Kapittel 3. Kulturhistorisk museum
3.3 Tanker bak endringene
A Instituição B pertence à Rede Pública, integrando o agrupamento de Escolas do Afonsoeiro e Sarilhos Grandes. Este agrupamento é constituído por vários jardins- de-infância e escolas de 1º ciclo do ensino básico, dispersas por todo o concelho do Montijo.
A Instituição B é constituída por três salas, designadas de AF1, AF2 e AF3, com a capacidade de acolher 25 crianças em cada sala, com idades compreendidas entre os quatro e os seis anos. Estas salas possuem associadas ao nome uma cor característica, respectivamente, o verde, o azul e o amarelo. Para além das salas referidas, o pavilhão que acolhe o jardim-de-infância possui uma sala de pessoal, um espaço para Componente de Apoio à Família (CAF), uma sala de máquinas, um refeitório e um espaço de recreio.
Capítulo 2 – Quadro Metodológico da Investigação
2.3.2.1Descrição da Sala de jardim-de-infância
Através de um esboço da planta da sala (ver anexo 2) podemos observar que se trata de um espaço com grandes dimensões, bastante amplo, que permite que as crianças circulem com facilidades. No nosso primeiro contacto com o espaço, sentimos que era um local acolhedor e rico em estímulos visuais.
As principais áreas de brincadeira aparentam ser perceptíveis. Só após circular pela sala, observámos outras áreas, também de extremo interesse, nas quais as crianças brincam livremente e que estão definidas como: área dos computadores, área da plasticina, área da pintura, área das ciências, área do quadro de giz, área de recortes e colagens, área de fantoches, área dos jogos de mesa, área da garagem e construções, área da casa, área de trabalho do Ma.13 e a área da biblioteca.
Segundo o que pudemos constatar, dentro deste contexto, para além da educadora de infância, a equipa de trabalho da sala é constituída por duas assistentes operacionais, uma terapeuta de intervenção precoce e uma docente de educação especial.
2.3.2.2 Constituição do Grupo de Crianças
Segundo o PCG do ano lectivo de 2010/2011, o grupo é constituído por 20 crianças, com faixa etária compreendida entre os quatro e os seis anos, dos quais nove do género feminino e 11 do género masculino, podendo assim classificar o grupo como sendo um grupo vertical, respectivamente à faixa etária. O grupo integra uma criança de quatro anos com Necessidades Educativas Especiais (NEE). As crianças que frequentam a sala vivem na região e provêm maioritariamente de famílias de classe média/baixa.14
Depois do trabalho que foi sendo realizado ao longo do ano, deparámo-nos com um grupo muito autónomo, em relação à higiene, ao tempo em grande grupo, e ao
13 No nome das crianças, optámos, para manter o anonimato das crianças que intervieram no estudo,
utilizar somente a letra que representa a inicial do nome das crianças.
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Capítulo 2 – Quadro Metodológico da Investigação
tempo em pequeno grupo. Perante os adultos, são muito respeitadores, sentindo uma diferença em relação a nós, enquanto estagiários, respectivamente aos primeiros dias, pelo processo de adaptação e interacção que foi necessário estabelecer.
Ainda na consulta ao PCG, podemos ler que inicialmente existiam problemas de linguagem, a nível de articulação, sendo um caso acompanhado por terapia da fala particularmente. Segundo uma análise diagnóstica do grupo, realizada pela Educadora de Infância, no início do ano, tratava-se de um grupo comunicativo, cujos interesses se centram em ouvir histórias e cantar.
2.3.2.3
Descrição da Rotina da Sala
Para além de observarmos como se organizava o dia neste jardim-de-infância, consultámos o PCG, para compreender a organização da rotina diária da sala, (apresentada no quadro 3).
Ao longo do estágio, percepcionámos que a rotina é flexível, consoante o que se pretende realizar num determinado dia, pelo que surgiram dias em que não houve actividades estritamente orientadas, ou, por exemplo o momento de avaliação do decorrer da tarde. Uma vez que todas as crianças necessariamente têm de almoçar na mesma altura, existe pouca flexibilidade nesse momento. Por outras palavras, concluímos que há uma certa rigidez nos momentos que estão instituídos pela Instituição, como é o caso da hora de entrada, a hora do almoço e a hora da saída.
Capítulo 2 – Quadro Metodológico da Investigação
o Acolhimento aos elementos do grupo, na área de reunião;
o Conversa em grande grupo – marcação das presenças e das faltas; dia da semana e
canção do Bom Dia; alteração do dia no calendário; planificação do trabalho para a manhã.
o Actividade orientada de acordo com os temas ou projectos a desenvolver. À
segunda-feira após falar do fim-de-semana, desenho sobre o mesmo; à sexta-feira da parte da tarde reunião de concelho de turma para avaliação da semana.
o Pequeno intervalo o Trabalho nas áreas o Arrumação da sala o Higiene para o almoço
o Almoço e actividades livres com as Assistentes Operacionais e Técnica o Higiene
o Conversa em grande grupo – hora do conto – avaliação da manhã e planeamento da
tarde.
o Actividades planeadas o Arrumar a sala o Avaliação da tarde
o Distribuição do leite escolar o Saída
Quadro 3 – Descrição da rotina diária da sala apresentada pela educadora no PCG no ano lectivo 2010/2011
2.3.2.4
A Educadora de Infância Cláudia
15A educadora Cláudia, cooperante do estágio em jardim-de-infância, formou-se na Escola de Educadoras de Infância Maria Ulrich no ano de 1982. No decorrer do seu percurso de formação, em 1996, formou-se na Escola Superior de Educação de Lisboa num curso de especialização em educação especial, nomeadamente em problemas graves de comunicação, Dos seus 29 anos de serviço, quatro decorreram em instituições particulares, sendo os restantes divididos entre o ensino especial e o ensino regular.
Através das conversas formais e informais mantidas com a educadora de infância, é perceptível o seu interesse e o gosto em trabalhar com crianças com NEE, e o valor que estabelece nas interacções com as crianças.
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Mais uma vez, o nome apresentado não corresponde à realidade, de modo a mantermos o anonimato
da educadora. Assim, este será o nome utilizado, sempre que nos referirmos à educadora de jardim-de- infância.
Capítulo 2 – Quadro Metodológico da Investigação
Mais uma vez, consideramos pertinente referir o modelo pedagógico utilizado pela educadora, uma vez que, segundo Oliveira-Formosinho, Lino e Niza (2007), pode ser considerado como sendo uma gramática pedagógica, demonstrando ainda a perspectiva em que trabalham. Nesta perspectiva, para compreender o modelo pedagógico utilizado pela Educadora Cooperante, é necessário observar e compreender qual é a sua praxis e os valores e crenças que a regem, por influenciar a forma como interage com as crianças. Segundo o PCG, em relação à fundamentação das opções educativas, a educadora define que: “A educação pode ser encarada como um fenómeno cultural, que orienta o diálogo com o educando e os outros educadores mas a acção educativa deve basear-se na relação espontânea, afectiva e instintiva”. (Santos, 1982 citado em Projecto Curricular de Grupo, p.9)
Acerca do modelo pedagógico, considera não utilizar um modelo puro mas que se rege por um modelo eclético e emergente, pelo que, na maioria das vezes, parte dos interesses das crianças para as propostas que realiza. Contudo, embora seja um modelo eclético, existem vários aspectos na sala, desde ferramentas de trabalho, a valores defendidos que representam linhas de determinados modelos utilizados, nomeadamente quanto ao modelo de High-Scope, e principalmente do Movimento de Escola Moderna (MEM).
Capítulo 2 – Quadro Metodológico da Investigação