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The 5 th IPCC assessment report: Climate and Ozone interactions

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Fonte: Dados CesNova

 Média de exames

A prestação das 148 escolas, nos exames33 em estudo é média, situando-se entre os 9,5 e os 14 valores, para 73,6% dos casos. Não existem classificações acima de 14,5 valores e 26,4% dos exames34 são classificações abaixo de 9 valores.

A média dos quatro exames35 escolhidos para este estudo é de 9,7 valores. A média do exame de Português B é de 11 valores (as classificações variam entre os 8 e os 14 valores), 8 valores atinge o exame de Matemática (classificações entre 4 valores e 12 valores), 11 valores o exame de Psicologia (entre os 8 e os 14 valores) e 9,1 valores o exame de Biologia (classificações entre os 6 e os 12 valores).

A melhor classificação para a disciplina de Português foi obtida no ano de 2002, com a média de 11,1 valores e também em 2002 foi obtida a melhor classificação para Biologia (9,6 valores). O ano de 2003 foi o melhor ano para a disciplina de Psicologia, com 11,2 valores e 2004 para a Matemática com 8 valores.

Gráfico 1 – Distribuição do número de exames estudados entre 2002 e 2004 (%)

0 5 10 15 20 25 30 2002 2003 2004

Biologia Física Português Português B

Psicologia Quimica Matemática

       33

- Exame de Português B, Matemática, Química e de Psicologia nos anos de 2002, 2003 e 2004, segundo dados do GIASE, consultados on line em Setembro de 2006.

34

- Para a totalidade dos quatro exames, nos três anos em estudo. 35

- Alguns dos exames não foram considerados por apresentarem números bastante baixos de provas realizadas, comparados com a média nacional. Assim optámos por trabalhar com os dados relativos aos 4 exames com maior número de provas: exames 139, 435, 140 e 102, respectivamente Português B, Matemática, Psicologia e Biologia.

O exame de Português B apresenta o maior número de exames realizados, com 26.170 provas, seguido do exame de Matemática, com 23.195 provas nos 3 anos.

Os exames de Matemática, Química e Física tiveram uma subida no número de exames realizados de 2003 para 2004, os exames de Português sofreram uma pequena redução e o exame de Psicologia sofreu uma descida bastante acentuada. Nos anos de 2002 e 2003 não se verificaram alterações significativas.

O número de provas de Português nestas 148 escolas é de 59 provas realizadas (em média) nos três anos em estudo: 157 provas de Matemática, 131 de Psicologia e 116 de Biologia. O concelho de Fafe contabilizou nestes três anos, o maior número de provas para qualquer uma das quatro disciplinas: 219 provas de Português, 676 provas de Matemática, 531 de Psicologia e 481 de Biologia.

Foram contabilizados os resultados das diferentes disciplinas no que diz respeito à relação da classificação interna e à classificação externa, verificando-se que a classificação interna foi na sua grande maioria sempre valorizada, sendo no geral, numericamente superior à classificação externa, obtida em exame nacional. No caso da disciplina de Português foi valorizada a classificação interna em 29,7% das escolas, Psicologia em 64,2% das escolas, Matemática 91,2% e Biologia 93,2%. A diferença é mais relevante nas disciplinas de Biologia e Matemática (valorizadas em mais de 90% das escolas).

No exame de Português B no que respeita a comparação entre a classificação interna (12,4 valores) e externa (10,6 valores), nos três anos, a dispersão é significativa. Existem escolas onde a média da classificação em exame foi superior à classificação interna, mas na sua grande maioria as escolas internamente classificaram os alunos mais 1,8 valores em média em relação às classificações obtidas em exame. A diferença entre classificações chega a atingir os 4,9 valores. A escola/concelho onde essa diferença existiu no balanço dos três anos em estudo foi a de Idanha-a-Nova. Pela positiva há a assinalar o caso do concelho de Mora, onde as classificações em exame foram em média 0,9 valores acima das classificações internas nestes três anos.

No caso do exame de Matemática na análise da diferença entre as classificações internas e externas todas as escolas internamente classificaram os alunos entre 3 e 7

valores em relação às classificações obtidas em exame. Em média as escolas classificaram internamente 4,5 valores acima da classificação de exame. Nestes três anos a média dessa diferença chegou no caso de Pampilhosa da Serra aos 8,7 valores de diferença em relação à classificação obtida em exame nacional.

Se compararmos a diferença em média da classificação interna com a externa, em relação aos 10% a 15% de valorização aceitáveis (Justino, 2005:48), neste caso a diferença entre as classificações internas das escolas e as dos exames nacionais não deveria, em média, ultrapassar os 1,2 a 1,8 valores.

A diferença entre as classificações internas e externas no exame de Psicologia é em média de 2,6 valores. Valores que variam entre um máximo de 6,86 valores, no concelho de Vieira do Minho e um mínimo, concelho de Gouveia, onde as classificações obtidas internamente são inferiores às classificações obtidas por exame, o que revela uma situação de normalidade e não valorização das classificações internas.

No exame de Biologia a diferença entre as classificações internas e externas variam em média 4,5 valores. Com um máximo de 7,18 valores, nos concelhos de Ourique e Chamusca e um mínimo em Azambuja e Lousã, que, no que respeita a diferença entre as classificações internas e as externas, estão dentro da uma margem aceitável de valorização. (1,5 a 2 valores).

Comparando este exame com os restantes é possível verificar que apenas uma minoria de escolas ficam dentro do limite aceitável de valorização, a grande maioria fica acima, ou seja as classificações internas ficaram sempre acima das classificações obtidas em exame na média dos três anos em estudo.

Apesar dos exames de Matemática e Biologia serem os mais valorizados internamente, a grande maioria das escolas em estudo está fora da margem aceitável de valorização, em todos os exames estudados.

Se verificarmos o desvio dos quatro exames à média nacional neste estudo é positivo, 0,94 valores, com um mínimo de 0,3 e um máximo de 1,3 valores. O desvio padrão desde indicador é de 0,2, pelo que todas as escolas deste estudo têm resultados semelhantes à média nacional ou acima desta (em 96,6% dos casos).

Em relação ao desvio à média nacional do exame de Matemática, verifica-se uma maior amplitude de desvios, no geral, no entanto, este também varia entre 0,3 e 1,3

valores. O desvio máximo (1,3 valores) pertence à escola de Vila Nova de Foz Côa. No exame de Português B, verifica-se que o mesmo varia entre 0,7 e 1,2 valores no seu desvio máximo. O concelho que apresenta maior desvio em relação à média nacional é o de Alpiarça. No exame de Psicologia, Gouveia foi o concelho que apresentou maior desvio em relação à média nacional (1,28 valores), e Pampilhosa da Serra (0,23 valores), apresentou o menor. Finalmente para o exame de Biologia, o concelho de Penamacor (1,22 valores) foi o que obteve maior desvio à média nacional e o de Ferreira do Alentejo, o menor (0,65 valores).

As quatro disciplinas ao longo dos três anos sobem gradualmente o valor, pela positiva, do desvio em relação à média nacional, com excepção da disciplina de Biologia que em 2003 tem uma ligeira descida.

Para o tipo de escolas incluídas no estudo, de pequenos concelhos, com pouca população, os resultados são bastante animadores, pois as escolas na sua maioria, apresentam resultados muito próximos da média nacional, ou até aproximadamente um ponto acima da média nacional.

Mapa 8 – Representação cartográfica dodesvio dos exames à média nacional por concelho

7.2

- Caracterização geral dos indicadores concelhios – Pretendemos com esta caracterização fazer uma apresentação geral dos concelhos com análise específica de

um conjunto de variáveis que permite compreender a dimensão socioeconómica dos

diferentes concelhos (índice de poder de compra, taxa de escolaridade dos pais, emprego jovem, e desigualdade educativa).

 Índice de poder de compra

Neste estudo a grande maioria dos concelhos apresenta baixo poder de compra, com 60,6 de média. O concelho de Celorico de Basto apresenta o valor mais baixo (36,18), e os concelhos de Albufeira (129,6), Entroncamento (126,38), Sines (108,14) e Vila Real de Santo António (104,38) representam as excepções apresentando um índice de poder de comprar acima dos 100.

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