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Segundo Ministério dos Transportes (2012) em função de sua morfologia fluvial e geológica a bacia do rio Tapajós apresenta cinco trechos distintos e com características próprias que delimitam o seu aproveitamento à navegação, a saber: Trecho do Baixo Tapajós, entre Santarém, PA, Km 0 e São Luiz do Tapajós, PA, Km 345 (Figura 6.7); Trecho das corredeiras de São Luiz do Tapajós, entre São Luiz do Tapajós, PA, Km 345 e Buburé, PA, Km 373 (Figura 6.7 e Figura 6.8); Trecho do Médio Tapajós, entre Buburé, PA, Km 373 e Jacareacanga, PA, Km 658 (Figura 6.7); Trecho do Alto Tapajós, entre Jacareacanga, PA, Km 658 e a confluência dos rios Teles Pires e Juruena, Km 851 (Figura 6.7) e Trecho do baixo Teles Pires, entre a confluência dos rios Teles Pires e Juruena, Km 851 e cachoeira Rasteira, MT, Km 1043 (Figura 6.7).

Figura 6.7: Trechos do rio Tapajós

Figura 6.8: Trecho das corredeiras de São Luiz do Tapajós

Fonte: Administração das Hidrovias da Amazônia Oriental (2012)

O rio Tapajós é grande alternativa para o escoamento de cargas das regiões do Sudoeste do Estado do Pará, Sudeste do Estado de Rondônia e Norte e Centro Leste do Estado do Mato Grosso, caracterizando-se como um corredor hidroviário interligação entre essas regiões (MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES, 2011).

Segundo Ministério dos Transportes (2012) os obstáculos à navegação no rio Tapajós, que apresentam maior dificuldade de transposição, são os da região das cachoeiras de São Luiz do Tapajós e os das cachoeiras do Chacorão. Na região das cachoeiras de São Luiz do Tapajós é indicada a construção de sistemas de transposição de desnível, com construção de eclusa. Nas demais corredeiras, podem ser realizados derrocamentos, e nos locais de deposições de sedimentos, podem ser realizadas dragagem.

Conforme descrito em Ministério dos Transportes (2012) o rio Tapajós, em relação às condições naturais de navegabilidade, apresenta dois trechos distintos: o Baixo e o Médio Tapajós. Além destes dois trechos, existe também o trecho denominado Alto Tapajós, considerado como sendo constituído por um de seus formadores, possivelmente o Rio Juruena, até a confluência com o Rio Arinos, e deste até as suas nascentes.

O Baixo Tapajós apresenta uma extensão de 345 km, entre a foz no rio Amazonas e a vila de São Luiz do Tapajós, localizada próxima à cidade de Itaituba. Este trecho permite navegação comercial durante todos os meses do ano, apresentando uma declividade média de 9 cm/km.

O Médio Tapajós, por sua vez, com extensão de 506 km, inicia na localidade de São Luiz do Tapajós, e se estende até a confluência dos rios Teles Pires e Juruena. Nesta região, embora a navegação comercial ocorra em alguns trechos, esta se torna virtualmente impossível devido à dificuldade de transposição de diversas cachoeiras e corredeiras presentes ao longo do rio. Considera-se como francamente navegável apenas o trecho correspondente entre a foz do rio Tapajós e a cidade de Itaituba localizada a 271 km da cidade de Santarém.

As condições de navegabilidade nas proximidades de São Luiz do Tapajós são desfavoráveis devido à largura limitada do canal de acesso e a presença de alguns pedrais submersos. A montante da localidade de São Luiz, ocorre um trecho de aproximadamente 45 km de extensão impraticável para a navegação, denominado de “Região das Cachoeiras” (Figura 6.8) que se estende até a localidade de Buburé, nas proximidades da foz do Rio Jamanxim no km 373.

A montante de São Luiz do tapajós existe um trecho de aproximadamente 170 km, razoavelmente navegável, e que se estende até a foz do rio Crepori no km 535. A seguir, outro trecho de 50 km, impraticável para a navegação se estende até a cachoeira de Mangabalzinho no km 585, a jusante da foz do Rio Pacu.

A montante da cachoeira de Mangabalzinho verifica-se um trecho de 100 km, próximo à cidade de Jacareacanga, razoavelmente utilizado pela navegação até a Cachoeira do Chacorão no km 740, que consiste em um obstáculo de difícil transposição. A parte final do Médio Tapajós abrange um trecho de cerca de 110 km, o qual também não apresenta condições naturais apropriadas para a navegação, e termina na confluência dos rios Juruena e Teles Pires no km 851.

Como o Baixo Tapajós não apresenta maiores problemas para a navegação, esse trecho necessita apenas de dragagem em três passagens de areia, e de balizamento e sinalização em alguns pedrais próximos ao canal de navegação.

Para a implantação em caráter definitivo da navegação fluvial no rio Tapajós, além da transposição das corredeiras de São Luís, faz-se necessário o desenvolvimento de estudo do traçado do canal principal do referido rio na região do Chacorão, para se dispor de uma hidrovia que garanta, em águas baixas, um tirante de água compatível com a permanência de 90% do ano crítico seco de tempo de recorrência de 10 anos.

Segundo Ministério dos Transportes (2012) a navegabilidade do rio Tapajós na região do Chacorão será alcançada através de execução de obras de dragagem e derrocamento do canal navegável, além dos serviços de sinalização de margens e balizamento flutuante.

O trecho conhecido como “Região das Cachoeiras de São Luiz do Tapajós”, com cerca de 30 km, localizado logo a montante de São Luiz do Tapajós e que se estende até a localidade de Buburé, encontra-se bastante encachoeirado, só sendo navegável em períodos de cheias, assim mesmo com grandes riscos.

A montante de Buburé, segue-se um estirão de cerca de 170 Km, que apresenta condições razoáveis de navegação, com profundidades da ordem de 2,5 m na estiagem. A seguir encontra-se um trecho de 50 Km, quase que impraticável à navegação. Os 147 Km seguintes, que abrangem o município de Jacareacanga, voltam a apresentar condições razoáveis à navegação, até próximo da cachoeira de Chacorão (Km740), região que vem a ser um obstáculo de difícil transposição e objeto dos estudos de Pesquisa do Traçado do Canal Principal do rio nesta região.

Segundo Ministério dos Transportes (2012) para a implantação de navegação plena no rio Tapajós, são necessários melhoramentos em trechos de difícil transposição. Esses melhoramentos consistem, provavelmente, na construção de canais e eclusas, além da execução de dragagem, derrocamento e sinalização. Dos obstáculos no rio Tapajós, os que apresentam maior dificuldade de transposição são a “Região das Cachoeiras” no km 345, na qual é indicada a utilização de sistemas de transposição de desnível constituídos por eclusa, e a Cachoeira do Chacorão no km 740.

Segundo Ministério dos Transportes (2012) as intervenções necessárias no rio Tapajós para torna-lo navegável, sob a estrita ótica da navegação, sem considerar condicionantes de elevação de nível d’água dos reservatórios das usinas hidrelétricas a serem construídas no complexo Tapajós, são as descritas a seguir.

No baixo Tapajós, entre Santarém, PA e São Luiz do Tapajós, PA, numa extensão de 345 km, não haverá necessidade da execução de obras de dragagem e de derrocamento, precisando, apenas, da implantação de balizamento do canal de navegação.

No trecho das corredeiras de São Luiz do Tapajós, que se estende em 28 Km, haverá a necessidade da construção de eclusa para transposição do desnível existente.

No médio Tapajós, entre Buburé, PA e Jacareacanga, PA, em uma extensão de 268 km, serão necessárias à execução de obras de dragagem e de derrocamento e a implantação de balizamento na via.

No alto Tapajós, entre Jacareacanga, PA e a confluência com os rios Teles Pires e Juruena, em um estirão de 196 km, haverá a necessidade de execução de obras de dragagem e de derrocamento e a implantação de balizamento na via.

No baixo Teles Pires, entre a confluência com os rios Teles Pires e Juruena e cachoeira Rasteira, numa extensão de 185 km, a navegação será, em corrente livre, sendo necessário, apenas, a execução de obras de dragagem e a implantação do balizamento da via.

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