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2. Teoretisk Rammeverk

2.1. Teori i et historisk perspektiv

Partimos, então, de uma compreensão dessa instituição como uma universidade por inteiro, sempre tendo presente uma dimensão singular que se revela também pela sua relação com o mundo contemporâneo. Conseqüentemente, a relação que irá estabelecer com o mercado – uma relação de independência e dependência – poderá determinar uma relação com os “atos de fazer educação”.

Ressaltamos aqui, portanto, que é preciso olhar para essa Universidade com cuidado. Olhá-la como uma instituição que se propõe a informar e a formar profissionais,

cidadãos de mentes críticas, participantes. Para fazer de suas propostas uma efetiva ação fundamentada em premissas educacionais brasileiras de qualidade, precisam compactuar com elas, e, para tal, suas subjetivações precisam ser compreendidas e consideradas nessa relação entre o que se propõe para as devidas objetivações na contemporaneidade.

Se a educação é na universidade um processo de trabalho, é ele efetivado pela consciência de seus sujeitos, que possuem subjetividade – aí entendida como sujeitos em ação, e essa atividade é consciente sobre alguma coisa, mas é “co-determinada por aquilo que se dá como objeto” (CASTORIADIS apud Sader, 1988, p.56). Não é destituída, portanto, de interferências dos determinantes da realidade contemporânea – o social, o econômico, o político e o ético.

Pensar então na PUC “(...) é também pensá-la como fruto dos seus sujeitos, que a constroem e a vivenciam. Sujeitos que acumulam saberes efetuam sistematizações de suas práticas e contribuem na criação de uma cultura profissional, historicamente circunscrita” (IAMAMOTO, 1998, p. 58).

Essa circunscrição histórica que se constitui numa cultura profissional é demarcada por opções teórico-metodológicas e ético-políticas da categoria profissional – educadores – que vêm se constituindo e naturalmente possuem um parecer social, uma visibilidade que distingue efetivamente esse peculiar fazer nos espaços de ação do educador: a vida social.

Estamos olhando, nesse sentido, para a prática social e educativa no âmbito da Universidade e de seus sujeitos, enquanto o espaço de deciframento das novas mediações construídas no cotidiano institucional, pois o cenário em que se produz a questão social do consumo e uso nocivo de álcool e de outras drogas na contemporaneidade é o contexto em que estão presentes as múltiplas expressões que traduzem a tensão não só entre as propostas teórico-metodológicas e ética da PUC-SP, mas também a cobrança de resultados econômicos satisfatórios do mercado globalizado, o que dificulta a reconstrução participativa dos alunos, professores e funcionários.

Compreendendo que somente podemos materializar os princípios éticos na cotidianidade do trabalho do educador se conseguirmos não deslocá-los do processo social mais amplo, da mesma forma que não poderá efetivar-se um compromisso ético – profissional sem a liberdade que permitirá que se conduza democraticamente, no plano do trabalho, as objetivações da ação do profissional. Para isso, está posta a necessidade de que haja o compromisso com a formação de mentes, uma preocupação absoluta com as conseqüências da construção do conhecimento e concomitantemente o respeito à vida do aluno. Mas, para isso, é necessário que o professor, o aluno e o funcionário estejam sempre informados, comprometidos com o desempenho da vida humana, que sejam críticos e busquem com consciência a excelência no trabalho realizado.

É necessário que se construam e mantenham as complexas relações que compõem a ação do educador. É necessário que exista um movimento permanente, ou seja, que se possa dimensionar essa construção e, portanto, a manutenção desse fazer educacional responsável e comprometido, mediante o desvendamento de novas mediações históricas que se apresentam no espaço cotidiano da Universidade. Para isso, é preciso que o olhar do educador seja constituído de um “olhar” articulador, procurando, mediante uma ação competente, potencializar as mediações “atuando objetivamente nos sistemas de mediações que imprimam as reparações da ‘questão social’ constitutivas das demandas sociais das profissões” (PONTES, 1995, p. 177). Assim, é possível se reconstruir a textura histórico-social, constituinte da totalidade social da educação no Brasil e na PUC-SP, sem perder de vista, no entanto, as suas particularidades históricas.

Captar o sistema de mediações presentes nos determinantes históricos estruturais, através das heterogeneidades características das IES – Instituições de Ensino Superior, com competência e crítica responsável e reflexiva, pode permitir uma ação educativa de fato e consciente, sob o ponto de vista de construção de possibilidades concretas de dimensionamento de ações esclarecedoras e, portanto, emancipadoras.

A PUC através do processo de educação, do pensar e agir, realiza a prática da cidadania e civismo em suas ações cotidianas. Essa política depende da convivência e da preocupação com o comunitário para atender os interesses individuais e coletivos e para que se descubra o sentido do viver bem, e em comunidade.

A universidade deve acompanhar os processos de mudança no país para ser crítica dos acontecimentos e não reproduzir a sociedade ao oferecer conhecimento somente às elites e ações à população carente. Deve servir e integrar a comunidade, saber sua obrigação social e o seu lugar. Outro aspecto da educação é a prática da liberdade como promotora das transformações sócio-políticas para construir relações mais democráticas no âmbito da universidade e fora dela. 8

Ainda segundo (PETERSEN, 2002, p. 107):

Como tem sido possível observar a PUC-SP é uma universidade comunitária não apenas por sua caracterização institucional, mas porque tem como foco de suas ações e metas o atendimento à comunidade. Este enfoque se revela desde a manutenção dos alunos nos cursos a despeito da inadimplência e se confirma nos currículos que estimulam as pesquisas voltadas para as necessidades sociais e procuram desenvolver processos educativos que preparem o aluno para o exercício da cidadania. Muito além de seus muros, os braços da PUC-SP se estendem a vários bairros, a regiões carentes e até mesmo a outros países.

A identidade da PUC-SP é o seu diferencial frente a outras instituições particulares – uma universidade comunitária e democrática. Tais características implicam um modo próprio de administrar, ensinar, pesquisar, conviver e comprometer-se com a realidade social.

A PUC-SP abre espaços para o estudante participar da vivência universitária e contribuir com sua gestão para, dessa forma, realizar sua educação humana e profissional.

Ao falar dessa instituição, destacam-se as relações humanas sustentadas pelos valores de respeito entre todos, responsabilidade frente à função de cada um e competência de todos que participam desta comunidade. Dessa forma tem como finalidade desenvolver e aprimorar a educação para uma cidadania solidária e fraterna.

8 WANDERLEY, Luiz Eduardo. Desafios da autonomia e democracia na PUC-SP e caminhos da universidade brasileira. Revista PUC VIVA Nº 2, São Paulo: EDUC, 1997.

As atividades que ela desenvolve abarcam a comunidade interna (estudantes, funcionários e professores) e a comunidade externa, fundadas na preocupação e no cuidado com o bem-estar das relações humanas e profissionais.