2 Prognoser og adaptiv forvaltning som grunnlag for lakseforvatning og regulering av fiske 1
2.2 Adaptiv forvaltning
2.2.4 Tellesystemer for oppvandring i vassdrag
Albert Hirschman construiu uma teoria de desenvolvimento baseada num crescimento desequilibrado, ou seja, o desenvolvimento ocorre como cadeia de desequilíbrios. A vantagem do crescimento desequilibrado sobre o crescimento equilibrado é que toda atividade se expande de acordo com que expandem as demais, permitindo uma ampla esfera de ação às decisões de inversão induzidas.73
O autor faz uma distinção entre dois tipos de cadeias de reação provocadas por uma decisão de inversão: o efeito de arrasto (backward linkage) e o efeito de propulsão (forward linkage). O primeiro efeito está lastreado na atividade produtiva que cria certa procura de insumos (mão-de-obra, matérias-primas, equipamentos etc.) e o segundo baseia-se no fato de que a nova produção pode representar insumos potenciais em outras atividades. Associando-se os dois efeitos no caso concreto permite-se adotar decisões favoráveis para modificar as estruturas visando o desenvolvimento.74
Quando se analisam as economias subdesenvolvidas, é natural a falta de interdependência e encadeamento. Como exemplo cita-se que o encrustamento do desenvolvimento se deve à capacidade de os produtos primários provenientes das
73 HIRSCHMAN, Albert O. La estrategia del desarollo econômico. México: Fondo de Cultura
Económica, 1973, pp. 70-71.
74 HIRSCHMAN, La estrategia del desarollo económico, pp. 104-124. Cf. FURTADO, Celso.
Teoria e Política do Desenvolvimento Econômico. 10a edição. São Paulo: Paz e Terra, 2000,
minas, dos poços e das plantações saírem de um país sem deixar rastro para o resto da economia.75
O desenvolvimento é um processo largo em que a interação não somente se leva a cabo entre duas indústrias, senão cruza para acima ou para abaixo toda a matriz insumo-produto de uma economia durante muitas décadas. De modo geral, a política de desenvolvimento deve ocupar-se de erigir a classe de seqüências e repercussões em lugar de intentar suprimi-las. Em outras palavras, a meta não é eliminar os desequilíbrios (cujos sintomas na economia competitiva são as perdidas e as ganâncias) senão mantê-los vivos. Se o objetivo é que a economia siga em crescimento, a política de desenvolvimento deve manter as tensões, desproporções e desequilíbrios.
Do seu ponto de vista, a seqüência que nos afasta do equilíbrio representa o caminho para o padrão ideal de desenvolvimento, onde cada passo sequencial é induzido por um desequilíbrio prévio e, por sua vez, cria um novo desequilíbrio que requer um passo adicional. Ou seja, a cada passo, uma indústria aproveita-se das economias externas promovidas pela expansão prévia e, ao mesmo tempo, cria novas economias externas que podem explorar outros produtores.76 Nesse contexto, a política de desenvolvimento deve se ocupar com a
prevenção de uma convergência demasiadamente rápida e promover outras possibilidades de divergência.77
Para que uma economia eleve seus níveis de ingresso de recursos, deve desenvolver dentro de si um ou vários centros regionais de força econômica. A necessidade do surgimento de “pontos” ou “pólos de crescimento” durante o processo de desenvolvimento significa que uma desigualdade internacional ou inter- regional de crescimento é uma concomitante e uma condicionante do crescimento econômico.
Segundo a análise de Hirschman tem-se notado a capacidade e a tendência do crescimento a limitar-se a algum subgrupo, região ou país durante um período largo, convivendo com partes atrasadas. Se a tendência se manifesta em campos geográficos claramente limitados, o resultado é a divisão do mundo, em
75 HIRSCHMAN, La estrategia del desarollo económico, pp. 114-115. 76 HIRSCHMAN, La estrategia del desarollo económico, p. 74.
países desenvolvidos e subdesenvolvidos, e, dentro de um país em regiões progressistas e atrasadas.
Salienta Hirschman que o êxito das regiões desenvolvidas provoca tensões num centro que não é a capital do país. Neste caso, a luta entre este centro e a capital bem pode ampliar-se em forma de acumulativa durante um largo período. Exemplifica o caso das primeiras famílias de cidades como Barcelona, São Paulo, Medelin e Guaiaquil que viveram longe dos centros políticos, da administração pública e freqüentemente estiveram em conflito com eles, fazendo com que as gerações sucessivas se interessaram em seguir nos negócios ao passo que os mais talentosos se dedicaram a outras carreiras que tiveram mais prestígio numa sociedade tradicional. Apesar de esta situação provocar uma acumulação da inversão ao derredor do ponto inicial de crescimento, ao qual é saudável à consolidação do crescimento no seu começo, pode representar um prejuízo e um separatismo irracional numa etapa posterior.78
Uma vez que o crescimento se apodera de determinada parte do território nacional, convergem forças que atuam sobre as partes restantes. Como exemplo fictício explica-se a relação econômica estabelecida entre duas regiões, Norte e Sul. O crescimento do Norte (região mais desenvolvida) traz repercussões econômicas diretas favoráveis e outras adversas sobre o Sul (região menos desenvolvida).
Os efeitos favoráveis constituem na difusão do progresso do Norte. O principal dos efeitos positivos é o acréscimo das compras e as inversões do Norte no Sul, aumento que produz a dúvida se as economias das regiões não são de alguma maneira complementares. Ademais, se o Norte pode absorver parte da desocupação disfarçada do Sul e assim aumentar a produtividade marginal da força de trabalho e os níveis de consumo per capita do Sul, de outro lado, também podem estar operando vários efeitos desfavoráveis ou de polarização.79
Neste caso podem estar em jogo forças contrárias aos efeitos de difusão e, por conseqüência, estaria o Sul em pior situação. Pois, uma vez que o Norte possui em seus terrenos uma grande área agrícola produtiva ou pode abastecer-se de produtos primários importados e de produção interna sintética, resulta no isolamento do Sul que perde grande parte de seu contato com o desenvolvimento do Norte, e ao mesmo tempo segue exposto aos efeitos adversos da polarização.
78 HIRSCHMAN, La estrategia del desarollo económico, pp. 186-187. 79 HIRSCHMAN, La estrategia del desarollo económico, p. 188.
Nestas condições, típica das regiões atrasadas, comenta-se a situação do Nordeste do Brasil, o oriente da Colômbia e o centro italiano, em que já estaria preparada a cena para que esse país divida-se durante muito tempo em uma área progressista e outra atrasada.80
Assim sendo, caso as forças do mercado se expressem em termos de difusão e de polarização, provocam uma vitória temporal dos segundos, razão pela qual deve entrar a política econômica para corrigir a situação.
De acordo com a análise do autor, para que uma política preencha a brecha entre o Sul e o Norte, necessita-se utilizar instrumentos que geralmente se considerariam interruptivos da própria integração que se tem planejado. As políticas econômicas esboçadas devem integrar as regiões, através da proteção do Sul de tal maneira que possa realizar algumas atividades industriais e de exportação em competência com o Norte, e, concomitantemente, deve conservar e intensificar a relação complementar que faz do Sul um abastecedor do Norte.81
Em meados da década de 80, Hirschman fez uma retrospecção sobre a história dos países de industrialização tardia, e, em especial ao caso brasileiro, sugeriu que o país deve dispor de um forte mercado interno potencial para os produtos industriais, e, do lado da oferta, promover a engenharia industrial na capacidade de produzir similares ou cópias de protótipos importados.82
1.3.4 A teoria estruturalista de desenvolvimento de Celso