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U TFORDRINGER VED DAGENS NORMERINGSSITUASJON MED VEKT PÅ DIALEKTENES UTVIKLING

Confiabilidade e validação são critérios considerados essenciais para se julgar a qualidade das pesquisas com abordagem qualitativa e são fortemente recomendados pelos metodologistas (YIN, 1994; GUBA e LINCOLN, 1994; EASTERBY+SMITH, THORPE e LOWE, 2002; GEPHART, 2004; ZALAN e LEWIS, 2004). Portanto, a fim de garantir a confiabilidade e a validação do estudo, o desenho desta pesquisa aplicou os seguintes recursos:

Triangulação de fonte de dados Os metodologistas afirmam que a confiabilidade e as interpretações dos dados devem ser consideradas como parte da responsabilidade do pesquisador e recomendam a técnica de triangulação de dados para minimizar interpretações erradas e para lançar mais luz sobre o fenômeno investigado (PAUWELS e MATTHYSSENS, 2004), evitando, assim, que as conclusões do pesquisador sejam inválidas (YIN, 1994; STAKE, 2006; MARTINS, 2006). Para Easterby+Smith, Thorpe e Lowe (2002, p. 108), a técnica de triangulação, tanto de fonte de dados como de métodos de coleta de dados é considerada como uma “marca registrada” da epistemologia interpretativista. Segundo os autores, tal técnica oferece a possibilidade de obter um retrato mais completo, holístico, contextual e fidedigno do objeto em estudo, por meio da integração de fontes múltiplas de dados com um desenho de métodos múltiplos de pesquisa de campo. Neste estudo foram entrevistados múltiplos respondentes, tanto gerentes como não gerentes, sobre os mesmos temas da pesquisa, permitindo, assim, aplicar a técnica de triangulação em cada caso analisado.

Triangulação de métodos de coleta de dados A triangulação de métodos possibilita uma revisão dos dados coletados por diferentes métodos, visando obter resultados mais consistentes. Segundo Easterby+Smith (2002) e Stake (2006), os pesquisadores que se apóiam em apenas um método de coleta de dados estão mais suscetíveis aos erros associados àquele método em particular do que aqueles que usam métodos múltiplos. Patton (2002, p.247) faz uma importante observação em relação à técnica de triangulação. Ao contrário do que alguns pesquisadores afirmam, a triangulação não tem o objetivo de mostrar que diferentes fontes de dados ou métodos produzem essencialmente o mesmo achado da pesquisa. Pelo contrário, o propósito da triangulação é testar a sua consistência. Além dos dados secundários coletados nos 7 ) das empresas, na imprensa especializada e em outros órgãos setoriais – como relatórios anuais, apresentações corporativas, peças de comunicação institucional, artigos e matérias sobre os casos –, os dados coletados nas entrevistas semi+estruturadas e em profundidade também foram complementados por, pelo menos, uma biografia oficial de cada empresa, sendo que duas delas também já foram alvos de estudos acadêmicos. Portanto, o desenho desta pesquisa permitiu ampla aplicação da técnica de triangulação de métodos de coleta de dados.

Validação dos estudos de casos Para aumentar a credibilidade das pesquisas qualitativas, Guba e Lincoln (1989) recomendam que o relatório do estudo de caso seja submetido à apreciação dos entrevistados. Yin (1994) também faz a mesma recomendação, mas considera a apreciação de apenas um entrevistado+chave suficiente para a validação do estudo. Portanto, uma síntese do estudo de caso individual foi enviada para a apreciação de um entrevistado+chave de cada empresa. As sugestões não modificaram substancialmente o conteúdo dos relatórios, mas deram mais segurança ao pesquisador. Um dos quatro casos recebeu mais informações complementares, enriquecendo a descrição e a contextualização dos casos estudados.

Banco de dados da pesquisa Para aumentar a confiabilidade da pesquisa, Yin (1994) recomenda a organização de um banco de dados para cada estudo de caso e o encadeamento de evidências com ligações explícitas entre as perguntas da pesquisa, os dados coletados e as conclusões do estudo. A criação e utilização do banco de dados foram fundamentais para a organização cronológica das informações de cada caso e para a aplicação do software N+Vivo7. Lincoln e Guba (1985) afirmam que a validação externa, dentro dos moldes da pesquisa quantitativa, não é possível, e, muito menos desejada, nas pesquisas qualitativas. Na realidade, os autores recomendam que uma descrição do tempo e do contexto no qual os achados da pesquisa foram descobertos acompanhe os resultados do estudo. Esta descrição do tempo e do contexto de cada caso estudado pode ser encontrada no capítulo específico de apresentação individual dos casos, que serviu de base para o capítulo de discussão dos resultados.

Ao aplicar estes recursos para aumentar a confiabilidade da pesquisa, procurou+ se tomar os devidos cuidados para evitar os riscos apontados por Stake e Mintzberg nesse sentido. Stake (2006, p.85) alerta os pesquisadores sobre “o risco de não conseguir ver a floresta por meio das árvores” caso eles se apeguem demais aos inúmeros métodos sugeridos para aumentar a confiabilidade da pesquisa qualitativa. Esta mesma preocupação também é demonstrada por Mintzberg (2005) quando ele observa que os pesquisadores muito preocupados com o rigor metodológico de suas pesquisas podem falhar ao torná+la inspiradora.

Por outro lado, também foi considerada a crítica de Huberman e Miles (2002) em relação à espessura dos capítulos ou seções sobre metodologia da pesquisa dos relatórios de estudos qualitativos. Os autores recomendam a todos os pesquisadores que pretendem avançar na abordagem qualitativa que compartilhem mais detalhes sobre o método de análise utilizado no estudo, dando mais peso ao capítulo de metodologia da pesquisa.

Apesar do empenho em procurar registrar detalhes de todas as etapas de análise e a síntese dos dados, ainda fica a sensação de estar faltando algo na descrição

deste processo. Talvez seja a etapa não codificável que Weick (1989) afirma existir nos processos de análise e de síntese das pesquisas qualitativas e que é baseada em do pesquisador. Langley destaca a diferença entre análise e interpretação, citando Mintzberg (1989) quando argumenta que a análise não produz síntese e reconhece a existência de um “elemento criativo” no processo de síntese e de interpretação dos resultados (LANGLEY, 1999 p. 707).