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Para identificar a motivação de um grupo de estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental por meio da modelação, este capítulo apresentou concepções e definições sobre modelagem matemática na Educação e sobre motivação no Ensino e Aprendizagem, termos que estão envolvidos nesta pesquisa. Apresentou ainda, algumas publicações relacionadas com o tema, que permitiu o estudo sobre os conceitos, assim como suas aplicações para desenvolver conteúdos de Matemática e para identificar como a motivação está envolvida no processo de Ensino e Aprendizagem dos estudantes.

Diante das considerações realizadas nos estudos de teóricos e nas pesquisas empíricas analisadas e relacionadas, ao elaborar o mapa teórico, identificou-se uma adaptação nos procedimentos da modelagem matemática na Educação, denominada por Biembengut (no prelo,2012) de “modelagem gráfica”, adotada como método de ensino em diferentes níveis de escolaridade, e com diferentes abordagens, mas todas visando obter melhoria na qualidade de ensino de conteúdos de Matemática, procurando tornar as aulas mais dinâmicas e participativas. Da mesma forma, também foi possível perceber que no ambiente escolar tem sido dado destaque ao termo “motivação” e sobre a sua influência na aprendizagem dos estudantes. Detectou-se preocupação em como a falta de motivação dos estudantes por aprender conteúdos que seus professores ensinam tem afetado os resultados por eles apresentados.

E assim, para responder as questões que guiaram esta pesquisa, como também identificar a motivação dos estudantes em aprender conteúdos matemáticos, utilizou-se de alguns desses conceitos.

5.1 Sobre modelagem matemática na Educação

De Bassanezi (2002) e Biembengut (2009) defendem o uso da modelagem como um método de ensino que visa transformar problemas que partem de uma situação do cotidiano, formular, resolver e interpretar e obter as soluções que sirvam também para outras aplicações. E ainda, de acordo com Biembengut (2009), ao ser utilizado, deve seguir três etapas: percepção e apreensão, compreensão e

se, como método de ensino, a modelação defendida por Biembengut (no prelo, 2012), por utilizar o processo da modelagem matemática ao mesmo tempo em que permite ensinar os conteúdos programáticos, atendendo a estrutura escolar como horário, número de alunos por sala, espaço físico, dentre outros, e que pode ser aplicado em qualquer nível de escolaridade.

Ao se utilizar a modelação com estudantes do 1º ao 6º ano do Ensino Fundamental, se está fazendo uso da modelagem gráfica de escala (desenho e réplica), que de acordo com Biembengut (no prelo, 2012), modelagem gráfica de escala constitui o processo envolvido na expressão de desenhos em escalas e réplicas9 e representações gráficas e algébricas diversas, onde se encontram os desenhos bi e tridimensionais conforme as regras da geometria e réplicas de objetos ou entes físicos. Então, por envolver desenhos em escalas e representações gráficas diversas, presentes nas atividades diárias da maioria dos estudantes, é a mais adequada a Educação Básica, em particular, no Ensino Fundamental, para estudantes de 06 a 14 anos.

5.2 Sobre Motivação no Ensino e Aprendizagem

A motivação humana pode ser observada de diferentes formas e, segundo a teoria Maslow ( 1943;1954), é resultante de necessidades de caráter biológico, psicológico e social que são satisfeitas de forma hierárquica. Já pela teoria de Herzeberg, a motivação vai depender do trabalho em si e não de incentivos que se receba de outros, assim, por essa teoria, a motivação seria gerada de fatores que produzem satisfação e pelos fatores que evitam a insatisfação.

Para Tapia e Fita (2001), a motivação é defendida como sendo fatores que levam uma pessoa a buscar determinado objetivo, isto é, o que leva uma pessoa a fazer alguma coisa. No entanto, para Böck (2008), a motivação “provém da pessoa, de dentro para fora” mas que podem ser influenciada por fatores externos, e esses fatores seriam as necessidades não satisfeitas das pessoas, quando surgem, então denominação de motivação intrínseca e a motivação extrínseca.

Motivação intrínseca, segundo Guimarães (2009), está relacionada com as

escolhas pessoais, isto é, propensão inata da pessoa para se envolver nas tarefas.

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Segundo Biembengut (no prelo, 2012), réplica, um protótipo de algum produto, miniatura de uma máquina, roupa, etc..

Motivação extrínseca, também de acordo com Guimarães (2009), é realizar

as tarefas por causa de recompensas, para atender aos comandos de outros.

Neste sentido, a motivação está em evidência nos ambientes escolares, desempenhando papel importante nos resultados que os professores e estudantes almejam. E para Bzuneck, “está relacionada com o trabalho mental situado no contexto específico das salas de aula. [...] consistem em ele envolver-se ativamente nas tarefas pertinentes ao processo de aprendizagem” (BZUNECK, 2009, p.11), que vai se modificando na medida em que os estudantes avançam nos anos escolares, quando diminui a motivação dos estudantes pela escola.

Numa variedade de contextos e com emprego de diferentes medidas, vários pesquisadores têm comprovado um decréscimo sensível da motivação intrínseca das crianças, pelo menos a partir da terceira série. (CORDOVA & LEPPER, 1996, p. 715 citado por BZUNECK 2009, p.16)

Ressalta-se a importância de se incorporar no Ensino Fundamental práticas de ensino que permitam levar aos estudantes descobertas e aquisições de conhecimentos para que, dessa forma, possam despertar a motivação para aprender, em particular, conteúdos de matemática, considerados difíceis e pouco contextualizados. No entanto, mesmo com pesquisas psicológicas ocorrendo sobre motivação no contexto escolar, com a finalidade de proporcionar suporte teórico adequado e seguro, ela ainda “aparece como um objeto altamente complexo” (BZUNECK, 2009, p.9).