2.3 Modeller for tospråklighet
2.3.1 Terskelhypotesen
Para situar a presente investigação, fizemos uma incursão pelo Grupo de Trabalho (GT) de Trabalho e Formação Profissional que acontece no CRESS; que é composto pelas IES’s públicas e privadas presenciais do Estado do Ceará, o qual discute questões da formação profissional do assistente social; e na Comissão de Orientação e Fiscalização (COFI) do CRESS. Dialogamos com os Supervisores de Campo que recebem os estudantes da instituição de ensino superior Faculdade Terra Nordeste (FATENE), Campus Caucaia, onde se localiza e funciona o curso de Serviço Social. Também foi para nós elemento de pesquisa, os Supervisores de
Campos que orientam os estagiários do curso de Serviço Social advindos da Universidade Estadual do Ceará (UECE), para assim podermos realizar um debate, a partir dos rebatimentos do processo de formação profissional dos assistentes sociais quando estão no momento do estágio supervisionado e seus impactos no exercício profissional. Um grupo de estudantes do serviço social da UECE e da FATENE também fez parte desse processo investigativo que nos levou a adentrar num universo dialógico.
Importante ressaltar que o Conselho Regional de Serviço Social-Cress-3ª Região é uma autarquia federal que obedece às normas da administração pública e ao estatuto do conjunto CFESS/CRESS. É um órgão de representação da categoria dos assistentes sociais, que tem como objetivo primordial a defesa, a fiscalização e o disciplinamento do exercício profissional, no sentido de prestar serviços de qualidade aos usuários e à sociedade. Em sua dimensão política, está atrelado aos interesses da classe trabalhadora e ao compromisso com a construção de uma nova ordem societária, referendado pelo projeto ético-político profissional e é regulamentado pela lei 8.662/1993.
Para articular a categoria profissional, o CRESS desenvolve várias atividades que podem trazer resultados significativos. Uma dessas realizações são os Grupos de Trabalho (GT’s), que objetivam discutir sobre temáticas pertinentes nas áreas profissionais, onde a categoria pode se organizar e socializar experiências para, assim, problematizar questões fundantes e elaborar propostas para suas resoluções.
Atualmente, estão em funcionamento 07 (sete) Grupos de Trabalho, quais sejam, os da área da Assistência Social; Previdência Social; Saúde; Educação; Trabalho e Formação Profissional; Sócio Jurídico; Ética e Direitos Humanos, apesar de alguns grupos serem mais atuantes que outros.
Especificamente o GT de Trabalho e Formação Profissional, um dos sujeitos da nossa tese, se reúne para discutir sobre questões atinentes ao Estágio Supervisionado, sobre os profissionais com formação precarizada, sobre os rumos da profissão e exercício profissional do assistente social no Ceará, entre outras questões correlatas.
Também existem, no CRESS, as Comissões que são compostas pelos conselheiros e/ou agentes fiscais e/ou funcionários, em que cada um tem sua função específica. São elas: Comissão Administrativo-Financeiro (CAFI), que trata da gestão administrativa e financeira do CRESS; Comissão de Inscrição e Registro
Profissional, que executa os procedimentos necessários para habilitar legalmente o profissional a exercer a profissão; Comissão de Pró-Adimplência, que tem o objetivo de fortalecer a situação de adimplência dos profissionais junto ao conselho; Comissão Permanente de Ética, que avalia se as denúncias realizadas junto ao conselho enquadram-se nos critérios definidos pelo Código de Ética Profissional e toma providências; Comissão de Orientação e Fiscalização (COFI), que tem como função principal orientar e fiscalizar o exercício profissional dos assistentes sociais, realizando visitas de rotina ou averiguações de denúncias, estes também integram o GT de Trabalho e Formação Profissional. Para nossa pesquisa, nos interessou especificamente a interlocução com membro da COFI.
Além dos espaços acima descritos, a pesquisa também desenvolveu-se com outros atores ligados a eles, que acrescentaram maior força ao trabalho. Citamos 01(um) Conselheiro do CRESS e membro da Comissão de Orientação e Fiscalização do CRESS (COFI), e 01 (um) Conselheiro e Representante do Conjunto CFESS/CRESS.
É importante destacar que o contato direto com o sujeito da pesquisa é um elemento fundante. Esse não está desconectado da sua estrutura, mas alicerçado na sua vivência cotidiana, visto que o pressuposto inicial é o reconhecimento da singularidade do sujeito, que se revela no discurso e na ação (destaca que o contato direto com o sujeito da pesquisa é um elemento fundante. Este, não está desconectado da sua estrutura, mas alicerçado na sua vivência cotidiana, visto que o pressuposto inicial é o reconhecimento da singularidade do sujeito que ora se revela no discurso MARTINELLI, 1999).
Tendo como pressuposto tal prerrogativa, Minayo destaca que nada é mais significativo que:
[...] considerar o sujeito de estudo [como] gente, em determinada condição social, pertencente a determinado grupo social ou classe com suas crenças, valores e significados. Implicaria também considerar que o objeto das ciências sociais é complexo, contraditório, inacabado, e em permanente transformação. (1998, p.22).
A presente pesquisa teve como interlocutores os membros do Grupo de Trabalho de Formação Profissional do Conselho Regional de Serviço Social-3ª Região (CRESS), do qual participam as Instituições de Ensino Superior (IES) presenciais, do Estado do Ceará, nas quais se discutem questões referentes aos rumos do estágio em serviço social no Estado, entre outras. É importante destacar que os integrantes deste grupo são graduados em Serviço Social.
Nesse grupo, realizamos observações simples, que foram registradas por meio de gravações, por ocasião das reuniões ordinárias e anotações no diário de campo, que consideramos relevantes para a pesquisa e que eventualmente escaparam às gravações. Para Magnani (1997), mesmo soando ultrapassado e deslocado, a utilização das observações registradas no diário de campo, assegura o autor que esse é um artefato indispensável ao pesquisador, pois registra movimentos que gravadores laptops e câmeras fotográficas não fazem, já que é guardião de notas, esquemas, teorizações e impressões, mas, principalmente, é um instrumento que serve para fazer refletir.
Trabalhamos também com os (as) Assistentes Sociais Supervisoras de Campo que acompanham as atividades de estágio dos alunos (as) de Serviço Social da Faculdade Terra Nordeste (FATENE) campus Caucaia. Escolhemos para isso aqueles que tinham experiência de pelo menos 03 (três) anos de supervisão ininterrupta ou não, independente de estar realizando supervisão no momento da entrevista, e no mínimo 05 (cinco) anos de formação acadêmica.
Foram, também, sujeitos da pesquisa, os Supervisores de Campo, que supervisionaram os alunos da Universidade Estadual do Ceará – UECE e que também tem o mesmo período de experiência profissional.
É importante destacar que a escolha desses sujeitos, partiu inicialmente da experiência e observação como coordenadora de estágio, mas, sobretudo do interesse de estudar a formação profissional do discente de serviço social, na contemporaneidade, com o foco no estágio supervisionado, sob a ótica também dos Supervisores de Campo, tomando por base o espaço de formação acadêmica, haja vista que empiricamente existe uma resistência.