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Committing to the groups goals, procedures and members

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2. Development of the group

2.5 Committing to the groups goals, procedures and members

A presente pesquisa contempla os temas Eco e InVC os quais serão estudados e caracterizados neste capítulo. Antes, entretanto, é necessário tratar do elemento chave tanto no contexto dos Ecos como da InVC: o Empresa Inovadora. Afinal, conforme destacado anteriormente, o Eco existe com a finalidade explícita de criar condições favoráveis à empresa

inovadora e a InVC nasceu e existe para investir e obter retornos de empreendimentos inovadores.

Conforme destacado por Schumpeter (1939) em suas pesquisas, no início da segunda década do século XX, a inovação e o empreendedorismo, responsáveis pelo processo de crescimento da economia e evolução da sociedade, são, essencialmente, resultados da ação de um agente singular: o empreendedor.

É o empreendedor que, com sua capacidade de sonhar, planejar e “fazer acontecer”, transforma ideias em realidade, superando dificuldades e limitações de toda ordem, seja no espaço interno à empresa (microambiente), seja na cadeia produtiva (meso ambiente) ou no ambiente externo nacional ou global (macro ambiente).

O empreendedor é o indivíduo que se dedica a levar adiante um empreendimento, isto é, uma iniciativa organizada com pretensão de concretizar uma visão ou conjunto de objetivos por meio de um conceito ou modelo de negócios e de um conjunto de recursos. Para tanto, este empreendedor apresenta um conjunto de características que têm sido pesquisadas exaustivamente especialmente ao longo dos últimos 30 anos (SCHUMPETER, 1939 e 1967; ROBERTS, 1991; DRUCKER, 1987; BESSANT; TIDD, 2009; BOLTON, 2003; DOLABELA, 2000; DORNELAS, 2008; HISRICH, 2009; SARKAR, 2008; OSTERWALDER; PIGNEUR, 2011) e que podem ser resumidas em: disposição em correr riscos, tenacidade, capacidade de liderança, determinação, resiliência, criatividade e vontade de crescer.

Tais características se relevam de forma mais ou menos intensa conforme o empreendedor, o segmento empresarial ou a estratégia de posicionamento do empreendimento. No que se refere ao segmento empresarial e à estratégia de posicionamento, é possível identificar diversas características que distinguem os casos de empreendimentos de sucesso. Particularmente no que se refere aos empreendimentos que atuam em segmentos dinâmicos, com acentuadas mudanças tecnológicas ou de mercado, fica evidente a importância de uma característica especial: a capacidade de inovação.

Este tipo de empreendimento apresenta variações e peculiaridades sutis no que se refere ao conteúdo tecnológico, estratégia de mercado, perfil da equipe e estilo de gestão.

Roberts (1991) estuda e caracteriza este tipo de organização como “empreendimentos de alta tecnologia”, Bessant e Tidd (2009) utiliza o termo “empresa inovadora”, enquanto a OCDE (1996) e Avnimelech e Teubal (2002) adotam a designação “empresa de base tecnológica”, terminologia também utilizada no Brasil (Meirelles 2008), definida como organizações que fundamentam suas atividades produtivas no desenvolvimento de novos produtos ou processos, com base na aplicação sistemática de conhecimentos científicos e tecnológicos e utilização de técnicas avançadas ou pioneiras.

Por atuarem em setores dinâmicos e adotarem uma estratégia de permanente diferenciação, este tipo de empresa precisa exercitar no limite a capacidade de empreender e de inovar, conforme já explorado.

Embora Schumpeter (1967) já afirmasse que a competição e o desenvolvimento econômico envolvem necessariamente inovação, é no momento atual, no qual o conhecimento e seus processos de aquisição e transferência, sobrepõem-se aos fatores tradicionais de produção como matéria-prima, trabalho e capital, (CHRISTENSEN, 2004; PRAHALAD, 2008; ROBERTS, 2002; BESSANT; TIDD, 2009), que esta competência se torna ainda mais relevante.

Há pelo menos um século, o conceito, a estratégia e as práticas de inovação também têm sido alvo de extensivas pesquisas, neste caso, de forma consistente, por parte de pesquisadores e entidades especialmente em economias desenvolvidas (SCHUMPETER, 1939, 1967; UTTERBACK, 1941; DRUCKER, 1987; CHRISTENSEN, 2007; PRAHALAD, 2008; ROBERTS, 2002; BESSANT; TIDD, 2009; CESERANI, 1995; SBRAGIA, 2006).

Dentre os diversos conceitos e aprendizados que se pode obter de cada um destes autores ainda continua se destacando a visão vanguardista de Schumpeter (1939 e 1967) que se refere ao empreendedor como o agente que inova no contexto dos negócios sob as formas de: lançamento de um novo produto, implementação de um novo método de produção, abertura de um novo mercado, aquisição de uma nova fonte de materiais ou mesmo criação de uma nova empresa. Não por coincidência o conceito adotado no Manual de Oslo (OCDE/FINEP 2004) converge para este conceito, definindo inovação como a introdução de algo novo na sociedade (especialmente no

mercado) ocorrendo em quatro formas que encerram um amplo conjunto de mudanças nas atividades das empresas: inovações de produto, inovações de processo, inovações organizacionais e inovações de marketing. Vale ainda ressaltar que, quando a inovação implica na introdução de uma novidade de caráter científico ou tecnológico, normalmente é designada de inovação tecnológica e tende a estar mais associada à inovação de produto ou processo.

Outro aspecto relevante é o caráter “technology push ou

market pull” (UTTERBACK, 1941) que pode direcionar o “vetor

inovação” e que está diretamente relacionado com o caráter multifacetado dos ecossistemas. Jensen et al. (2007) adota outra denominação para o fluxo da inovação: STI – Science,

Technology and Innovation, que equivale ao tech push e possui

um enfoque mais tradicional de evolução do conhecimento, e

DUI – Doing, Using and Interacting, na linha do Market pull e

focado na experiência e interação com o usuário.

A busca da compreensão do relacionamento entre os conceitos de empreendedor e inovação leva novamente a chamar atenção sobre a visão de Schumpeter de relação total entre o agente “empreendedor” e a ação “inovação” ou entre a entidade “empreendimento” e a atividade “inovar”. Efetivamente, as pesquisas e constatações contemporâneas confirmam este conceito de “empreendimento inovador” (EI) como a iniciativa empreendedora que se distingue pela capacidade de introduzir algo novo na sociedade, o qual será adotado ao longo desta pesquisa. Um tipo particular de EI muito típico em Eco e alvo da atenção da InVC é a startup ou empresa nascente, definidas como empresas com menos de 5 anos com forte predominância de atividades de P&D e vendas num estágio inicial.

Estabelecido o conceito, torna-se relevante avançar na direção de caracterizar este empreendimento inovador a fim de compreender melhor como o Eco e a InVC o afetam. Conforme já mencionado, diversos autores já se dedicaram à tarefa de pesquisar e propor os principais elementos que caracterizam um empreendimento inovador de sucesso (FIATES; FIATES, 2011; NEELY; HII, 1998; TIDD; BESSANT; PAVITT, 2001). Em função dos objetivos desta pesquisa, dedicou-se atenção especial aos elementos que envolvem a relação sinérgica com o Eco e a capacidade de atrair o interesse da InVC. Baseando-se nestes trabalhos, os quais passam a ser referenciados a seguir, propõe-

se a estruturação dos resultados da pesquisa na forma de um conjunto de 10 elementos críticos divididos em 4 Subsistemas Básicos para sintetizar a visão sistêmica de um empreendimento inovador:

1. Fundamentos do EI: consistem nos elementos básicos

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