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Chapter 4: The Civil War, 1996-2006

4.9 The International Situation

Estudos demonstram a maior prevalência do genótipo A em isolados vaginais de C. albicans. No estudo de Odds et al. (2006), observou-se, dentre 6 isolados vaginais e um isolado de colo uterino, maior prevalência do genótipo A (42,9%) em relação ao genótipo B (28,6%) e genótipo C (28,6%), embora poucos isolados tenham sido avaliados; enquanto no estudo de Jacobsen et al. (2008), nove dentre dez pacientes com CVV apresentaram isolados vaginais de C. albicans do genótipo A; e em outro estudo, avaliando 84 isolados de C. albicans obtidos de pacientes com CVV, observou-se que todos os isolados pertenciam ao genótipo A (EMMANUEL et al., 2012).

Li e Bai (2007) avaliaram o polimorfismo do microssatélite CAI por “Single-strand conformation polimorphism” (SSCP) e verificaram que, dentre

cepas independentes de C. albicans oriundas de escarro, urina, fezes, sangue e fluido pleural, poucas apresentavam modelo CAI SSCP igual ou altamente similar. No entanto, Fan et al. (2008) demonstraram que cepas independentes de C. albicans associadas com candidíase vulvovaginal (CVV) tinham, em sua maioria, genótipos CAI iguais ou parecidos, resumindo-se a quatro genótipos dominantes raramente encontrados em cepas de outras fontes (LI, BAI, 2007), o que sugere a existência de cepas de C. albicans com tropismo para a vagina. Contudo, Lattif (2011), avaliando genótipos de isolados clínicos de C. albicans oriundos de pacientes com CVV através da técnica de Southern blot com a sonda “Candida albicans repetitive element-2” (CARE-2), observou que 95% dos isolados apresentavam perfis distintos e não eram relacionados geneticamente.

Sampaio et al., (2003) encontraram 100% de concordância entre os genótipos apresentados por isolados vaginais e isolados anais simultaneamente obtidos de pacientes com CVVR, analisando polimorfismos no locus CAI de microssatélite. Shi W. et al. (2007) verificaram, utilizando marcadores rápidos de microssatélites em loci de genes conservados (CDC3, EF3, HIS3), que 80% das pacientes com CVV apresentavam a mesma cepa de C. albicans na região genital e no reto, enquanto Lin, Li e Zuo (2011) constataram, em 92% das situações, alta homologia entre isolados vaginais e intestinais de Candida spp. oriundos de pacientes com CVV, utilizando PCR da região ITS e a técnica de RAPD.

Vários estudos têm sido realizados sobre a epidemiologia da CVV, contudo a fonte da infecção permanece incerta, havendo duas hipóteses principais para a causa de CVV recorrente: reinfecção a partir de reservatórios em sítios extragenitais, como o trato gastrointestinal, ou através da transmissão sexual (LI et al., 2008; MARDH, NOVIKOVA, STUKALOVA, 2003; MILES, OLSEN, ROGERS, 1977; SCHROPPEL et al., 1994) e recidiva como resultado da erradicação incompleta da cepa de Candida da vagina (SOBEL, 1985). Assim, faz-se necessária a investigação da distribuição genotípica das cepas de C. albicans a partir de amostras da vagina de mulheres assintomáticas e de sítios extragenitais de mulheres com CVV, sobretudo do trato gastrointestinal e da cavidade oral, além de amostras do pênis e da

cavidade oral de homens, com o intuito de auxiliar na elucidação da fonte de infecção em mulheres com CVV recorrente (FAN et al, 2008).

Vários estudos avaliaram o relacionamento genético entre isolados vaginais de Candida spp. obtidos sequencialmente de pacientes com CVVR, verificando a ocorrência de três situações: manutenção, microevolução ou substituição da cepa ao longo do tempo (AMOURI et al. 2012; CHONG et al. 2003; CHONG et al. 2007; LOCKHART et al. 1996; SAMPAIO et al. 2003; SAMPAIO et al. 2005).

Nos estudos de Sampaio et al. (2003), analisando polimorfismos no locus CAI de microssatélite e de Sampaio et al. (2005), que investigou 5 loci de microssatélites (CAI, CAIII, CAV, CAVI, CAVII), observou-se maior prevalência de manutenção da cepa, enquanto nos estudos de Chong et al. (2003) e Chong et al. (2007), através de técnicas de RAPD com “primers” distintos, bem como no estudo de Lockhart et al. (1996), utilizando a técnica de Southern blot, verificou-se maior prevalência de microevolução da cepa ao longo do tempo. Contudo, Amouri et al. (2012), investigando 3 loci de microssatélites (CAI, CAIII, CAIV), observaram maior prevalência de substituição da cepa ao longo do tempo, contrariando os resultados encontrados nos estudos citados anteriormente.

Lian et al. (2004), utilizando técnica de RAPD, não observaram diferença significativa entre os genótipos apresentados pelos isolados de C. albicans obtidos de diferentes grupos de pacientes (com CVVR, CVV esporádica e colonização), indicando não haver associação entre o genótipo. apresentado pela cepa de C. albicans e a condição clínica da paciente.

Contrariamente, Chong et al. (2007) observaram que a similaridade genética entre os isolados de Candida spp. obtidos de grupos de pacientes com CVVR e CVV esporádica foi relativamente baixa, indicando a possível existência de genótipos relacionados à condição clínica.

Chong et al. (2003) verificaram menor similaridade genética entre os isolados de C. albicans obtidos do grupo de pacientes com CVVR em relação à apresentada pelos isolados obtidos do grupo de pacientes com CVV esporádica, diferentemente do encontrado por Fan et al. (2008) e Amouri et al. (2012), que verificaram maior prevalência dos genótipos dominantes, com menor distribuição de genótipos, nos isolados de C. albicans obtidos de

pacientes com CVVR em relação aos isolados obtidos de pacientes com CVV esporádica.

No estudo de Fan et al. (2008), verificou-se correlação entre genótipos de cepas de C. albicans com a gravidade da CVV, uma vez que se obteve forte evidência estatística de que pacientes com CVV grave apresentavam uma frequência de cepas de C. albicans pertencentes aos genótipos dominantes mais alta em relação às pacientes com CVV de leve a moderada (FAN et al., 2008).

Certamente, a identificação de genótipos específicos de C. albicans relacionados à gravidade da CVV é de grande importância para o diagnóstico e tratamento desta enfermidade (FAN et al., 2008).

3. OBJETIVOS