• No results found

Tabeller og figurer fra Helsedirektoratet

VEDLEGG

3. Tabeller og figurer fra Helsedirektoratet

A atuação do bibliotecário, dono de empresa ou free-lancer, na área da indústria da informação e a do bibliotecário institucionalizado foi examinada por meio dos seguintes aspectos: o profissional, as atividades exercidas, o contexto tecnológico, econômico e social e o mercado para essa atividade.

Dentro do aspecto atuação, foram estabelecidos graus de comprometimento do bibliotecário independente e do bibliotecário institucionalizado, identificando, assim, as diferenças existentes entre os dois grupos.

3.1.1 Definições operacionais para o estudo

Como pode ser visto nas discussões apresentadas na revisão da literatura deste trabalho, a terminologia que designa o profissional independente não é consistente. Assim, as definições propostas, a seguir, procuram afastar algumas confusões terminológicas encontradas, tais como o uso do termo agente da informação, englobando dois tipos de profissionais, que realizam tarefas diferentes e os diversos níveis em que podem atuar os profissionais envolvidos.

Para melhorar o entendimento das definições utilizadas, foi estabelecido que o profissional autônomo pode ser (1) free-lancer, correspondendo ao profissional que atua ocasionalmente e de forma independente; (2) empresário, correspondendo ao profissional que é proprietário ou sócio de firma. O termo autônomo pode ser aplicado a esses dois tipos, pois, o trabalho autônomo pode ser definido como prestação de serviço sem vínculo empregatício para com a organização que requisita o serviço. O empresário presta serviço por meio de sua firma e o free-lancer, quase sempre, de forma independente.

Para o autônomo, foram oferecidas duas opções possíveis. A primeira visa diferenciar os dois tipos de agente de informação, isto é, aquele que é free-lancer, independente, daquele que é empresário. O mesmo ocorreu para os consultores da informação. No instrumento de coleta de dados, foi oferecida a opção "outros" para aqueles que não se enquadravam nas

definições apresentadas, principalmente quanto ao uso da expressão "agente da informação", proposta por Paiva (1990), ainda não testada ou consagrada pelo uso.

As opções foram as seguintes:

- agente de informação1 (infonvation broker) - profissional: (1) free-lancer,2 independente, que não está vinculado a uma organização; ou (2) sócio e/ou proprietário de firma. Suas atividades são: localizar, transferir, organizar informação, mediante o pagamento de taxas pela organização que requisita esse serviço;

- consultor de informação (information consultanf) - (1) free-lancer, independente ou (2) sócio e/ou proprietário de firma e especialista que, em razão de sua considerável experiência, fornece soluções para problemas; orienta bibliotecas, centro de informação e similares; realiza projetos e outras atividades de planejamento, não executadas pela equipe regular da instituição para qual presta serviço;

O bibliotecário institucionalizado foi definido como aquele que trabalha para uma organização sob vínculo empregatício, podendo essa organização ser pública ou privada.

3.2.1 Característica do trabalho desenvolvido pelo profissional independente

A principal característica do trabalho do autônomo é a prestação de serviço, sem vínculo empregatício permanente, numa relação ocasional ou temporária, entre o profissional e o contratante. O contrário estabelece-se para o bibliotecário institucionalizado. As características das condições do trabalho do bibliotecário institucionalizado podem ser assim descritas: empregado de uma organização, para a qual presta sen/iço sob vínculo empregatício, numa relação estável entre ele e a organização.

3.1.2 Os contextos tecnológico, econômico e social que podem explicar o surgimento do grupo de profissionais independentes

1 Cunha, em seu dicionário para a Ciência da Informação e Documentação, traduziu o termo como 'corretor da

Informação"

2 "free lancer" para esta pesquisa está sendo empregado, para identificar o profissional independente sem vinculo

De acordo com o histórico do profissional, os fatores tecnológicos, econômicos e sociais que facilitaram o surgimento dessa nova atividade são os mesmos que compõem a "sociedade da informação". Dentro dessa perspectiva, a informação passa a ser um bem de valor econômico, necessário à competição, na área de negócios. Tal informação, em muitos casos, é do tipo não convenciona!3, como por exemplo: relatórios sobre situação de

mercado e dados estatísticos. A rapidez no fornecimento da informação é outro aspecto que tem motivado o mercado a procurar os sen/iços desses profissionais.

Para responder à demanda de novas informações por parte da sociedade, foi feito um esforço visando melhorar o acesso à informação, principalmente quanto à sua recuperação o que resultou na automação das bibliotecas e centros de informação. Esse foi o contexto propício para consultores atuarem em projetos de automação, projetos para construção de bases de dados ou programas para acessar as informações.

O fator tecnológico, derivado da união das telecomunicações e informática, possibilitou o acesso remoto à informação armazenada em bases de dados. Esse foi o campo de atuação dos primeiros information brokers. O emprego dessa tecnologia veio quebrar o monopólio das bibliotecas e similares na transmissão da informação. Como consequência, surgiu a tese da desinstitucionalização da profissão ou, em outras palavras, o bibliotecário pode encontrar mercado profissional fora da instituição biblioteca.

De maneira geral, o impacto da união das telecomunicações e informática tem alterado os padrões ocupacionais4. Esse impacto proporcionou novos arranjos ou formas de trabalho,

caracterizados por atividades temporárias ou subcontratação de sen/iços. Dentro desses novos padrões, inclui-se aquele que é desenvolvido na própria casa do indivíduo, ligado à empresa por sistemas computadorizados. A nova forma de trabalho, de acordo com os relatos encontrados, tem sido bastante praticada pelo bibliotecário autônomo.

Outro exemplo que pode ser incluído, dentro da perspectiva de alteração dos padrões ocupacionais, são os trabalhos executados em tempo parcial e os temporários. Essas mudanças possibilitaram novas oportunidades no mercado de trabalho para o profissional.

3Publicações não convencionais sâo aquelas que se diferem das usuais, livros e revistas. São chamadas,

também, de literatura cinzenta ( gray iiterature)

As décadas de 80 e 90 trazem o impacto da crise econômica. Esse fato tem provocado a procura da redução de custos e do tamanho das organizações. Como consequência, cresce o desemprego dos bibliotecários. Por outro lado, surge o incentivo à formação de microempresas e a demanda fornecida pela terceirização, o que favorece a área de prestação de serviços. Essa estratégia é o resultado da prática administrativa das empresas que entregam a terceiros a execução de algumas atividades, visando à redução de custos.

Para identificar a influência desse contexto foram feitas, nesta pesquisa, perguntas específicas aos autônomos sobre os benefícios do fator tecnológico, resultante da junção informática e comunicação, sobre as oportunidades económicas oferecidas pelas linhas de financiamento do governo, sobre o mercado existente e sobre a influência da terceirização.

3.1.3 Comprometimento organizacional do bibliotecário

O bibliotecário institucionalizado teve, neste estudo, suas atitudes para com a organização comparadas com as do bibliotecário autônomo. Foram medidas variáveis demográficas, variáveis de atitudes em relação às tarefas exercidas, atitudes em relação ao grupo e atitudes para com a organização. O conjunto de variáveis foi comparado com o grau de comprometimento, encontrado na análise da variável comprometimento. A partir dessa comparação, foram estabelecidas as diferenças existentes entre os dois grupos5.

Para a parte que se refere à variável comprometimento organizacional, foi utilizado o enfoque afetivo, no qual se baseiam as afirmações utilizadas por Mowday et al. (1982) no seu Organizational Commitment Questionnaire (OCQ). As afirmações utilizadas nesse instrumento de coleta de dados estão baseadas em três características conceituais: (1) crença e aceitação dos objetivos e valores organizacionais; (2) disposição para defender a organização e (3) desejo de manter o vínculo com a organização.

5 Lachman & Aranya (1986) afirmam ser óbvio que variáveis tais como comprometimento, satisfação no trabalho,

realização cie expectativas e intenção de sair da organização tenham significado diferente para o autônomo em relação ao empregado de uma organização.

Para medir o comprometimento organizacional, foi utilizada uma escala de nove itens6.

Sendo assim, houve uma redução em relação à proposta de Mowday et al. (1982) de 15 itens, conforme estudo apresentado por Bastos (1992).

As variáveis demográficas e as atitudes no trabalho foram baseadas no estudo de Borges- Andrade, Afanasieff e Silva (1989), refletindo a experiência brasileira dos autores, numa pesquisa junto a servidores de uma instituição de pesquisa agropecuária e os achados de outros autores totalizando 3684 indivíduos em 41 organizações, descritos em Borges-Andrade (1994).

A opção por esse enfoque partiu da necessidade do exame das diferenças desses dois grupos. Para estabelecer tais diferenças, foi escolhido um meio para observar como os dois grupos se comportam em relação à prestação de sen/iço a uma organização. Os dados foram examinados da seguinte maneira: numa primeira etapa, foram verificadas experiências, tipo de instituição, tamanho, tempo de ser/iço, função exercida e salário; o relacionamento com o trabalho e com a instituição e, por fim, a indicação da organização ideal. Numa segunda etapa foi verificado o relacionamento para com a organização. Ao final, foram estabelecidas as diferenças por meio da comparação dos dados da primeira etapa com a segunda.

Esquematicamente7 a comparação se processará da seguinte forma para os dois grupos: