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Taller cap als docents per l’elaboració del material

Activitat 6: Dissenyem polseres Material Canyetes de plàstic

5.8 Taller cap als docents per l’elaboració del material

Necessidade de Renovação: Diz a Constituição Federal, artigo 205, que "a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovido e incentivado com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho". Baseado nesse dispositivo constitucional procurarei abordar alguns aspectos da educação rural, vistas ao projeto de pesquisa que aborda estudo ligado ao Ensino Fundamental do meio rural, fazendo comparativo entre as escolas de Ensino Fundamental do meio rural do município de Frederico Westphalen - RS e os Centros Familiares de Formação por Alternância do oeste do estado de Santa Catarina.

Observa-se na prática, uma diferença de tratamento entre o ensino no meio urbano e o praticado no meio rural, privilegiando o urbano, principalmente para as classes mais favorecidas. É comum, o sistema educativo, principalmente na rede estadual e municipal, enviar seus professores em início de carreira para escolas do meio rural como forma de adquirir experiência, como se essas escolas rurais fossem laboratório para aprendizagem dos professores, numa conotação clara da não valorização do ensino no meio rural.

Algumas variáveis somam-se em favor dos educandos das famílias rurais, que poderão contribuir para a aplicação de uma educação de qualidade e que atenda ao dispositivo constitucional de "sua qualificação para o trabalho", quais sejam, as famílias rurais são, em geral, mais dóceis, solidárias, afetivas e com padrões morais mais rígidos e conscientes de uma educação de qualidade, expressada principalmente pelos seus representantes de classe, os Sindicatos de Trabalhadores Rurais.

"A escola é o elemento básico de fixação do homem no campo" (SILVA, 1988, p. 75). A educação rural deve ser entendida como toda ação educativa junto às populações rurais, devendo considerar as diferenças de grupos existentes no meio, como por exemplo, agricultores familiares, sem-terras, indígenas; valorizar o conhecimento desses grupos; desenvolver o potencial educativo dos educandos; educar para a cidadania e para o desenvolvimento do meio e que seja sustentável.

Somente nas últimas duas décadas o Brasil começou a pensar oficialmente em educação diferenciada e de qualidade para o meio rural, até então, não passava de algumas iniciativas lideradas por Organizações Não Governamentais. A escola brasileira, desde meados de 1500 até este período, é voltada às elites, não chegando ao meio rural. O reflexo está num dos índices mais baixos de escolaridade do mundo no meio rural. Do total de 19 milhões de analfabetos acima de 15 anos, 32,7% estão no meio rural. O responsável por este índice está num mundo das letras que não dialoga com um mundo real. Além disso, apesar de um considerável crescimento do Ensino Fundamental, temos ainda no Brasil, 2,7 milhões de crianças de 7 a 14 anos fora da sala de aula e, segundo o IBGE (2000), dos 16 milhões de habitantes com idade de 15 a19 anos, apenas 8,19 milhões estão matriculados no Ensino Médio, e destes, apenas 2% são jovens do meio rural, o que nos leva a uma conclusão óbvia de que o trabalhador rural ou trabalha sem qualificação para a atividade ou abandona o meio rural para buscar formação, e assim fazendo, não retorna mais para seu meio, deixando uma lacuna que leva à diminuição da população rural e não aumento da renda familiar.

O desenvolvimento rural será possível quando sua população tiver acesso ao conhecimento das técnicas de produção e de conservação do meio ambiente e, através delas, reproduzir uma melhor qualidade de vida e perspectiva de futuro. Como isso será possível quando somente 02% dos jovens rurais chegam ao ensino médio? E quando chega, a maioria das escolas não está voltada para o desenvolvimento do setor rural? A pesquisa mostra que a grande maioria dos jovens que sai do meio rural é porque não vêem neste perspectiva de futuro. Não é função da escola, instituição que em muitas situações é a única presente na comunidade, oferecer, através de seu projeto político-pedagógico, um mínimo de condições para que suas crianças e jovens enxerguem um pouco mais de perspectiva de futuro no meio rural?

A escola rural que queremos deve estar voltada às necessidades e especificidade do meio rural, inserindo o jovem no contexto do mundo do trabalho que exerce, onde possa desenvolver suas atividades profissionais com mais eficiência e sem deixar de lado uma visão macro do mundo globalizado, das opções de vida fora do rural, e de uma formação para a vida, respeitando suas relações sociais e culturais. A escola rural deve estar aberta para a comunidade, e não se enclausurar num projeto político-pedagógico urbanocêntrico e sociocêntrico, deve ter uma presença ativa na vida da comunidade, na vida das pessoas, e não como mostra a pesquisa onde somente 21,58% dos entrevistados respondeu que a escola se envolvia com os problemas da comunidade, que por sua vez afeta também seus educandos. A presença da família na escola deve se dar não apenas em momentos para levar as atitudes de desabono dos alunos e apresentar seu projeto pedagógico, mas para planejar, discutir os assuntos de interesses da aprendizagem e que remetem a um desenvolvimento do educando e do meio. A pesquisa realizada nas escolas de Ensino Fundamental do meio rural do município de Frederico Westphalen-RS revela que a participação dos pais na escola é eventual, ou seja, menos que uma vez por ano. No meu entender, uma escola voltada somente para o desenvolvimento do educando por si só não faz sentido, deve vir acompanhada de uma formação para o desenvolvimento do meio, neste caso das escolas rurais, para o desenvolvimento do rural, social e economicamente justo e ecologicamente sustentável. A Lei de Diretrizes e Bases da educação nacional, ou Lei 9.394/96, em seus artigos 26 e 28 abre caminhos para uma educação do campo voltada para a realidade, através da adequação de seus currículos de acordo com as especificidades de cada região ou comunidade, cabe então aos poderes públicos e a sociedade instituí-la e zelar para que seja uma educação de qualidade.

3.7 Formação de formadores para profissionalização de jovens rurais e agricultores