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7. Oppfølging av KOP i Bjørvika

7.1 Prosessen rundt utarbeidelse av KOP

7.1.3 Tegn på svakheter i rammesetting og agenda

O filme, o desenho ou série a ser dublada é enviado para um estúdio no Rio de Janeiro ou em São Paulo – os maiores centros de dublagem no Brasil – escolhido pela distribuidora, na maioria das vezes acompanhado do script.

Dependendo do que está para ser dublado, a distribuidora recebe o filme com maior ou menor tempo de antecedência. Uma grande produção, como as da Disney ou da Dreamworks geralmente são enviadas com bastante antecedência para que o trabalho seja mais bem preparado e mais bem produzido. Outras vezes, é feito com tanta pressa que acaba, infelizmente, saindo prejudicado. É esse tratamento industrial dado à dublagem, atualmente, é um dos motivos pelos quais se percebe tantas críticas, ainda mais se comparando com as dublagens feitas há décadas atrás, de melhor qualidade.

Michael Stoll, proprietário dos estúdios Álamo, cita o interesse de distribuidores pelo preço baixo, e não pelo resultado final do produto, como um dos fatores que mais contribuiu para a queda de qualidade – e conseqüentemente do preço – que se imprimiu no mercado, o que certamente se refletiu na remuneração dos atores (CAJAÍBA, 1997).

O estúdio distribui o serviço para os tradutores que, além da tradução, devem se preocupar com a sincronia labial entre as falas do dublador e do ator que está na tela. Quando o tradutor não é especializado na área e a tradução se torna pouco satisfatória, o talento do dublador é testado, porque é obrigado a, várias vezes, adaptar as expressões às pressas da melhor forma que puder.

O diretor de dublagem trabalha com roteiros traduzidos e, como os diretores de filmes ou teatros, a função dele é escalar os dubladores que têm a voz que melhor se encaixa a cada personagem do filme e, na hora da execução da dublagem, orientar os atores, pois eles não assistem o filme e se apóiam nas opiniões e interpretação do diretor, e dar “palpites” no que deve ser mudado ou melhorado.

No Brasil há excelentes diretores. Se me refiro a “palpites” é porque nem todos são assim. No filme Wicker Park (Paixão à Flor da Pele51) – que cuidei pessoalmente da tradução – há uma cena, num restaurante, onde há um empresário chinês e sua intérprete, uma senhora de feições orientais, mas que não apresentava quaisquer problemas com a pronúncia da língua inglesa e, portanto, não deveria apresentá-los também na língua portuguesa. Traduzi normalmente a frase: “Ele está impressionado com o que você fez e garante que quando você chegar à China o receberão com muito entusiasmo e apoio”.

Contudo, o diretor de dublagem decidiu que a senhora deveria trocar o “r” pelo “l”, sem respeitar o original e descaracterizando a personagem. E, pasmada, quando assisti ao filme, deparei-me com a tal senhora dizendo: “Ele está implessionado com o que você fez e galante que quando você chega à China o lecebelão com muito entusiasmo e apoio”. E quem conhece o original, obviamente, culpará o tradutor...

Também é função do diretor de dublagem o esquema dos horários de gravação de cada ator/dublador. Depois de escalar cada dublador que ele considera a melhor alternativa para cada uma das vozes das personagens, é feito um teste. Na

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maioria das vezes, mesmo os melhores profissionais da área devem participar desse teste. Depois a escolha final é feita pelos empresários das distribuidoras.

É necessário lembrar que existe, atualmente, uma relação entre dubladores e empresas que, de certa forma, equivale a um código de ética, que já vigorou com muito mais intensidade. A partir do momento em que o dublador empresta sua voz para um determinado ator, ele passa a ter então o que eles chamam de “boneco”. Cada ator dispõe de um ou mais dubladores permanentes para si. Este sempre foi um procedimento muito respeitado e praticado ao longo dos anos.

Apesar disso, no entanto, os dubladores são escolhidos a partir do teste com 3 vozes diferentes, ou mais 3, se as primeiras forem recusadas, independente da tradição. Assim, o espectador poderá ser surpreendido por diferentes vozes de seus astros favoritos.

O elenco está pronto. É hora de dublar. A dublagem, há muito tempo, não é feita como se fosse uma rádio-novela, com os dubladores atuando juntos. Atualmente, por questões de qualidade do som e praticidade – muitas vezes era difícil encaixar um horário em que os atores de determinada cena pudessem comparecer juntos – cada um grava suas falas separadamente, em canais separados.

No estúdio, geralmente, ficam o dublador e o diretor de dublagem. O filme é dividido em cenas de 20 segundos, que são chamados anéis52 em São Paulo, ou

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Anel é o nome que se dá a cada 20 segundos da obra a ser dublada e que também serve de parâmetro para pagamento. Embora essa nomenclatura permaneça até hoje, o "Anel" ou "Loop" originou-se da união das duas partes de um trecho de um filme que era projetado para o dublador trabalhar. O projetor rodava infinitamente a mesma cena ou Anel. O filme em "celulóide" era cortado em pequenos pedaços (cenas) e colavam-se as pontas de cada pedaço com fita Durex, formando assim o Anel. Atualmente, tudo é feito com aparelhagem moderna onde um TIME CODE, (Conter = numeração eletrônica que fica numa extremidade da imagem) já marca eletronicamente cada Anel, ou seja a cada 20 segundos temos a contagem de uma Unidade.

loops no Rio de Janeiro (se a cena não for muito complexa, podem ser gravados mais de um anel por vez e não necessariamente apenas 20 segundos). Para se gravar um anel, primeiramente o ator assiste a esse pequeno trecho a ser dublado, ouvindo o som original, e depois de algumas vezes vendo as adaptações que deve fazer no roteiro em português, com base na intuição e/ou na prática, grava suas falas. Se o diretor achar que ficou bom, passam para o anel seguinte.

O tempo médio de dublagem para um longa metragem é estimado hoje em 13 horas de estúdio, o que equivale a 2 dias de trabalho, que pode variar de acordo com o grau de complexidade do filme. Para isso existe uma função de coordenador que, junto ao diretor, faz uma escala de horários, onde cada ator fará uma média de 20 loops ou anéis a cada hora.

Depois de cada um ter exercido seu papel, e o vozerio (que é o grupo de pessoas, geralmente aspirantes a dubladores, que gravam as cenas onde existe uma multidão) ser gravado, o trabalho é dos técnicos de som. São eles que mixam os canais da forma certa, com os sons originais do filme, e a fala de cada personagem em seu devido lugar.

Apesar das versões serem executadas predominantemente para veiculação em TV, não se deve esquecer que a dublagem é aplicada a diferentes segmentos da mesma mídia ou mesmo a diferentes mídias. Para a televisão dubla-se filmes, novelas, desenhos animados, seriados, programas musicais e humorísticos e até comerciais. No cinema e em Home Video a dublagem é empregada predominantemente nos filmes infantis. No teatro, o recurso é utilizado em pequena escala, quando o ator dubla a si mesmo em som off, por exemplo (este meio não

favorece o mercado). E no CD-Rom, o mais novo segmento do mercado, ele é utilizado nas versões de jogos interativos.

Através de algumas dessas mídias, a dublagem privilegia ainda filmes feitos para exibição em viagens aéreas, em festivais internacionais de publicidade e cinema (dublados aqui em inglês), em treinamentos de funcionários de diferentes empresas multinacionais, ou ainda em pronunciamentos, em filmes para embaixadas, consulados, instituições de turismo, feiras, simpósios, entre outros, contribuindo dessa forma para ampliar as possibilidades do mercado.

CAJAÍBA (1997) colheu depoimentos de diversos dubladores para seus estudos e notou que muitos dos profissionais envolvidos neste empreendimento reconhecem que a dublagem carrega em sua estrutura ou em sua própria natureza vários problemas, apontando inclusive os motivos para isso. A busca pela qualidade da dublagem é incessante e muito já se conseguiu ao longo dos últimos anos. A crítica tem um papel decisivo na formação de opinião, e, para os profissionais da dublagem, sua postura é quase sempre preconceituosa, já que raramente leva em conta os bons resultados obtidos.