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O ponto de partida deve ser a produção da mais-valia, o capital produtivo. A mais-valia é trabalho não-pago, valor incorporado ao produto do trabalho que excede o valor da força de trabalho, de que o trabalhador se apropria na forma de salário. O trabalhador incorpora aos meios de produção, expressão material do capital constante, quantidade de trabalho correspondente ao tempo de sua jornada, mas recebe sob a forma de salário, expressão do capital variável, apenas parte do valor que incorporou ao produto, ou seja, o valor referente a uma parte da jornada. O tempo total da jornada se divide, por isso, em trabalho necessário (para repor o valor da força de trabalho) e trabalho excedente. O valor gerado pelo primeiro repõe (ou produz) o capital variável, e o valor produzido pelo segundo é valor excedente ou mais-valia. Nas palavras de Marx:

O segundo período do processo de trabalho, quando o trabalhador opera para além dos limites do trabalho necessário, embora constitua trabalho, dispêndio de força de trabalho, não representa para ele nenhum valor. Gera a mais-valia, que tem, para o capitalista, o encanto de uma criação que surgiu do nada (C, I, p. 253).

Assim, o valor invertido em meios de produção e força de trabalho se faz capital, expande-se. O valor previamente existente como propriedade do capitalista, transformado em meios de produção e força de trabalho consumidos no processo de trabalho produtivo, gera, também como propriedade do capitalista, um valor a mais. Essa mais-valia incorporada ao produto excedente faz-se ela mesma capital quando, na esfera da circulação, é transformada, primeiro em dinheiro por meio da venda do produto, depois em novos meios e força de trabalho, e então consumidos produtivamente. A inversão da mais-valia no processo produtivo permite sua reprodução em escala ampliada, e assim é transformada em capital, em um capital adicional. “Sabemos precisamente como ele se originou. É mais-valia capitalizada. Desde a origem, não contém ela nenhuma partícula de valor que não derive de trabalho alheio não-pago” (C, I, p. 680). O valor previamente expropriado paga novos meios e força de trabalho que, consumidos produtivamente, geram nova mais-valia.

Como o trabalho é o fator gerador de valor, a taxa de mais-valia é expressão da relação entre o trabalho excedente e o trabalho necessário, ou seja, entre a magnitude da mais-valia e a do capital variável (m/v). Assim, embora o produto do trabalho contenha

o valor dos meios de produção, ou capital constante, este é transferido através da determinação concreta ou útil da atividade, necessária à incorporação quantitativa de tempo de trabalho, ou à determinação abstrata que o faz produtivo de valor. Mas, por ser apenas transferido, o valor expresso pelo capital constante deve ser abstraído da composição da taxa de mais-valia. Isso porque essa taxa mede a proporção entre a parcela apropriada pelo trabalhador e aquela que se configura em propriedade do capitalista no interior do novo valor gerado pela jornada de trabalho. A taxa de mais- valia mede, portanto, o grau de exploração da força de trabalho.

Contudo, não é essa a taxa que mede a ampliação do capital produtivo singular, uma vez que, além da força de trabalho produtivo, o capital deve transformar-se também em meios de produção – meios de sucção de trabalho – que configuram o capital constante. Para o capital individual interessa medir a diferença entre o valor apropriado após a venda da mercadoria gerada no processo de produção e aquilo que se gastou para produzi-la. Distinguem-se, pois, o custo social e o custo capitalista de produção da mercadoria. O primeiro, o custo real de produção de uma dada mercadoria, é idêntico ao seu valor, isto é, ao tempo de trabalho socialmente necessário para produzi-la. Nesse tempo, incluem-se tanto o trabalho vivo que a transformou na mercadoria específica, quanto o trabalho materializado nos meios de produção (matéria- prima e instrumentos, estes na medida de seu desgaste) consumidos no processo produtivo. Mas, “São duas magnitudes bem diversas o que a mercadoria custa ao capitalista e o que custa produzi-la” (C, III, p. 42), precisamente porque parte do trabalho vivo que compõe o valor da mercadoria – o trabalho excedente – não é pago, não encontra equivalente no capital consumido pela produção, e por isso incorpora valor que é mais-valia. Desse modo, enquanto o custo real da mercadoria compõe-se da soma do capital constante consumido, do capital variável adiantado e da mais-valia, o custo capitalista, ou preço de custo, compõe-se apenas da soma do capital constante e do capital variável: “O custo capitalista da mercadoria mede-se pelo dispêndio do capital e o custo real pelo dispêndio de trabalho” (C, III, p. 42).

Assim, os componentes do preço de custo são o capital constante e o capital variável. Esses fatores incorporam-se ao produto de modo distinto, por meio de diferentes funções do trabalho. O valor do capital constante reaparece no produto porque os meios de produção que são sua expressão material transformam-se de fato no novo produto por meio da atividade do trabalho em seu caráter concreto, mas esse valor já existia antes do processo produtivo. O valor do capital variável, por sua vez, é

substituído por trabalho vivo que incorpora novo valor ao produto, em magnitude que tanto repõe o capital despendido em salário quanto gera a mais-valia:

O trabalho vivo é sempre maior que o valor contido no capital variável e por isso configura-se em valor maior que o desse capital, valor determinado conjuntamente pelo número dos trabalhadores mobilizados pelo capital variável e pela quantidade de trabalho excedente que eles realizam (C, III, p. 196).

O excedente de valor gerado no processo produtivo, embora provenha especificamente do trabalho vivo não-pago e componha o custo real da mercadoria, conta para o capitalista como valorização do capital total, isto é, enquanto ganho que supera o preço de custo da mercadoria. Dado que o capital produtivo deve compor-se tanto da parte constante quanto da variável,

Para o capitalista tanto faz considerar que adianta capital constante, para tirar lucro do variável, ou que adianta o variável para valorizar o constante; que despende dinheiro em salário, para valorizar máquinas e matérias-primas, ou que adianta dinheiro em maquinaria e matérias-primas, para explorar trabalho (C, III, p. 60).

Para o capital, o preço de custo da mercadoria compõe-se apenas da parcela de trabalho incorporado que foi paga. Mas “o valor de uma mercadoria é igual ao valor do capital constante nela contido, mais o valor do capital variável nela reproduzido, mais o acréscimo desse capital variável, a mais-valia produzida” (C, III, p. 199-200), e assim, “O lucro do capitalista provém de ter para vender algo que não pagou” (C, III, p. 60). Este consiste, pois, no excedente do preço de venda da mercadoria sobre o preço de custo. Assim, o lucro do capital produtivo individual, embora apareça “como excedente do preço de venda sobre o valor imanente das mercadorias” (C, III, p. 62), é idêntico à mais-valia, que integra o valor ou custo real delas. Sua taxa é, contudo, diferente, pois deve ser deduzida da relação da mais-valia com o capital total, e não, como na taxa de mais-valia, com referência apenas ao capital variável. A taxa de lucro, por conseguinte, é “A razão (...) que existe entre a mais-valia e a totalidade do capital” (C, III, p. 61), m/C, de modo que expressa o grau de valorização de todo o capital24.

24 O preço de custo se define pelo valor dos meios de produção que de fato foram gastos ou incorporados

na mercadoria produzida, e por isso, inclui o capital fixo apenas na medida de seu desgaste, já que o restante poderá ser incorporado na produção de nova massa de mercadorias. O lucro, contudo, é calculado com relação ao capital total, inclusive a parcela do capital constante fixo cujo valor não está contido na mercadoria gerada em uma rotação. Isso porque, para a produção da mercadoria, é necessário ter-se gastado anteriormente o valor total do capital constante fixo, uma vez que a máquina inteira é necessária para a produção de cada unidade de mercadoria.

São dois os fatores que determinam a taxa de lucro individualmente produzida: a taxa de mais-valia, que mede a valorização do capital variável, e a magnitude desse capital com relação ao capital total, ou seja, a proporção entre o capital variável e capital constante. Essa composição do valor do capital, chamada composição orgânica, é definida, em primeiro lugar, pela relação quantitativa entre trabalho e meios de produção, determinada em cada processo específico de trabalho, e, em segundo lugar, pelo valor dos meios de produção e da força de trabalho. A proporção entre meios de produção e quantidade de trabalho, denominada composição técnica do capital, é imposta pelas condições materiais do processo de trabalho: dada quantidade de trabalho consome diferentes meios de produção em quantidades determinadas. Por isso, em determinado nível de desenvolvimento histórico das forças produtivas, é composição necessária, tecnicamente estabelecida, dos fatores materiais do capital, isto é, das massas de trabalho e meios de produção. A composição técnica é, desse modo, extrínseca às relações de valor.

Quantidade determinada de força e trabalho, representada por número certo de trabalhadores, é necessária para produzir determinada quantidade de produto numa jornada, por exemplo, e inclusive para pôr em movimento, consumir produtivamente quantidade certa de meios de produção, de maquinaria, de matérias-primas etc. Determinado número de trabalhadores corresponde a quantidade certa de meios de produção e, por isso, determinada quantidade de trabalho vivo, a quantidade certa de trabalho já materializado nos meios de produção. Esta relação difere muito nos diversos ramos de produção e amiúde nas diversas modalidades da mesma indústria, embora eventualmente possa ser a mesma ou quase, em ramos industriais muito afastados entre si (C, III, p. 194).

Além da composição técnica do capital, o outro fator que define a composição orgânica é o valor dos meios de produção, que perfaz a magnitude do capital constante, e da força de trabalho, expresso no capital variável. Como qualquer outra mercadoria, o valor dos meios de produção é definido pelo tempo de trabalho socialmente necessário para produzi-los. Não mantém, por conseguinte, relação intrínseca alguma com o valor da força de trabalho, definida pelo mesmo fator. Assim, quantidade definida de força de trabalho é requerida para consumir determinada magnitude de meios de produção, mas a relação de valor entre ambos, capital constante e variável, não é imediatamente determinada por essa relação quantitativa concreta que é a composição técnica:

Por exemplo, certos trabalhos em cobre e ferro podem supor relação igual entre força de trabalho e massa de meios de produção. Mas, sendo o cobre mais caro que

o ferro, será diferente nos dois casos a relação entre a parte variável e a constante, e, por conseguinte, a composição de valor nos dois capitais globais (C, III, p. 194).

Assim, a composição orgânica do capital é casual com relação ao processo individual de valorização: cada espécie de mercadoria, enquanto produto especificamente útil, demanda meios de produção com valores diversos, bem como diferentes composições técnicas. A composição orgânica se determina tanto pela composição técnica, como pelos diversos fatores que interferem no preço dos meios de produção: o desenvolvimento no ramo de produção desses meios, que definem seu valor, e as relações mercantis de concorrência, que interferem no preço. A especificidade de cada processo de trabalho e os vários níveis de desenvolvimento das forças produtivas faz com que o capital produtivo de ramos diferentes, e também de um mesmo ramo, tenham composições orgânicas distintas.

Com isso, como o capital variável, porção do valor que efetivamente se valoriza, ocorre, em cada investimento produtivo, em importâncias diferentes com relação à totalidade do capital, os capitais produtivos de igual magnitude geram, com mesma taxa de mais-valia, taxas individuais de lucro diversas:

Como capitais em diversos ramos da produção, considerados percentualmente, ou seja, capitais de igual magnitude se repartem de maneira desigual em constante e em variável, mobilizando quantidade desigual de trabalho vivo e produzindo montante desigual de mais-valia, por conseguinte de lucro, difere neles a taxa de lucro, constituída justamente pela relação percentual entre a mais-valia e todo o capital (C, III, p. 199).

A taxa de lucro é calculada encontrando-se a parcela que o capital variável representa no capital total (v/C) e multiplicado-se essa razão pela taxa de mais-valia em um intervalo de tempo determinado (m’ v/C), ou, como afirmado acima, dividindo a massa de mais-valia pelo capital total (m/C). Reparte-se, pois, a taxa de valorização do capital variável por todo o capital e então, embora as massas de mais-valia e de lucro produzidas individualmente tenham a mesma magnitude, a taxa de lucro é sempre inferior à taxa de mais-valia. No exemplo de Marx, para uma composição orgânica percentual do capital de 80 constante e 20 variável, a uma taxa de mais-valia de 100%, tem-se o valor da mercadoria de 120, massa de mais-valia ou lucro de 20, e taxa de lucro de 20% (20/100).

As variações de valor dos meios de produção e do salário interferem de modo distinto nas taxas de mais-valia e de lucro. Mantendo-se as outras condições, o aumento

do salário amplia a proporção do trabalho necessário com relação ao excedente no interior da jornada, reduzindo assim a taxa de mais-valia e, com ela, a de lucro. A redução do salário tem efeito contrário. O aumento do preço dos elementos que compõem o capital constante, por exemplo, da matéria-prima, reduz a taxa de lucro, bem como o montante de lucro ou mais-valia. Isso porque a mesma magnitude passará a comprar menor quantidade de meios de produção, e com isso absorverá menor tempo de trabalho vivo, mas mantém a taxa de mais-valia. A redução do valor do capital constante decorrente da queda do preço de seus elementos materiais também não altera a taxa de mais-valia, mas aumenta a de lucro.

Para iguais montantes de capital diferem as taxas de lucro porque, para igual taxa de mais-valia, mobilizando-se quantidades diversas de trabalho vivo, diferem as quantidades de mais-valia produzidas e por conseguinte de lucro (C, III, p. 197).

Assim, a formação da taxa de lucro engloba fatores que são alheios à taxa de mais-valia, mas, como lucro e mais-valia são de fato a mesma parcela do valor gerado na produção, ambas as taxas mantém estreita relação. A taxa de lucro aumenta quando aumenta a mais-valia com referência ao capital total, seja porque a massa de mais-valia ou lucro ampliou-se, ou porque o valor do capital constante reduziu-se:

A elevação da taxa de lucro deriva sempre de a mais-valia aumentar relativa ou absolutamente, do ponto de vista dos custos de produção, isto é, de todo o capital adiantado, ou de reduzir-se a diferença entre a taxa de lucro e a de mais-valia (C,

III, p. 186).

Enquanto a taxa de mais-valia expressa uma relação intrínseca ao processo produtivo, a saber, a que existe entre o tempo de trabalho pago e o não-pago, não há relação imanente alguma entre a mais-valia e a totalidade do capital, pois um dado tempo de trabalho, sob um determinado grau de exploração (taxa de mais-valia), pode requerer capital constante de diversos valores, dependendo do caráter útil específico da mercadoria em que deve incorporar-se e do nível de aprimoramento dos meios de produção. A taxa de lucro expressa, portanto, uma relação casual entre o capital total e a mais-valia, pois, sob uma mesma taxa de valorização do capital variável, tem-se uma diversidade de taxas de lucro possíveis, assim como diferentes taxas de mais-valia podem casualmente resultar em igual taxa de lucro (se as composições orgânicas estiverem na razão inversa das taxas de mais-valia). Por apresentar “o capital como

do valor novo por ele mesmo criado” (C, III, p. 66), “o lucro é forma transfigurada da mais-valia” (C, III, p. 66).

O que caracteriza o lucro como forma transfigurada da mais-valia não é apenas o fato de que sua taxa é calculada com referência à totalidade do capital, mas o fato de que sua apropriação se realiza com a mediação do mercado, ou seja, no processo de circulação. Mais-valia é valor gerado no processo de produção capitalista, e lucro, valor incorporado pelo capital individual, na magnitude que excede o preço de custo, por meio das relações de troca de mercadorias na esfera da circulação. Assim, se a mais- valia é criada no interior do processo capitalista produtivo singular, o lucro é produzido dentro e fora da produção, nos processos de produção e de circulação. O lucro (mais- valia) produzido no interior de cada investimento produtivo de capital, isto é, contido na mercadoria, não é o mesmo que esse capital de fato realiza no mercado.

Enquanto a análise de Marx diz respeito ao capital produtivo individual, abstrai- se da relação entre os múltiplos capitais com o objetivo de isolar as categorias para explicitá-las, assumindo então que cada capital individual é um exemplar em escala diminuta do funcionamento do capital social. Sob essa dimensão de análise, o lucro é idêntico à mais-valia, e a taxa de lucro, uma forma diferente de relacionar as parcelas de valor que compõem o processo produtivo do capital, qual seja, a que corresponde à finalidade do capital. Esse modo de relacionar quantitativamente parcelas do capital que têm origens distintas e, portanto, diferem em qualidade, pode ser caracterizada como forma transfigurada porque obscurece o elemento criador de valor e mais-valia ao apresentar o capital, em sua expansão, como relação consigo mesmo: o trabalho aparece assim como um momento ou um custo específico do capital, e não o capital como produto da expropriação de trabalho objetivado. Contudo, Marx observa que “Até aí, a diferença entre lucro e mais-valia referia-se apenas à mudança qualitativa de forma, só existindo diferença quantitativa, nessa primeira ordem de transformação, entre taxa de lucro e taxa de mais-valia e não entre lucro e mais-valia” (C, III, p. 221).

O caráter transfigurado da mais-valia, incorporada como lucro, advém da necessidade de sua realização no mercado. A mais-valia é produzida, como exposto no Capítulo I, na forma de mercadoria, que só realiza o valor contido por meio da venda. A venda, para o capital que a produziu, é o processo de separação entre o valor e o valor de uso da mercadoria: aliena-se o valor em forma útil específica e obtém-se em troca o mesmo valor em forma adequada para tornar-se capital. A forma dinheiro é mercadoria

cujo valor de uso consiste em ser meio da circulação de mercadorias25; essa sua propriedade permite a transformação do valor contido em capital, pois medeia a troca entre a mercadoria produzida, que contém mais-valia, e as mercadorias cujo consumo produtivo gera valor. Assim, o processo de realização da mais-valia contida nas mercadorias produzidas implica o mercado, cujas relações impõem regras próprias de distribuição da mais-valia socialmente produzida.

Quando chega ao mercado, na forma de mercadorias, a mais-valia gerada nos vários empreendimentos produtivos singulares transforma-se em mais-valia social, magnitude de valor cuja distribuição dependerá das relações de concorrência entre os diversos capitais singulares que buscam realizar o lucro. A forma transfigurada de lucro é a que realiza socialmente a mais-valia e a expressa como mais-valia social, produto do capital social. Essa forma, estabelecida fora do processo produtivo pelo mercado, reordena a realização da mais-valia particular dos diversos ramos. Assim, no processo de circulação, os montantes da mais-valia criada e do lucro incorporado descolam-se, de modo que o valor que o capital produtivo em um ramo determinado coloca no mercado é distinto daquele que retira dele. Isso se efetiva por meio do distanciamento dos preços com relação aos valores das mercadorias. A concorrência opera esse afastamento entre preços e valores de modo a diminuir as diferenças entre as taxas de lucro particulares, isto é, a nivelá-las. Estabelece, com isso, uma taxa geral de lucro para a qual tendem as realizações de lucro dos capitais particulares. Na realidade, pois, os montantes de mais- valia produzida e de lucro realizado em cada empreendimento não são iguais. Descrevemos abaixo, de modo esquemático, como as relações concorrenciais entre os múltiplos capitais processam a uniformização da taxa de lucro e com isso a separação entre a produção e a realização particulares de mais-valia.