folha e flor da não apresentam diferença significativa na atividade antioxidante, consi1 derando1se a margem de erro e são mais efetivos que o extrato da raiz. Quanto menor o valor do CE50 maior é a atividade antioxidante da amostra, pois foi necessária uma menor concen1 tração da amostra para consumir 50% do radical DPPH.

O antioxidante sintético BHT testado possui o CE50 igual a 7,3 µg mL11. O valor do CE50para os extratos da folha, flor e raiz foram superiores ao do BHT, mas estes valores são significativos já que não são compostos puros e sim extratos. Pesquisas futuras devem inves1 tigar quais compostos são responsáveis pela expressiva atividade antioxidante dos extratos considerados.

Ao comparar a atividade antioxidante do extrato da folha da com outras espécies de já estudadas, verifica1se que ela possui maior atividade que o extrato aquoso da folha da )0 / com CE50igual a 600 µg mL11 (YOURS et al., 2012), maior também que o extrato metanólico da folha da Baker, com CE50de 56 µg mL11(DOUTRA et al., 2011) e menor atividade que o extrato etanólico da folha da ) - Less com CE50de 10,54 µg mL11 (ALVES & SOUSA, 2010). Estes dados capacitam o extrato da folha da como um antioxidante pro1 missor se comparado com as outras até então estudadas.

4.6. Voltametria

Na voltametria cíclica o potencial de oxidação de um composto é caracterizado como o parâmetro de seu poder redutor, portanto, quanto maior o seu potencial de oxidação menor será o poder redutor. Assim, compostos orgânicos que são antioxidantes podem ser chamados de agentes redutores. Desta maneira, a avaliação do poder redutor de um composto ou grupo de compostos por voltametria cíclica, reflete a atividade antioxidante destes (HUANG et al., 2004).

O voltamograma por pulso diferencial obtido para as amostras dos extratos da folha, flor e raiz da e o do BHT é apresentado na Figura 26. A Tabela 7 mostra os dados referentes a essa figura.

Figura 27: Voltamograma de pulso diferencial dos extratos de folha, flor e raiz da e do antioxidante BHT.

Na Tabela 7 são mostrados os valores de potencial de oxidação (Ep) e a carga (Q). A carga é definida pela área do pico de oxidação e é relacionada à concentração de espécie. Isto sugere que quanto maior o valor de Q, maior é a quantidade de compostos antioxidantes, mas o valor de Q também depende do coeficiente de difusão da substância (ALVES et. al., 2004).

Tabela 7: Potencial de oxidação e carga das amostras de extrato da (n =3 )

Extratos Ep(V) Q (µC)

Folha 0,205±0,012 158±9

Flor 0,232±0,013 160±8

Raiz 0,199±0,006 113±13

BHT* 0,028±0,003 105±13

*Antioxidante padrão testado.

No voltamograma, observa1se que nas amostras testadas, o maior potencial de oxida1 ção foi o da flor seguido da folha e a raiz, mas todos estão na mesma região de potencial com pouca variação. Para o extrato da flor foi visualizado a formação de um pequeno pico com potencial de oxidação de 0,071 ± 0,002, indicando que esta amostra possui mais uma classe de compostos com grande potencial antioxidante.

De acordo com os valores, os extratos da flor e folha possuem o potencial de oxidação muito próximo, além de valores de carga praticamente iguais. Este fato foi observado também

na atividade antioxidante por DPPH em que a folha e a flor apresentam valores próximos de CE50e na concentração de fenóis totais com valores também próximos (Tabela 8).

Tabela 8: Resultado de atividade antioxidante , fenóis totais e carga Amostras CE50(µg mL11)

Fenóis Totais (mg

EAG por g de amostra) Q (µC)

Folha 25±2 133±3 158±9

Flor 28±3 127±3 160±8

Raiz 37,6±0,7 87±1 113±13

BHT* 7,3±0,3 1 105±13

*Antioxidante padrão testado.

Ao se comparar os valores de potencial de oxidação, o extrato da raiz possui o menor valor, ou seja, seus compostos têm um maior poder antioxidante em relação aos extratos da folha e flor, mas sua carga é a menor entre eles, ou seja, deve possuir uma menor concentra1 ção de compostos antioxidantes do que os outros extratos. Esta situação foi visualizada na atividade antioxidante por DPPH do extrato da raiz que apresentou maior valor de CE50 e na análise de fenóis totais que apresentou resultado baixo em relação os outros extratos testados. Isto se deve ao fato que a atividade antioxidante pelo método do DPPH está relacionada com a concentração de compostos antioxidantes presentes na amostra que reage com DPPH. Dessa forma, mesmo com uma menor quantidade de compostos antioxidantes (menor Q), o extrato da raiz deve possuir compostos com maior poder antioxidante que as demais partes testadas da planta.

O BHT é um antioxidante sintético muito utilizado. O seu potencial de oxidação é de 0,028 V, se comparado com os extratos da é baixo, mas a uma concen1 tração de 1000 µg mL11 os extratos demonstraram possuir uma maior carga que o BHT. Este fato pode ter ocorrido por causa da diferença dos coeficiente de difusão (FREIRE et al., 2008).