7.3 What has been learned?
7.3.2 The Administration’s Role
Com o objectivo de se poder caracterizar um possível perfil típico dos adultos que desistiram no Centro de Novas Oportunidades, começou-se por quantificar a percentagem de desistências, saber em que género se incidia o maior número de desistências, o nível etário dos adultos, a sua situação profissional e em que fase do processo desistiram.
Durante os dois anos (entre 1 Janeiro de 2009 a 31 de Dezembro de 2010), inscreveram-se 889 adultos para o nível básico, 762 adultos para o nível secundário, o que faz um total de 1651 inscritos no Centro de Novas Oportunidades. Entretanto 17,4% (155 adultos) desistiu de prosseguir o nível básico (cf. Gráfico n.º19 e anexo VI, quadro n.º 36) e 53,3 % (406 adultos) desistiu de prosseguir o processo nível secundário (cf. Gráfico n.º 20 e anexo VI, quadro n.º 37). No global o centro teve uma taxa de desistência de 34 %, sendo a maior incidência no processo de RVCC nível secundário (cf. Gráfico n.º 18 e anexo VI, quadro n.º 35).
Gráfico 18: Desistências no CNO no período de 1 Janeiro de 2009 a 31 de Dezembro de 2010
Encaminhados para processo RVCC nivel secundário por género
49% 51% F M Desistências no CNO 66% 34% Não desistiram Desistiram
Gráfico 19: Desistências no nível básico no período de 1 de Janeiro de 2009 a 31 de Dezembro de 2010
Gráfico 20: Desistência nível secundário no período de 1 de Janeiro de 2009 a 31 de Dezembro de 2010
Dos adultos que abandonaram o nível básico (155 adultos), 3,9% são desistentes (6) e 93,5% são suspensos (149) (cf. Gráfico n.º 21 e anexo VI, quadro n.º 16). Contudo, a elevada percentagem de suspenso pode ser dissociada ao facto que para ser desistente é necessário formalizar por escrito a desistência. Grande parte dos que abandonaram o processo RVCC, não formalizaram por escrito, tornando-se suspensos, e só passado um ano é que automaticamente o sistema os pode tornar desistentes, se estes não reactivarem o processo.
Gráfico 21: Distribuição dos adultos que abandonaram por desistência e suspensos do nível básico
Desistências no nivel básico
83% 17%
Não Desistentes Desistentes
Desistentes nivel secundário
47%
53%
Não desistentes Desistentes
Dos adultos que abandonaram o nível secundário (406 adultos), 34% são desistentes (138 adultos) e 66% são suspensos (268 adultos) (cf. Gráfico n.º 22 e anexo VI, quadro n.º 21 e anexo VI, quadro22). Contudo a elevada percentagem de suspensos pode ser associada ao mesmo facto supramencionado para o nível básico.
Gráfico 22: Distribuição dos adultos que abandonam por desistência e suspensos do nível secundário no período de 1 de Janeiro de 2009 a 31 de Dezembro de 2010
No nível básico verifica-se que dos desistentes/suspensos, 39,3% são mulheres (61) e 64,6% são homens (94) (cf. Gráfico n.º 23 e anexo VI, quadro n.º 12). Contudo, a elevada percentagem de desistências dos homens não pode ser dissociada do facto de elas constituírem o grupo maioritário de adultos inscritos no processo, pois a percentagem de inscritos entre os géneros é muito idêntica, cerca de 50,7 % são homens (451 adultos) e 49,3% (438 adultos) são mulheres.
Gráfico 23: Distribuição das desistências do nível básico da base geral do SIGO por género, no período de 1 de Janeiro de 2009 a 31 de Dezembro de 2010
Dos adultos que abandonaram (desistiram e suspenderam) o nível secundário, 50,2% são mulheres (204 adultos) e 49,7% são homens (202 adultos) (cf. Gráfico n.º 24 e anexo VI, quadro n.º 17).
Gráfico 24: Distribuição das desistências do nível secundário da Base geral do SIGO por género no período de 1 de Janeiro de 2009 a 31 de Dezembro de 2010
Relativamente ao nível etário dos adultos que abandonaram o nível básico (desistências e suspensões), a maior parte situou-se na faixa etária entre os 31 e os 40 anos com 36,1% (56), seguindo-se a faixa etária entre os 41 e 50 anos com 29,7% (46). Só depois surgem os indivíduos entre os 51 e os 60 anos com 18% (28), seguindo-se os indivíduos entre 26 e os 30 anos com 9% (14), os indivíduos entre 18 e 25 anos com 5,8%, e com a mesma percentagem, o grupo de indivíduos entre 61 e os 70 anos com 0,6% (1) e o grupo de indivíduos entre os 71 e os 80 anos com 0,6 % (1) de desistências (cf. Gráfico n.º 25 e anexo VI, quadro n.º 15).
Gráfico 25: Distribuição das desistências do nível básico da base geral do SIGO por faixa etária, no período de 1 de Janeiro de 2009 a 31 de Dezembro de 2010
Desistencias do nivel básico por faixa etária
6% 9% 35% 30% 18% 1%1% 18-25 26-30 31-40 41-50 51-60 61-70 71-80
Numa análise feita ao nível etário dos adultos que abandonaram o nível secundário (desistências e suspensões), a maior parte situou-se entre os 31 e os 41 anos com 39,4% (160), seguindo-se a faixa etária entre os 26 e 30 anos com 25,1% (102). Só depois surgiram os indivíduos entre os 41 e os 50 anos com 18,5% (75), os indivíduos entre 51 e os 60 anos com 8,6% (35), os indivíduos entre 18 e 25 anos com 7,1% (29), e os indivíduos entre 61 e os 70 anos com 1% (4). Por fim, apresentando uma percentagem mais baixa, o grupo de indivíduos entre 71 e os 80 anos com 0,2% (1) de desistências. O facto do maior número de desistentes se situar na faixa etária entre os 31 e os 41 anos pode dever-se ao facto do maior número de pessoas em processo RVCC situar-se nesta faixa etária. É curioso verificar que a faixa dos 26 e os 30 anos era a terceira faixa de adultos em processo, mas no que diz respeito às desistências está em segundo lugar (cf. Gráfico n.º 26 e anexo VI, quadro n.º 20)
Gráfico 26: Distribuição das desistências do nível secundário da base geral do SIGO por faixa etária, no período de 1 de Janeiro de 2009 a 31 de Dezembro de 2010
A análise feita ao gráfico nº.27 (cf. anexo VI, quadro n.º 34) permite concluir que a maior parte dos adultos que desistiram, 72,4% (406) tinham mais do 9º ano de escolaridade, havendo uma menor percentagem de desistência nos adultos que possuem menos do 9.º ano de escolaridade, cerca 27,6% (155).
Gráfico 27: Distribuição das desistências da base geral do SIGO por nível de qualificação, no período de 1 de Janeiro de 2009 a 31 de Dezembro de 2010
Relativamente ao gráfico n.º 28 (cf. anexo VI, quadro n.º 14) verificou-se que a maior parte dos indivíduos (51,6%) que desistiram do processo nível básico eram desempregados (80), seguindo-se os empregados com 46,4% (72) e, por último, os reformados com 1,9% (3).
Gráfico 28: Distribuição das desistências do nível básico da base geral do SIGO por situação face ao emprego, no período de 1 de Janeiro de 2009 a 31 de Dezembro de 2010
Segundo a análise feita ao gráfico n.º 29 (cf. anexo VI, quadro n.º 18), verificou-se que a maior parte dos indivíduos (65%) que desistiram do processo nível secundário eram empregados (264), seguindo-se os desempregados com 33,25% (135) e, finalmente, os da situação de outra com 1,7% (7).
Desistências do nivel básico por situação face ao emprego 52% 46% 2% desempregados empregados reformados
Gráfico n.º 29: Distribuição das desistências do nível secundário da base geral do SIGO por situação face ao emprego, no período de 1 de Janeiro de 2009 a 31 de Dezembro de 2010
Ao analisar a fase do processo em que se registou o maior número de desistências no nível básico, constatou-se que a mesma aconteceu no decorrer do processo RVCC com 87,7% (136), seguindo-se a fase em que se ocorreu o encaminhamento com 7,7% (12). A inscrição foi a fase que registou o menor número de desistências com 4,5% (7). A análise destes dados leva a admitir que o primeiro contacto com o reconhecimento de competências é apresentado como um momento-chave para o desenrolar de todo o processo. Também pode-se supor que a elevada taxa de desistência ocorre no processo RVCC, derivado às expectativas iniciais não corresponderem à realidade (cf. Gráfico n.º 30 e anexo VI, quadro n.º 13)
Gráfico 30: Distribuição das desistências do nível básico da base geral do SIGO por fase do processo em que ocorre a desistência, no período de 1 de Janeiro de 2009 a 31 de Dezembro de 2010
Ainda no que respeita à fase do processo em que se registou o maior número de desistências no nível secundário (cf. Gráfico 31 e anexo VI, quadro n.º 19), a mesma aconteceu no decorrer do processo RVCC com 47,30% (192), seguindo-se a fase de acolhimento, diagnóstico e
encaminhamento com 29,3% (119). A inscrição foi a fase que registou o menor número de desistências com 23,40% (7). Podemos aferir, que 192 adultos desistiram ao longo do processo RVCC, e 119 adultos antes de entrar em processo RVCC. A diferença não foi muito significativa, e a elevada taxa de desistência na fase de acolhimento, diagnóstico e encaminhamento pode dever-se ao facto das expectativas iniciais que os adultos trazem no acto da inscrição não corresponderem à realidade ou então devido ao facto de a decisão de encaminhamento não ser partilhada pelo adulto
Gráfico 31: Distribuição das desistências do nível secundário da base geral do SIGO por fase do processo, no período de 1 de Janeiro de 2009 a 31 de Dezembro de 2010
3.2.4 Caracterização dos certificados no período de 1 de Janeiro de 2009 a 31