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Tapstall, dokumentasjon og erstatning

5. HUSDYRNÆRINGEN – OMFANG OG TAPSUTVIKLING

5.3 Tapstall, dokumentasjon og erstatning

Os resultados deste estudo ilustram a complexidade de factores que influenciam as escolhas dos estudantes. Não existe um único factor influenciador de destaque, mas sim um conjunto de factores que surgem como influenciadores, muitas vezes relacionados, como é o

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caso do professor e das propostas curriculares, extracurriculares e orientações metodológicas. Naturalmente o contexto familiar, as capacidades e personalidade de cada jovem devem também constituir elementos a integrar no vasto campo de influências.

Na nossa opinião as investigações nesta área de estudo devem ser potencializadas. Quanto mais informação for recolhida neste campo, maior será a probabilidade de encontrarmos as causas do problema exposto, ou seja, da diminuição do número de alunos a optar por áreas ligadas à Ciência, e consequentemente desenvolver estratégias adequadas para intervir, o mais objectivamente possível.

O estudo aqui apresentado parece-nos estar a contribuir para o conhecimento de factores ou razões que levam os jovens a apreciar as Ciências. Os factores de maior realce remetem para o contexto escolar um relevante campo de influências, onde a actuação do professor tem um papel de destaque.

Face ao exposto consideramos pertinente que seja promovida nos professores uma maior consciência da necessidade de intervenção ao nível dos factores que podem contribuir para reverter a situação de diminuição de alunos a optar por Ciências, como escolha profissional. Tendo em atenção aspectos motivacionais e as lacunas no processo de escolha profissional, consideramos pertinente desenvolver formação para professores e educadores, de um modo geral, sobre: motivar alunos para as Ciências; metodologias de orientação no processo de escolha profissional de alunos, ministrada por professores e formas de debater o contexto de trabalho em Ciências e a sua relação com fenómenos do dia-a-dia. Neste contexto, consideramos também pertinente reflectir acerca dos objectivos da formação específica para a docência.

A maioria dos aspectos mencionados pelos alunos deste estudo reportam para o contexto curricular e de sala de aula as influências mais frequentes na escolha profissional, o que nos faz acreditar que poder-se-á alterar atitudes de afastamento dos alunos das Ciências com intervenções no contexto escolar. Para tal, devemos analisar aquilo que os alunos nos dizem relativamente aos aspectos mais apreciados e menos apreciados.

As referências aos temas abordados terem sido interessantes ou desinteressantes foram notórias nas respostas à maioria das questões deste estudo. No entanto, ocorreu que muitos dos

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temas considerados interessantes por uns alunos, tiveram correspondência a menções dos mesmos como desinteressantes, pelo que, neste âmbito, deve-se procurar encontrar, de forma mais objectiva, os temas que retratam a apreciação e interesse dos jovens de um modo geral, bem como o fundamento dessa apreciação, uma vez que este parâmetro foi bastante mencionado espontaneamente pelos alunos e não constituía elemento-chave do nosso estudo. Podemos ainda supor que este factor poderá estar relacionado com o modo como os temas são abordados, reportando assim para uma relação biunívoca entre o currículo que é leccionado e o modo como é leccionado pelo professor. Parece-nos evidente neste estudo, e neste contexto, que um aumento do número de aulas com componente prática, bem como a constante ligação dos conhecimentos a fenómenos do dia-a-dia constitui, desde já, uma indicação notável a implementar.

O sucesso obtido nas disciplinas de Ciências revelou-se neste estudo constituir também um elemento-chave no campo de factores influentes, pois esteve presente quer de forma explícita, quer implícita, em diferentes respostas de alunos. Ocorre, desta forma, a necessidade de reflectir sobre o modo como a Ciência tem sido explorada, quer no que respeita ao professor, quer no que respeita ao currículo escolar de Ciências, bem como aos critérios de avaliação das respectivas disciplinas.

A falta de conhecimento consistente acerca do curso de ensino superior foi outro aspecto importante retirado deste estudo e que vimos menos explorado nos estudos nacionais, que sejam do nosso conhecimento. Perante as lacunas verificadas, conhecidas pela insegurança, pelo desconhecimento manifestado, pela ausência de resposta, pela menção “não sei”, consideramos que, o mundo do trabalho, nomeadamente na área da Ciência, deve fazer parte do currículo escolar, bem como devem ser pensadas estratégias de desenvolvimento pessoal no âmbito do chamado processo de escolha profissional, o qual, a nosso ver deve ser iniciado, mesmo que pouco aprofundado, antes do 9º ano de escolaridade, para que, de facto, ocorra um processo consistente. A inclusão explicita do mundo profissional, não só constitui um contributo a uma melhor compreensão da Ciência e consequente apreciação da mesma, como também ao melhor conhecimento das saídas profissionais que a Ciência possibilita e a uma maior confiança e consistência na escolha efectuada.

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Cabe a professores e profissionais de orientação também o papel de desmistificar o receio de enveredar por carreiras ligadas às Ciências, promovendo-as.

O presente estudo e decorrentes conclusões sugerem portanto algumas implicações referentes à prática docente, ao currículo escolar e ao processo de escolha profissional, contemplando também profissionais de orientação. Sugere uma reflexão geral sobre a problemática, nomeadamente quanto aos elementos considerados relevantes no campo das influências na escolha profissional, tendo em vista uma futura, mas não longínqua, intervenção.

A nós, professores de Ciências, após uma leitura reflectida, há que começar a actuar tendo por base muitas das referências dos alunos relativamente à influência positiva e negativa do professor e aos aspectos mais e menos apreciados nas aulas de CFQ.