1. Innledning
2.2 Om uaktsomhet og situasjonsbevissthet
2.2.3 Teoretisk grunnlag for situasjonsbevissthet
Discutida, inicialmente, a necessidade de informação e o comportamento informacional de busca de informação para satisfazer a tal necessidade, Wilson (1997, p. 556-557) pondera que, após o indivíduo perceber uma necessidade de informação, buscar satisfazer essa necessidade não é necessariamente uma consequência, devido às variáveis intervenientes no comportamento de busca de informação, entendidas como impedimentos potenciais entre o reconhecimento de uma necessidade de se informar e a ativação da busca por informação, Tais variáveis podem ser barreiras pessoais, barreiras relacionadas ao papel social, ou barreiras do meio no qual o indivíduo se encontra.
88
WEIGTS, W.; WIDDERSHOVEN, G.; KOK, G.; TOMLOW, P. Patients' information seeking actions and physicians' responses in gynaecological consultations. Qualitative Health Research, v. 3, 1993, p. 398-429.
89
FOLKMAN, S. Personal control and stress and coping processes: a theoretical analysis. Journal of Personality and Social Psychology, v. 46, 1984, p. 839-852.
90
FOLKMAN, S.; LAZARUS, R. S. If it changes it must be a process: study of emotion and coping during three stages of a college examination. Journal of Personality and Social Psychology, v. 48, 1985, p. 150-170.
Wilson (1997) aponta variáveis que podem influenciar, motivar ou impedir o comportamento de busca da informação. Sobre as variáveis pessoais no comportamento de busca de informação, o autor diz serem elas motivadas por razões emocionais, educacionais ou demográficas. Nesse contexto das variáveis pessoais destaca-se: necessidade cognitiva, idéia desenvolvida a partir do conceito de dissonância cognitiva da literatura psicológica, segundo a qual quando as pessoas se deparam com conhecimentos contraditórios elas tentam solucioná-los, o que pode ser feito através da busca por informação para confirmar o conhecimento pré-existente ou encontrar informação suficiente para mudar de opinião. No entanto, o indivíduo pode simplesmente não estar interessado em buscar informações sobre ele ou o mundo ao redor, o que indica que as pessoas têm necessidades cognitivas diferentes (FESTINGER, 195791, SORRENTINO e SHORT, 199092
apud WILSON, 1997, p. 557); exposição seletiva, tendência dos indivíduos de expor-se mais
às idéias que estão de acordo com os interesses, necessidades ou atitudes deles, e, consequentemente, bloquear mensagens contrárias (ROGERS, 198393 apud WILSON, 1997, p. 557); nível educacional e base de conhecimento, estudos na área de saúde e educação indicam que a capacidade para compreender mensagens, vocabulário pessoal, assuntos que despertam interesse etc. são dependentes da escolaridade e/ou do conhecimento do indivíduo, o que pode motivar ou impedir a busca por determinadas informações (IPPOLITO e MATHIOS, 199094; IPPOLITO, MURPHY e SANT, 197995; SCHUKER et al., 198396; HARRIS, 199297; BETTMAN e PARK, 198098; MACINNIS e JAWORSKI, 199199; MOORMAN e MATULICH, 1993100; RADECKI e JACCARD (1995)101
apud WILSON, 1997, p. 558); variáveis demográficas – idade, sexo e outros fatores, estudos em informação para saúde revelam que características demográficas podem influenciar a exposição, compreensão e a disposição dos indivíduos a obter informações (CONNEL e
91 FESTINGER, L. A theory of cogntive dissonance. Stanford, California, Stanford University Press, 1957. 92
SORRENTINO, R.; SHORT, J. Uncertainty orientation, motivation, and cognition. In R. Sorrentino and E. Higgins (Eds.), Handbook of Motivation and Cognition. New York: The Guilford Press, 1990.
93
ROGERS, E. M. Diffusion of Innovation, 3º ed. New York: The Free Press, 1983.
94 IPPOLITO, P.; MATHIOS, A. D. Information, advertising and health choices: a study of the cereal market.
RAND Journal of Economics, v. 21, 1990, p. 459-480.
95
IPPOLITO, P.; MURPHY, R. D.; SANT, D. Consumer responses to cigarette health information. Washington, DC: Federal Trade Commision (Staff Report), 1979.
96 SCHUKER, R. E.; STOKES, R. C.; STEWART, M.; HENDERSON, D. P. The impact of the saccharin warning
label on sales of diet soft drinks in supermarkets. Journal of Public Policy and Marketing, 1983, v. 2, p. 46-56.
97
HARRIS, J. You can't ask if you don't know what to ask: a survey of the information needs and resources of hospital outpatients. New Zealand Medical Journal, v. 105, 1992, p. 199-202.
98
BETTMAN, J. R.; PARK, C. W. Effects of prior knowledge and experience and phase of the choice process on consumer decision processes. Journal of Consumer Research, v. 7, 1980, p. 234-248.
99
MACLNNIS, D. J.; JAWORSKI, B, J. Enhancing and measuring consumers' motivation, opportunity, and ability to process brand information from ads. Journal of Marketing, v. 53, 1991, p. 1-23.
100
MOORMAN, C.; MATULICH, E. A model of consumers' preventive health behaviours: the role of health motivation and health ability. Journal of Consumer Research, v. 20, 1993, p. 208-228.
101
RADECKI, C. M.; JACCARD, J. Perceptions of knowledge, actual knowledge, and information search behaviour. Journal of Experimental Social Psychology, v. 31, 1995, p. 107-138.
CRAWFORD, 1988102; SLEVIN et al., 1988103; FEICK, HERRMANN e WARLAND, 1986104
apud WILSON, 1997, p. 558-559).
Outras possíveis barreiras apresentadas por Wilson (1997) são as econômicas, as sociais/interpessoais, e as barreiras situacionais e/ou do meio. O autor as descreve como: barreiras econômicas, pesquisas de estudos do comportamento do consumidor indicam que a situação econômica do indivíduo pode afetar de dois modos a maneira como ele busca a informação, a primeira no aspecto de recursos financeiros para obter a informação, e a segunda relacionada ao custo, entendido como importância dada ao processo de busca da informação e à disponibilidade para empenhar-se em tal processo (STIGLER, 1961105; JACOBY, CHESTNUT e FISHER, 1978106; BEATTY e SMITH, 1987107; URBANY, DICKSON e WILKE, 1989108 apud WILSON, 1997, p. 559); barreiras sociais/interpessoais, estudos de informação para saúde, pesquisas de inovação e do comportamento informacional de cientistas apontam que problemas interpessoais e sociais podem ocorrer quando a fonte de informação é uma pessoa ou o contato com uma pessoa é necessário para se acessar a determinada fonte de informação (BORGES et al., 1993109; ROGERS, 1983; HOWZE e REDMAN, 1992110; SHEEN, 1992111 apud WILSON, 1997, p. 560); barreiras sociais e/ou do meio, pesquisas em diversas áreas apontam que as situações imediatas de necessidade de informação ou o meio habitual no qual o indivíduo se encontra pode influenciar o comportamento de busca de informação, como tempo disponível para busca e obtenção de informações (CAMERON et al., 1994112; BORGES et al., 1993
apud WILSON, 1997, p. 560); localização geográfica, pois a área geográfica em que vive o
indivíduo, como zona rural ou urbana, pode afetar o modo como a informação é recebida
102 CONNELL, C. M.; CRAWFORD, C. O. How people obtain their health information: a survey in two
Pennsylvania counties. Public Health Reports, v. 103, 1988, 189-195.
103 SLEVIN, M. L.; TERRY, Y.; HALLETT, N.; JEFFERIES, S.; LAUNDER, S.; PLANT, R.; WAX, H.; MCELWAIN,
T. BACUP—the first two years: evaluation of a national cancer information service. British Medical Journal, v. 297, 1988, p. 669-672.
104
FEICK, L. F; HERRMANN, R. O; WARLAND, R. H. Search for nutrition information: a probit analysis of the use of different information sources. Journal of Consumer Affairs, v. 20, 1986, p. 173-192.
105
STIGLER, G. The economics of information. Journal of Political Economy, v. 69, 1961, p. 213-225.
106 JACOBY, J.; CHESTNUT, R. W.; FISHER, W. A. A behavioral process approach to information acquisition in
nondurable purchasing. Journal of Marketing Research, v. 15, 1978, 532-544.
107
BEATTY, S. E.; SMITH, S. M. External search efforts: an investigation across several product categories. Journal of Consumer Research, v. 14, 1987, p. 83-95.
108 URBANY, J. E.; DICKSON, P. R.; WILKE, W. L. Buyer uncertainty and information search. Journal of
Consumer Research, v. 16, 1989, p. 208-215.
109
BORGERS, R.; MULLEN, P. D.; MEERTENS, R.; RIJKEN, M.; EUSSEN, G.; PLAGGE, I.; VISSER, A. P.; BLIJHAM, G. H. The information seeking behaviour of cancer outpatients: a description of the situation. Patient Education and Counselling, v. 22, 1993, p. 35-46.
110 HOWZE, E. H.; REDMAN, L. J. The uses of theory in health advocacy--politics and programs. Health
Education Quarterly, v. 19, 1992, p. 369-383.
111 SHEEN. Barriers to scientific and technical knowledge acquisition in industrial R. & D. R. & D. Management, v.
22, 1992, p. 136-143.
112 CAMERON, P.; CORBETT, K.; DUNCAN, C.; HEGYI, K.; MAXWELL, H.; BURTON, P. E. Information needs of
hospital patients: a survey of satisfaction levels in a large city hospital. Journal of Documentation, v. 50, 1994, p. 10-23.
(CONNEL e CRAWFORD, 1988113 apud WILSON, 1997, p. 560); e culturas nacionais, visto que diferenças de nacionalidade podem afetar a transferência de inovações e o caminho através dos quais os indivíduos vêem possibilidades de obter informações (HOFSTEDE, 1980114 ; SHORE e VENKATACHALAM, 1994115 apud WILSON, 1997, p. 560-561).
Outros elementos apresentados por Wilson (1997) que podem afetar o comportamento informacional referem-se às características das fontes de informação, como: acesso, característica fundamental, pois o fato de a fonte de informação ser pouco ou muito acessível pode motivar ou desmotivar o indivíduo a buscar a informação; credibilidade, o conhecimento de que uma fonte de informação é ou não credível afeta a busca; canal de comunicação, característica indireta da fonte de informação, o canal através do qual a informação é passada é apontado por alguns estudos como interferente na recepção e na atenção dada a determinada informação, além de tais estudos indicarem que, em grande parte das vezes, as fontes interpessoais podem ser mais credíveis para o indivíduo do que meios de comunicação de massa e comprovarem que pessoas podem ser fontes de informação (WITTE et al., 1993116; JOHNSON e MEISCHKE, 1991117 apud WILSON, 1997, p. 562).
Analisados os intervenientes na necessidade e busca (ou não busca) da informação, Wilson (1997, p. 562-566) faz apontamentos sobre os momentos nos quais o indivíduo envolve-se na busca e aquisição de informação e descreve os seguintes processos: atenção passiva, quando o indivíduo recebe informações de algum canal de informação sem a intenção expressa de obter informação; busca passiva, situação em que um tipo de busca, ou outro comportamento, resulta na obtenção de uma informação relevante para o indivíduo, sem que ele esteja buscando especificamente por ela; busca ativa, momento em que o usuário se engaja na busca por uma informação; e busca contínua, quando um usuário obtém a informação que procura, mas continua a busca para atualizar ou ampliar seu conhecimento (ELLIS, 1989118; AAKER, BATRA e MYERS, 1992119; BLOCH, SHERREL e RIDGEWAY, 1986120 apud WILSON, 1997, p. 562).
113 CONNELL, C. M.; CRAWFORD, C. O. How people obtain their health information: a survey in two
Pennsylvania counties. Public Health Reports, v. 103, 1988, p. 189-195.
114
HOFSTEDE, G. Cultures and organizations: software of the mind. Intercultural cooperation and its importance for survival. London: McGraw-Hill International (UK), Ltd, 1991.
115 SHORE, B.; VENKATACHALAM, V. Prototyping: a metaphor for cross-cultural transfer and implementation of
IS applications. Information and Management, v. 27, 1994, p. 175-184.
116
WITTE, K.; STOKOLS, D.; ITURATE, P.;. SCHEANDER, M. Testing the health belief model in a field study to promote bicycle safety helmets. Communication Research, v. 20, 1993, p. 564-586.
117 JOHNSON, J. D.; MEISCHKE, H. Cancer information: women's source and content preferences. Journal of
Health Care Marketing, v. I1, 1991, p. 37--44.
118
ELLIS, D. A behavioural approach to information retrieval system design. Journal of documentation, v. 45, n. 3, p. 171-212, 1989.
119
AAKER, D. A.; BATRA, R.; MYERS, J. G. Advertising management, 4ª ed. Englewood Cliffs, NJ: Prentice Hall, 1992.
120
BLOCH, P. H.; SHERRELL, D. L.; RIDGEWAY, N. M. Consumer search: an extended framework. Journal of Consumer Research, v. 13, 1986, p. 119-126.
Outro componente que intervém no comportamento de busca da informação é apontado por Wilson como sendo percebido pela teoria do risco/recompensa, segundo a qual o indivíduo avalia os custos para acessar determinada fonte de informação ou buscar por determinada informação, sejam tais custos de ordem financeira, psicológica ou física e pondera se os benefícios da possibilidade de encontrar tal informação recompensarão os possíveis custos (SETTLE e ALRECK, 1989121; STIGLER, 1961122; MURRAY, 1991123; AAKER, BATRA e MYERS, 1992 apud WILSON, 1997, p. 563).
A teoria cognitiva social é outra perspectiva do estudo do comportamento informacional que pode ser considerada. Segundo tal teoria, derivada da teoria do estímulo/resposta, um indivíduo tem sempre expectativas em relação ao resultado que obterá ao empenhar-se em um determinado comportamento, assim, dependendo das expectativas ele pode dedicar-se menos ou mais, por exemplo, durante a busca de uma informação (ROSENSTOCK, 1974124; BANDURA, 1977125 apud WILSON, 1997, p. 563).
Outro apontamento de Wilson (1997) foca-se justamente no processo de aquisição da informação que, segundo o autor, pode ser destrinchado, a partir de vários estudos, nas seguintes etapas: inteligência, fase em que um dado vindo de um meio no qual o indivíduo se encontra é obtido para identificar um problema; intenção ou meta de formação, caracterização mental de uma meta e identificação da meta de pesquisa; design, fase em que os problemas são clarificados e potenciais soluções são pensadas para se desenvolver um curso de ação; escolha ou seleção, transposição de uma intenção em uma ação, quando uma possível solução é selecionada e implementada; extração e integração da informação, momento em que a informação encontrada é extraída da fonte de informação e integrada ao conhecimento do usuário; revisão e avaliação, fase em que o usuário revisa a ação executada para verificar a necessidade de atividades adicionais e avaliar se houve o alcance da meta (ARMBRUSTER e ARMSTRONG, 1993126; GUTHRIE e MOSENTHAL, 1987127; NORMAN, 1984128; SIMON, 1977129; ELLIS, 1989).
Ainda sobre a busca e aquisição de informação, Wilson (1997, p. 564-565) observa o interveniente preferência por fontes e canais de informação, que considera as
121
SETTLE, R. B.; ALRECK, P. Reducing buyers' sense of risk. Marketing Communications, jan., 1989, p. 34-40.
122
STIGLER, G. The economics of information. Journal of Political Economy, v. 69, 1961, p. 213-225.
123
MURRAY. K. B. A test of services marketing theory: consumer information acquisition activities, Journal of Marketing, v. 55, 1991, p. 10-25.
124 ROSENSTOCK, I. M. Historical origins of the Health Belief Model. Health Education Monographs, v. 2, 1974,
p. 328-335.
125 BANDURA, A. Self efficacy: towards a unifying theory of behavioural change. Psychological Review, v. 84,
1977, p. 191-215.
126 ARMBRUSTER, B. B.; ARMSTRONG, J. O. Locating information in text: a focus on children in the elementary
grades. Contemporary Educational Psychology, v. 18, 1993, p. 139-161.
127 GUTHRIE, J. T.; MOSENTHAL, P. Literacy as multidimensional: locating information and reading
comprehension. Educational Psychologist, v. 22, 1987, p. 279-297.
128 NORMAN, D. A. Stages and levels in human-machine interaction. International Journal of Man-machine
Studies, v. 21, 1984, p. 365-375.
preferências dos usuários na relação com canais e fontes de informação, pois um indivíduo pode preferir obter informação da mídia impressa, mídia eletrônica, redes informais, organizações etc. (CONNEL e CRAWFORD, 1988130; JOHNSON e MEISHCKE, 1991a131; FREIMUTH, STEIN e KEAN, 1989132; JOHNSON e MEISHCKE, 1991b133; STEIN, 1981134; TOGGERSON, 1981135 apud WILSON, 1997, p. 565).
Também sobre a busca e aquisição de informação, Wilson (1997, p. 566) apresenta um modelo geral de comportamento informacional a partir de estudos de comportamento de consumidores que apontam as estratégias de busca por informação como sendo de dois tipos: busca interna, momento no qual o indivíduo busca por informação na própria memória; busca externa, fase da busca por informação em algum sistema ou fonte de informação (BETTMAN, 1978136 apud WILSON, 1997, p. 566). Nesse sentido, Bettman (1978) apud Wilson (1997) propõe três processos comuns à busca interna e externa: direcionar, momento de examinar peças de informação; nivelar a quantidade de informação pesquisada; e modelar, fase de organização da informação na memória durante a busca interna e dos procedimentos de procura na busca externa.