1. INTRODUCTION
1.2. Secondary Metabolites
1.2.4. Terpenes
Os dados recolhidos através da entrevista foram analisados com recurso à técnica da análise de conteúdo. No que se refere a esta técnica de análise de dados qualitativos, Quivy e Campenhoudt (2008) consideram que tem granjeado importância e preponderância ao longo
do tempo na investigação em ciências sociais, apontando como razão para este facto a capacidade que a análise de conteúdo proporciona “de tratar de forma metódica informações e testemunhos que apresentam um certo grau de profundidade e complexidade" (p. 227).
Gomez, Flores e Jimènez, (1996) referem que após a aplicação da entrevista é necessário proceder ao tratamento dos dados que dela resultem, com a finalidade de reduzir, simplificar, selecionar e organizar a informação, até que se obtenham resultados que se afigurem mensuráveis, possibilitem interpretações, estabeleçam relações ou permitam retirar conclusões; na investigação qualitativa esta tarefa reveste-se de complexidade, devido ao elevado volume de dados que normalmente se obtêm.
No seguimento do exposto, Quivy e Campenhoudt (2008) mencionam que aquando do recurso a entrevistas associa-se sempre a análise de conteúdo, que possibilita "tratar de forma metódica informações e testemunhos que apresentam um certo grau de profundidade e de complexidade". (p. 227)
Bardin (2011), por seu lado, considera que relativamente ao tratamento de comunicações nas quais se visa “compreender para além dos seus significados imediatos” ”(p. 30), o recurso à análise de conteúdo é muito adequado pois esta consiste num “conjunto de técnicas de análise das comunicações (…) não se trata de um instrumento, mas de um leque de apetrechos; ou, com maior rigor, será um único instrumento mas marcado por uma grande disparidade de formas e adaptável a um campo de aplicação muito vasto: as comunicações.” (p.33)
Para este autor há diferentes fases na realização de uma análise de conteúdo: “1) a pré- análise; 2) a exploração do material; 3) o tratamento dos resultados, a inferência e a interpretação”. A primeira fase refere-se “à organização propriamente dita”, a segunda fase “consiste essencialmente em operações de codificação, decomposição e enumeração”, e na terceira fase “os resultados em bruto são tratados de modo a serem significativos” (p. 121- 127).
Esta noção é corroborada por Fortin (2009), ao salientar que sempre que uma recolha de dados é realizada há uma fase preliminar, a qual se chama “organização de dados”, para que estes possam ser analisados. Posteriormente, “no caso das entrevistas transcreve-se o conjunto da entrevista”. (p. 307)
Numa fase posterior é imperativo tratar o material que se obtém da entrevista. Para Bardin (2011) “tratar o material é codificá-lo. A codificação corresponde a uma transformação, efetuada segundo regras precisas dos dados em bruto do texto” (p. 129). Esta transformação é realizada por recorte, agregação e enumeração, e viabiliza a representação do
conteúdo a analisar. "A codificação é o processo pelo qual os dados em bruto são transformados sistematicamente e agregados em unidades as quais permitem uma descrição exata das características pertinentes do conteúdo" (Bardin, p. 129).
Relativamente à codificação, Fortin (2009) menciona que “a codificação é uma operação de decomposição em unidades de significado das transcrições ‘verbatim’ ou das notas extensivas” (p.308). Mais acrescenta que uma unidade de significado se refere a uma ideia e que esta ideia será codificada. Deslauriers (1991, citado por Fortin, 2009), no que concerne às unidades de significado, alude que estas podem ser “tanto uma palavra, como um conjunto de palavras, uma frase ou um grupo de frases”. (p.308).
De acordo com o exposto anteriormente, aplicou-se o guião da entrevista à protagonista do estudo. Realizou-se a audição da entrevista e a sua transcrição integral, e posteriormente foi feito um pré tratamento do corpus da entrevista, expurgando os excertos que não contribuíam para a persecução dos objetivos em estudo. Seguidamente foi elaborada uma grelha de categorização, que se caracterizou pela flexibilidade, pois ao longo do tempo foi sendo reajustada. Findo o processo de categorização, subdividiu-se a grelha de categorização em cinco grelhas distintas, sendo cada uma referente a cada um dos grandes âmbitos do nosso trabalho, que denominámos por grandes categorias de análise (Anexo 4).
O processo de categorização caracteriza-se pela especificidade crescente. Neste sentido, definiram-se grandes categorias de análise que refletem os grandes temas tratados na entrevista. A partir destas definiram-se categorias que, ainda de uma forma lata, restringiram os âmbitos de análise, e destas emergiram as subcategorias. Foi com base nestas últimas que definimos os indicadores. As unidades de significado dão suporte a esta desconstrução da entrevista, e foram agrupadas de acordo com os indicadores específicos a que se referem. Seguidamente é apresentado a tabela de categorização da análise de conteúdo que, tal como descrevemos anteriormente, descrimina as “grandes categorias”, as “categorias” e as “subcategorias” (Tabela 6).
Na apresentação e discussão dos resultados (capítulo seguinte desta dissertação), serão apresentadas tabelas com dados mais específicos, tais como a frequência e a percentagem das unidades de significado apuradas.
Tabela 6. - Tabela de categorização da análise de conteúdo
GRANDES CATEGORIAS CATEGORIAS SUBCATEGORIAS CARACTERIZAÇÃO DOS ASPETOS BIOGRÁFICOS E PROFISSIONAIS 1. Aspetos Biográfico- Profissionais 1.1. Tempo de Serviço 1.2. Formação para o cargo
1.3. Experiência anterior em cargos de direção 1.4. Pessoas significativas 1.5. Motivação CARACTERIZAÇÂO DO MEGA AGRUPAMENTO 2. População Escolar 2.1. Alunos
2.2. Pessoal docente contratado no agrupamento 2.3. Pessoal docente do quadro de escola 2.4. Pessoal não Docente
2.5. Relação entre a Direção e o pessoal não docente
3. Contexto Social
3.1. Adequação das ofertas de escola à população escolar 3.2. Realidade da escola sede
3.3. Realidade das outras escolas básicas que compõem o mega agrupamento
4. Pontos Fortes
4.1. Recursos da escola
4.2 Resultados escolares do mega agrupamento 4.3. Lideranças intermédias
4.4. Perspetiva da Direção 4.5. Perspetivas de melhoria
5. Políticas Educativas 5.1. Elementos condicionadores da escola 5.2.Legislação e burocracia 5.3.Autonomia da escola
6. Clima De Escola 6.1. Uma prioridade num mega –agrupamento 7. Cultura De Escola 7.1. Orientação para o sucesso
8. Desafios Do Agrupamento 8.1 Perspetivas da liderança
8.2. A uniformização de critérios em todas as escolas
CARACTERIZAÇÃO DA LIDERANÇA
(Missão, Visão e Valores do agrupamento)
9.Caracterização Da Liderança E Estratégias De Atuação
9.1. Auto avaliação da liderança 9.2. Estratégias para o sucesso 10. Missão Visão E Valores 10.1. A missão do Agrupamento 10.2. A Visão do Agrupamento
10.3. Valores que se pretende atingir
11. Equipa De Direção/ Liderança
11.1. Escolha dos elementos 11.2. Empenho/ competência 11.3 A Diretora
11.4.Práticas de liderança 12. Liderança Partilhada 12.1. Indicadores de sucesso
12.2. O papel das lideranças intermédias
CARACTERIZAÇÃO DA AVALIAÇÃO INTERNA E
EXTERNA
13. Avaliação Interna E Externa
13.1. Contributo da Avaliação Interna
13.2 Avaliação externa das escolas como reguladora das práticas de liderança CARACTERIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO E DA CIRCULAÇÃO DE INFORMAÇÃO 14.Comunicação
14.1. Prioridade na instituição escolar 14.2. Estratégias para melhorar a comunicação 14.3. As TIC como facilitadoras da comunicação 14.4 Comunicação de informações referentes a reuniões (convocatórias, decisões, deliberações)
15. Circulação De Informação
15.1. Prioridade na liderança escolar 15.2.Eficácia da circulação de informação 15.3. Direção e estruturas intermédias 15.4.Facilitadora da formação dos docentes