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Technical minutes from the Vulnerable Marine

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O Quadro 3 apresenta a pesquisa sob a ótica dos diferentes critérios de classificação. A caracterização desta pesquisa quanto às alternativas de classificação é representada pelo quadrante destacado em cinza.

Quadro 3 - Classificação da Pesquisa.

Quanto ao paradigma

Positivista Fenomenológico (Interpretativo)

Fonte: adaptado de Marconi e Lakatos, 2003; Burrel; Morgan, 2005; Roesch, 2012.

Para Roesch (2012) a tradição fenomenológica parte da premissa de que o mundo e a realidade não são objetivos e exteriores ao homem, mas socialmente construídos, recebendo um significado a partir do homem. Nesta visão, o pesquisador necessita entender e explicar as

Quanto às abordagens metodológicas

Indutivo Dedutivo Hipotético-dedutivo Dialética

Quanto às abordagens do problema de pesquisa

Quantitativa Qualitativa

Quanto aos objetivos de pesquisa

Exploratória Descritiva Explicativa

Quanto aos procedimentos adotados (estratégias de pesquisa)

Bibliográfica Documental Experimental

diferentes experiências do indivíduo, ao invés de se pautar a causas externas e leis fundamentais para explicar o seu comportamento. Assim, esta pesquisa adota uma perspectiva fenomenológica.

O método dedutivo, segundo Lakatos e Marconi (2003), parte das teorias e, na maioria das vezes, prediz a ocorrência dos fenômenos particulares. Segundo Silva (2008), o método dedutivo segue os seguintes passos: compreensão das bases teóricas; análise dos fatos e fenômenos concretos; estabelecimento de relação entre a teoria e os casos particulares, procurando comprovar a primeira.

O ser-humano é o objeto principal de investigação desse estudo. Partindo dessa premissa, procurou-se uma metodologia que permitisse considerar os aspectos subjetivos presentes na sua relação com o mundo do labor. Outra consideração importante deste trabalho é o seu foco da relação do labor com a saúde mental do trabalhador. Minayo (2010) revela que a pesquisa qualitativa trabalha valores, desejos, motivos e atitudes que constituem a realidade social, sob a visão dos atores e das relações. O autor complementa dizendo que a pesquisa qualitativa traz à tona aspectos da realidade que extrapolam a quantificação.

Segundo Godoy (1995), a pesquisa qualitativa não parte de hipóteses definidas à priori, não se preocupa em buscar dados ou evidências que corroborem ou refutem determinadas suposições. Quando estamos lidando com problemas pouco conhecidos e a pesquisa é de cunho exploratório, a investigação de orientação qualitativa é a mais indicada (GODOY, 1995). Desta forma, optou-se por realizar este estudo pautado na pesquisa exploratória de caráter qualitativo, já que busca compreender questões que a partir das narrativas dos entrevistados. O caráter exploratório se justifica já que visa proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito, ou seja, visa oferecer uma visão panorâmica, uma primeira aproximação a um determinado fenômeno pouco explorado (BRÜGGER; QUERINO, 2011).

Neste trabalho foram adotados dois tipos de estratégia para coleta de dados: a pesquisa por meio das entrevistas com os servidores selecionados pela da triagem prévia (primária); e a pesquisa bibliográfica (secundária). Como estratégia de pesquisa também foi empregado o Estudo de Caso, pois se busca pela descrição e análise das vivências de prazer e sofrimento dos servidores técnico-administrativos ocupantes do cargo de assistentes em administração da Universidade Federal de São Carlos, que já passaram pelo processo de remoção. O estudo de caso

de acordo com Yin (2010) consiste em uma estratégia de pesquisa que busca examinar um fenômeno contemporâneo, inserido em algum contexto da vida real, referindo-se ao presente. O autor aponta que o estudo de caso é uma estratégia flexível de pesquisa, pois permite que o pesquisador utilize diferentes técnicas de levantamento dos dados, tanto primárias quanto secundárias, visando ampliar a interpretação das informações obtidas. Do mesmo modo, alguns aspectos caracterizam o estudo de caso como uma estratégia de pesquisa, conforme indica Roesch (2012): a) permite o estudo de fenômenos em profundidade dentro de seu contexto; b) é especialmente adequado ao estudo de processos; c) explora fenômenos com base em vários ângulos.

Pelas razões apontadas acima, optou-se pelo estudo de caso. Sua natureza será interpretativa, pois segundo Roesch (2012) os dados consistem em descrições e considerações dos participantes no local da pesquisa, em conjunto com as observações do pesquisador sobre as atividades e interações, considerando o contexto. Como mencionado, o pesquisador não busca testar uma hipótese a priori. A análise é um processo de construção, onde o pesquisador desenvolve empatia com os dados, de modo a entender o que estes revelam, considerando a realidade dos participantes.

Dejours (1992) nos chama a atenção para a dimensão relacional e humana entre o entrevistador e o entrevistado. Assim, existe a necessidade da entrevista pessoal, propiciando a interação entre os protagonistas da pesquisa. O entrevistador deve estar atento aos significados, sentidos e contradições que o entrevistado vai atribuindo ao trabalho, no decorrer da entrevista. A redação deve ser realizada imediatamente após o término de cada encontro, basicamente a partir da memória do pesquisador. Para o autor, esta parte da pesquisa, viva, comentada, subjetiva, é necessariamente de natureza muito distinta de uma pesquisa que vise a objetividade.

Silva e Heloani (2007), baseando-se nas ideias expressas de Heloani e Lancman (2004), compreendem a especificidade no método nas análises relativas a PDT que busca a compreensão dos aspectos psíquicos e subjetivos mobilizados pelas relações na organização de trabalho. A PDT propõe um método de investigação qualitativo direcionado ao estudo e à intervenção em situações de trabalho por meio da criação do espaço de discussão, da reflexão e da mobilização do trabalhador. Embora este seja o método clínico da PDT, Merlo e Mendes (2009) revelam que no Brasil, na grande maioria das vezes, pesquisas na área da PDT a adotam como referencial

teórico, focando principalmente na abordagem interpretativa das situações estudadas. Os autores complementam, apontando que os trabalhos que mais seguem o percurso metodológico integral (análise e intervenção) são os trabalhos da área da psicologia. Deste modo, evidenciamos que neste trabalho a PDT será adotada sob a perspectiva como categoria teórica, associada aos procedimentos de análise de conteúdo.

Burrell e Morgan (2005), por meio da obra intitulada Paradigmas Sociológicos e Análises Organizacionais, revelam que existem quatro grandes paradigmas sociológicos de abordagem de análises (já apontados na p.37 deste trabalho), que oscilam entre a objetividade e a subjetividade. Baseado nesta premissa, destacamos que o nosso estudo está alinhado com o paradigma que estes autores denominam de Interpretativista, considerando a sua subjetividade inerente neste contexto. Destina-se à aplicação dentro do domínio da consciência individual e da intersubjetividade (BURRELL; MORGAN, 2005).

A interpretação do objeto de pesquisa ocorre com base em entendimentos e experiências anteriores pessoais do pesquisador (CHEVARRIA; GOMES, 2013). A compreensão do mundo segundo este paradigma, ocorre pelo ponto de vista dos indivíduos, diretamente envolvidos com o fenômeno. O conhecimento é construído e sustentado socialmente pelo contexto que está inserido (BURREL; MORGAN, 2005). Alicerçado sobre as ciências culturais, sob o viés interpretativista, o pesquisador procura compreender os sentimentos humanos e a forma como estes sentimentos são expressos em ações e realizações. A principal função da ciência é ser interpretativa, compreendendo os significados subjetivos da ação social. A ação é social, quando os seus significados subjetivos influenciam no comportamento de outros indivíduos (BURREL; MORGAN, 2005; CHAEBO; GUIMARÃES, 2014).

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