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6. Teaching Proposal:

6.3. Task 2: Meta-cognition

A crescente inserção da questão sobre o meio ambiente na esfera produtiva faz emergir um novo conceito que incorpora a variável ambiental na busca de maior eficiência quantitativa e qualitativa dentro do sistema produtivo – a gestão ambiental. A preocupação das empresas em passar para a sociedade em geral, uma imagem ecologicamente correta se faz necessária a cada dia. De fato, essa questão pode ser entendida como um “dado” novo dentro do ambiente evolucionário (NELSON; WINTER, 1982) que constrange as empresas “inserindo” nelas o problema ambiental.

Segundo Souza (1993), existem três definições importantes sobre gestão ambiental nas empresas. A primeira é pelos Princípios Valdez27 que enumeram a importância da: proteção da biosfera; uso sustentável dos recursos naturais, redução e avaliação de resíduos; uso prudente de energia; redução de riscos ambientais; comercialização de produtos e serviços seguros ambientalmente; compensação de danos; informações ao público e aos empregados sobre acidentes prejudiciais a saúde e ao meio ambiente; diretores e gestores ambientais nas empresas; avaliações e auditorias anuais.

A segunda deriva da comissão Brundtland que propõe que a estratégia das empresas para o Desenvolvimento Industrial Sustentável deve ser guiada pelos seguintes critérios: criar metas, regulamentos, incentivos e padrões ambientais; tornar mais eficaz o uso dos instrumentos econômicos; fomentar a avaliação ambiental; aumento da capacidade de lidar com os riscos das atividades industriais; e, apoiar os esforços internacionais para ajudar os países em desenvolvimento.

A terceira originada da “Eco-92”, é o conceito de gestão ambiental da Agenda 21, que convoca as empresas a uma participação ativa na implementação de seus programas que levarão ao desenvolvimento sustentável. Para a Agenda 21, o papel das empresas se dá através de processos de produção eficientes; estratégias preventivas; minimização de desperdícios; tecnologias de produção limpas e procedimentos adequados durante todo o ciclo de vida do produto. Além disso, as empresas devem procurar parcerias e cooperações na transferência de

27 Os Princípios Valdez foram elaborados em memória ao desastre causado pelo petroleiro Exxon Valdez na costa do Alasca em março de 1989. É

uma proposta para a coalizão de uma Economia Ecologicamente Responsável para motivar as empresas e seus acionistas a tomarem consciência da responsabilidade ambiental de seus negócios.

inovações em prol do desenvolvimento sustentável.

Ainda, segundo a Agenda 21, o desenvolvimento sustentável pode ser alcançado com o uso de instrumentos de mercado, no qual os preços dos produtos e serviços devem refletir os custos ambientais de seus insumos, processos produtivos e reciclagem de produtos.

No contexto da sustentabilidade ecológica, a melhoria dos sistemas de produção se dá através da tecnologia e processos que utilizam recursos de forma eficiente, evitando refugos. Assim, é necessário que as empresas contem com tecnologia (podendo ser tecnologia limpas), engenharia, know how e práticas gerenciais que minimizem os refugos durante o ciclo de vida do produto (AGENDA 21, 1992).

3.4

RELAÇÃO INDÚSTRIA E MEIO AMBIENTE

A geração de externalidades negativas, principalmente oriundas das empresas, juntamente com a imposição do Estado de cobrança de impostos e taxas dos agentes poluidores, cria-se para tais agentes um trade –off entre os custos marginas de controle da poluição e os custos marginais dos impactos ambientais (degradação) provocados por suas atividades produtivas. Em conseqüência, o agente poluidor procurará minimizar o custo total, avaliando o quanto vai gastar para controlar a poluição (custo de controle) e da quantia a ser despendida com o pagamento de taxas por poluir (custo da degradação). O ponto de equilíbrio é chamado de “poluição ótima” que ocorre quando os custos marginas de controle e de degradação se igualam (ROMEIRO, 2004), como retratado no Gráfico 1.

Em relação ao Gráfico 1, pode-se verificar ainda, que a esquerda do ponto de equilíbrio implicaria um aumento do custo de controle relativamente à diminuição do custo de degradação. O contrário, a direita do ponto de equilíbrio implicaria um aumento no custo de degradação (pagamentos de impostos e taxas) relativamente à diminuição dos custos de controle.

Custos CMg de Controle CMg da Degradação

Poluição Ótima Poluição

Gráfico 1 – Determinação da Poluição Ótima Fonte: Romeiro (2004).

Nesse contexto, a Economia Ambiental, enfocando o problema das externalidades não está contrária ao que, atualmente, na prática, se postula entre as empresas. Segundo Cristoforetti et al. (2004) desde que a questão ambiental ganhou importância, a partir do inicio da década de 70, várias análises, feitas por economistas, foram desenvolvidas. Inicialmente se observou a relação inversa, ou um trade off entre preservação do meio ambiente e desenvolvimento econômico, numa visão mais ortodoxa.

Nesse ponto de vista, a preservação do meio ambiente é custosa à empresa e prejudica a competitividade e, portanto, a lucratividade das empresas. Por outro lado e posteriormente, percebeu-se que a preservação ambiental no âmbito das empresas traria bons frutos para os negócios, ou seja, a relação antes dada como inversa entre preservação ambiental e lucratividade das empresas, parecia perder lugar diante das estratégias promissoras das empresas em ganhar mercado ao adotarem a variável ambiental dentro do processo produtivo. Enfim, atualmente, na maioria dos países, a tônica se transforma em direção ao seguinte ponto de vista: a renúncia à proteção ambiental custa dinheiro para as empresas da mesma forma, às vezes até mais.

Dessa forma, a análise do ponto ótimo de poluição parece estar de acordo com o ponto de vista prevalecente.

Em verdade, a Economia Ambiental tem como idéia básica que os limites impostos pela disponibilidade de recursos naturais transacionados no mercado como insumos e materiais

energéticos (capital natural)28 podem ser superados pelo progresso técnico que os substitui por capital produzido ou até mesmo capital humano.

De acordo com a preocupação com o meio ambiente, deve-se entender que um dos fatores que mais contribuem com os grandes problemas ambientais do planeta é o impacto ambiental oriundo dos processos produtivos de diversos setores industriais.

Um dos pontos básicos da Economia ambiental, é que se há perda de bem-estar, através de externalidades negativas e este é acompanhado por uma compensação (e esse compensação só pode ser feita pelo mercado ou por imposições legais) pelo agente que causa a externalidade, o efeito é dito ser internalizado. Assim, partindo do pressuposto que efetivamente a variável ambiental tem que ser internalizada pela empresa ou através das restrições de mercado ou por regulamentação, nos parece que, os preceitos da Economia Ambiental sejam os mais necessários. Segundo Pearce e Turner (1990), os cientistas, em geral, tendem a definir poluição diferente dos economistas. Para estes, a poluição é um custo externo e ocorre somente quando um ou mais indivíduos sofrem uma perda de bem-estar.

Dado isso, os economistas não recomendam a eliminação de externalidades, pois entendem que a externalidade ótima não é zero. A idéia da “poluição zero” não é absurda, pois, primeiro, existe o fato de que o meio ambiente tende a ter uma capacidade assimilativa positiva e segundo, pelo fato de que é possível a separação da atividade econômica do fluxo de rejeitos afetando o meio ambiente pela introdução de abatimentos (tecnologias limpas)29 que diminuem a poluição.

Nesse contexto, as empresas, mas também os consumidores modificam sua postura com relação à questão ambiental. Afinal, a idéia de desenvolvimento sustentável, apesar de suas diferentes conotações30, veio quebrar a idéia de que havia um “trade off” entre a atividade industrial e o meio ambiente, ainda que agora se estabeleça que a economia precisava operar dentro dos limites biofísicos da natureza.

No âmbito das decisões das empresas a posição “reativa” que dominava as questões ambientais sob a ótica empresarial é substituída por uma postura que passa a encarar a variável ambiental (postura pró – ativa) como variável estratégica no âmbito das mudanças técnico- organizacionais em curso e seguindo as novas e mais restritivas legislações ambientais que

28 Segundo Pearce & Atkinson (1996), o conceito de capital natural não é adequado para a relação entre economia e meio ambiente. Somente uma

compreensão da “economia ecológica pode fazer essa relação”.

passam a atingir também os países em desenvolvimento.

Segundo Porter (1995), se substituiu à visão estática por uma visão dinâmica. A visão estática partia da idéia de que tudo (tecnologia, produtos, processos, necessidades do consumidor, entre outros indicadores) se mantinha inalterado, a exceção da regulamentação ambiental, forçando assim, necessariamente, a causalidade: aumento dos custos, aumento dos preços e, conseqüentemente, perda de competitividade. A visão dinâmica considera que os outros elementos também são variáveis dentro da empresa e, assim sendo a variável ambiental pode ser um elemento indutor de busca de competitividade se a empresa se adianta a introduzir a variável ambiental dentro do seu processo produtivo, ela cria uma imagem positiva e, mesmo, lança produtos no mercado com as características ambientais desejáveis.

Em verdade, passam a existir restrições explícitas, tanto pelo lado da demanda como pelo lado da oferta, que impõem essa mudança de postura das empresas com relação a variável ambiental, em alguns casos não só para garantir posição competitiva, mas antes garantir sua sobrevivência no mercado. Segundo Souza (1993), a variável ambiental de grande destaque para as empresas é, a partir da década de 90, a preservação do meio ambiente. A busca, de algumas empresas, tem de um modo geral, duas direções: alcançar o desenvolvimento sustentável e ao mesmo tempo aumentar a lucratividade de seus negócios, em verdade, alcançar o “Desenvolvimento Industrial Sustentável”31.

Ainda, segundo Pordeus et al., (s/d), a variável ambiental oferece a empresa oportunidades de adicionar valor, possivelmente obter vantagem competitiva através da percepção pública favorável, economia de custo ou rendimentos adicionais, enquanto alivia os efeitos de seus produtos e processos produtivos no meio ambiente.

Pelo lado demanda concorre um novo tipo de consumidor, que representa um segmento consciente dos problemas ambientais e passa a adquirir produtos ou que seguem processos limpos, ou cujo descarte seja menos agressivo à natureza, ou ainda que a empresa esteja associada a uma imagem positiva com relação ao meio ambiente. Isto atinge tanto a demanda interna como a demanda externa por estes produtos. Esse mercado surgiu primeiramente nos paises desenvolvidos, onde os consumidores, por terem suas necessidades quantitativas

30 Para uma discussão bastante profícua da diversidade de definições sobre o Desenvolvimento Sustentável, ver Baroni (1992).

31 Desenvolvimento Industrial Sustentável é de um modo geral, a criação de uma nova mentalidade empresarial no que diz respeito à preservação

do meio ambiente. De modo específico e de acordo com Business Council for Sustainable Development, pode-se dizer que o desenvolvimento industrial sustentável está ligado ao estímulo do empresário mundial a cooperar com os governos na discussão e estabelecimento de metas ambientais e também garantir que o desenvolvimento destas propostas ocorra dentro de uma economia de mercado (SOUZA, 1993)

satisfeitas, passam a preocupar-se com o conteúdo dos produtos e a forma como são feitos, rejeitando os produtos que lhes pareçam mais agressivos ao meio ambiente32. Nos Estados Unidos os consumidores “verdes” representavam, em 1993, 37% da população. Enquanto, que, nos paises europeus como a Suíça, Alemanha e Inglaterra, esse percentual era de 50%. Na Inglaterra, mais especificamente, dois a cada cinco cidadãos vão ao supermercado com uma lista de produtos verdes à mão (SOUZA, 1993).

Do ponto de vista do comércio internacional criam-se barreiras comerciais não-tarifárias aos produtos que não são “verdes”, principalmente dos países menos desenvolvidos, que segundo Seroa da Motta (1996), podem ser classificadas em dois tipos: barreiras de produto e de processo. As primeiras seriam associadas ao produto em si, bem como aos efeitos de seu consumo,

enquanto que as barreiras de processo estabeleceriam restrições quanto às importações decorrentes do não enquadramento aos padrões ambientais de comercialização internacional daquele produto.

Pelo lado da oferta, concorrem forças desde o fornecedor, que sob a ótica do ciclo de vida do produto, também se vê obrigado a adotar procedimentos ambientais adequados, até a maneira de como as demais empresas concorrentes atuam nessa direção.

Em verdade, a atividade das organizações modernas, além das considerações econômico- produtivas inclui preocupações de caráter político-social, que envolvem, entre tantas outras, o controle da poluição.

Existem diversas reivindicações pela sociedade da preocupação ecológica em função de sua relevância para a qualidade de vida das populações. Isso tem exigido das empresas um novo posicionamento em sua interação com o meio ambiente.

A Carta de Princípios sobre Desenvolvimento Sustentável, elaborada pela Câmara de Comércio Internacional e lançada no dia 10 de abril de 1991, representa um grande avanço no gerenciamento ambiental na indústria.

Quando as primeiras indústrias surgiram, os problemas ambientais não tinham a proporção de hoje, pois, as escalas de produção eram reduzidas, a população comparativamente menor e menos concentrada. Atualmente, os grandes centros urbanos altamente populosos, com seus distritos industriais causam problemas ambientais de toda natureza.

32 Essas escolhas dos consumidores nem sempre são feitas com fundamentação e muitas vezes na esteira de campanhas idealizadas pelas próprias

A inserção da variável ambiental na indústria não ocorreu de uma forma linear em todos os setores, e mesmo é fruto de um processo mais longo formado, segundo (DONAIRE, 1996) por três fases.

A primeira fase se caracteriza pelo controle ambiental nas saídas, isto é, medidas que são implementadas, apenas, nos vazadouros das empresas – esgotos e chaminés. A instalação de equipamentos de controle de poluição nas saídas (vazamentos) das empresas – chaminés, por exemplo-, estão localizadas na primeira fase, onde estão incluídas poucas empresas atualmente, tem alto custo e não dão vazão em função dos equipamentos instalados pelas empresas no seu processo produtivo. Por isso, esta solução nem sempre é eficaz, tendo seus benefícios freqüentemente questionados pela sociedade e pela própria indústria.

Essa insatisfação conduziu a segunda geração de respostas, em que o controle ambiental é integrado nas práticas e nos processo produtivos, passando a ser uma função da produção. O principio básico dessa segunda fase é a prevenção da poluição, envolvendo a seleção de matérias- primas, o desenvolvimento de novos processo e produtos, o reaproveitamento da energia, a reciclagem de resíduos e a integração com o meio ambiente.

Contudo, os problemas ambientais não pararam de crescer e acabaram atingindo o próprio mercado, redesenhando-o com o estabelecimento de um verdadeiro mercado “verde” que torna os consumidores tão temíveis quanto os órgãos ambientais. Um quadro que passa a se conformar como uma oportunidade, significando posições vantajosas na concorrência, e mais pesadamente, a própria permanência ou não no mercado.

Nessa fase também, firma-se o conceito de “excelência ambiental” que avalia a indústria (empresa) não só por seu desempenho produtivo, mas também por seu desempenho em relação ao meio ambiente. Segundo Donaire (1994) esse é um conceito necessário, mas não suficiente para o sucesso da empresa: quando não atingida é capaz de ser ruinosa e irrecuperável, mas quando alcançada no momento adequado e bem explorada, é passível de se converter em oportunidades de novos ganhos e crescimento. Importante considerar que até o mercado de capitais também captou prontamente essa tendência e passou a levar em conta o aspecto ambiental em suas decisões de investimentos.

Com a continua complexidade dos problemas ambientais, surge, por assim dizer, a terceira fase, que se caracteriza por ter o problema ambiental integrado dentro da administração da empresa e não apenas uma função exclusiva de produção. As empresas dessa fase – que não são

muitas - inserem o problema ambiental na estrutura organizacional, interferindo no planejamento estratégico, afetando as atividades de rotina, gerando políticas, metas e planos de ação. Dessa forma, a preocupação com o meio ambiente torna-se um “valor” da empresa.

Atestando isso, Moreira (2006) explica que quando a empresa introduz efetivamente a variável ambiental em seu processo produtivo, a responsabilidade é disseminada para cada setor, seja da área operacional, de compras, de projetos de administração, de serviços gerais e outros, explorando as oportunidades de aproveitamento de rejeitos, substituição de insumos, eliminação de perdas nos processos produtivos, reciclagem, redução de consumo de energia, utilização de combustíveis alternativos, mudanças em máquinas e equipamentos que sujem menos, ou melhor, que tenham menos impacto ao meio ambiente ou que sejam “limpos” – o que significa investimentos.

Segundo Donaire (1994), o envolvimento da empresa com a variável ambiental e as diferentes formas com que as empresas a introduzem, dependem, basicamente, do ramo em que ela está inserida. Essas diferenças podem ser vistas em arranjos organizacionais diferenciados nas empresas em função das responsabilidades relativas a sua área de atuação.

Em verdade, pode-se identificar os níveis de envolvimento das empresas em relação à variável ambiental. O modelo descrito por Ackerman ; Bauer (1976 apud DONAIRE, 1994) indica as fases do envolvimento organizacional no processo de aprendizagem (DOSI, 2006; NELSON ; WINTER, 1982) “social” das empresas. Ver quadro a seguir.

QUADRO2

Fases do Envolvimento Organizacional no Processo de Conscientização Social das Organizações ! " ! # $ % & ' " & ' " ( ) * + & ' " $ ' , " $ -. & # " -. # / -* " -. 0 1 ) -. " ( ) " $ & -. 2 3 Fonte: Donaire (1994).

Na fase 1 (um) a preocupação social (ou com o meio ambiente) existe, mas não está especificamente ligada com a organização. É a fase chamada pelos autores de “percepção”. Nesta fase a cúpula administrativa da empresa entende que a variável ambiental é importante, que deve ser considerada na política organizacional, que há necessidade de assessoria especializada, porém esse entendimento não se dissemina para os níveis hierárquicos mais baixos da empresa, restringindo-se apenas à alta administração.

Na fase 2 (dois) fica clara a implicação da organização quanto a questão social (ou ambiental), mas a obrigatoriedade da ação é reduzida, ou melhor é a fase do “compromisso” da empresa. Ocorre a contratação de assessoria específica para lidar com a variável ambiental. Esse comprometimento começa a atingir os gerentes de linha (produção ou administração) com quem essa assessoria se relaciona, e prepara o terreno para se atingir a fase da ação.

A fase 3 (três) - a da “ação”- exige ações específicas da organização e é quando a variável ambiental atinge um nível de maturação dentro da organização, que se caracteriza pela incorporação de sua avaliação nas atividades operacionais (produtivas e administrativas), modificando processos, exigindo investimentos de recursos e modificando a própria estrutura e cultura organizacional.

Enfim, a terceira fase de Donaire (1994), o modelo descrito por Ackerman ; Bauer referente à 3ª. fase do quadro acima, e ainda a explicação acima dada por Moreira (2006), podem ser

resumidas na própria definição de Inovação Ambiental. Ou seja, dentro de uma perspectiva Evolucionária e partindo de um atual constrangimento ambiental, a inovação ambiental surge quando as empresas inserem o problema ambiental em sua estrutura organizacional, interferindo no seu planejamento estratégico, gerando políticas, metas e planos de ação, atingindo um nível de maturação dentro da organização e modificando a própria estrutura e cultura organizacional. Nesse caso a responsabilidade é disseminada para todos os setores da empresa, explorando oportunidades de aproveitamento de rejeitos, substituição de insumos, eliminação de perdas em processos produtivos, redução de energia, reciclagem, utilização de combustíveis alternativos, mudanças em máquinas e equipamentos. Todas essas modificações exigem, em geral, altos investimentos.

Além disso, as inovações ambientais diferem do padrão das demais inovações e também cooperam para a lucratividade da empresa. A produção de inovações ambientais requer um acúmulo de conhecimentos sobre tecnologias disponíveis e pesquisas científicas que permitem o desenvolvimento de soluções ambientais que representam vantagens competitivas. A tecnologia utilizada gera um desempenho ambiental superior, constituindo um conjunto de conhecimentos importantes para as empresas. (DAROIT et al., 1999)

Assim, se a variável ambiental é considerada importante dentro da empresa, então a atividade/ função ambiental possui status, prestígio e autoridade; caso contrário se transforma em uma atividade meramente acessória, que existe apenas para configurar que a empresa tem algo ou alguém para lidar com essa atividade, mas que não se traduz em uma ação efetiva nem em compromisso organizacional.

Segundo Bailey e Soya (1997) a inserção da variável ambiental ou inovar ambientalmente passa a afetar as decisões estratégicas das empresas em pelo menos seis pontos:

• Investimentos em equipamentos de prevenção e poluição; • Investimentos em Ativo Imobilizado;

• Decisão de Aquisição e Diversificação: • Mix de produto;

• Tecnologia de produtos

• Definição de produtos e negócios.

diferenciação do produto. Quanto aos custos, segundo a US Environmental Protection Agency (EPA), estes podem ser divididos em seis grupos:

- Custos Convencionais: que inclui os custos com investimentos em equipamentos,