UTILIZANDO FERRAMENTAS DE TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO
A partir da configuração do Groupart dentro dos preceitos da Web 2.0, foram levantadas as diretrizes a serem consideradas quando se visa a criação e o compartilhamento do conhecimento em artes e cultura de uma sociedade. Essas diretrizes foram fruto dos estudos teóricos realizados no decorrer do trabalho, bem como durante o desenvolvimento do Groupart e da verificação da adequação do modelo proposto. São elas:
Apresentar ferramentas interativas que promovam diálogos pessoais: a interação é o processo de interconexão multidirecional facilitadora da criação e compartilhamento do conhecimento, e para que isso ocorra são necessários meios que propiciem a interatividade entre os usuários.
Ser focada em um assunto ou universo comum: definir um tema para a comunidade é um dos requisitos fundamentais para seu êxito. Pessoas atraídas por assuntos específicos já possuem um grau de afinidade entre elas, fazendo que seja a peça-chave inicial para a construção de relacionamentos. Direcionar a comunidade em busca do valor: oferecer um ambiente que
propicie a geração de valor para a organização, equipes ou cada membro individual.
Propiciar o desenvolvimento de laços sociais entre os usuários: o compartilhamento do conhecimento alcança seu objetivo no momento em que duas ou mais pessoas comunicam-se entre si, trocando ideias, opiniões, reflexões. A partir daí, a criação de um ambiente virtual com o intuito de aprendizagem, deve buscar uma configuração baseada em relacionamentos pessoais, nas quais seus membros possam trocar experiências, sentimentos e criarem modelos mentais.
Apresentar uma natureza dinâmica, buscando a evolução da comunidade: o ambiente interativo deve estimular os usuários através da dinamicidade em seu conteúdo, fazendo com que a interação seja eficiente e que novos membros se interessem a participar , renovando os relacionamentos e o próprio conteúdo do site.
Oferecer requisitos variados em seu ambiente: disponibilizar acesso amplo à informações e conteúdos por diferentes meios, de forma veloz e flexível, favorecendo o maior grau de interatividade entre os membros.
Ser estruturado dentro do princípio de horizontalidade: um ambiente horizontal, ou seja, não hierarquizado, é mais propício a criação e compartilhamento do conhecimento, visto que o caráter igualitário dado aos participantes estimula a maior participação do grupo.
Fornecer um espaço individual: cada usuário tem autonomia para administrar seu espaço individual, atualizar seu perfil, ler suas mensagens, postar seu conteúdo, visualizar as atualizações dos seus amigos. Dessa forma, todo conteúdo adicionado no site, pode ser controlado a partir do espaço individual do membro, estimulando sua manutenção e cuidado pelo usuário. Ter uma boa usabilidade: o ambiente deve ser simples o bastante para
permitir a utilização por pessoas que não tenham muito conhecimento em tecnologias de informação e comunicação, evitando a exclusão de parte da população que não possui ainda intimidade com a internet. Além disso, a fácil navegação é indispensável para estimular a participação dos membros, favorecendo o dinamismo e a sincronia da comunidade.
Respeitar o nível de participação de cada usuário: Oferecer diferentes opções de utilização ambiente, seja para aqueles que querem participar de
forma mais ativa, mas também respeitar os demais que se interessam apenas em pesquisar, tendendo a um papel passivo na comunidade.
Estimular a confiança entre os usuários: o ambiente virtual, ao oferecer um ambiente familiar e confortável, estimula os participantes a desenvolverem confiança entre eles, a partir do desenvolvimento de laços pautados na sinceridade.
Favorecer a organização dos membros em busca da realização de um objetivo ou tarefa: quando participantes se reúnem para responder, criar ou construir algo, estão se aliando em busca do conhecimento. A partir dos debates e discussões ocorridos para se chegar a uma questão, o conhecimento pode ser criado e compartilhado.
Permitir a comunicação direta entre os membros: os diálogos pessoais devem ser mantidos não somente em ambientes temáticos, mas por meio de mensagens fechadas e diretas, ampliando a socialização na rede.
Possibilitar a existência de feedbacks: permitir o retorno de outros usuários às ações realizadas, ou seja, ao incluir um conteúdo, esse não é estático visto que possibilita a resposta de outros membros à sua postagem.
Apresentar um visual estético diferenciado: requisito fundamental em um ambiente que vise a criação e compartilhamento do conhecimento artístico e cultural, a estética é importante para atrair usuários à comunidade. Um ambiente com boa estética visual e um layout apropriado soma pontos no quesito adesão e manutenção da participação dos membros.
Disponibilizar recursos visuais diversificados: imagens são essenciais para a formação do conhecimento em artes visuais. Permitir a inserção, download e troca de imagens especificamente relacionadas ao tema proposto vem de encontro à necessidade do meio artístico-cultural.
Permitir acesso às pessoas com habilidades diferentes: permitir o ingresso de pessoas com conhecimentos diversos, sejam elas artistas, pesquisadores, alunos ou interessados pelo tema, que muitas vezes dominam conteúdos distintos ou não têm grande instrução, mas possuem o mesmo propósito que é a aquisição e compartilhamento do conhecimento.
Consentir a divulgação da produção pessoal sem fins comerciais: usuários artistas têm a liberdade de inserir seu portfólio, divulgar seu trabalho, visando o reconhecimento profissional; assim como pesquisadores têm a liberdade de adicionar textos científicos de autoria própria disponibilizando-os para a comunidade.
Propiciar uma pesquisa efetiva a partir de ferramentas de busca confiáveis: estimular a classificação dos conteúdos inseridos pelos membros, através de categorias artísticas pré-catalogadas e da possibilidade de inclusão de categorias por parte dos usuários.
Ampliar o foco da comunidade em outras direções: Favorecer o desenvolvimento do site a partir da integração com outros ambientes sociais ou científicos, a partir de conexões virtuais ou não, por exemplo: museus, escolas, ferramentas sociais como facebook, twitter, entre outros.
8 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES PARA FUTURAS PESQUISAS