4. POLICIES AND MEASURES
4.2 Cross-sectoral policies and measures
4.2.5 Regulation by the Pollution Control Act
A saúde mental é definida pela OMS como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social” e não simplesmente a ausência de doença. Assim, e de acordo com esta definição, a saúde mental é indissociável da saúde física. Na depressão é posta em causa a saúde mental.
A depressão é uma perturbação psiquiátrica muito comum na atualidade na qual a principal caraterística é a alteração do humor. O humor é uma emoção generalizada e sustentada (depressão, exaltação e ansiedade). Os episódios depressivos causam, frequentemente, mudanças a nível fisiológico e somático. A depressão carateriza-se, assim, por uma perda de interesse ou prazer (anedonia), falta de energia (que, por seu lado origina cansaço e atividade reduzida), atenção e concentração reduzidas, ideias de culpa e inutilidade, baixa autoconfiança, distúrbios do sono (insónia inicial, sono fragmentado e insónia terminal) e do apetite. O apetite reduzido leva à perda de peso, que pode chegar a 5%
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do peso total num mês. A obstipação e má disposição são aspetos comuns. A redução da líbido e amenorreia são outros dos sintomas biológicos da depressão, bem como taquicardias, sensação de falta de ar, dificuldade em respirar, cefaleias e tonturas, estes últimos relacionados com os sintomas de ansiedade que também se fazem sentir nesta patologia. Estes problemas podem tornar-se crónicos ou recorrentes e levar a prejuízos substanciais na capacidade de um indivíduo dar conta das suas responsabilidades diárias. No seu extremo, a depressão pode levar ao suicídio. Anualmente, são perdidas cerca de 1 milhão de vidas devido a suicídio, o que representa 3000 mortes por dia devido a suicídio.14,15
Através do exame do estado mental observa-se uma fácies típica, com os olhos semifechados, lábios descaídos, pouco contacto visual, apatia, proximidade das sobrancelhas, desleixo no vestuário (roupa suja e larga) e na higiene pessoal. A perda de peso pode fazer-se notar nas roupas largas e pele seca e desidratada. Quanto ao comportamento, pode ocorrer um atraso psico-motor e discurso lento, arrastado, com pausas entre perguntas e respostas. O humor denota tristeza, ansiedade, falta de esperança relativamente ao futuro, incapacidade para sentir prazer pelas atividades do quotidiano e falta de energia. Os pensamentos são pessimistas, quanto ao passado, presente e futuro, podem ocorrer delírios de pobreza ou doença e ideações suicidas e homicidas. As perceções, em casos severos, podem comportar alucinações auditivas e, a nível cognitivo, a fraca concentração pode levar a problemas de memória.15
Na literatura são várias as classificações quanto aos tipos de perturbações depressivas. No entanto, de uma maneira simplista, as perturbações depressivas dividem-se em MDD, distimia, desordem bipolar e outros tipos de perturbações depressivas.5 São de
referir a classificação DSM-IV, que refere que a depressão unipolar e a doença bipolar diferem quanto à etiologia e sintomatologia, tratando-se de distúrbios qualitativamente diferentes e a classificação ICD-10, da OMS, que descreve como critério para um episódio depressivo a presença de, pelo menos, quatro itens dos seguintes durante duas semanas: perda de interesse nas atividades, falta de reações emocionais, distúrbios do sono, perda de apetite e de peso, diminuição da líbido, retardação motora e energia reduzida. A diferença que existe entre os dois sistemas de classificação está associada com o limite inferior de sintomas requeridos pela ICD-10 comparado à DSM-IV. No entanto, existe grande concordância entre os dois sistemas de classificação no que diz respeito à MDD e distimia.
De referir, ainda, que a nova classificação DSM-V será publicada em Maio de 2013 e, à semelhança da DSM-IV, continuará a fazer a distinção entre distimia e MDD. Contudo, a distimia será renomeada como Desordem Depressiva Crónica. Os critérios de diagnóstico manter-se-ão, mas serão propostas categorias de diagnóstico adicionais como ansiedade/depressão mistas e serão integrados distúrbios psiquiátricos da infância e adolescência na publicação.1,5,15
A depressão major, também apelidada de depressão unipolar, é a forma mais severa de depressão, e manifesta-se por uma combinação de sintomas que interferem com a capacidade para trabalhar, estudar, dormir, comer e interesse pelas atividades do quotidiano.
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Muitas pessoas com este tipo de depressão tornam-se incapazes de levar uma vida normal. Existe alguma evidência de que a depressão major possa ser herdada geneticamente. Os sinais iniciais incluem mudanças na função cerebral em indivíduos que apresentam baixa autoestima, pessimismo e dificuldade em lidar com situações de stress extremo.5 O
diagnóstico de MDD é descrito pelo DSM-IV com base na presença de um número específico de sintomas com uma duração precisa. Primeiro estão presentes os sintomas de humor deprimido e perda de interesse ou prazer e, adicionalmente, o critério de pelo menos cinco itens da lista do DSM-IV (Anexo XV) tem de estar presente pelo menos durante duas semanas, durante a maior parte do dia e quase todos os dias.1
A distimia é uma depressão crónica moderada, também ela uma depressão unipolar, menos severa que a depressão major, que dura cerca de dois ou mais anos e é caraterizada por sintomas crónicos que não são incapacitantes, mas que impedem o normal equilíbrio e bem-estar emocional. Inclui sintomas de humor deprimido durante a maior parte do dia e, pelo menos, dois dos seguintes: pouco apetite, insónia, falta de energia e de concentração, baixa autoestima e sentimentos de desespero. Muitas das pessoas com distimia desenvolvem episódios de depressão major (depressão dupla) em algum momento das suas vidas e outras não se apercebem de que estão emocionalmente instáveis e deprimidas.1,5
A perturbação bipolar divide-se nos tipos I (episódios maníaco-depressivos) e II (episódios hipomaníaco-depressivos ou ciclotimia). As desordens bipolares afetam homens e mulheres na mesma proporção e são caraterizadas por períodos cíclicos de depressão e períodos de comportamento anormal conhecidos como hipomaníacos ou manias.
Quanto aos outros tipos de perturbações depressivas menos comuns estes incluem o distúrbio afetivo sazonal (SAD), que se trata de uma depressão que ocorre durante certas alturas do ano (ocorre durante o menor período de luz diurna no Inverno e Outono e desaparece na Primavera e Verão), mas que não é um diagnóstico do DSM-IV, o transtorno de adaptação, caraterizado por humor depressivo resultante de um acontecimento nefasto na vida de um indivíduo (perda de emprego, divórcio, perda de um ente querido, entre outros) com os sintomas a persistirem até seis meses, a depressão pós parto, que ocorre em mulheres, normalmente com distúrbios de humor já preexistentes, cerca de quatro semanas após o parto e se carateriza por uma depressão severa com riscos para a mãe e para o bebé (ideias suicidas e homicidas) e outros tipos de depressão (atípicos) sem especificações no DSM-IV. 5, 16