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Tema 2: Økonomisk/tekniske sider ved vindkraft

In document Energidialoger om vindkraft (sider 38-44)

Kapittel 3 – Energidialoger i fokusgrupper

4.2. Tema 2: Økonomisk/tekniske sider ved vindkraft

Em relação à dificuldade de adaptação do Campus e das suas actividades às boas práticas ambientais em consequência do planeamento, organização dos espaços exteriores e tipo de edifícios construídos no Campus, para além das questões já referidas anteriormente existem outras áreas que poderiam ser sujeitas a melhoria e que estariam dependentes de um planeamento eficiente. Estas melhorias estariam ligadas essencialmente à melhoria contínua do desempenho ambiental, previsto no SGA, da organização.

O planeamento tem influência directa no SGA do Campus nos seguintes pontos:  Orientação dos edifícios;

 Reserva de áreas para implantação de sistemas de energia renováveis;

 Rede de reutilização de águas não poluídas e de águas pluviais (previsto no PU), para rega de espaços verdes e para o reservatório de incêndios;

 Escolha adequada de plantas;

 Boa organização dos espaços exteriores, de forma a optimizar o desempenho ambiental;

 Acesso dos veículos de recolha de resíduos, seus trajectos e zonas de recolha.

Orientação dos edifícios

É, mais uma vez, à escala do planeamento urbano que temos a oportunidade de definir a insolação das fachadas dos edifícios, para poder garantir todos os dias o acesso a horas de insolação no seu interior. Deve privilegiar-se sempre a orientação dos edifícios a Sul num clima como o nosso.

É esta a orientação que mais optimiza os ganhos solares ao longo de todo o ano porque, sem qualquer intervenção por parte dos utilizadores, estes edifícios conseguem ser muito mais confortáveis, reduzindo, simultaneamente, as suas necessidades energéticas. A orientação a Sul permite diferenciar entre Verão e Inverno, deixando entrar o sol para os espaços interiores através das áreas envidraçadas, apenas no Inverno, sem influenciar os custos de uma construção nova.

Se a fachada principal de um edifício é orientada a Sul, resulta, normalmente, que a fachada oposta fica orientada a Norte. Na concepção de edifícios, e quando as

condicionantes o permitem, é importante criar tipologias nos edifícios que também usufruam de ambas as orientações, porque terão alguns benefícios climáticos importantes. Devem, no entanto, minimizar-se as habitações com orientação apenas a Norte, porque não poderão satisfazer o direito a horas de sol dentro das infra- estruturas.

Para os edifícios orientados a Nascente e a Poente, existe um conjunto de critérios diferentes a considerar, porque, em comparação com a orientação Sul, a distinção entre Verão e Inverno não é tão marcada. Ao longo do ano, nestas orientações, o sol nasce e põe-se sempre baixo, variando apenas o local onde nasce e se põe. Assim, e porque os raios solares provenientes de Nascente e de Poente são mais intensos precisamente durante o Verão, quando não são desejados, torna-se essencial instalar sistemas de sombreamento exterior para controlar ou eliminar a sua penetração. Quando se procura projectar o conforto ambiental, é importante quantificar o benefício dos ganhos solares provenientes destas orientações, mesmo que não tenham o mesmo impacto da orientação Sul.

Cada edifício projecta uma sombra permanente, que se vai transformando em função do ângulo solar, em cada momento, em cada dia e cada estação do ano. As sombras permanentes projectadas por edifícios podem ser calculadas, considerando o seu volume e o movimento do sol e são perfeitamente previsíveis. É a distância entre os edifícios que determina se irão existir sombras permanentes projectadas sobre as fachadas de outros edifícios. Durante o processo de planeamento urbano deve ser considerada a distância correcta que permite eliminar tais sombras projectadas sobre as fachadas Sul dos edifícios, principalmente durante o Inverno. Em edifícios orientados a Sul, é necessário considerar a sombra que cada edifício projecta sobre o próximo, considerando o ângulo solar de Inverno e a altura do chão a partir da qual existem vãos em habitações que não se pretende sombrear, garantindo, desta forma, que fique salvaguardado o direito das mesmas a horas de insolação. Com base nestes parâmetros, resulta uma fórmula para edifícios de habitação que deverá ser assumida nos planos de urbanização para que, sem aumentar os custos de construção, se possa contribuir para melhorar o seu desempenho energético e ambiental.

esta orientação. Assim, quando se escolhe a localização para um edifício, assumindo que temos a possibilidade de o orientar a Sul, é importante aferir se existem outras edificações ou volumes de qualquer natureza a criar barreira aos raios solares sobre a fachada Sul de habitações, principalmente durante o Inverno. É deste modo aconselhado um planeamento estratégico em todas as suas vertentes sempre tendo em conta os custos económicos e ambientais que possam surgir das opções tomadas e garantir que o planeado é executado de forma eficiente e correcta.

Áreas reservadas para implantação de sistemas de energias renováveis

Algumas das soluções viáveis para implantação num Campus são:

 Energia solar térmica – produção de água quente e climatização;

 Energia solar fotovoltaica – unidades de microgeração;

 Microgeradores de energia eólica;

 Sistemas de cogeração com Biogás/Gás Natural;

 Sistemas de biomassa;

Deste modo e a par com uma orientação correcta dos edifícios é possível obter uma certificação energética e da qualidade interior dos edifícios (SCE) ao realizar auditorias energéticas e planos de racionalização de consumo energético, no âmbito do Regulamento das Características de Comportamento Térmico dos Edifícios (RCCTE).

O RCCTE foi o primeiro instrumento legal que, em Portugal, impôs requisitos ao projecto de novos edifícios e de grandes remodelações de forma a salvaguardar a satisfação das condições de conforto térmico nesses edifícios sem necessidades excessivas de energia, quer no Inverno, quer no Verão.

Com um bom planeamento e execução deste torna-se mais fácil o cumprimento das conformidades. Mas para que os Campus sejam verdadeiros exemplos ou espaços experimentais de boas práticas ambientais é necessário que os projectos de raiz tenham estas preocupações, caso contrário a sua execução será mais difícil (até mesmo impossível) e/ou mais dispendiosa.

É possível deste modo, estabelecer uma correspondência de forma a verificar quais os aspectos ambientais já identificados no SGA da FCT/UNL que estão relacionados com os aspectos de planeamento anteriormente referidos.

Água

 Maximização do uso para diversos fins, através do planeamento de um sistema de recirculação/reutilização de águas.

 Melhoria da qualidade da água: projecção no planeamento de um sistema de recolha separativa de resíduos líquidos perigosos.

Transportes

 Acessos cuidadosamente planeados de modo a que o acesso ao Campus seja facilitado e sem conflitos com redes viárias externas.

 Incentivo aos parques periféricos e implementação de rede de ciclovias e pedestres.

Emissões Gasosas

Qualidade do Ar Exterior

 Controlo e redução das emissões. Relacionado maioritariamente com um planeamento cuidado dos espaços verdes e circulação de veículos motorizados dentro do Campus.

Resíduos

 Prever no planeamento a implementação de um sistema de recolha de resíduos sólidos urbanos nos edifícios.

 Ter em conta a implementação de um sistema de recolha de resíduos perigosos nos sectores susceptíveis a produzirem este tipo de resíduos.  Projectar acessos facilitados para implantar locais de recolha de modo a que

o acesso seja facilitado aos veículos que procedam a essa mesma recolha.

Uso do Solo

 Ter em conta um índice de Edificação sustentável (salvaguarda de solo permeabilizado).

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